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Revista da Associação Médica Brasileira

Print version ISSN 0104-4230On-line version ISSN 1806-9282

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.53 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302007000200017 

ARTIGO ORIGINAL

 

Excesso de peso, atividade física e hábitos alimentares entre adolescentes de diferentes classes econômicas em Campina Grande (PB)

 

Overweight, physical activity and foods habits in adolescents from different economic levels, Campina Grande (PB)

 

 

Marília Medeiros de Araújo Nunes; José Natal Figueiroa; João Guilherme Bezerra Alves*

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Comparar a freqüência de sobrepeso e obesidade, hábitos alimentares e de estilo de vida, entre adolescentes de diferentes condições econômicas.
MÉTODOS: Foi realizado um estudo transversal com 588 adolescentes, alunos de uma escola pública ou privada na cidade de Campina Grande/PB, pertencentes a classes econômicas diferentes, pelos critérios da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa. Foram calculados o índice de massa corpórea (IMC > p85 = excesso de peso e > p95 = obesidade), aplicado um questionário para avaliar atividade física de lazer, horas gastas assistindo a TV e hábitos alimentares.
RESULTADOS: Foi observado um maior número de adolescentes com sobrepeso / obesidade nas classes econômicas A1, A2 e B1 do que nas classes C, D e E; 93/292 (31,4%) versus 53/296 (18,1%); p<0,001. Atividade física de lazer foi mais freqüente entre os alunos das classes econômicas A1, A2 e B1. Quanto às horas diárias gastas assistindo a TV, não foi observada diferença significativa entre os dois grupos estudados. Consumo diário de refrigerantes, doces e salgadinhos foi hábito alimentar mais comum nos adolescentes pertencentes às classes econômicas mais abastadas, embora não associado com excesso de peso / obesidade. Registrou-se um baixo consumo de frutas nos dois grupos estudados.
CONCLUSÃO: São elevadas as freqüências de sobrepeso e obesidade entre adolescentes em Campina Grande/PB, assim como o tempo gasto assistindo a TV e os maus hábitos alimentares, especialmente naqueles pertencentes às classes econômicas mais favorecidas. É reduzido o tempo despendido com atividades físicas de lazer, principalmente nas classes econômicas desfavorecidas.

Unitermos: Obesidade. Sobrepeso. Atividade física. Hábitos alimentares. Nível socioeconômico.


SUMMARY

OBJECTIVE: To compare overweight and obesity, eating habits and life style among adolescents from different economic levels.
METHODS: A cross-sectional study was undertaken with 588 adolescents from a public and a private school in Campina Grande, PB. They belonged to economic levels A1, A2 and B1(292) and C, D and E (296), according to the Brazilian Criteria of Economic Classification of the Brazilian Association of Research Iistitutes. Height and body weight were measured and Body Mass Index (BMI) was calculated; > p85 = overweight and > p95 = obesity. A questionnaire for assessment of leisure time, physical activity, time spent watching TV and eating habits was administered.
RESULTS: Overweight and obesity were more common in the higher economic level than in the lower economic one; 31.4% versus 18.1% ; p < 0.001. Leisure time for physical activity was more present in adolescents with A1, A2 e B1 economic status. Watching TVdisclosed no difference between the two economic levels surveyed. Daily consumption of softs drinks, sweets and salty snacks were more common in the higher economic level but this was not associated with obesity. A low consumption of fruits was observed in all economic levels.
CONCLUSION: Overweight and obesity are frequent among adolescents of Campina Grande, PB, as well as time spent watching TV and unhealthy eating habits, especially among those of the higher economic level.. The amount of time spent on leisure for physical activities was low, especially in the lower economic level.

Key Words: Obesity. Overweight. Physical activity. Food habits socioeconomic level.


 

 

INTRODUÇÃO

A obesidade é um grave problema de saúde pública, sendo um dos principais fatores de risco para as doenças crônicas não transmissíveis, particularmente as afecções cardiovasculares, o diabetes mellitus, os distúrbios metabólicos e endócrinos, a apnéia do sono, as osteoartrites, certos tipos de câncer e vários problemas psicológicos1. A sua prevalência é crescente, especialmente nas sociedades em desenvolvimento e na população infantil2. A criança portadora de excesso de peso ou obesidade apresenta com maior freqüência afecções respiratórias, cardiovasculares, endócrinas, ortopédicas, psicossociais, entre outras, além de maiores chances de se tornar um adulto obeso3.

