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Revista da Associação Médica Brasileira

Print version ISSN 0104-4230On-line version ISSN 1806-9282

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.54 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302008000200010 

ARTIGO ORIGINAL

 

Impacto da obesidade na capacidade funcional de mulheres

 

Impact of obesity on the functional capacity of women

 

 

Juliana Vianna de Andrade Orsi*; Fabio Xerfan Nahas; Heitor Carvalho Gomes; Carlos Henrique Vianna de Andrade; Daniela Francescato Veiga; Neil Ferreira Novo; Lydia Masako Ferreira

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar a capacidade funcional em mulheres eutróficas, com sobrepeso e obesas.
MÉTODOS: Estudo transversal analítico envolvendo 90 mulheres adultas com idade entre 40 e 60 anos, alocadas em três grupos de acordo com a classificação do índice de massa corporal: eutróficas (n=30), sobrepeso (n=30) e obesas (n=30). As pacientes foram entrevistadas usando um instrumento de avaliação de qualidade de vida específico para capacidade funcional o Stanford Health Assessment Questionnaire (HAQ-20). Também foram submetidas a teste de esforço para comparação do consumo máximo de oxigênio (VO2max) entre os três grupos. Para análise estatística foram usados o teste do Qui quadrado, a análise de variância de Kruskal-Wallis e as correlações de Spearman e Pearson para p= 0,05.
RESULTADOS: As mulheres obesas apresentaram escores do HAQ-20 (0,375) significantemente maiores (p<0,05) do que os outros grupos (0), refletindo pior capacidade funcional. O grupo obesas apresentou valores de VO2max (25,8±5,0ml/kg/min) significantemente menores (p<0,001) que sobrepeso (29,9±6,1ml/kg/min) e eutróficas (33,8±4,1ml/kg/min), indicando pior aptidão cardiorrespiratória. Não houve diferença significante entre eutróficas e sobrepeso para VO2max e escores do HAQ-20. A hipertensão arterial foi mais freqüente nas mulheres obesas (p=0,012) que também apresentaram menores níveis de escolaridade (p= 0,026).
CONCLUSÃO: As mulheres obesas apresentaram redução da aptidão física e da capacidade funcional em relação às eutróficas e sobrepeso, o que vem se somar ao pior prognóstico para doenças cardiovasculares dessas pacientes

Unitermos: Obesidade. Qualidade de vida. Índice de massa corporal. Teste de esforço. Mulheres.


SUMMARY

OBJECTIVE: The aim of this study was to evaluate the functional capacity of obese, overweight and eutrophic women.
METHODS: An analytical cross study involved 90 adult women from 40 to 60 years of age, distributed in three groups: eutrophic (n=30), overweight (n=30) and obese (n=30).Patients were interviewed by means of the specific health related quality of life questionnaire, Stanford Health Questionnaire (HAQ-20). They were also submitted to an exercise test to compare the maximal oxygen uptake (VO2max) among the three groups. Statistical analysis included the chi-square test, the Kruskal Wallis variance analysis and the Spearman and Pearson correlations for p= 0.05.
RESULTS: The group of obese women presented HAQ-20 (0.375) score rates significantly higher (p<0.05) than the other groups (0), reflecting lesser functional capacity. The obese group presented VO2max score rates (25.8±5.0ml/kg/min), significantly lower (p<0.001) than the overweight (29.9±6.1ml/kg/min) and eutrophic (33.8±4,1ml/kg/min) groups, indicating a poorer cardio respiratory aptitude. There was no significant difference between the eutrophic and overweight VO2max and HAQ-20 score rates. Hypertension was more frequent among obese women (p=0.012) who also presented a lower level of schooling p= 0.026).
CONCLUSION: Obese women presented a poorer physical aptitude and lesser functional capacity in relation to those in the eutrophic and overweight groups Furthermore, the obese also exhibited a worse prognosis for cardiovascular disease.

Key words: Obesity. Quality of life. Body mass index. Exercise Test. Women.


 

 

INTRODUÇÃO

Provavelmente a obesidade é a doença metabólica mais antiga que se conhece. Tem alcançado proporções epidêmicas alarmantes nos países ocidentais, o mesmo ocorrendo com as patologias relacionadas, como hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus (DM) e insuficiência coronária1.

O aumento do peso corpóreo geralmente causa anormalidades na função respiratória, que incluem diminuição na capacidade funcional residual, devido à diminuição do volume de reserva expiratório e ao maior gasto energético durante exercício muscular2.

