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Revista da Associação Médica Brasileira

versão impressa ISSN 0104-4230

Rev. Assoc. Med. Bras. v.54 n.2 São Paulo mar./abr. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302008000200018 

ARTIGO ORIGINAL

 

Relação entre incontinência urinária em mulheres atletas corredoras de longa distância e distúrbio alimentar

 

The relationship between urinary incontinence and eating disorders in female long-distance runners

 

 

Maíta Poli de Araújo*; Emerson de Oliveira; Eliana V Monteiro Zucchi; Virginia Fernandes Moça Trevisani; Manoel João Batista Castello Girão; Marair Gracio Ferreira Sartori

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar a ocorrência de incontinência urinária (IU) em atletas corredoras de longa distância e associá-la a presença ou não de distúrbios alimentares.
MÉTODOS: Um total de 37 corredoras de longa distância completaram os questionários ¨International Consultation on Incontinence Questionnaire-Short Form¨ (ICIQ-SF) e o ¨Eating Attitudes Test¨ (EAT-26). O teste do absorvente de uma hora foi realizado para quantificar a perda de urina. A análise estatística das variáveis contínuas foi feita pelo teste t pareado, ou teste de Mann-Whitney.
RESULTADOS: 23 atletas (62,2%) tinham queixa de perda de urina. A média dos escores do ICIQ-SF neste grupo foi de 4,03 ± 5,06. Houve diferença estatisticamente significante entre o valor do teste do absorvente (p=0,02) e o resultado do questionário EAT-26 (p=0,03) no grupo de atletas incontinentes.
CONCLUSÃO: Encontramos IU em atletas corredoras de longa distância e houve correlação com distúrbios alimentar. Técnicos devem estar atentos para a ocorrência de eventuais distúrbios e encaminhar tais atletas para uma equipe multidisciplinar.

Unitermos: Incontinência urinária. Esporte. Questionário. Corrida. Distúrbio alimentar.


SUMMARY

BACKGROUND: To determine the prevalence of urinary incontinence in female long-distance runners and to compare it with the presence or not of eating disorders. Methods - A total of 37 women have completed the International Consultation on Incontinence Questionnaire-Short Form (ICIQ-SF) and the short version of the Eating Attitudes Test (EAT-26). A one-hour pad test was performed to determine urine loss. Mean values of continuous variables were compared using an independent sample t-test or the Mann-Whitney U test.
RESULTS: 23 athletes (62.2%) reported urine loss. The mean of the ICIQ-SF was 4.03 ± 5.06. There was a significant relation between the 1-hour pad test (p=0.02) and eating disorders (p=0.03).
CONCLUSIONS: There was urinary incontinence in female long-distance runners and a correlation with eating disorders. Coaches should improve their knowledge about this problem and establish cooperation with a multidisciplinary team.

Key words: Urinary incontinence. Sports. Questionnaires. Running. Eating disorders.


 

 

INTRODUÇÃO

As corridas de longa distância, praticadas em vias públicas, incluem: provas de 10 km, meia maratona (21,095km) e maratona (42,195km)1. Também chamada de "pedestrianismo", esta modalidade esportiva vem crescendo e atraindo adeptos em todo o mundo. Os corredores, profissionais ou amadores, treinam diariamente, sob a supervisão de um técnico, e participam de competições em busca de superação, recordes ou melhora da qualidade de vida.

As distâncias percorridas, assim como as diferenças de superfície e as características da prova, exigem do atleta técnica e estratégias específicas. A biomecânica da corrida de longa distância difere da mecânica das demais provas de corrida2.

Também é importante ressaltar o aumento da participação feminina neste tipo de modalidade esportiva, e que a mulher atleta não pode ser avaliada e treinada da mesma forma que o homem3. Além das alterações hormonais fisiológicas envolvidas no ciclo menstrual, os técnicos e preparadores físicos devem estar cientes de eventuais distúrbios clínicos que podem ocorrer, como a incontinência urinária e os distúrbios alimentares3.

