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Revista da Associação Médica Brasileira

versão impressa ISSN 0104-4230

Rev. Assoc. Med. Bras. v.49 n.4 São Paulo  2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302003000400033 

ARTIGO ORIGINAL

 

Função sexual de homens submetidos a transplante hepático

 

Sexual function of males subjected to liver transplantation

 

 

Júlio Cezar Uili Coelho; Jorge Eduardo Fouto Matias; Clementino Zeni Neto; José Luiz de Godoy; Lady Wilson Canan Júnior; Fernando Marcus Felipe Jorge

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar a qualidade de vida sexual masculina antes e depois do transplante hepático.
MÉTODOS: Foi enviado questionário de avaliação para 56 doentes masculinos, que tinham idade superior a 18 anos e que sobreviveram mais de seis meses após o transplante hepático. O questionário continha 15 perguntas com cinco ou seis alternativas de resposta para mensurar a função sexual masculina segmentada por cinco componentes: função erétil, função orgástica, desejo sexual, satisfação com a relação sexual e satisfação com a vida sexual como um todo. As respostas geraram valores numéricos, os quais foram agrupados dentro de cada domínio e comparados antes e depois do transplante hepático.
RESULTADOS: Vinte e cinco doentes responderam completamente o questionário. Todas os cinco componentes da função sexual melhoraram após o transplante hepático, sendo que o escore da função erétil aumentou de 21,12±8,07 para 26,52±5,22 (p=0,004), da função orgástica de 7,28±3,05 para 9,36±1,47 (p=0,008), da função desejo sexual de 6,64±2,58 para 8,68±1,35 (p=0,005), da satisfação com relação sexual de 9,16±3,83 para 12,52±2,65 (p<0,0001) e da satisfação com a vida sexual de 7,12±2,64 para 9,24±1,65 (p=0,002).
CONCLUSÕES: A disfunção sexual é comum em homens com hepatopatia crônica grave e o transplante hepático melhora todos os componentes da função sexual: função erétil, orgasmo, desejo sexual, satisfação na relação sexual e satisfação pessoal.

Unitermos: Transplante hepático. Função sexual. Disfunção sexual.


SUMMARY

BACKGROUND: Sexual dysfunction is very common in liver transplantation candidates. Our objective is to determine the sexual life quality of males before and after liver transplantation.
METHODS: Questionnaire was sent to 56 males over 18 years of age with at least six-month survival after orthotopic liver transplantation. The self-administered questionnaire contained 15 questions with 5 or 6 alternatives to determine the male sexual function which may be divided into 5 domains: 1) erectile function; 2) orgasmic function; 3) sexual desire; 4) intercourse satisfaction; and 5) overall satisfaction with sexual life. Each answer received a score. Domains scores were computed by summing the scores for individual answers and they were compared before and after the liver transplantation.
RESULTS: Twenty-five patients answered the questionnaire completely. All 5 sexual function domains improved after liver transplantation. The score of the erectile function increased from 21.12± 8.07 to 26.52± 5.22 (p=0.004), of the orgasmic function from 7.28± 3.05 to 9.36± 1.47 (p=0.008), of the sexual desire from 6.64± 2.58 to 8.68± 1.35 (p=0.005), of intercourse satisfaction from 9.16± 3.83 to 12.52± 2.65 (p<0.0001) and of overall satisfaction from 7.12± 2.64 to 9.24± 1.65 (p=0.002).
CONCLUSIONS: Sexual dysfunction is common in males with severe chronic liver disease and liver transplantation improves all sexual function domains: erectile function, orgasmic function, sexual desire, intercourse satisfaction and overall satisfaction. [Rev Assoc Med Bras 2003; 49(4): 413-7]

Key words: Hepatic transplantation. Sexual function and a dysfunction.


 

 

Introdução

Com a melhora da sobrevida dos doentes submetidos a transplante hepático para 70% a 80% em cinco anos, uma das principais preocupações das equipes de transplantes é com a qualidade de vida a longo prazo1-3. Alguns centros têm aplicado protocolos de mensuração objetiva e subjetiva de qualidade de vida, como o Índice de Capacidade de Kornofsky e o Ajustamento Psicossocial a Escala de Doença4. Também tem sido utilizado o protocolo LDQOL (Liver Disease Quality of Life Instrument), cuja análise versa sobre os sintomas da doença hepática, interferência desses sintomas na vida diária, concentração, memória, sono, ajuste social, função e problemas sexuais, entre outros4. A função sexual masculina pode ser mais adequadamente avaliada em cinco componentes: função erétil, função orgástica, desejo sexual, satisfação com a relação sexual e satisfação com a vida sexual como um todo5-7.

O painel de consenso sobre impotência dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos definiu disfunção erétil como a incapacidade de atingir e manter a ereção do pênis o suficiente para permitir relação sexual satisfatória. Uma das conclusões deste painel foi o de sugerir que o termo impotência, por levar a interpretações confusas e ter implicações pejorativas, seja substituído por disfunção erétil8.