A incidência de doença coronariana em indivíduos obesos é mais freqüente que na população em geral3. O índice mais representativo da obesidade visceral é a medida da circunferência abdominal maior que 94 cm em homens e maior que 80 cm em mulheres. Além disso a relação cintura quadril maior que 0,90 em homens e maior que 0,85 em mulheres é um fator de risco importante para desenvolvimento de infarto agudo do miocárdio4. A classificação mais utilizada para diagnóstico de obesidade e sobrepeso é o índice de massa corporal (IMC) 5.

O conceito de qualidade de vida, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), pode ser descrito como a percepção do indivíduo de sua posição dentro do contexto cultural e do sistema de valores no qual sua vida está inserida, em relação às suas metas, expectativas e interesses. Esse conceito engloba um complexo modo de se relacionar com as pessoas e com o meio ambiente, a saúde, o estado psicológico e as condições sociais6.

Com o objetivo de mensurar a qualidade de vida (QV), diversos instrumentos foram desenvolvidos nos últimos anos. Esses instrumentos podem ser genéricos ou específicos. Os genéricos aplicam-se a várias populações e abrangem aspectos físicos, emocionais e psicológicos7. Os instrumentos específicos como o Stanford Health Assessment Questionnaire (HAQ-20), são capazes de avaliar, de forma individual e específica, determinados aspectos da qualidade vida, como a capacidade funcional8,9.

A determinação do consumo máximo de oxigênio (VO2max) por meio do teste de esforço (TE), tem sido descrita desde longa data, como um dos melhores meios para se avaliar a capacidade física, sendo aceita como a variável metabólica que melhor expressa o desempenho fisico, pois reflete a eficiência do sistema cardiopulmonar10. A resposta cardiorrespiratória ao exercício é diretamente proporcional à demanda de oxigênio (O2) da musculatura esquelética, ao consumo de oxigênio miocárdico e à freqüência cardíaca (FC). Esses componentes aumentam linearmente, conforme o trabalho físico realizado11.

Embora esteja bem documentado que a obesidade aumenta a morbi-mortalidade, é importante pesquisar o impacto da obesidade na aptidão física e na capacidade funcional12.

Neste contexto, este estudo objetiva avaliar a capacidade funcional, por meio do HAQ-20 e do VO2max calculado pelo teste de esforço (TE) em mulheres adultas eutróficas, com sobrepeso e obesas.

 

MÉTODOS

O presente estudo é analítico, transversal, com processo de amostragem consecutiva realizada no Laboratório de Ergometria do Serviço de Cardiologia do Hospital das Clínicas Samuel Libânio em Pouso Alegre, Minas Gerais.

Participaram do estudo 90 mulheres, com idade entre 40 e 60 anos, selecionadas de acordo com o IMC, segundo a fórmula IMC = peso/altura2. Foram 30 eutróficas (18,5 e 24,9 kg/m2), 30 com sobrepeso (25,0 e 29,9 kg/m2) e 30 obesas (maior ou igual 30 kg/m2) encaminhadas ao laboratório de ergometria para avaliação cardiovascular. O peso e a altura das pacientes foram mensurados em balança antropométrica com estadiômetro acoplado.

Para inclusão, não houve restrição quanto à etnia, à escolaridade e sedentarismo. Foram consideradas sedentárias as mulheres que não praticavam atividade física regular. A escolaridade foi considerada fundamental, médio e superior.

Foram excluídas as pacientes com HAS não controlada, DM, cardiopatia, nefropatia, doenças incapacitantes, gestação, puerpério há menos de um ano, tabagismo efetivo (> 5 cigarros/dia) e teste de esforço anormal.

Para avaliar a aptidão física foi realizado teste de esforço com o protocolo de Bruce em esteira rolante KT10000. O critério para interrupção do exame foi cansaço físico relatado pela paciente ou ao se atingir a freqüencia cardíaca máxima prevista para a idade. O cálculo do VO2max foi feito de forma indireta por meio de nomogramas13: VO2(ml/kg/min) = velocidade x [0,1 + (inclinação/100 x 1,8)] + 3,5.

Em mulheres sadias sedentárias o valor normal do VO2max situa-se em torno de 35 a 42 ml/kg/min, variando de acordo com a idade (tabela de Cooper, 1997)14.

Após o teste, as pacientes foram convidadas a responder o questionário HAQ-20 por meio de entrevista. Todas assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Esse instrumento tem 20 questões divididas em oito componentes (vestir-se, levantar-se, alimentar-se, caminhar, higiene pessoal, alcançar objetos, apreender objetos e outros). Cada questão avalia a dificuldade em realizar atividades diárias. As respostas variam de zero a três, sendo que zero corresponde a ser capaz de realizar e três incapaz de realizar. Após a conclusão da entrevista é realizada uma soma, sendo que apenas o maior escore de cada componente é considerado. O escore final é dado pela média aritmética9.