A incontinência urinária (IU) é definida pela Sociedade Internacional de Continência (ICS) como qualquer perda involuntária de urina4,5,6. Estudos mostram que a prevalência da IU durante a prática esportiva nas atletas de elite varia de 0% (golfe) até 80% (trampolinistas)7,8. As maiores prevalências ocorrem em esportes que envolvem atividades de alto impacto como: ginástica, atletismo e alguns jogos com bola7,9. Uma grande proporção destas atletas relata que a perda de urina é muito embaraçosa e que afeta a concentração e a performance6,10.

Algumas teorias tentam explicar a ocorrência de IU nas atletas. Uma delas afirma que, embora as atletas tenham os músculos do assoalho pélvico fortes, a atividade física árdua levaria ao aumento da pressão abdominal, predispondo a IU9. Outros autores acreditam que estas atletas têm sobrecarga, estiramento e enfraquecimento do assoalho pélvico6, 11. Reforça esta teoria o fato de que a força vertical de reação máxima do solo durante diferentes atividades esportivas é três a quatro vezes o peso do corpo quando corremos, cinco a 12 vezes pulando, e nove vezes na queda após um salto em altura8, 11.

Por fim, a amenorréia hipotalâmica decorrente de exercício físico intenso, desordens alimentares ou a combinação de ambos, também poderia contribuir para a IU em atletas devido aos baixos níveis de estrogênios12.

É fato notório que os distúrbios alimentares em corredoras há muito vêm sendo motivo de pesquisa14. O baixo peso corporal é utilizado por algumas atletas como critério para a obtenção de bons resultados em competições15. Estas mulheres fazem uso de práticas alimentares inadequadas ou uso indiscriminado de laxantes, diuréticos e drogas anorexígenas12. O problema é que a dieta hipocalórica em atletas, além de prejudicar o desempenho físico, está associada à diminuição do pulso e da freqüência do hormônio luteinizante, podendo levar a distúrbios menstruais e até amenorréia12.

O principal receio dos profissionais que lidam com mulheres atletas é que ocorra uma superposição de distúrbios, culminando na chamada "Tríade da Mulher Atleta" (distúrbio alimentar, amenorréia e osteoporose)15,16,17. Quando este quadro se instala, torna-se imperioso um tratamento multidisciplinar envolvendo psicólogos, médicos, nutricionistas e técnicos, com o objetivo de resgatar a saúde desta paciente e seu desempenho18.

Tendo em vista a possibilidade de manifestações clínicas em atletas de corrida, este trabalho tem como objetivo avaliar a ocorrência de IU em atletas corredoras de longa distância e associá-la a presença ou não de distúrbios alimentares.

 

MÉTODOS

Estudo realizado no setor de Uroginecologia e Cirurgia Vaginal e no Ambulatório de Ginecologia do Esporte da Disciplina de Ginecologia Geral da UNIFESP-EPM e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa.

Foram avaliadas, em estudo clínico observacional, 37 corredoras de longa distância que treinam diariamente, no mínimo uma hora, e que participam de competições regularmente.

A avaliação da incontinência urinária foi realizada por meio do questionário "International Consulation of Incontinence Questionnaire - Short Form (ICIQ-SF)" 19, traduzido e validado para o português20. Este questionário é auto-administrável e formado por perguntas que avaliam freqüência, severidade e impacto da incontinência urinária. Também possui oito perguntas que qualificam o tipo de incontinência. A nota do ICIQ-SF corresponde à soma das três questões principais.

Para quantificar o distúrbio alimentar, as atletas responderam ao questionário "Eating Attitudes Test" (EAT-26)21, também validado para o português22. Este instrumento contém 26 perguntas sobre o comportamento alimentar e imagem corporal e é considerado indicador de risco para o desenvolvimento de distúrbios nutricionais quando o número de respostas positivas for igual ou superior a 2121.

A avaliação quantitativa da perda urinária foi feita pelo teste do absorvente de uma hora padronizado pela Sociedade Internacional de Continência5, 23. O teste do absorvente foi realizado em todas as atletas, em data e hora marcada, antes delas iniciarem seus treinos de corrida. Um dia antes do teste, elas recebiam um kit contendo: uma garrafa de 500 ml de água à temperatura ambiente, um absorvente pré-pesado em balança eletrônica de precisão com sensibilidade de 0,01 e orientações acerca das atividades que iriam realizar.

