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Revista da Associação Médica Brasileira

Print version ISSN 0104-4230On-line version ISSN 1806-9282

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.49 no.2 São Paulo Apr./June 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302003000200034 

ARTIGO ORIGINAL

 

Prevalência de sobrepeso e obesidade nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil

 

Overweight and obesity prevalence in Northeast and Southeast Regions of Brazil

 

 

Marcelo Militão Abrantes; Joel Alves Lamounier; Enrico Antônio Colosimo

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar a prevalência de sobrepeso e obesidade em crianças, adolescentes, adultos e idosos brasileiros das regiões Nordeste e Sudeste;
MÉTODOS: Avaliação antropométrica de 17.184 pessoas, estudadas na Pesquisa sobre Padrões de Vida (PPV) realizada pelo IBGE em 1996/97, através do índice de massa corporal sendo usados como limite para sobrepeso e obesidade os valores propostos por Cole et al. por permitirem uma continuidade de critério de sobrepeso e obesidade na infância, adolescência e idade adulta.
RESULTADOS: Predomínio do sexo feminino, 53,1%, na população estudada. A média de idade foi de 29 anos e 5 meses (desvio padrão de ± 20 anos), a mediana foi de 25 anos e 6 meses. A prevalência de sobrepeso foi de 10,8% entre crianças, 9,9% nos adolescentes e 28,3% entre adultos e a de obesidade foi 7,3%, 1,8% e 9,7%, respectivamente. Observado um aumento gradativo da prevalência de sobrepeso e obesidade desde a infância até a idade adulta, com declínio entre os idosos.
CONCLUSÕES: Prevalência conjunta de sobrepeso e obesidade na população brasileira é maior no sexo feminino sendo que mais da metade das mulheres das regiões Nordeste e Sudeste do Brasil, com idade entre 50 e 69 anos, têm sobrepeso e/ou obesidade. A comparação de estudos de prevalência de sobrepeso e obesidade na infância e adolescência é dificultada pela escassez de estudos populacionais nacionais e diversidade de critérios utilizados na avaliação nutricional.

Unitermos: Obesidade. Sobrepeso. Avaliação nutricional.


SUMMARY

OBJECTIVE: to evaluate the prevalence of overweight and obesity in children, adolescents, adults and elderlies from Northeast and Southeast regions of Brazil.
METHODS: anthropometric evaluation of 17.184 people, studied in Life Pattern Research conducted by Brazilian Institute of Geographic and Statistics in 1996/97, by body mass index. Overweight and obesity definitions according to body mass index values proposed by Cole et al. which are related to adult definition.
RESULTS: It was studied a little more females in this study (53.1%). Average age was 29 years and five months (± 20 years), median was 25 years and six months. Overweight prevalence was 10.8% in children, 9.9% in adolescents and 28.3% among adults and obesity was 7.3%, 1.8% and 9.7% respectively. It was noticed a gradual increase in overweight or obesity prevalence since infancy through adult age with decrease among the elderly.
CONCLUSION: Prevalence of overweight and obesity joined is higher among females. More than half of the women among 50 and 69 years old, from Northeast and Southeast regions of Brazil have overweight or obesity. There are few studies of overweight and obesity among children and adolescents and a lot of definition for obesity in children which makes more difficult the comparison of studies of prevalence among children.

Keywords: Obesity. Overweight. Nutritional evaluation.


 

 

INTRODUÇÃO

A obesidade é considerada um importante problema de saúde pública em países desenvolvidos e uma epidemia global pela Organização Mundial de Saúde (OMS)1. O aumento de sua prevalência em países em desenvolvimento, especialmente na América Latina, também já foi estudado, e em países como Índia e China o aumento de 1% na prevalência de obesidade gera 20 milhões de novos casos2,3,4.

Está associada com hipertensão arterial, doença cardíaca, oesteoartrite, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer1,5. Pessoas obesas, particularmente crianças e adolescentes, freqüentemente apresentam baixa auto-estima, afetando a performance escolar e relacionamentos levando a conseqüências psicológicas a longo prazo. Em algumas comunidades pessoas obesas podem também sofrer discriminação social6.

