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Revista da Associação Médica Brasileira

Print version ISSN 0104-4230

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.49 no.2 São Paulo Apr./June 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302003000200029 

ARTIGO ORIGINAL

 

Correlação entre o índice de massa corporal e a prega cutânea tricipital em crianças da cidade de Paulínia, São Paulo, SP

 

Body mass index and triceps skinfold correlation in children from Paulínia city, São Paulo, SP

 

 

Mariana Porto Zambon; Maria de Lurdes Zanolli; Denise Barbieri Marmo; Luís Alberto Magna; Luis Manuel Guimarey; André Moreno Morcillo

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

O índice de massa corporal (IMC) tem sido indicado como método de escolha para o diagnóstico da obesidade em adultos e crianças.
OBJETIVO: Estudar a correlação existente entre o IMC e a prega cutânea tricipital (PCT).
MÉTODOS: Foram avaliadas 4.236 crianças de 3,1 a 10,9 anos, 48,3% do sexo masculino e 51,6% feminino, de quatro estudos realizados em Paulínia, SP, Brasil. Mediu-se o peso e a estatura, com os quais calculou-se o IMC. A PCT foi medida com paquímetro Holtain. Os dados foram transformados em escores Z e comparados à curva norte-americana (Frisancho, 1993). A população foi dividida em grupos de acordo com os escores Z do IMC: grupo A) escore Z < - 1; B) -1 < escore Z < 1; C) escore Z > 1. Realizou-se uma análise de regressão linear múltipla (método stepwise). Os dados foram processados no SPSS.
RESULTADOS: O grupo A apresentou menor variabilidade na PCT (média 7,8; DP = 2,3) quando comparado aos demais (B: média 10,1; DP=4 e C: média 17,8; DP=4,4). Na análise da regressão linear, considerando todos os casos, a PCT apresentou R2=0,478. Nos grupos B e C a PCT teve R2=0,364 e 0,368, respectivamente enquanto no grupo A foi apenas 0,032.
CONCLUSÃO: A correlação entre o IMC e a PCT é elevada no grupo de crianças com risco de obesidade (grupo C), o que justifica a substituição do uso da PCT pelo IMC em estudos populacionais de obesidade em escolares brasileiros.

Unitermos: Avaliação nutricional. Índice de massa corporal. Prega cutânea tricipital.


SUMMARY

Body mass index (BMI) has been considered a criterion to define and analyse obesity in adults and children.
BACKGROUND: the purpose of this study was to evaluate the correlation between BMI and triceps skinfold (TSF).
METHODS: there were studied 4,236 children (3.1–10.9y); 48.3%M:51.6%F, from four studies made in Paulínia, SP-Brazil. Height, weight and TSF (Holtain caliper) were measured. For each children BMI was calculated and transformed in SDS, according to North American data (Frisancho, 1993). Multiple linear regression analysis (stepwise) was used for the whole population and in three groups according to BMI: A) SDS <-1.0; B) -1.0 < SDS < 1.0; C) SDS ³ 1.0. Data were processed with SPSS software.
RESULTS: in group A, the TSF (7.8 ± 2.3) variability was lower when compared with the groups B (10.1 ± 4.0) and C (17.8 ± 6.2). In multiple linear regression with the whole population, R2 = 0.478 for TSF. In groups B and C, R2 = 0.364 and 0.368 respectively for TSF, and in group A it was only 0.032.
CONCLUSIONS: these observations demonstrated a height correlation between BMI and TSF in children with obesity risk (group C). Therefore, we conclude that, in Brazil BMI can be used for children's research of obesity in population studies, instead of TSF.

Keywords: Nutritional assesment. Body mass index. Triceps skin fold.


 

 

INTRODUÇÃO

Atualmente considerada um problema de saúde pública, a obesidade é definida como um acúmulo excessivo de gordura provocado por um balanço positivo de energia1,2. Seus estudos de prevalência e incidência na infância e na adolescência apresentam dificuldades de realização pelas diferenças de definição, pela escolha do método diagnóstico e pelo referencial utilizado2,3.

A medida das dobras cutâneas vem sendo utilizada, em estudos populacionais, para a avaliação do tecido adiposo subcutâneo, principalmente para identificar os pacientes com excesso de gordura. Porém, tem como desvantagem a dificuldade técnica de padronização4.

Várias pregas cutâneas podem ser avaliadas isoladamente ou em conjunto. Entre estas encontramos a prega cutânea bicipital (PCB), a tricipital (PCT), a subescapular (PCSE) e a suprailíaca (PCSI). Em crianças a PCT é a mais utilizada5.

O índice de massa corporal (peso/altura2) tem sido preconizado como um bom método para avaliação da obesidade, tanto em crianças como em adolescentes e adultos6,7,8.