Análise estatística

Para análise estatística dos resultados do VO2max e dos escores do HAQ-20, aplicou-se a análise de variância de Kruskal Wallis15. Para comparar os escores do questionário HAQ-20 com cálculo do VO2 max, o IMC, a escolaridade e entre esta e o VO2max nos três estados nutricionais, empregou-se o teste de regressão linear múltipla e a correlação de Spearman15. Para a correlação entre VO2máx e o IMC nos três grupos empregou-se teste de Pearson15. O teste do Qui quadrado15 compararou os três grupos em relação as freqüências das características sociais, clínicas e entre os oito componentes do HAQ-20. Fixou-se em p< 0,05 ou 5% o nível de rejeição da hipótese de nulidade15.

 

RESULTADOS

As principais características dos grupos estudados encontram-se nas Tabelas 1 e 2. Os três grupos de mulheres foram semelhantes em relação à idade: eutróficas (48,3±5,3 anos), sobrepeso (48,5±4,5 anos) e obesas (46,9±5,0 anos), ao estado civil, à maternidade e ao sedentarismo. A maioria das mulheres nos três grupos trabalhava fora de casa. A média do IMC entre as mulheres foi: eutróficas (21,4±1,4 kg/m2), sobrepeso (26,7±3,4 kg/m2) e obesas (34,4±3,8 kg/m2).

 

 

 

 

Não houve diferença significante no ítem sedentarismo (p= 0,107), eutróficas (70%), sobrepeso (70%) e obesas (90%). A nuliparidade foi mais freqüente no grupo das eutróficas (30%), sobrepeso (16%) e obesas (13%), mas a diferença não foi significante (p = 0,23).

Houve diferença significante em relação à presença de HAS, que foi mais frequente nas obesas (p = 0,012). As mulheres obesas também apresentaram nível de escolaridade significantemente mais baixo do que os outros grupos (p = 0,026).

A avaliação dos escores do questionário HAQ-20 foi significantemente maior (p < 0,001) entre as mulheres obesas (0,375) em relação aos outros grupos (0). Dentre as 20 perguntas do HAQ-20, as questões que revelaram maior dificuldade para realização de tarefas cotidianas para as mulheres obesas foram as que envolviam a movimentação da região abdominal, como vestir-se, inclusive amarrar os sapatos (60%), curvar-se para pegar roupas no chão (53,3%), usar vassoura para varrer e rodo para puxar água (50%), deitar-se e levantar-se da cama (40%), assim como tomar banho e enxugar-se (30%).

As mulheres obesas apresentaram valores de VO2max (25,8±5,0ml/kg/min) significantemente menores (p< 0,001) do que os grupos eutróficas (33,8±4,1ml/kg/min) e sobrepeso (29,9±6,1ml/kg/min). Entre mulheres com sobrepeso e eutróficas não houve diferença significante para cálculo do VO2max e nem para escores do HAQ-20.

As correlações e regressões estudadas estão na Tabela 3. Não houve correlação entre VO2max e escores do HAQ-20. Houve correlação positiva significante entre VO2max e IMC nas eutróficas (p<0,05). Também houve correlação entre os escores do HAQ-20 e IMC nos três grupos, porém sem significância estatística (p<0,10). A regressão linear mostrou correlação positiva significante entre a escolaridade e o VO2max nas obesas (p < 0,05) e negativa significante entre escolaridade e os escores do HAQ-20 nas eutróficas e nas obesas (p < 0,05).

 

 

 

 

DISCUSSÃO

A obesidade está associada à diminuição do bem-estar psíquico, com dificuldade de integração social, baixa auto-estima e estigmatização16. Além disso, pode ter como efeito adicional a redução da capacidade funcional, o que pode refletir na piora da produtividade profissional17,18. Estudos prévios demonstraram que o aumento do IMC tem efeito negativo em muitos aspectos da qualidade de vida19.

A maioria das pesquisas sobre qualidade de vida concluiu que a obesidade está mais associada à piora dos aspectos físicos que emocionais. O aumento do peso corporal está diretamente relacionado com piora da capacidade física, da vitalidade e de dores corporais20.