A OMS indica a antropometria como método mais útil para identificar pessoas obesas pois é o mais barato, não-invasivo, universalmente aplicável e com boa aceitação pela população. Índices antropométricos são obtidos a partir da combinação de duas ou mais informações antropométricas básicas (peso, sexo, idade, altura)1.

Atualmente, o índice mais utilizado para identificar pessoas obesas é o índice de massa corporal (IMC), calculado pela fórmula peso (em kg) dividido pelo quadrado da altura (em metros), desenvolvido no século passado, por Lambert Adolphe Jacques Quetelet, matemático belga7. Este índice tem seu uso praticamente consensual na avaliação nutricional de adultos cujos limites inferior e superior da normalidade são baseados em critérios estatísticos que correlacionam uma maior morbimortalidade em pessoas com IMC acima ou abaixo deste intervalo1,8-11. Seu uso em adolescentes e crianças começou a ser mais difundido após a publicação de Must et al12,13, que apresentaram valores de percentis por idade e sexo. Recentemente, para definir obesidade na infância e adolescência, diversos autores manifestam uma tendência em utilizar critérios estatísticos de mortalidade e de continuidade dos valores de IMC com os adotados na idade adulta14-20. Cole et al (2000) propuseram valores de ponto de corte concordantes com esta tendência20.

O objetivo do presente estudo é avaliar a prevalência de sobrepeso e obesidade em crianças, adolescentes, adultos e idosos brasileiros das regiões Nordeste e Sudeste.

 

MÉTODOS

Para o presente estudo foram utilizados dados da Pesquisa sobre Padrões de Vida (PPV), realizada pelo IBGE em convênio com o Banco Mundial. Esta pesquisa avaliou as condições de moradia, tendências demográficas (migração, fecundidade e história de nascimentos), acesso aos serviços de educação e saúde, nutrição, condições de vida da população brasileira, além de dados de peso e altura21.

A amostra da pesquisa foi constituída por 19.409 pessoas residentes em 5.000 domicílios, distribuídos em 554 setores censitários das regiões Nordeste e Sudeste do País. A amostra foi selecionada de maneira randomizada e sua metodologia está descrita em outra publicação21. Os dados desta pesquisa foram disponibilizados via CD-ROM pelo IBGE.

Os valores referentes ao peso, altura e sexo foram extraídos do banco de dados principal e armazenados em um banco de dados secundário no software EpiInfo, versão 6.0422. O IMC foi calculado pela fórmula: peso/(altura)2. A variável idade, inicialmente calculada em meses, foi obtida pela diferença entre a data do exame e data de nascimento.

Para classificar o estado nutricional foi desenvolvido um programa no software EpiInfo sendo utilizados os valores propostos por Cole et al., que permitem uma continuidade de critério de sobrepeso e obesidade na infância, adolescência e idade adulta20. Estes valores de IMC estão apresentados na Tabela 1.

Considerado eutrófico o IMC abaixo dos valores propostos como limite para sobrepeso, como sobrepeso o IMC igual ou acima dos valores do limite para sobrepeso e abaixo do limite para obesidade e como obeso o IMC igual ou acima dos valores propostos como limite para obesidade.

Não foram analisados dados de 634 crianças com idade inferior a dois anos, pois Cole et al. propuseram valores para crianças com dois anos ou mais. Outras 1.591 pessoas não foram consideradas na análise porque não tinham informações sobre peso e/ou altura. Sendo assim, a amostra final do presente estudo foi de 17.184 pessoas.

 

RESULTADOS

Do total de 17.184 pessoas avaliadas, 2.683 (15,7%) eram crianças (idade menor que 10 anos), 3.943 (23%) adolescentes (idade entre 10 anos e menor que 20 anos) e 10.522 (61,3%) adultos (acima de 20 anos).