O objetivo deste trabalho foi estudar a correlação existente entre o índice de massa corporal (IMC) e a prega cutânea tricipital (PCT) em crianças.

 

MÉTODOS

Foram incluídas 4.236 crianças [48,3%M;51,6%F] com idades entre 3,1 a 10,9 anos (7,9±1,4). Este grupo corresponde a estudantes de escolas públicas de quatro coortes realizadas na cidade de Paulínia, São Paulo, Brasil9,10,11,12. Da primeira, realizada entre setembro de 1979 e novembro de 1980 com 625 escolares, foram incluídas 620 crianças, 357 do sexo masculino e 263 do feminino9. Do segundo estudo, realizado entre março de 1984 e novembro de 1985 que incluiu 1605 estudantes do primeiro grau, analisamos 1509: 732 do sexo masculino e 858 do feminino10. Um terceiro estudo avaliou 521 crianças de um total de 2291 matriculadas em pré-escolas, no período de julho a novembro de 1990, as quais foram selecionadas por amostragem aleatória estratificada. Destas, estudamos 518, sendo 260 do sexo masculino e 258 do feminino11. Em outro estudo realizado entre março de 1993 e novembro de 1994 com 1903 escolares de primeiro grau, incluímos 1508, sendo 837 do sexo masculino e 671 do feminino12.

As crianças foram submetidas a um exame antropométrico, sendo que em todos os estudos foram medidos o peso, a altura e a PCT empregando a mesma técnica13. A altura foi medida com um antropômetro de madeira (precisão 0,1cm), o peso em uma balança mecânica (precisão 100g) e a prega cutânea tricipital com um paquímetro Holtain com escala de 0,2mm. No cálculo dos escores Z do IMC, utilizou-se como referencial a curva norte-americana14.

Para se estudar a relação existente entre o IMC e a PCT empregou-se a regressão linear múltipla (método stepwise), considerando como variáveis independentes a idade, o sexo e a prega cutânea tricipital15. Procurou-se um modelo que se ajustasse a toda população, a qual, posteriormente, foi dividida em três grupos de acordo com o IMC: Grupo (A) escore Z < -1; Grupo (B) -1 < escore z < 1 e grupo (C) escore Z > 1. Os dados foram processados empregando o software SPSS.

 

RESULTADOS

A distribuição das crianças em relação ao sexo, idade e coorte de origem é apresentada na Tabela 1.

 

 

Na Tabela 2 são apresentadas a média, o desvio padrão e o coeficiente de variação da PCT em relação aos grupos A, B e C de IMC. O grupo A, constituído por crianças que têm escores z de IMC menor ou igual a –1,0, tem menor variabilidade na PCT quando comparado aos demais.

 

 

A análise de regressão linear incluindo toda a população de estudo evidenciou que a variável mais importante é a PCT, com um coeficiente de determinação (R2) de 0,478, seguida pelo sexo R2 igual a 0,028. O modelo final é apresentado na Tabela 3.

 

 

A análise para o grupo A de IMC demonstrou que a variável de maior peso é a idade (R2=0,203), seguida pela PCT (R2=0,032) e pelo sexo (R2=0,019). Nos grupos B e C, a variável de maior peso é a PCT com R2 igual a 0,364 e 0,368, respectivamente. No grupo B, a idade apresenta R2 igual a 0,050 e o sexo R2 igual a 0,027, enquanto no grupo C a idade determina um aumento R2 de 0,073. Os modelos finais são apresentados na Tabela 3.

 

DISCUSSÃO

O IMC tem sido recomendado para classificar o sobrepeso e a obesidade em adultos2. É muito útil para estimar a prevalência da obesidade em populações, no entanto pouco contribui para se estudar a distribuição do tecido adiposo, pois valores altos do IMC não estão necessariamente associados a uma maior quantidade de tecido adiposo. Além disso, pode não haver correspondência em relação ao risco de morbidade entre diferentes indivíduos com semelhantes valores de IMC2.

Estudos realizados em adultos têm demonstrado que há uma correlação positiva entre o IMC e a gordura corporal, seja ela expressa pela porcentagem de gordura (%G) ou gordura corporal total (GCT)16,17. No entanto, Revick & Israel (1986) 18 e Roubenoff et al. (1995) 19 afirmam que o seu uso deve ser cuidadoso, pois obtiveram estimativas imprecisas da GCT e da %G.

No que se refere às crianças e adolescentes, são inúmeras as preocupações com relação ao uso do IMC: a escolha da curva de referência, os pontos de corte, a interferência do sexo, da idade e da etnia4,7,20,21,22.