A disfunção erétil afeta milhões de homens. Somente nos Estados Unidos, estima-se que 30 milhões de homens apresentem esta disfunção9. Uma variedade de condições psicológicas e orgânicas, inclusive as doenças hepáticas crônicas, pode causar disfunção erétil, a qual pode afetar negativamente a auto-estima, a qualidade de vida e o relacionamento interpessoal10,11. Muitos avanços ocorreram no diagnóstico e tratamento da disfunção erétil.

A função sexual no homem e suas disfunções são dependentes de uma série de fatores relacionados aos diferentes sistemas orgânicos. Os candidatos à transplante hepático, freqüentemente referem perda da libido e disfunção erétil12. Alterações endócrinas são comuns, sendo as principais redução da secreção de gonadotrofina e de testosterona, hiperprolactinemia e hiperestrogenemia. O objetivo desse estudo é analisar, objetiva e comparativamente, a qualidade de vida sexual masculina antes e depois do transplante hepático.

 

Métodos

De um total de 234 doentes submetidos a transplante hepático no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná, no período de setembro de 1991 a março de 2002, 56 eram masculinos, tinham idade superior a 18 anos na ocasião do transplante e sobreviveram mais de seis meses após o transplante. Foram enviados questionários de avaliação para todos os 56 doentes.

Os questionários continham uma carta de esclarecimento sobre o estudo, um questionário com 15 perguntas com alternativas de resposta e um envelope selado e endereçado para o envio do questionário respondido para o serviço. Na carta de esclarecimento, era enfatizado o caráter voluntário de participação no estudo e assegurava sigilo das informações.

O questionário enviado com 15 perguntas e cinco ou seis alternativas de resposta foi o mesmo utilizado no estudo de Rosen et al.13 em 1997, o qual contém uma escala internacional para mensuração da função sexual masculina segmentada por cinco componentes: função erétil, função orgástica, desejo sexual, satisfação com a relação sexual e satisfação com a vida sexual como um todo (Quadro 1)13. A função sexual era determinada através de um sistema de pontuação (Quadro 2). Foram feitas as conversões dos dados nominais, de acordo com as respostas referidas pelos doentes, em dados numéricos conforme pontuação determinada pelo questionário proposto por Rosen et al.13. As respostas foram agrupadas dentro de cada domínio da função sexual e somadas, gerando os valores numéricos referentes a cada domínio antes e depois do transplante hepático (Quadro 2). Por exemplo, se o doente optar pela alternativa 1 da pergunta 1 (função erétil), ele receberá o escore 0. Se optar pela alternativa 2, o escore será de 1 e assim sucessivamente até a alternativa 6, cujo escore é de 5. O escore mínimo para cada domínio é de 0 a 2 e o máximo é de 10 a 30 (Quadro 2).

 

 

As somas dos valores dos itens referentes a cada domínio da função sexual dos respectivos doentes foram comparadas, estatisticamente, antes e depois do transplante hepático através do teste não-paramétrico de Mann-Withney Rank. O nível de rejeição da hipótese de nulidade considerado foi p£ 0,05 ou 5%. O estudo foi aprovado pela Comissão de Ética em Pesquisa do Hospital.

 

Resultados

Vinte e sete questionários foram retornados ao serviço, sendo que dois não foram respondidos e, portanto, excluídos do estudo. Os demais 25 foram completamente respondidos e foram objeto da análise estatística. Nenhum desses doentes tinha complicações pós-operatória na data do preenchimento dos prontuários.

A idade dos doentes por ocasião do preenchimento do questionário variou entre 22 e 66 anos, com mediana de 47 anos. O período de tempo pós-transplante variou de 6 a 82 meses, com mediana de 32 meses. Um paciente foi submetido a transplante hepático intervivos e os demais a cadavéricos. Dois doentes foram submetidos a retransplante.

Com relação à classificação de Child-Pugh, 10 doentes eram Child B (40%) e 15, Child C (60%). As principais indicações do transplante foram cirrose pelo vírus da hepatite C e B, seguida por cirrose alcoólica e colangite esclerosante primária (Tabela 1). As indicações de ambos doentes com retransplantes foram cirrose por hepatite auto-imune no primeiro transplante e trombose da artéria hepática no segundo.

 

 

A Tabela 2 evidencia os valores da média e desvio padrão das funções sexuais antes e após o transplante hepático. Houve diferença significativa em todos os componentes da função sexual, indicando melhora dessas funções após o transplante hepático.

 

 

Discussão

A função sexual masculina inclui o desejo sexual, função erétil, função orgástica, satisfação com a relação sexual e satisfação com a vida sexual como um todo13. Para avaliar adequadamente a função sexual é importante obter uma história clínica completa, incluindo detalhes da vida sexual como posições, freqüência e estímulo e realizar exame físico completo8. A história sexual completa é necessária para definir precisamente as queixas ou alterações específicas do paciente. Quando necessário, esta avaliação deve ser realizada com uma equipe multidisciplinar. Em doentes selecionados, pode ser necessário realizar exames fisiológicos ou mesmo invasivos8.