No dia do teste, a atleta era solicitada a urinar duas horas antes dos exercícios. A seguir, meia hora antes do início, ela colocava o absorvente e ingeria 500 ml de água em até 15 minutos.

Nos próximos 30 minutos ela realizava os seguintes exercícios:

• Subir e descer escada durante 15 minutos

• Sentar e levantar 10 vezes

• Tossir 10 vezes

• Pegar objetos no chão durante um minuto

• Correr no mesmo lugar durante um minuto

• Lavar as mãos durante um minuto

Após os exercícios, o absorvente era removido e pesado.

As atletas que tiveram o diagnóstico positivo para a incontinência urinária foram encaminhadas para o ambulatório de Ginecologia do Esporte da UNIFESP/EPM. Também foram adicionados exercícios específicos para o assoalho pélvico durante o treinamento da corrida sob a supervisão de uma fisioterapeuta.

A análise estatística foi realizada utilizando-se o software GraphPad Prism 4. A comparação entre dois grupos com variáveis quantitativas que apresentaram distribuição normal e variância semelhante foi realizada pelo teste "t de Student"; caso contrário foi feito pelo teste de Mann-Whitney. A diferença estatística foi considerada significativa quando p<0,05.

 

RESULTADOS

A Tabela 1 mostra a característica da amostra. A idade média das corredoras foi de 35,4 anos, a média do índice de massa corpórea de 22 e a maioria tinha menos de dois filhos.

 

 

Ainda em relação às características das participantes, destacamos que 13,5% delas faziam uso de contraceptivos hormonais; 94,6% tinham ciclos menstruais regulares e 5,4% encontravam-se após menopausa. Não houve atletas em amenorréia no menacme.

Encontramos 23 atletas (62,2%) corredoras de longa distância com queixa de incontinência urinária. Neste grupo, a média do escore do questionário ICIQ-SF foi de 4,03±5,06.

O Gráfico 1 mostra as atividades que desencadeiam a perda de urina neste grupo de atletas. Nota-se que 65,2% perdiam urina durante a competição e 60,9% perdiam durante o treino.

 

 

Comparando as atletas incontinentes com as continentes (Tabela 2), encontramos diferença estatisticamente significativa no valor do teste do absorvente (p=0,02) e no resultado do questionário EAT-26 (p=0,03).

 

 

DISCUSSÃO

Os fatores de risco normalmente relacionados ao aparecimento da IU incluem: fragilidade do tecido conectivo dos músculos pélvicos, gestação, parto vaginal com lesão de nervos periféricos, fáscias e ligamentos, obesidade e idade avançada7, 8,12. Ainda não se sabe ao certo qual a real causa da IU em mulheres atletas, que normalmente são jovens e nulíparas.

Nossos resultados mostraram freqüência de IU em corredoras de longa distância de 64%, muito maior do que a encontrada na literatura, que é ao redor de 25%7,8. Embora a faixa etária deste grupo estudado não seja de maioria jovem (média de 35 anos), a maioria era nulípara e com IMC normal (média de 22). Também é importante ressaltar que utilizamos questionário específico para IU, diferentemente da maioria dos estudos que avaliam atletas.

A maioria dos autores acredita que a IU ocorra em esportes de alto impacto (como a ginástica e o trampolim acrobático) ou em esportes com mudança abrupta de movimento (como no basquete)6,8. Nestes casos, a fisiopatologia da IU talvez esteja relacionada com o aumento abrupto da pressão abdominal.

Entretanto, a corrida de longa distância não apresenta grande impacto ao assoalho pélvico. Assim, talvez a causa da IU nestas atletas esteja relacionada com a fadiga muscular e não com o aumento da pressão abdominal. Sabe-se que nesta modalidade esportiva ocorre um catabolismo muscular generalizado, principalmente quando a atleta faz treinos longos, em terrenos acidentados, repetidas vezes, sem dar espaço para a recuperação. Para elucidar a real causa da IU em corredoras de longa distância, seria necessário realizar estudos aferindo a força do assoalho pélvico nestas atletas ou estudos experimentais para avaliar o efeito do exercício nas estruturas envolvidas na manutenção da continência urinária.