Ingestão calórica elevada e diminuição da atividade física têm sido apontadas como os principais fatores responsáveis pelo aumento dos índices de obesidade. Um nível socioeconômico elevado propicia maior acesso aos alimentos e à informação, podendo também interferir no nível de atividade física. Essas relações, porém, não parecem simples nos países em desenvolvimento4,5. Até o final da década de 80, os estudos demonstravam uma relação positiva e consistente da obesidade com a condição socioeconômica nas sociedades em desenvolvimento, sendo o excesso de peso e a obesidade uma afecção exclusiva das elites socioeconômicas6. Entretanto, no cenário atual, o aumento da obesidade tem sido constatado com maior intensidade nos países em desenvolvimento e inclusive no Brasil, nos grupos de menor condição socioeconômica7.

Ainda são desconhecidos nessas populações, em especial entre crianças e adolescentes, os diferentes impactos dos hábitos alimentares e de atividade física nesse novo cenário da obesidade no Brasil. Como os hábitos alimentares e de atividade física adquiridos na infância e na adolescência tendem a permanecer na vida adulta, é de fundamental importância o melhor conhecimento dos grupos populacionais de risco, a identificação dos hábitos não saudáveis e as suas causas para que políticas e programas de saúde sejam implementados visando um melhor controle das doenças crônicas da vida adulta. Dessa forma, foi objetivo do estudo comparar a freqüência de excesso de peso / obesidade e alguns hábitos alimentares e de estilo de vida entre adolescentes pertencentes a diferentes condições econômicas.

 

MÉTODOS

Foi realizado um estudo transversal em duas escolas da cidade de Campina Grande/PB, uma pública (EEEFM) e outra privada (CMJA). A população de estudo foi composta de todos os alunos com idade entre 10 e 19 anos matriculados nas duas escolas, 879 na EEEFM e 703 na CMJA, da quinta a oitava série do ensino fundamental, no ano letivo de 2004. Para a classificação econômica, foi utilizado o Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB), da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP), que divide os grupos populacionais em classes A1, A2, B1, B2, C, D e E, segundo a posse de itens e o grau de instrução dos chefes de família8.

A amostra foi dimensionada para estimar uma prevalência de excesso de peso / obesidade de 7% nas classes econômicas C, D e E (n=278) e de 21% nas classes A1, A2 e B1 (n=255), com um erro de estimativa de 3% e um nível de confiança de 95%; porém, um número maior foi incluído, totalizando 588 adolescentes. Foi excluída a classe econômica B2 (renda familiar de R$ 1.669,00) para se evidenciar de forma mais nítida uma diferença entre as classes econômicas estudadas, ou seja, uma diferença de renda de cerca de três vezes entre as classes C, baixa renda (R$ 927,00), e a B1, renda elevada (R$ 2.804,00). Os alunos foram recrutados obedecendo a uma lista de números aleatórios obtida no EPI-INFO versão 6.04, a partir da informação das escolas quanto ao número de turmas de cada série e o número de alunos por sala. Adolescentes portadores de afecções crônicas que interferissem na prática de atividade física, gestantes, assim como aqueles que se recusassem ou os pais não autorizassem a participação, foram excluídos do estudo.

As medidas antropométricas peso e estatura foram coletadas em duplicata, anotando-se o valor médio. Utilizou-se uma balança tipo plataforma da marca Welmy, previamente verificada pelo Inmetro, com capacidade para 150 kg e precisão de 100 mg; a medição da altura foi realizada pelo estadiômetro da Child Growth Foundation, com precisão de 0,1 cm. Durante a aferição, foi sempre observado o Plano de Frankfurt.

Os adolescentes foram considerados portadores de sobrepeso quando apresentavam um índice de massa corpórea (IMC) igual ou acima do percentil 85 (p85) e abaixo do percentil 95 (p95); e obesidade, o IMC igual ou acima do p95, utilizando-se as curvas do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) para crianças e adolescentes dos 2 aos 20 anos de idade.

O estilo de vida foi avaliado por meio do tempo de permanência frente à televisão (número de horas por dia) e horas semanais de prática esportiva (soma das horas semanais dedicadas a atividades físicas regulares, competitivas, individuais ou coletivas, excluindo-se a educação física da escola). Foram considerados como estilos de vida inadequados o hábito de assistir a TV por três ou mais horas ao dia e não praticar o mínimo de 150 minutos de atividade física de lazer por semana.

Os hábitos alimentares foram coletados por meio de um questionário no qual se verificava o consumo de refrigerantes, suco de frutas ou frutas, biscoitos, doces, sanduíches e salgadinhos no lanche escolar, de forma habitual, nos cinco dias úteis que antecederam a entrevista. Esses hábitos foram considerados como presentes quando consumidos por mais de três dias, sem análise quantitativa em relação ao consumo calórico.

Utilizou-se o teste estatístico do Qui-quadrado de associação (Pearson), a um nível de significância de 5%, para análise dos resultados.