Quanto aos estudos de validação neste grupo etário, Pietrobelli et al. (1998)23, avaliando a composição corporal por Dual Energy X-Ray Absorptiometry (DEXA) em crianças e adolescentes (5-19 anos), demonstraram uma forte associação entre o IMC e a GCT (R2=0,85 e R2=0,89, respectivamente, para os sexos masculino e feminino) e entre o IMC e a %G (R2=0,63 e R2=0,69, respectivamente, para o sexo masculino e feminino). Dietz & Bellizzi (1999)7, revendo trabalhos de validação entre o IMC e a porcentagem de gordura, referem coeficientes de correlação que variam de 0,50 a 0,87 nos estudos que utilizaram a DEXA e de 0,44 a 0,77 para a hidrodensitometria.

Malina & Katzmarzyk (1999)8, analisando os dados de seis estudos com crianças e adolescentes de 9 a 19 anos, calcularam a sensibilidade e a especificidade do IMC no diagnóstico do sobrepeso e da obesidade. Quando comparado com os resultados obtidos no diagnóstico do sobrepeso por hidrodensitometria, a sensibilidade (4,3%-30,8%) era muito menor que a especificidade (95%-98,8%). Quando comparado com a PCT, a sensibilidade (20%-75% para o sobrepeso e 14,3%-60% para a obesidade) também era menor que a especificidade (86,1%-98,1% para o sobrepeso e 96,3%-100% para a obesidade). Estes achados são relevantes, já que indicam que o IMC pode não ser um bom método para avaliação da obesidade, corroborando as preocupações de Revick & Israel (1986)18 e Roubenoff et al. (1995)19.

O método alternativo para ser usado em estudos populacionais é a medida das dobras cutâneas, que é uma medida direta da espessura do tecido adiposo do celular subcutâneo, no entanto, a medida das dobras cutâneas apresenta dificuldades com relação ao processo de treinamento, precisão e reprodutibilidade dos resultados.

Ward et al. (1975)24 demonstraram que a correlação entre a PCT e a GCT (D2O) em adultos era respectivamente 0,56 e 0,87 para homens e mulheres, enquanto para a prega cutânea subescapular (PCSE) era de 0,72 (mulheres) e 0,54 (homens). Goran & Gower (1999)25 afirmam que a correlação entre a gordura visceral e as dobras cutâneas é bastante alta (r=0,85 para PCSE, r=0,92 para a PCT, r=0,91 para a prega cutânea abdominal e r=0,91 para a prega cutânea supra-ilíaca), porém Schoroeder & Martorell (1999)26 encontraram pobre correlação entre o IMC e os indicadores de obesidade central.

Bolzan et al. (1999)27, estudando 321 crianças (6-13 anos) de General Lavalle – Argentina, encontraram um coeficiente de correlação entre o PCT e o IMC de 0,76. No Brasil, Fonseca, et al. (1998)28, estudando 391 adolescentes (15-17 anos) da cidade de Niterói, Rio de Janeiro, encontraram correlação bastante alta entre a PCT e o IMC (0,73 e 0,80), respectivamente no sexo masculino e feminino) e PCSE e IMC (0,78 e 0,80), respectivamente no sexo masculino e feminino). Gamba (1999)29 também encontrou elevada correlação entre a PCT e o IMC, com valores de r variando de 0,66 a 0,75 no sexo masculino e de 0,63 a 0,81 no feminino.

Considerando toda a população, nossos resultados demonstram que a PCT foi a principal responsável pela variação do IMC sendo pequena, porém significativa a contribuição da idade e do sexo. Ao separarmos a população em três grupos, observamos que para o grupo A (IMC Z < -1) o modelo de regressão apresenta o menor coeficiente de correlação e que a PCT deixa de ser a variável que mais contribui para a variação do IMC. No entanto, no grupo C (IMC Z ³ 1) a PCT tem contribuição significativa e maior que a idade. Pietrobelli et al. (1998) também concluem que valores altos de IMC estão associados com maior adiposidade.

O fato do modelo explicar pouco mais de 50% da variação do IMC, justifica-se por não terem sido consideradas a gordura visceral, a massa muscular e a massa óssea. Levando-se em conta a sua simplicidade, o baixo custo e a alta reprodutibilidade, recomendamos a utilização do IMC em estudos de prevalência de obesidade em pré-escolares e escolares.

 

CONCLUSÃO

Estes resultados sugerem uma associação entre o IMC e a PCT, que é uma medida direta da adiposidade.

 

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Endereço para correspondência
Mariana Porto Zambon
R: Botafogo 151/491 Caminhos de San Conrado
CEP: 13.130-601 - Sousas Campinas – SP
Fax: (55-19) 3788-8260
E-mail: zambon@correionet.com.br

Artigo recebido: 01/11/2001
Aceito para publicação: 06/12/2002

 

 

Trabalho realizado no Hospital das Clínicas da Unicamp - Departamento de Pediatria, Campinas, São Paulo, SP