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Revista da Associação Médica Brasileira

Print version ISSN 0104-4230On-line version ISSN 1806-9282

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.54 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302008000500016 

ARTIGO ORIGINAL

 

Valor crítico da citrulina para as complicações do enxerto no transplante de intestino

 

Critical value of citrulline for complications of intestinal transplant graft

 

 

André Ibrahim David*; Luiz Arnaldo Szutan; Jeffrey Gaynor; Phillip Ruiz; Gennaro Selvaggi; Panagiotis Tryphonopoulos; Gary Kleiner; Jang I Moon; Seigo Nishida; Debbie Weppler; Violet Squenazi; Lobella Conanan; David M Levi; Tomoaki Kato; Andreas G Tzakis

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar, numa ampla amostra, o valor crítico da citrulina que confirma a presença das principais complicações do enxerto: rejeição e infecção.
MÉTODOS: Foram coletadas 2135 amostras de citrulina sérica, na forma de gota de sangue seca, de 57 doentes submetidos a transplante de intestino/multivisceral no Jackson Memorial Hospital na Universidade de Miami, de março de 2004 a abril de 2006. Todas as amostras são do pós-operatório três meses em diante, passada a conhecida curva de elevação da citrulina após a recuperação das lesões causadas pela isquemia e reperfusão do pós-transplante.
RESULTADOS: Utilizando um valor limite menor que 13
µmoles/L, a sensibilidade da citrulina foi de 96,4% para detectar rejeicão celular aguda (RCA) moderada ou grave. A especificidade para as complicações mais freqüentes, rejeição e infecção foi de 54%-74% nas crianças e 83%-88% nos adultos, e o valor preditivo negativo (VPN) foi > 99%.
CONCLUSÃO: A citrulina pode ser utilizada como método não-invasivo para avaliar a evolução do enxerto intestinal após três meses do TI. Os episódios de RCA moderado e grave podem ser afastados quando o valor da citrulina for maior que 13
µmoles/L devido ao alto valor preditivo negativo.

Unitermos: Transplante de intestino. Enxerto de intestino. Rejeição do enxerto. Citrulina.


SUMMARY

OBJECITIVE: A biochemical marker for detection of acute cellular rejection following small intestine transplantation has been sought. Citrulline, a non- protein amino acid synthesized mainly by functioning enterocytes, has been proposed. Trial sensitivity has been reportedly high but with low specificity. Thus, the goal was to determine, in a sufficiently large analysis, the significant value of citrulline level in the post-transplant setting, which would correlate with complications such as rejection and infection.
METHODS: Since March, 2004 2,135 dried blood spot (DBS) citrulline samples were obtained from 57 small intestine transplant recipients three months or more after post-transplant, i.e., once the expected period of recovery in the citrulline levels had occurred.
RESULTS: Using a <13 vs. > 13
µmoles/L cut off point, sensitivity of DBS citrulline for the detection of moderate or severe ACR was extremely high (96.4%). Furthermore, specificity estimates (given the absence of ACR and these particular infections), while controlling for time-to-DBS sample were reasonably high (54%-74% in children and 83%-88% in adults), and the negative predictive value (NPV) was >99%.
CONCLUSION: Citrulline is a non-invasive marker to evaluate problems of the intestinal graft after three months post-transplant. Due to the high NPV, a moderate or severe ACR can be ruled out, based exclusively on knowledge of a high value for DBS citrulline.

Key words: intestinal transplant, intestinal graft, rejection and citrulline.


 

 

INTRODUÇÃO

A sobrevivência do paciente e do enxerto após o transplante de intestino (TI) tem melhorado significamente nos últimos anos1-7. A melhora da sobrevivência se deve à experiência adquirida na técnica cirúrgica e no acompanhamento dos doentes no pós-operatório imediato e tardio. Outro fator importante é o diagnóstico precoce das complicações mais freqüentes: episódios de rejeição celular aguda (RCA); infecções por bactérias, vírus e fungos; doença enxerto vs hospedeiro (DEVH) e doença linfoproliferativa pós-transplante (DLPT).

Exames de avaliação funcional do intestino como D-xylose, teste de absorção com 3-0-metilglicose e a razão da área de digestão dos nutrientes são exames demorados e de difícil aplicação na prática clínica8. A endoscopia com magnificação de imagem tem aplicação na visualização da mucosa intestinal, permite o reconhecimento de lesões características de RCA e o diagnóstico imediato para o tratamento da RCA, porém é um método examinador dependente4. O diagnóstico de certeza de RCA e o grau da rejeição são realizados com biópsia e análise histopatológica9,10. Daí a necessidade de um marcador bioquímico para monitorar a função do enxerto intestinal. Um marcador que possa mostrar a lesão do enterócito, sem a influência da dieta, para o diagnóstico dos problemas intestinais11.