Com relação ao teste do absorvente, mostrou-se significativamente diferente nos grupos estudados. A média dos valores obtidos no teste no grupo incontinente é considerada do tipo leve (1,2 gramas). Eliasson et al (2002) mediram a perda de urina em atletas de trampolim que relatavam ser a perda um problema durante o treinamento24. A média foi de 28 gramas (9-56g) em 15 minutos de trampolim, considerado muito elevado. Discute-se se a sudorese excessiva decorrente do exercício poderia afetar tal resultado.

O teste do absorvente de uma hora também é passível de críticas. Estudos mostram que ele apresenta baixo valor preditivo negativo e baixa reprodutibilidade, sendo mais eficaz nos casos de deficiência do esfíncter uretral e não como triagem para IU25,26. Isto quer dizer que ele é sensível para diagnosticar casos graves de IU e não seria um bom teste de triagem em atletas, que parecem apresentam pouca quantidade de perda urinária.

Outro teste do absorvente padronizado pela ICS é o teste de 24 horas. Este seria mais sensível para demonstrar a IU, pois é realizado em ambiente familiar, sem a necessidade de supervisão médica e pode diagnosticar melhor a urge-incontinência e também o número de absorventes utilizados26,27. Entretanto, existem alguns problemas em se realizar um teste longo em atletas. O primeiro é que a maioria delas treina diariamente, no mínimo uma hora, sob diferentes condições climáticas. O segundo problema é que a maioria, mesmo quando não está treinando, utiliza substâncias energéticas e isotônicas, que poderiam alterar o resultado do teste. Assim, talvez fosse necessário padronizar um novo teste para quantificar a perda de urina em atletas, levando-se em consideração a rotina dos treinamentos, alimentação e hidratação.

Encontramos valores tendenciosos a distúrbio alimentar no EAT-26 (maior que 21) além de uma diferença estatisticamente significante entre o grupo incontinente e o grupo continente. Bo e Borgen, em 2001, avaliaram a prevalência de incontinência urinária por esforço e urge-incontinência em atletas de elite, do sexo feminino, da seleção Nacional da Noruega e encontraram 41% de IUE nas atletas e 39% nos controles7. Tal como nosso resultado, os autores encontraram uma freqüência de IUE e IUU nas atletas com disfunção alimentar significantemente maior do que nas atletas saudáveis (38,8%, p=0,003 e 15%, p=0,048, respectivamente). Isto nos leva a defender a idéia de que todos os técnicos e preparadores devem estar atentos às características antropométricas das atletas e de seus hábitos alimentares. Também devem estar aptos a diagnosticarem atletas de risco para estes problemas: mulheres perfeccionistas, preocupadas com o peso e introspectivas28.

Nossos resultados destacam a importância no atendimento diferenciado às mulheres atletas. Este grupo particular pode apresentar afecções clínicas sutis que, muitas vezes, podem passar despercebidas. Médicos, fisioterapeutas, psicólogos e técnicos devem estar cientes da existência de distúrbios alimentares, incontinência urinária e distúrbios menstruais em corredoras de longa distância. Também devem saber diagnosticar as atletas de risco para estas afecções.

 

CONCLUSÃO

Encontramos IU em atletas corredoras de longa distância e houve correlação com distúrbios alimentar. Estas atletas devem ser encaminhadas para uma equipe multidisciplinar para adequar o melhor tratamento sem comprometer o desempenho.

Conflito de interesse: não há

 

REFERÊNCIAS

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Artigo recebido: 12/07/07
Aceito para publicação: 06/11/07

 

 

Trabalho realizado pelo setor de Uroginecologia e Cirurgia Vaginal e no ambulatório de Ginecologia do Esporte do Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina – UNIFESP/EPM, São Paulo, SP
* Correspondência Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 1601 - apto 84 – São Paulo – SP Cep 01403-003 aja.ops@terra.com.br