O presente estudo atende às determinações da Resolução 196/96 da Comissão Nacional de Ética e Pesquisa em Seres Humanos (Conselho Nacional de Saúde, 1996) e obteve a aprovação da Comissão de Ética do Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira (IMIP). A direção de cada escola selecionada recebeu solicitação formal e informações sobre a importância, os objetivos e a metodologia, tendo autorizado a realização da pesquisa. Também os pais ou responsáveis pelos alunos selecionados assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, autorizando a participação na pesquisa. Os pais dos adolescentes com obesidade ou sobrepeso foram orientados e encaminhados para acompanhamento no ambulatório do Hospital Universitário Alcides Carneiro ou outro, conforme opção da família.

 

RESULTADOS

Foram estudados 588 alunos, sendo 292 alunos da escola pública pertencentes às classes econômicas C, D e E, e 296 alunos da escola privada oriundos das classes econômicas A1, A2 e B1. A média da idade foi de 12,8 anos (DP=1,8 anos), sendo 324 (55,1%) do sexo feminino, não havendo diferença significante entre as classes econômicas estudadas. A proporção de adolescentes com sobrepeso / obesidade foi significativamente maior nas classes econômicas A1, A2 e B1 do que nas classes C, D e E; 93/296 (31,4%) versus 53/292 (18,1%) ( p<0,001; Tabela 1).

 

 

A prática de atividade física de lazer por mais de três horas por semana foi mais freqüente nos adolescentes pertencentes às classes econômicas A1, A2 e B1, 71/296 (25%), do que nos das classes C, D e E, 31/259 (10,6%); p<0,001. Quanto ao tempo gasto assistindo a TV por semana (>3h), não foi observada diferença significativa; 77/128 (38,0%) nas classes A1, A2 e B1 versus 54/88 (38,1%) nas classes C, D e E, (p=0,929).

Na Tabela 2, são apresentados alguns hábitos alimentares dos adolescentes, segundo as classes econômicas. Observa-se um maior consumo de refrigerantes, doces e salgadinhos nas classes econômicas A1, A2 e B1.

 

 

Na Tabela 3, verifica-se que não houve diferença significativa entre atividade física de lazer, horas gastas assistindo a TV e hábitos alimentares entre os adolescentes com e sem excesso de peso / obesidade.

 

DISCUSSÃO

O status socioeconômico desempenha uma maior influência na gênese da obesidade do que os fatores étnicos e geográficos6, 7. No Brasil, apesar da descrição do aumento da obesidade e do excesso de peso ter sido verificada com maior intensidade nos grupos populacionais economicamente mais desfavorecidos, a má distribuição de renda exige estudos que descrevam melhor esse novo cenário. Em nosso estudo, utilizamos o CCEB da ABEP, que estipula uma renda familiar entre R$ 7.793,00 e R$ 2.804,00 para as classes econômicas A1, A2 e B1, e de R$ 927,00 a R$ 207,00 para as classes C, D e E. Sendo assim, observamos uma ampla divisão na renda; os da classe B1 possuem uma renda familiar três vezes maior do que os da classe econômica C. Estudos em países desenvolvidos que procuram relacionar a obesidade com a situação econômica, geralmente definida por indicadores de renda, escolaridade e ocupação, têm demonstrado uma correlação negativa com o status social, especialmente entre as mulheres6.

A prevalência de sobrepeso e obesidade entre adolescentes na cidade de Campina Grande/PB foi semelhante à encontrada por outros estudos em capitais nordestinas9,10. Apesar de comprovadamente, no Brasil, a obesidade vir crescendo em maior velocidade no grupo de baixa condição socioeconômica, esse desvio nutricional chegou a ser quase duas vezes mais freqüente, em nosso estudo, nas classes econômicas abastadas. Outros estudos em nosso país apontam para esses mesmos resultados entre crianças e adolescentes10. Parece que a situação da prevalência da obesidade nas populações jovens de baixa renda no Brasil, apesar da transição epidemiológica, ainda é bastante diferente dos países desenvolvidos. Apesar de alguns estudos sugerirem que as famílias mais pobres tendem a consumir dietas de elevada densidade energética, por terem um custo mais acessível, é possível que a situação atual no Brasil, pela má distribuição da renda, ainda não permita um livre acesso aos gêneros alimentícios pelas camadas mais pobres.