Apesar de serem disponíveis procedimentos diagnósticos laboratoriais, a função sexual é mais adequadamente avaliada com técnicas de questionários respondidas pelo próprio paciente13-15. Uma outra opção, preferível por outros autores2,4, é o médico aplicar o questionário durante uma consulta de retorno. O questionário utilizado no presente estudo, índice internacional de função erétil, avalia todos os aspectos da função sexual masculina. Além do mais, o índice internacional de função erétil foi avaliado em 10 línguas, é facilmente auto-administrável e tem uma elevada sensibilidade e especificidade7,13. Um dos inconvenientes deste método é o número expressivo de doentes que não responde ao questionário. No nosso estudo, mais de 50% dos doentes não responderam ou não preencheram o questionário.

Os achados do presente estudo mostram que os hepatopatas graves, candidatos a transplante hepático, apresentam alterações da função sexual. Vários estudos comprovam que doentes com hepatopatia crônica apresentam evidências de hipogonadismo, tais como ginecomastia, atrofia testicular, alterações na distribuição de pelos, redução da libido, disfunção erétil e oligospermia16,17. Estas alterações são secundárias a distúrbios hormonais, sendo os principais redução da secreção basal de gonadotrofinas (hormônio folículo estimulante e hormônio luteinizante), redução da produção de testosterona, hiperprolactinemia e hiperestrogenemia16-18. Esta última alteração é devida tanto ao aumento da conversão de androgênio em estrogênio como à redução no metabolismo hepático do estrogênio19,20. O aumento do estrogênio também é observado experimentalmente em animais com derivações porto-sistêmicas, sugerindo que a redução da passagem e metabolismo do estrogênio pelo fígado pode também ser importante na patogênese21. O aumento dos níveis de estrogênio inibe a produção do hormônio luteinizante pela hipófise, que por sua vez reduz a produção de testosterona16. A redução da testosterona é agravada pelo aumento da globulina ligadora deste hormônio, diminuindo assim a quantidade livre de testosterona, que é a fração biologicamente ativa16.

A doença hepática alcoólica causa mais alterações sexuais do que outras doenças hepáticas. O álcool causa tanto insuficiência gonadal primária como supressão do eixo hipotálamo-hipofisária18. O nível sérico de testosterona diminui significantemente dentro de 12 horas após a ingestão de álcool. Até 80% dos alcoólatras referem impotência ou redução da libido. Os níveis basais de testosterona, concentração de espermatozóides e o volume seminal são reduzidos em doentes com hepatopatia alcoólica18.

Glund et al.21 evidenciaram que a administração de testosterona não melhora as disfunções sexuais em homens com cirrose alcoólica. Entretanto, a disfunção sexual melhorou significativamente após a redução do consumo de álcool e não se observou correlação entre a disfunção sexual e a gravidade da hepatopatia. Estes dados evidenciam que a patogênese da disfunção sexual em hepatopatas crônicos é complexa, multifatorial e incompletamente compreendida. Jensen et al.23 observaram que além das alterações hepáticas, outros fatores podem ser importantes na patogênese da disfunção sexual dos pacientes com cirrose hepática alcoólica, sendo os principais fatores psicossociais, vasculares, hormonais, farmacológicos e neurológicos, como neuropatia autonômica.

Guechot et al.19 e Madersbacher et al.16 demonstraram recentemente que o transplante hepático corrige as alterações hormonais do eixo hipotálamo, hipófise e gônadas e melhora a potência, a libido e a freqüência das relações sexuais de doentes com cirrose hepática. Estes autores observaram que a correção das alterações hormonais ocorreu na maioria dos doentes de forma duradoura, independente da etiologia da cirrose, inclusive na cirrose alcoólica. Este estudo evidenciou melhora de todos os componentes da função sexual (função erétil, orgasmo, desejo sexual, satisfação na relação sexual e satisfação pessoal) de homens adultos com hepatopatia crônica e grave após o transplante hepático. Os achados deste estudo e de vários outros da literatura16,19 indicam que os distúrbios hormonais e clínicos são reversíveis na maioria dos doentes após o transplante hepático; a insuficiência hepática per si é responsável por estes distúrbios endócrinos; e estas alterações não dependem da etiologia da insuficiência hepática.

 

Conclusões

A disfunção sexual é comum em homens com hepatopatia crônica grave e o transplante hepático melhora todos os componentes da função sexual: função erétil, orgasmo, desejo sexual, satisfação na relação sexual e satisfação pessoal.

 

Referências

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Endereço para correspondência
Júlio Cezar Uili Coelho
Rua Bento Viana, 1140 — Ap.2202
80240-110 — Curitiba — PR
Fone/Fax: (41) 322-3789

Artigo recebido: 05/11/2002
Aceito para publicação: 03/06/2003

 

 

Trabalho realizado no Serviço de Transplante Hepático do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR.