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Revista da Associação Médica Brasileira

Print version ISSN 0104-4230

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.53 no.3 São Paulo May/June 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302007000300028 

PRÁTICA CLINICA

 

Efeito do propofol associado à efedrina no tempo de latência do cisatracúrio

 

Effect of propofol in combination with ephedrine upon the onset time of cisatracurium

 

 

Eduardo Toshiyuki Moro; Giane Nakamura; Rodolfo Silva de Martino; Márcio Luiz Nakamoto; Geraldo Rolim Rodrigues Júnior; Eliana Marisa Ganem; Norma Sueli Pinheiro Módolo*

 

 


RESUMO

OBJETIVOS: Este estudo teve por objetivo avaliar a eficácia da efedrina na prevenção dos efeitos hemodinâmicos induzidos pela associação do propofol e do remifentanil, assim como os efeitos sobre o tempo de latência do cisatracúrio.
MÉTODOS: Sessenta pacientes com idade entre 18 e 52 anos, estado físico ASA I ou II, foram divididos em três grupos, aleatoriamente: G I - propofol 1%; G II - propofol 1% + efedrina 0,5 mg.ml-1 e G III - propofol 1% + efedrina 1,0 mg.ml-1 (velocidade de infusão igual a 180 ml.h-1), até a perda da consciência. Administrou-se remifentanil (0,5 mg.kg-1.min-1) e cisatracúrio na dose de 0,15 mg.kg-1. Foram registrados os dados demográficos, os sinais vitais (PAS, PAM, PAD, FC e SpO2) e o tempo de latência do cisatracúrio.
RESULTADOS: Os grupos foram homogêneos com relação aos dados demográficos. Houve diminuição estatisticamente significativa dos valores de PAS, PAM, PAD e FC, um e três minutos após a administração do propofol, porém sem significado clínico importante e sem diferença entre os grupos. As medianas para os tempos de latência do cisatracúrio foram: 178 s (G2 e G3) e 183 s (G1), mas sem diferença significante entre os grupos.
CONCLUSÃO: Não houve diminuição clinicamente importante dos parâmetros hemodinâmicos avaliados nos grupos que receberam ou não a efedrina e o tempo de latência do cisatracúrio foi o mesmo para os diferentes grupos.

Unitermos: Anestésicos intravenosos. Propofol. Remifentanil. Bloqueador neuromuscular. Cisatracurio. Farmacocinético. Efedrina.


SUMMARY

OBJECTIVE: The onset time of neuromuscular blocking drugs is partially determined by circulatory factors, including muscle blood flow and cardiac output. The aim of the present paper was to: 1) compare the haemodynamic effects of adding different doses of ephedrine to an induction dose of propofol and remifentanil. 2) onset time of cisatracurium.
METHODS: Sixty patients were randomly allocated into three groups: G1 – 1% propofol; G2 – 1% propofol + 0.5 mg.ml-1 ephedrine and G3 – 1% propofol + 1.0 mg.ml-1 ephedrine. All patients received continuous infusion of remifentanil (0.5 mg.kg-1.min-1). The rate of propofol infusion was 180 ml.h-1 until loss of consciousness and a loading dose of cisatracurium (0.15 mg.kg-1) was then given. After induction of anesthesia, the ulnar nerve was stimulated supramaximally every 10s, and the evoked twitch response of the adductor pollicis was recorded by accelerometry.
RESULTS: There was no statistical difference between groups with respect to age, weight, dose of propofol administered and onset time of cisatracurium (tables 1, 2). Heart rate, SpO2, systolic, diastolic and mean blood pressures were compared at 1 and 3 min post-induction. There were statistical differences in HR, SAP, DAP and MAP, without significant adverse clinical effects.
CONCLUSIONS: There were no clinically important decreases in the hemodynamic parameters evaluated in the groups receiving ephedrine or not, and the onset time of cisatracurium was the same for all groups.

Key words: Anesthetics intravenous. Propofol. Remifentanil. Neuromuscular blockers. Cisatracurium. Pharmacokinetics. Ephedrine.


 

 

INTRODUÇÃO

O início da ação dos agentes bloqueadores neuromusculares pode ser influenciado por fatores que incluem a distância do músculo ao coração, o fluxo sangüíneo muscular e o débito cardíaco1. O propofol administrado na indução da anestesia pode causar hipotensão arterial, principalmente quando associado a um opióide2, o que diminuiria o fluxo sangüíneo muscular e, portanto, tem sido citado como um fator responsável pelo aumento do tempo de latência dos bloqueadores neuromusculares3. Este estudo teve por objetivo avaliar a eficácia da efedrina na prevenção dos efeitos hipotensores arteriais induzidos pela associação do propofol e do remifentanil, assim como a influência dos efeitos sobre o tempo de latência do cisatracúrio.

 

MÉTODOS

O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Clínica da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, e iniciado após informação e consentimento por escrito dos pacientes ou responsáveis legais.

Participaram desta pesquisa 60 pacientes com idade entre 18 e 52 anos, estado físico ASA I ou ASA II, que seriam submetidos à cirurgia eletiva sob anestesia geral. Foram excluídos do estudo os pacientes cuja técnica anestésica não foi considerada adequada para o procedimento cirúrgico, os portadores de hipertensão arterial, angina pectoris, insuficiência cardíaca congestiva, doença cerebrovascular e tireotoxicose, os pacientes com suspeita de intubação difícil, com história sugestiva de reação alérgica aos bloqueadores neuromusculares ou a qualquer agente empregado no estudo e os que apresentavam IMC > 35.

Os pacientes foram distribuídos aleatoriamente em três grupos de 20 pacientes cada, de acordo com a solução empregada durante a indução da anestesia: propofol 1% (grupo I), propofol 1% associado à efedrina 0,5 mg.ml-1 (grupo II) e propofol 1% associado à efedrina 1,0 mg.ml-1 (grupo III).

Dois anestesiologistas estiveram presentes durante o estudo de cada anestesia.

A monitorização constou de medida da pressão arterial não-invasiva, eletrocardiografia na derivação DII e oxímetro de pulso, para que seus sinais fossem registrados continuamente durante a anestesia. Midazolam, na dose de 0,05 mg.kg-1 foi administrado por via venosa cinco minutos antes da indução da anestesia. O grupo no qual foi incluído o paciente foi definido por sorteio e a solução preparada por enfermeira sem o conhecimento do anestesiologista responsável pela anestesia ou do investigador.

Para a monitorização do bloqueio neuromuscular empregou-se o método da aceleromiografia (TOF-Guard®). Após a hipnose e antes da administração do cisatracúrio, o monitor de BNM foi ligado, passando a funcionar através de controle automático que determina o nível da estimulação supramáxima necessária para que a contração muscular do primeiro estímulo, T1, atinja o nível de 100% (nível controle); isto foi seguido automaticamente de estimulação supramáxima da salva de quatro estímulos a cada 12 segundos. Considerou-se o tempo de latência como o período de tempo medido entre o término da injeção do BNM e a depressão de T1 a 5% e, considerando também a ausência de T2,T3 e T44.

Após a pré-oxigenação com O2 a 100% sob máscara facial, foi administrado remifentanil em infusão contínua, por via venosa (0,5 mg.kg-1.min-1), por 90 segundos seguido da solução de propofol 1% (associada ou não à efedrina), com velocidade de infusão igual a 180 ml.h-1, até perda da resposta ao estímulo auditivo e dos reflexos palpebral e corneano. O cisatracúrio na dose de 0,15 mg.kg-1 (3 x DE 95) foi responsável pelo bloqueio neuromuscular. Os pacientes foram ventilados manualmente sob máscara facial com O2 a 100% até que T1 fosse igual ou menor que 5% do valor controle. Em seguida os pacientes foram entubados e mantidos em ventilação mecânica com O2 a 40% em N2O a 60%. A infusão de remifentanil foi reduzida para 0,3 mg.kg-1.min-1 e o propofol mantido com 80 mg.kg-1.min-1.

Os atributos avaliados foram as características antropométricas (idade, sexo, peso, altura, índice de massa corpórea, estado físico ASA), teste de Mallampati modificado por Sansoon & Young5, condições de laringoscopia segundo Cormack & Lehane6, tempo de início de ação do cisatracúrio e dose de propofol empregada na indução da anestesia.

A pressão arterial média, a freqüência cardíaca e a saturação de oxigênio foram observados para a aplicação da análise estatística, nos momentos: cinco minutos após administração do midazolam (M0), um minuto após a administração do propofol (M1), três minutos após a administração do propofol (M3), cinco minutos após a administração do propofol (M5) e dez minutos após a administração do propofol (M10). A diminuição de 40% no valor da PAM observada no período pré-indução foi considerada como hipotensão arterial e a redução da freqüência cardíaca para valores inferiores a 50 bpm foi considerada como bradicardia sinusal.