A citrulina plasmática tem sido descrita como marcador da quantidade de enterócitos em pessoas com Síndrome do Intestino Curto12,13. Aproximadamente toda a concentração plasmática da citrulina, aminoácido não-proteico, provém da glutamina metabolizada nos enterócitos, que é liberada na circulação portal14,15. A citrulina, aminoácido intermediário do ciclo da uréia, também é produzida nos hepatócitos, porém o que é produzido no fígado é metabolizado, sem sua liberação na circulação sistêmica15-17. Os rins extraem 83% da citrulina liberada pelo intestino e convertem 75% em arginina11.

Como conseqüência, a concentração plasmática da citrulina se mostrou útil como marcadora da função da massa de enterócitos em doentes com Síndrome do Intestino Curto (SIC)8,13,18 e doença do Microvilo12. O uso da citrulina tem sido proposto também como um simples marcador quantitativo da lesão do epitélio intestinal após radioterapia e mielossupressão16,19 Tzakis et al. compararam os valores da citrulina entre doentes pré-transplante e voluntários saudáveis, sendo que os níveis dos primeiros foram significativamente menores.

Estudos preliminares têm mostrado o potencial da citrulina sérica como marcador da RCA após o TI. Especificamente, os níveis de citrulina diminuíram conforme a gravidade da RCA, tendo uma relação direta (quanto maior a rejeição, menor o valor da citrulina sérica)11,19-23. Foi relatado por Pappas et al.21, que ocorre um atraso na normalização dos valores da citrulina naqueles receptores de TI que apresentaram episódios de RCA nos primeiros meses após o transplante. Dois estudos mostraram que em pacientes que tiveram apenas RCA leve ou não tiveram rejeição, a citrulina sérica apresentou um aumento gradual após o transplante e na maioria dos casos chegou a um patamar de normalidade em 90 dias21,22.

O valor considerado "normal" da citrulina varia de acordo com a idade e até mesmo entre populações; os valores variam de 3 a 55 µmoles/L com uma media de 38 + 8 µmoles/L em amostras de voluntarios saudáveis16. O valor "normal" entre os receptores de TI também mostrou uma larga variação entre os valores mínimos e máximos. Sabe-se que os níveis de citrulina decrescem conforme o grau de rejeição1,21. A elevação habitual da citrulina no pós-transplante com RCA tem curvas desviadas para a direita, e este desvio está diretamente relacionado ao grau de rejeição21. Nos doentes que apresentaram episódios de RCA moderada e grave, a média da citrulina sérica foi estatisticamente menor do que a média em períodos livres de RCA23.

YU et al.24, compararam os valores da gota ressecada de sangue com os valores de citrulina medida no plasma e mostraram acurácia e confiabilidade do primeiro método.

Apesar dos inúmeros estudos envolvendo a análise da citrulina após o TI, o valor de corte mínimo para o diagnóstico de complicação no enxerto intestinal e as complicações que diminuem significamente os valores da citrulina ainda não foram elucidados. O objetivo deste estudo foi determinar o valor crítico abaixo do qual o enxerto intestinal está em risco para as mais freqüentes complicações, principalmente a RCA.

 

MÉTODOS

Estudo revisado e aprovado pelo "Institutional Review Board", com doentes que receberam TI, desde março de 2004 a agosto de 2006. Fizeram parte do estudo 57 receptores de TI com a coleta de amostras após três meses, com um total de 2135 amostras. Cinqüenta e quatro destes doentes receberam o primeiro transplante e os outros três passaram por retransplante. Trinta e sete (68,5% dos receptores) eram doentes menores de 18 anos, a mediana das idades no momento do transplante foi de um ano. Vinte (31,5%) eram receptores adultos com idade média de 36 anos. Vinte e um doentes (37%) receberam transplante de intestino isolado ou fígado e intestino (9 crianças e 12 adultos) e 36 doentes (63%) receberam transplante multivisceral ou multivisceral modificado (28 crianças e 8 adultos).

