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Revista da Associação Médica Brasileira

Print version ISSN 0104-4230

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.49 no.4 São Paulo  2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302003000400016 

CLÍNICA CIRÚRGICA

 

Conduta no câncer do reto

 

 

Elias Jirjoss Ilias; Osvaldo Antonio Prado Castro; Paulo Kassab

 

 

A conduta no câncer do reto continua sendo polêmica e gerando diversas opções quanto ao seu tratamento ao redor do mundo. Tentaremos dar os principais pontos de concordância para o tratamento desta doença.

Excisão total do mesorreto: deve ser realizada quando o tumor for de reto médio ou reto baixo, lembrando que esta técnica também leva a um aumento nas taxas de fístulas das anastomoses colorretais devido à desvascularização do coto retal.

Adjuvância: quimioterapia não deve ser feita em tumores T1 e T2. Nos tumores T3 e T4 pode ser realizada, porém apresenta baixa resposta em relação a se evitar a recidiva. A radioterapia pode ser realizada quando houver invasão pélvica, no pré-operatório para diminuir a recorrência e nos idosos para realizar operações mais conservadoras.

Excisão local do câncer de reto: pode ser realizada no adenoma viloso degenerado e nos tumores T1. Nos tumores T2 e avançados não deve ser realizada, a não ser que as condições clínicas do paciente não permitirem a cirurgia e sempre com radioterapia pós operatória.

Laparoscopia no câncer de reto: pode ser feita se o tempo cirúrgico for aceitável, quando os conceitos e técnicas oncológicas forem respeitados e quando os resultados não forem comprometidos.

 

Comentário

Em nossa opinião, o tratamento do câncer do reto deve ser individualizado. Cada caso deve ser discutido e analisado para se optar pela melhor conduta para aquele doente em particular. Como exemplo, podemos citar um indivíduo com câncer avançado de reto, passível de ser extirpado pelas condições locais pélvicas, mas sem que as condições clínicas o permitam; nesse caso pode ser uma boa indicação a químio e a radioterapia para aumentar a sobrevivência e melhorar a qualidade de vida.

 

Referência

Diretrizes para o tratamento do câncer do reto. In: 52º Congresso Brasileiro de Coloproctologia, Salvador; 2003. Resumo.