A hipotensão arterial, quando presente, seria tratada com efedrina na dose de 5 mg e repetida em intervalos de dois minutos quando necessário. Atropina (10 mg.kg-1) foi administrada quando houvesse redução da freqüência cardíaca para valores menores que 50 batimentos por minuto. Quanto à análise estatística dos resultados, para as variáveis quantitativas de caracterização dos grupos foi utilizada a análise de variância; para as variáveis Mallampati e Cormack, o teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis e para se estudar a variável sexo e a distribuição dentro dos grupos, o teste do Qui-Quadrado. A análise de perfil foi utilizada para as variáveis FC, PAM e SpO2, pois havia o interesse em se estudar os grupos, os momentos e também a interação grupo versus momento. O nível de significância utilizado foi de 5%.

 

RESULTADOS

Os grupos foram homogêneos quanto à idade, ao peso, à altura, ao índice de massa corpórea (IMC), ao sexo e ao estado físico (Tabela 1).

 

 

Quanto à pontuação dos pacientes de acordo com o teste de Mallampati e a classificação de Cormack & Lehane, não houve diferença estatística entre os grupos. A avaliação do tempo de latência e da dose empregada de propofol não mostrou diferença estatisticamente significativa entre os grupos (Tabela 1).

Parâmetros hemodinâmicos

A análise de perfil da FC (Figura 1) e da PAM (Figura2) mostrou não existir diferença entre os grupos estudados (G1=G2=G3), porém houve diferença entre os momentos, ou seja, os valores observados foram menores em M1 e M3 de todos os grupos (p< 0,05), mas sem significado clínico pois a variação destes valores aconteceram dentro de valores normais considerados para a faixa etária dos pacientes.

 

 

 

 

Desta forma, a administração de doses adicionais da efedrina não foi necessária em nenhum grupo, assim como o emprego da atropina para tratamento de bradicardia. A hipertensão arterial, segundo critérios estabelecidos pelo estudo (pressão arterial maior que 200 mmHg ou aumento acima de 30% dos valores iniciais), não foi observada em nenhum paciente.

 

DISCUSSÃO

A população estudada nesta pesquisa foi caracterizada como adultos não idosos, como mostram os dados antropométricos da Tabela 1, que evidenciou grupos de estudo homogêneos.

A investigação da possibilidade de entubação difícil realizada pelo teste de Mallampati (modificado por Sansoon & Young)5 e as condições de entubação observadas também não mostraram diferenças estatisticamente significativas.

A análise dos valores da PAM e da FC mostraram uma diminuição estatisticamente significante nos momentos M1 e M3, com recuperação a partir de M5. Porém, não houve diferença entre os diferentes grupos, e os valores observados não foram clinicamente importantes, pois não puderam ser considerados como hipotensão arterial (valores abaixo de 40% dos observados antes da indução) ou bradicardia (valores abaixo de 50 batimentos cardíacos por minuto). A efedrina não foi capaz de alterar os valores de pressão arterial e de freqüência cardíaca nos grupos em que foi empregada.

Apesar de ser considerado o agente hipnótico que melhor atenua a resposta cardiovascular à entubação traqueal7, o propofol, quando empregado durante a indução anestésica, pode causar diminuição da pressão arterial em alguns pacientes, especialmente nos idosos2. Dependendo da dose empregada durante a indução da anestesia, o propofol reduz de 15 a 30% a pressão arterial8. A diminuição da resistência vascular sistêmica (até 50%) causada pelo propofol depende da dose e da velocidade de injeção e geralmente ocorre nos primeiros cinco minutos9.

O remifentanil é um opióide agonista seletivo dos receptores µ que apresenta um rápido início de ação, meia-vida ultracurta e, ao contrário do alfentanil, sua duração é pouco influenciada pela dose10. O sinergismo resultante da associação do propofol com o remifentanil é superior ao observado com os demais opióides e hipnóticos. Os efeitos adversos mais comuns após a administração destes agentes são a hipotensão arterial e a bradicardia, que poderão ser profundas quando a infusão for rápida11.