A distribuição dos valores de citrulina foi realizada conforme a classificação em cinco grupos: K<5, 5<X<10, 10<Y<15, 15<W<20, e Z> 20µmoles/L. Sendo a variável o número de valores da amostra que se encaixam em cada grupo. Os seguintes tipos de TI foram incluídos: intestino isolado, fígado-intestino, multivisceral e multivisceral modificado (i.e, multivisceral sem o fígado). A imunossupressão de manutenção foi com tacrolimus (Prograf; Fujisawa Pharmaceuticals, Deerfield, IL).

As coletas das amostras de gota ressecada de sangue para a análise da citrulina foram feitas conforme a orientação do "National Committee on Clinical Laboratory Standards" (NCCLS)25 e foram analisadas por espectrometria cromatográfica hidrofílica de coluna de massa (HILIC/MS/MS). A quantificação da citrulina foi feita através do programa Xcalibur.

As coletas da citrulina foram realizadas em tempos específicos no pós-transplante para permitir um acompanhamento planejado de cada caso. Nos doentes internados, imediatamente após o TI foram coletadas amostras diárias ou em dias intercalados até completar dois meses ou receberem alta hospitalar. Se o doente internado, em qualquer período pós-TI, tiver suspeita de rejeição (aumento do débito do estoma, dor abdominal, febre, desnutrição ou outra situação clínica de risco à vida como infecção) ou mesmo em vigência do tratamento desta rejeição, também foram coletadas amostras diárias ou em dias intercalados. Nos doentes ambulatoriais, ou seja, após três a quatro meses do TI, foram coletadas amostras uma a duas vezes por mês. No dia em que foi coletada a amostra de citrulina se analisou a condição clínica do doente com relação à presença de rejeição, infecção ou DLPT. Os episódios de RCA foram considerados quando houve sintomas, biópsia e tratamento. O diagnóstico histopatológico de maior lesão foi considerado como o grau de RCA de cada episódio.

O episódio de RCA foi considerado terminado quando duas biópsias foram normais, sem rejeição ou o doente foi retransplantado ou faleceu. Foi utilizada a graduação de rejeição do consenso do VIII Simpósio de Transplante de Intestino em 2003: sem rejeição ou indeterminada (grau 0), rejeição leve (grau 1), moderada (grau 2) e grave (grau 3)9,10. A biópsia também identificou em alguns casos a presença de DLPT.

Os episódios de infecção foram definidos pela presença de sintomas clínicos e confirmados por culturas. A resolução da infecção foi considerada quando o término dos sinais clínicos e a cultura se tornaram negativos, após 14 dias de antibioticoterapia apropriada ou quando o doente faleceu. A presença de infecção sanguínea foi determinada pelo crescimento do microrganismo na cultura do sangue acompanhado de alguns dos sinais clássicos de bacteremia como febre, calafrios, hipotensão, leucocitose ou leucopenia.

A distribuição dos valores de citrulina é de uma amostra ampla de 2135 exames. A distribuição dos valores de concentração de uma substância segue um padrão logarítmico, por isso a análise estatística da citrulina foi feita nesta escala26.

Em todos os testes estatísticos, o nível de significância considerado foi de 5%.

 

RESULTADOS

O número mediano de amostras de citrulina que cada receptor contribuiu para o total foi de 26 amostras, com uma variação de 1 a 142 amostras. O tempo médio do transplante até o dia da coleta foi de 18,8 meses (de 3 a 125,3 meses). O valor médio das amostras foi de 12,7 µmoles/L, variando de 1,4 a 91,8 µmoles/L, e media geométrica de 12,3 µmoles/L. No periodo em que foram coletadas as amostras de citrulina ocorreram 25 episódios de RCA em 15 doentes, sendo que cinco deles tiveram dois episódios, um com três episódios e um com quatro. Destas RCA, nove foram leves, 11 moderadas e cinco graves. Destes 25 episódios de RCA coletaram-se 268 amostras de citrulina em gota ressecada de sangue. Houve uma alta associação de baixos níveis de citrulina e RCA (p<0,00001). Mais especificamente, na presença de RCA, os valores menores que 15 µmoles/L representaram 91,4% (245/268) do total de amostras, em comparacão com 55,2% (1031/1867) quando não havia RCA.

A Tabela 1 mostra as estimativas dos valores preditivos positivos e negativos de valores de corte entre 10 a 15 µmoles/L da citrulina para detectar RCA moderada ou grave. Entre os valores de 10 a 15 µmoles/L, o valor de 13 µmoles/L apresentou, tanto em criancas como em adultos, um VPN>99% nos períodos de RCA moderada ou grave. Tiveram um valor menor que 13 µmoles/L, 82% de todos os episodios de RCA.

 

 

DISCUSSÃO

A citrulina necessita de pelo menos três meses, em média, para atingir o seu patamar de estabilidade. Isto ocorre se o receptor não apresentou rejeição no período inicial após o TI, caso contrário, a rejeição pode retardar o tempo do patamar. Portanto, neste estudo, os resultados não têm a variação da citrulina do pós-operatório recente.

Nos primeiros três meses do pós-transplante ocorreu uma piora da função renal devido ao trauma cirúrgico, lesão de isquemia-reperfusão e complicações como infecção e hipotensão. Nos doentes estáveis, após este período, houve melhora e estabilização da função renal3.

Na insuficiência renal há aumento na citrulina plasmática e na concentração urinária27. Neste estudo, a análise da citrulina ocorreu após este período de maior variação da função renal, que, se presente, aumentaria os valores plasmáticos da citrulina. Nas crianças, a média da creatinina no pré-transplante, pós-transplante (6 e 12 meses) foram de 0,35, 0,45 e 0,45mg/dl, respectivamente, e a mediana foi de 0,30, 0,40 e 0,40mg/dl. Nos adultos, a média da creatinina no pré-transplante, pós-transplante (6 e 12 meses) foi de 0,82, 1,58 e 1,50mg/dl respectivamente e a mediana foi de 0,80, 1,40 e 1,40mg/dl.

Os resultados no pós-transplante demonstraram valores dentro da faixa normal de funcionamento do rim, portanto a variação da citrulina independeu da função renal.

De todos os casos de RCA, inclusive RCA leve, 74,2% apresentaram valores menores que 10 µmoles/L e apenas 6,8% tiveram um valor de citrulina maior que 15 µmoles/L, portanto na faixa entre 10 e 15µmoles/L deveria estar um valor de corte que pudesse ser usado na triagem dos receptores de TI. Este valor deveria ter um alto VPN (e o melhor VPP possível) para ser usado como valor de referência na triagem dos doentes transplantados27.

Considerou-se uma boa sensibilidade pelo menos 80% dos valores do teste, assim este número estaria em torno de 10 µmoles/L. Uma boa especificidade, de pelo menos 50%, seria com um valor em torno de 15µmoles/L. Sendo assim, consideramos os valores preditivos positivos (VPP) e negativos (VPN) dos valores entre 10 e 15 µmoles/L. O melhor valor de corte não pôde ser estabelecido pelo VPP que não foi alto e pode ser explicado pelos outros fatores que diminuíram os valores da citrulina, i.e., rejeição leve, infecção sanguínea ou respiratória. Entretanto os altos valores dos VPNs mostram claramente sua utilidade clínica.

Com o objetivo de aumentar a especificidade e manter uma alta sensibilidade do exame da citrulina sérica, testamos um valor um pouco menor: 13 µmoles/L. Tanto em crianças como em adultos, o VPN é >99% quando o valor de corte de 13 µmoles/L foi utilizado nos períodos de RCA moderada ou grave.

Apresentaram valor < 13 µmoles/L 82% de todos os episódios de RCA. Entre as amostras, na presença de RCA moderada ou grave, apenas dois valores da citrulina eram >13 e < 15 µmoles/L (2/36 amostras). Portanto, se o valor da citrulina é menor que 13 µmoles/L, com certeza o enxerto tem um problema (exame de triagem) que pode ser RCA moderada ou grave (que será confirmada pelo exame padrão-ouro: biópsia); mas se o valor é > 13 µmoles/L, a chance deste doente estar apresentando um quadro de RCA moderada ou grave e de menos de 1% (alto VPN).

 

CONCLUSÃO

Conclui-se que a citrulina pode ser utilizada como método não-invasivo para avaliar a evolução do enxerto intestinal após três meses do TI. Os episódios de RCA moderada e grave podem ser afastados quando o valor da citrulina for maior que 13µmoles/L devido ao alto valor preditivo negativo.

Conflito de interesse: não há

 

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Artigo recebido: 20/09/07
Aceito para publicação: 15/04/08

 

 

Trabalho realizado no departamento de Cirurgia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, São Paulo, SP, e na Universidade de Miami, Jackson Memorial Hospital, Miami, Flórida
* Correspondência: Rua Cesário Motta Jr., 112, CEP 01221-020, Vila Buarque, São Paulo – SP, Brasil, Telefone: 55 (11) 2176-7699 / 3666-7307, Fax: 55 (11) 2176-7699, drandredavid@terra.com.br

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