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Revista da Associação Médica Brasileira

Print version ISSN 0104-4230

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.47 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302001000100016 

Diretrizes

Ginecologia

 

OSTEOPOROSE: DIRETRIZES FUTURAS

 

 

Os objetivos para diagnóstico de mulheres com risco para osteoporose incluem o reconhecimento do início da perda da massa óssea e a avaliação do risco de fraturas, a fim de que se possa instituir a terapêutica adequada.

O diagnóstico da osteoporose inclui não somente a anamnese e o exame físico, mas principalmente a medida da densidade mineral óssea (BMD), através da densitometria óssea por DEXA (dual-energy X-ray absorptiometry). Recentemente, o emprego da ultra-sonografia quantitativa (QUS), tem conseguido avaliar o risco para fraturas de quadril quase que equivalentes aos constatados pela DEXA, embora ainda não haja unanimidade na padronização de técnicas. Os marcadores bioquímicos de formação e reabsorção óssea também são utilizados, pois identificam mudanças na remodelação óssea em curtos intervalos de tempo. Seu emprego é bem definido na monitorização do tratamento; a osteocalcina e a fosfatase alcalina são indicadores de formação óssea, enquanto a piridinolina, a deoxipiridinolina e os telopeptídeos do colágeno tipo I (CTx ou NTx) o são da reabsorção óssea.

O valor da BMD para predizer risco de fratura está estabelecido, sendo que usuárias de corticóides por mais de dois meses ou com outros fatores de risco presentes devem fazer a medida. O rastreamento universal vem sendo questionado, não havendo consenso sobre quando iniciar seu emprego. No futuro, a determinação dos fatores de risco e a medida da BMD associadamente poderão precisar o diagnóstico para o risco de fraturas.

O tratamento ideal para osteoporose, com qualquer droga, necessita níveis adequados de cálcio e vitamina D obtidos da dieta e exposição solar. A atividade física é necessária para aquisição e manutenção da massa óssea. Exercícios de alto impacto, embora aumentem a massa óssea, devem ser evitados, pois elevam o risco de quedas e microfraturas.

A terapia de reposição hormonal atua como importante agente na prevenção e tratamento da osteoporose. O emprego dos bisfosfonatos (etidronato, alendronato e risedronato) aumentam a BMD, propiciando menor risco de fraturas (30 a 50 %). Os SERMs (selective estrogen receptor modulators), especialmente o raloxifeno, demonstram redução de risco para fraturas em 36%.

Comentário

Pelas considerações acima constatam-se ainda alguns aspectos controversos; por este motivo as diretrizes futuras de investigação devem incluir:

1. Estratégias para maximizar o pico de massa óssea, assim como para o diagnóstico precoce de eventuais perdas.

2. Definir o impacto da carência do cálcio e da vitamina D em crianças e como revertê-las.

3. Estabelecer quais os marcadores genéticos e como aplicá-los na prática.

4. Determinar a necessidade de suplementação dietética.

5. Identificar as pacientes que necessitam de tratamento.

6. Verificar em que situações devem ser utilizados os marcadores bioquímicos de osteoporose.

 

Paulo Augusto de Almeida Junqueira
Angela Maggio da Fonseca
José Mendes Aldrighi

 

Referência

Osteoporosis Prevention, Diagnosis, and Therapy. NIH Consensus Statements 2000 March 27-29; 17(1): 1-36.