Diferentes autores têm investigado meios para prevenir os efeitos depressores do propofol sobre o sistema cardiovascular durante a indução da anestesia. A administração de fluidos antes da indução da anestesia tem mostrado resultados conflitantes12-13. O glicopirrolato14 e o metaraminol15 não foram eficazes na prevenção da hipotensão arterial induzida pelo propofol. A efedrina é um agente adrenérgico, não catecolamínico, cuja ação é predominantemente indireta por liberação de noradrenalina. A principal vantagem do seu emprego decorre do potente efeito venoconstritor, o que aumenta o retorno venoso16. A ação b1 adrenérgica induzida pela efedrina parece não produzir aumento da freqüência cardíaca em pacientes cuja indução da anestesia foi empregado o propofol17, já que este bloqueia os mecanismos de barorreflexo18 e a resposta simpática19-20.

Gamlin et al.17 compararam pacientes cujo estado físico era ASA I e que receberam propofol associado ou não a diferentes doses de efedrina, sem o emprego de opióides ou bloqueadores neuromusculares durante a indução da anestesia. Segundo os autores, houve diminuição na incidência de hipotensão arterial, sem aumento da freqüência cardíaca ou hipertensão nos pacientes que receberam efedrina (0,20 a 0,26 mg.kg-1).

A avaliação do tempo de latência 183 e 178 segundos, respectivamente nos grupos 1, 2 e 3, bem como o consumo do propofol não apresentou diferença significativa.

O cisatracúrio, um dos dez isômeros do atracúrio, é um agente bloqueador neuromuscular benzilisoquinolínico potente (DE95 igual a 0,05 mg.kg-1), cujo início de ação é considerado longo e a duração, intermediária22.

Albert et al.23 observaram uma diminuição do tempo de latência do cisatracúrio quando se administrou efedrina (70 ìg.kg-1) cinco segundos antes da indução da anestesia de pacientes que receberam sufentanil e propofol. Outros estudos também observaram o efeito da efedrina na diminuição do tempo de início de ação de diferentes bloqueadores neuromusculares. Segundo os autores, a administração da efedrina permitiu que o tempo entre a administração do bloqueador neuromuscular e sua chegada na junção neuromuscular diminuísse, por impedir a redução do débito cardíaco produzido pelo propofol. Porém, em outro estudo, Komatsu et al.24 observaram que a administração da efedrina, apesar de aumentar o índice cardíaco dos pacientes durante a indução da anestesia com propofol, não diminuiu o tempo de latência do vecurônio quando comparado aos indivíduos que não receberam este agente vasopressor. Assim, é provável que o tempo de latência dos bloqueadores neuromusculares não dependa somente de fatores circulatórios, mas também de fatores não-circulatórios ainda não esclarecidos.

É possível que o ritmo de administração do propofol (30 mg.min-1) adotado neste trabalho tenha sido o responsável pela ausência de alterações importantes da pressão arterial e da freqüência cardíaca, já que na maior parte dos estudos que avaliaram os efeitos hemodinâmicos do propofol empregado durante a indução da anestesia, bem como da ação deste hipnótico sobre o tempo de latência dos bloqueadores neuromusculares, a dose administrada foi de 2 a 2,5 mg.kg-1, "em bolus". Segundo Peacock et al.25, a redução da pressão arterial, após o emprego do propofol, é menor quando o ritmo da administração for reduzido para 50 mg.min-1. É provável que a ausência de alterações hemodinâmicas importantes observadas no estudo, justifique a semelhança do tempo de latência do cisatracúrio nos diferentes grupos. A administração de efedrina, por não alterar os parâmetros hemodinâmicos observados, foi incapaz de diminuir o tempo de início de ação do cisatracúrio.

 

CONCLUSÃO

Não houve diminuição clinicamente importante dos parâmetros hemodinâmicos avaliados nos grupos que receberam ou não a efedrina e o tempo de latência do cisatracúrio foi o mesmo para os diferentes grupos.

Conflito de interesse: não há

 

REFERÊNCIAS

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Artigo recebido: 06/11/06
Aceito para publicação: 08/02/07

 

 

Pesquisa realizada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Unesp, campus de Botucatu/SP
* Correspondência Departamento de Anestesiologia da FMB-UNESP Distrito de Rubião Júnior Caixa Postal 530 Cep: 18618-970 Botucatu - SP nmodolo@fmb.unesp.br