A distribuição entre os dois sexos foi: 8.063 (46,9%) do sexo masculino e 9.121 (53,1%) do sexo feminino. A média de idade foi de 29 anos e 5 meses (desvio padrão de ± 20 anos), a mediana foi de 25 anos e 6 meses. A prevalência de crianças, adolescentes e adultos com sobrepeso e obesos, agrupadas por idade e sexo estão nas Tabelas 2, 3 e 4. Observou-se um aumento gradativo da prevalência de sobrepeso e obesidade desde a infância até a idade adulta, com declínio entre os idosos (Figura 1).

 

 

 

 

 

DISCUSSÃO

A OMS defende que a definição de obesidade em crianças e adolescentes tenha uma relação com a definição em adultos: "como as doenças no período da adolescência são escassas, é particularmente importante o quanto a antropometria na adolescência pode predizer fatores de risco ou doenças na idade adulta", citando ainda que "pouco é conhecido sobre níveis específicos de IMC na adolescência e sua relação com risco futuro ou concomitante e resposta a intervenções"1. Diversos autores também têm manifestado preferência por tentar definir o ponto de corte baseado em critérios estatísticos de mortalidade e de continuidade com a idade adulta9,10,11,20. Cole et al. foram um dos primeiros autores a apresentar valores de IMC concordantes com esta tendência20. No entanto, ainda não está determinado se a continuidade de critério entre infância e idade adulta é acompanhada pelo mesmo risco de morbi-mortalidade23.

Apesar desta tendência, existem outras publicações com valores limítrofes de IMC que também são utilizados para identificar crianças e adolescentes com sobrepeso e obesidade14-19. Por isso alguns autores consideram que uma estimativa internacional da prevalência de obesidade pediátrica e comparação de prevalência e tendência secular de obesidade pediátrica não são possíveis devido a diversidade de critérios usados24,25. No presente estudo utilizou-se os valores propostos por Cole et al. porque eles permitem uma continuidade de definição de obesidade na infância, adolescência20.

Dados brasileiros com relação à obesidade na infância e adolescência são ainda limitados e a maioria dos estudos nacionais são baseados em amostras de estudantes, e alguns estudaram somente as escolas privadas. Além disso a diversidade de critérios utilizados na definição de obesidade infantil acarreta dificuldades na comparação dos resultados do presente estudo com publicações nacionais e internacionais26.

No presente estudo, a prevalência de sobrepeso e obesidade entre 2 e 10 anos de idade foi semelhante nos dois sexos. Nos adolescentes, a prevalência de sobrepeso e obesidade foi maior no sexo feminino, exceto aos 16 anos de idade, o que já foi descrito por alguns autores6,27. Outros autores descrevem o oposto: prevalência maior de sobrepeso em adolescentes do sexo masculino28. Alguns autores citam prevalência de obesidade superior (14% para adolescentes masculinos entre 17 e 19 anos) à encontrada no presente estudo29.

Alguns autores descrevem que a prevalência de sobrepeso começa cedo, por volta dos 5-6 anos de idade, especialmente em meninas6, o que não foi encontrado no presente estudo; pelo contrário, nesta faixa etária foi encontrada a menor prevalência de sobrepeso em toda a infância. Na China, a maior prevalência de sobrepeso e obesidade entre adolescentes é relatada entre 11 e 12 anos30 que também não foi observada neste estudo.

Usando outros valores de IMC12,1 em crianças de 6 a 19 anos de uma escola particular em Recife, encontrou-se uma prevalência de 26,2% de sobrepeso e 8,5% de obesidade, sendo maior em crianças do que nos adolescentes: 34,3% contra 14,2% e 20% contra 4,2%, respectivamente2). No presente estudo a prevalência de obesidade foi maior em crianças do que em adolescentes enquanto a prevalência de sobrepeso foi praticamente igual nas duas faixas etárias. (Tabela 1 e 2). A prevalência de sobrepeso e obesidade em estudos populacionais baseados em valores de IMC propostos por Cole et al20 e Must, Dallal e Dietz12,13 podem ser comparadas31.

Ao contrário do que ocorre na infância e adolescência, a comparação de estudos de prevalência de sobrepeso e obesidade em adultos e idosos é facilitada pela uniformidade de critérios (valores de IMC).