No presente estudo a incidência da HAS controlada com medicamentos foi significantemente maior entre as mulheres obesas, concordando com dados da OMS que relatou que 75% dos homens e 65% das mulheres apresentam HAS diretamente atribuída ao sobrepeso e à obesidade5. Grundy et al. descreveram a HAS como uma patologia inseparável da obesidade, pois o excesso de peso pode provocar ou agravar a HAS21.

Em estudos realizados nas Universidades da Pensilvânia e Harvard verificou-se que a prevalência de HAS é inversamente relacionada ao nível de capacidade física.22 Observou-se ainda que o risco relativo de uma pessoa se tornar hipertensa é bem maior se ela apresentar baixa capacidade física23.

As mulheres obesas apresentaram escolaridade menor do que os outros grupos. Possivelmente, a melhor escolaridade conscientize mais a mulher dos riscos do excesso de peso e dos meios de evitá-lo, o que poderia influenciar no pior resultado das mulheres obesas na capacidade funcional.

Uma limitação do estudo foi não ter medido a cintura abdominal das mulheres para correlacionar a capacidade física, pois atualmente sabe-se que a obesidade abdominal é considerada um importante fator de risco isolado para insuficiência coronária4. Atualmente, o VO2max é a variável que representa o melhor índice objetivo do desempenho cardiovascular24. O cálculo pode ser feito de forma direta por meio de um espirômetro, onde o paciente inala o ar ambiente e o elimina direto no espirômetro para quantificação do volume de O2 consumido, ou de forma indireta por meio de equações matemáticas é possível calcular valores de VO2max muito próximos do real. Sendo esta a maneira mais utilizada na prática, principalmente por ordem de limitações econômicas14.

As mulheres obesas apresentaram valores de VO2max significativamente menores que os outros grupos. Isso significa que a aptidão física das mulheres obesas é menor do que a das mulheres com sobrepeso e eutróficas, pois a medida do VO2max é a variável que melhor expressa o desempenho físico. Para a obtenção de valores elevados de consumo de oxigênio é necessária uma perfeita integração dos sistemas neuromuscular, esquelético, cardiovascular e respiratório25.

É importante ressaltar que não houve diferença significante quanto à idade dos três grupos de mulheres, porque a classificação do resultado do VO2max para a aptidão cardiorrespiratória é corrigida para a idade (tabelas de Cooper e AHA)14. Desta forma, o cálculo do VO2 max refletiu fidedignamente o perfil de condicionamento físico de cada grupo.

Isso reforça a idéia de que o IMC influencia negativamente a capacidade física independente da idade. Um dos fatores responsáveis, provavelmente é a maior quantidade de adipocinas produzida pela gordura visceral que elevam a resistência periférica da insulina e aumentam a pressão arterial26.

As mulheres obesas apresentaram escores do HAQ-20 significativamente maiores que os outros grupos, quanto maior o escore, pior a capacidade funcional, concordando com a avaliação realizada pelo teste de esforço para o cálculo do VO2 máx. Entretanto não houve correlação significante entre VO2máx e os escores do HAQ-20, nem entre escores do HAQ-20 e IMC, provavelmente pelo número reduzido da amostra em cada grupo.

A relação entre prática regular de exercício e saúde causa otimismo. Mesmo que o exercício não consiga grande redução do peso, ele pode melhorar as conseqüências negativas da obesidade na capacidade funcional e no sistema cardiovascular, principalmente em pacientes com síndrome metabólica.27 Muitos estudos têm mostrado o impacto positivo da mudança de estilo de vida, enfatizando que o peso normal e a prática regular de exercicios podem melhorar a saúde e a CF28,29.

O desempenho físico depende de vários fatores que incluem força, amplitude de movimentos, integridade neurológica e grau de motivação para certas atividades. HEPorém a CF está além, é uma variável mais ampla e está relacionada com a forma que a pessoa desempenha suas atividades cotidianas, ou seja, qual o grau de dificuldade que a pessoa encontra para viver30.

 

CONCLUSÃO

As mulheres obesas apresentaram redução da aptidão física e da capacidade funcional em relação às eutróficas e sobrepeso, o que vem se somar ao pior prognóstico para doenças cardiovasculares dessas pacientes.

Conflito de interesse: não há

 

REFERÊNCIAS

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Artigo recebido: 24/05/06
Aceito para publicação: 04/12/07

 

 

Trabalho realizado no Hospital das Clínicas da UNIVÁS - Pouso Alegre – MG – Programa de Mestrado Interinstucional UNIFESP / UNIVÁS
* Correspondência R. Joel Veiga, 235 - Pousada dos Campos Pouso Alegre - MG Cep 37550-000 julianaorsi@uol.com.br Tel: (35) 3425-2088

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