Observamos um número maior de horas gastas com atividade física de lazer nas classes econômicas A e B. Talvez maiores esclarecimentos sobre os benefícios da atividade física pelos seus pais, uma vez que estes apresentavam um maior número de anos de estudo, além de maiores facilidades para o acesso a práticas esportivas, como as academias de ginástica, possam justificar esses achados. Uma outra explicação seria a de que os adolescentes portadores de sobrepeso e obesidade, mais freqüentes nas classes econômicas A e B, sofressem influências e motivações para a prática de atividade física de lazer. Em nosso estudo, atividade física foi aferida apenas em horas de lazer utilizadas na prática de atividade física (AFL), conforme orientação do American College of Sports Medicine11. Entretanto, apesar de ser um dos métodos mais utilizados, não afere o gasto calórico consumido nas atividades domésticas diárias, no transporte e no trabalho, que podem diferir nas classes econômicas estudadas12, 13.

O hábito de assistir a televisão por mais de três horas ao dia está associado com sobrepeso e obesidade14. Recentemente, Hancox e cols. observaram que esse hábito também estava associado com baixa aptidão física, tabagismo e dislipidemia na vida adulta15. Assistir a TV em excesso, além de ser um hábito que inibe a atividade física, expõe as crianças e os adolescentes a vários tipos de estímulos alimentares não saudáveis. Quanto às classes econômicas, não observamos diferenças e nem pesquisas com associações dessas variáveis. Não consideramos, em nosso estudo, as horas gastas com videogames e uso de computadores, pela baixa freqüência desses equipamentos nas classes econômicas C, D e E, diferentemente da TV.

Apesar das limitações metodológicas, observamos freqüências elevadas de hábitos alimentares não saudáveis, especialmente naqueles pertencentes às classes econômicas mais elevadas. Hábito de consumo diário de refrigerantes, doces (guloseimas) e salgadinhos foi mais comum nas classes econômicas A1, A2 e B1. É provável que fatores econômicos justifiquem esses achados, uma vez que esses tipos de alimentos apresentam um custo mais elevado quando comparado com os demais aqui analisados. Ainda que as causas da obesidade sejam complexas, o consumo de refrigerantes tem sido descrito como um importante fator para explicar o seu aumento de prevalência nas populações mais jovens nos últimos anos16. Nos Estados Unidos, entre os anos de 1977 e 1996, o consumo de alimentos do tipo fast-food aumentou em cerca de 300%; apenas com refrigerantes as crianças que apresentam esse hábito diário aumentam 88 Kcal/dia em sua oferta energética17. Outro dado que chamou a atenção foi o baixo consumo de frutas, especialmente entre os mais abastados. O consumo diário de frutas e vegetais está contemplado no programa da Organização Mundial da Saúde para a prevenção de doenças crônicas da vida adulta1. Mendonça e Dos Anjos apontam como principais fatores dietéticos responsáveis pelo aumento do sobrepeso / obesidade dos brasileiros a alimentação fora de casa, o crescimento na oferta de refeições rápidas (fast food) e a ampliação do uso de alimentos industrializados / processados. Estes aspectos vinculam-se diretamente à renda das famílias e às possibilidades de gasto com alimentação, em particular, associados ao valor sociocultural que os alimentos vão apresentando para cada grupo social18. Entretanto, na análise de nossos dados não observamos diferenças significativas no consumo dos alimentos estudados entre os adolescentes com e sem excesso de peso / obesidade. O fato de termos estudado apenas o consumo alimentar no horário escolar, não sendo computadas as principais refeições, pode justificar nossos resultados.

 

CONCLUSÃO

Nossos dados apontaram para elevadas freqüências de sobrepeso e obesidade em adolescentes, especialmente nas camadas econômicas mais elevadas, além de maus hábitos alimentares e de estilo de vida. O Programa Healthy People 2010 indica claramente que as escolas devem desempenhar um importante papel na promoção das atividades físicas e na formação de hábitos alimentares saudáveis19. O elevado custo e os escassos resultados das estratégias para mudanças de hábitos maléficos à saúde na vida adulta têm direcionado o foco dos responsáveis pelas políticas sanitárias para a prevenção, que deve ter início na infância e adolescência. A identificação dos grupos populacionais de risco e os fatores que influenciam a presença dos hábitos maléficos à saúde na infância e na adolescência são medidas de extrema importância para o desenvolvimento de políticas, programas e intervenções relevantes que ajudem no controle das doenças crônicas da vida adulta.

Conflito de interesse: não há.

 

REFERÊNCIAS

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Artigo recebido: 01/07/06
Aceito para publicação: 26/10/06

 

 

Trabalho realizado no Instituto Materno Infantil Prof. Fernando Figueira (IMIP)
* Correspondência: Rua dos Coelhos, 300, Boa Vista, Recife/PE, Cep: 50070-550, Tels: (81) 9974-6351 / (81) 2122-4154, joaoguilherme@imip.org.br

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