No presente estudo a prevalência de obesidade foi maior em mulheres do que em homens adultos (>20 anos). Resultados semelhantes são descritos por outros autores6,27,32-36. Um estudo nacional, envolvendo 224 indígenas de duas comunidades Xavante no Estado de Mato Grosso, mostrou distribuição igualitária de sobrepeso e obesidade entre homens e mulheres em uma comunidade e maior no sexo feminino, em outra37. Em bancários, a prevalência de sobrepeso e obesidade (IMC>25) é maior em pessoas do sexo masculino do que feminino, atingindo 68,7% em homens com 40 anos ou mais38. Quando se estuda a estratificação por renda, verifica-se um incremento da prevalência de sobrepeso/obesidade com o aumento de renda para homens, mas não para mulheres36,38,39. Na Arábia Saudita, foi descrita a influência do estado marital: pessoas casadas apresentaram prevalência de sobrepeso e obesidade maior que pessoas solteiras (35,4% x 19,3% e 25,1% x 8,9% para mulheres e homens, respectivamente) 6.

Considerando sobrepeso e obesidade conjuntamente (IMC >25), mais da metade das mulheres da Tunísia e Marrocos estão neste intervalo27. Isto também foi encontrado no presente estudo na faixa etária entre 50 e 79 anos, de idade (Tabela 3). Esta elevada prevalência de sobrepeso e obesidade (mais da metade), também foi descrita em indígenas brasileiros do sexo masculino37.

No presente estudo a prevalência de obesidade mantém-se praticamente estável entre os homens com idade entre 30 e 59 anos, diminuindo a partir desta idade, enquanto nas mulheres ocorre aumento progressivo da prevalência de obesidade até a idade de 70 anos quando começa a declinar. Achado semelhante foi descrito na Arábia Saudita6. Esta diferença na prevalência de obesidade entre o sexo masculino e feminino também foi descrita em outro estudo nacional, mas com faixa etária um pouco diferente: no sexo masculino a prevalência estabilizou por volta dos 40 anos de idade enquanto no sexo feminino a prevalência dobrou a partir desta idade36. Na Arábia Saudita, a maior prevalência de obesidade (33,7%) foi descrita na quinta década de vida e a menor entre 18 e 29 anos de idade (10,6%)6.

A prevalência de obesidade em adultos varia entre 10% e 25% na maioria dos países do Oeste Europeu e entre 20% e 25% em alguns países da América6. No presente estudo a prevalência de obesidade em adultos (>20 anos) foi de 6,7% e de sobrepeso foi de 30%.

O aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade na idade adulta e sua diminuição entre os idosos também já foi descrito por outros autores1,32,36. (Figura. 1)

 

CONCLUSÕES

Conclui-se que a prevalência conjunta de sobrepeso e obesidade na população brasileira é maior no sexo feminino, atingindo índices preocupantes, uma vez que mais da metade das mulheres das regiões Nordeste e Sudeste do Brasil, com idade entre 40 e 79 anos, têm sobrepeso (IMC>25).

A prevalência de obesidade no sexo masculino estabiliza-se mais precocemente que no sexo feminino.

A comparação de estudos de prevalência de sobrepeso e obesidade na infância e adolescência é dificultada pela escassez de estudos populacionais nacionais e diversidade de critérios utilizados na avaliação nutricional.

Os valores propostos por Cole et al permitem uma continuidade na definição de sobrepeso e obesidade na infância, adolescência e idade adulta, mas ainda não está determinado se esta continuidade é acompanhada pelo risco de morbi-mortalidade23. Outros estudos ainda são necessários para se saber qual o melhor valor para definir sobrepeso e obesidade na infância e adolescência.

 

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Endereço para correspondência
Joel Alves Lamounier
Departamento de Pediatria – Faculdade de Medicina da UFMG
Av. Alfredo Balena 190
CEP: 30130-100, Belo Horizonte MG – Brazil

Artigo recebido: 17/12/2001
Aceito para publicação: 02/10/2002

 

 

Trabalho realizado na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG

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