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Revista da Associação Médica Brasileira

Print version ISSN 0104-4230

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.54 no.6 São Paulo Nov./Dec. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302008000600006 

DIRETRIZES EM FOCO

 

Diabetes mellitus gestacional

 

 

Autoria: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Elaboração final: 20 de junho de 2006

Participantes: Miranda PAC, Reis R

Descrição do método de coleta de evidência: Revisão da literatura

Graus de recomendação e força de evidência:

A: Estudos experimentais ou observacionais de melhor consistência.

B: Estudos experimentais ou observacionais de menor consistência.

C: Relatos de casos (estudos não controlados).

D: Opinião desprovida de avaliação crítica, baseada em consensos, estudos fisiológicos ou modelos animais.

 

Objetivo:

Fornecer as principais recomendações relacionadas à identificação e ao manuseio da gestante com diabetes.

 

Conflito de interesse:

Nenhum conflito de interesse declarado.

 

Introdução

Diabetes mellitus gestacional (DMG) é definido como qualquer nível de intolerância a carboidratos, resultando em hiperglicemia de gravidade variável, com início ou diagnóstico durante a gestação. Sua fisiopatologia é explicada pela elevação de hormônios contra-reguladores da insulina, pelo estresse fisiológico imposto pela gravidez e a fatores predeterminantes (genéticos ou ambientais). O principal hormônio relacionado com a resistência à insulina durante a gravidez é o hormônio lactogênico placentário, contudo, sabe-se hoje que outros hormônios hiperglicemiantes como cortisol, estrógeno, progesterona e prolactina também estão envolvidos.

A incidência de DMG é de 3% a 7%, variando de acordo com a população estudada e com os critérios diagnósticos utilizados. Nos Estados Unidos, são diagnosticados 135.000 novos casos por ano, tendo uma prevalência de 1,4% a 2,8%, nas populações de baixo risco e de 3,3% a 6,1%, nas populações de alto risco1(A).

No Brasil, estima-se prevalência de 2,4% a 7,2%, dependendo do critério utilizado para o diagnóstico2(A).

Devido a implicações éticas, estudos aleatorizados a respeito do DMG são raros e, sendo assim, as recomendações desta diretriz serão sustentadas, na maior parte das vezes, por estudos com outro tipo de desenho.

 

Por que diagnosticar o DMG?

A gestante portadora de DMG não tratada tem maior risco de rotura prematura de membranas (OR 10,07), parto pré-termo (OR 6,42), feto com apresentação pélvica (OR 3,47) e feto macrossômico (OR 2,42)3(A). Há também risco elevado de pré-eclâmpsia nessas pacientes, com OR 2,264(D).

Com relação ao feto, além da macrossomia, o risco para o desenvolvimento de síndrome de angústia respiratória, cardiomiopatia, icterícia, hipoglicemia, hipocalcemia, hipomagnesemia e policitemia com hiperviscosidade sangüínea, encontra-se fortemente aumentado5,6(D).

O resultado perinatal está diretamente relacionado ao controle metabólico materno, com evidência de 52,4% de macrossomia, 14,3% de óbito fetal e 8,2% de má formações em gestantes com controle metabólico não adequado, caracterizado por média glicêmica superior a 130 mg/dl no terceiro trimestre7(C).

 

Como diagnosticar DMG?

O diagnóstico envolve duas fases distintas - rastreamento e confirmação diagnóstica. Os critérios e testes utilizados para o rastreamento e diagnóstico do DMG são controversos, pela existência limitada de estudos comparativos.

O teste inicial recomendado para a triagem de DMG é a dosagem da glicemia plasmática 1h após teste oral com 50g de dextrosol, devendo ser realizado entre a 24ª e 28ª semanas de gestação. São aceitos como valores de corte tanto 140 mg/dl quanto 130 mg/dl, com cerca de 80% e 90% de sensibilidade, respectivamente5(D).

A dosagem da glicemia plasmática em jejum também pode ser utilizada como rastreamento e diagnóstico de DMG. A associação glicemia de jejum (GJ) + fator de risco (FR) é método alternativo de rastreamento, orientado pelo Ministério da Saúde do Brasil, considerando a praticidade e o baixo custo, pois a GJ é exame de rotina e a investigação de riscos para DMG é obrigatória na anamnese da primeira consulta no pré-natal8(D). Durante o primeiro trimestre de gestação, os níveis glicêmicos tendem a valores mais baixos, contudo mais estudos são necessários para a determinação de valores de referência para esta fase. Como não existe uma definição clara, valores acima de 100 mg/dl devem ser considerados alterados. A partir da 24ª semana de gestação, a glicemia de jejum com valores acima de 85 mg/dl pode ser considerada como rastreamento positivo. Este parâmetro, por sua vez, apresenta um VPN (valor preditivo negativo) de 97%, porém baixa sensibilidade e especificidade9(B). Valores acima de 110 mg/dl confirmam o diagnóstico de DMG, em qualquer fase de gestação.

Resultados anteriores observados em nosso meio demonstraram equivalência estatística no rastreamento feito pelo Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) 50g e pela associação GJ + FR10(C). Estudo recente ratificou tais resultados e evidenciou semelhança estatística entre os dois métodos (TOTG 50g e GJ+FR) nos índices de sensibilidade (S) (86,4 e 76,9%), valor preditivo negativo (VPN) (98,7 e 98,9%), razão de probabilidade negativa (RPN) (0,3 e 0,3) e resultados falso-negativo (FN) (15,4 e 23,1%), respectivamente, comparados ao teste diagnóstico (TOTG 100g)11(B). Estudo comparando os critérios diagnósticos adotados pela ADA (American Diabetes Association) com parâmetros adotados pela OMS (Organização Mundial de Saúde), para o teste oral de tolerância a glicose com 75g de dextrosol, concluiu que os últimos são mais sensíveis, sem alterar o intervalo de confiança para detecção de risco de complicações relacionadas ao DMG2(A). Colaborando com este dado, outro estudo, utilizando os critérios da OMS, demonstrou um alto índice de complicações em pacientes portadoras de DMG não tratadas3(A). Estudos observacionais demonstraram que grávidas com apenas um valor alterado, segundo os critérios de Carpenter e Coustan, estão mais propensas a complicações do que pacientes controle12(D).

O TOTG 100g é mau preditor da macrossomia fetal13,14(C). O perfil glicêmico (PG) é teste utilizado no diagnóstico e no controle de tratamento do DMG e da hiperglicemia diária, padronizado pela avaliação das glicemias plasmáticas maternas, a cada duas horas, por um período de 12 horas (diagnóstico) ou 24 horas (tratamento). Os limites de normalidade são valores abaixo de 90 mg/dl, no jejum e inferiores a 130 mg/dl, nas pósprandiais. A resposta, normal ou alterada, do PG é independente do resultado do TOTG 100g e pode estar alterada de forma isolada, confirmando a hiperglicemia diária (grupo IB de Rudge), ou associada à resposta anormal ao TOTG 100g, diagnosticando o DMG (grupo IIB de Rudge)15(C). Este grupo representa 13,8% da população de gestantes com rastreamento positivo para DMG, com percentual elevado de macrossomia e morte perinatal comparável às gestações associadas ao diabetes e 10 vezes maiores que a gestação normal16(B).

Sob a luz destas informações, acreditamos que adotar critérios mais abrangentes, com a intenção de evitar ao máximo falso-negativos durante a pesquisa diagnóstica, é a melhor conduta no DMG.

 

Quais pacientes devem ser pesquisadas?

Vários são os fatores de risco pré-gestacionais e gestacionais relacionados ao desenvolvimento do DMG, que devem ser usados como guia para atenção individualizada à paciente. A triagem em todas as gestantes é o mais recomendado, pois quando nos baseamos em fatores de risco, diminuímos a necessidade de confirmação diagnóstica12(D).

A ADA2(A) orienta os seguintes limites para indicação de insulinoterapia associada à dieta, o que, indiretamente, caracteriza as metas para as glicemias plasmáticas no controle de tratamento:

• Glicemia de jejum < 105mg/dl
• Pós-prandial de1hora < 155mg/dl
• Pós-prandial de 2 horas < 130mg/dl

O manual de orientação da FEBRASGO, Diabete e hipertensão na gravidez, é mais rígido quanto ao controle glicêmico materno. Preconiza o limite de 90 mg/dl para o jejum e de 130 mg/dl para qualquer pós-prandial, o que refletiria em média glicêmica diária inferior a 120 mg/dl17(D).

 

Como tratar o diabetes gestacional?

Revisão sistemática sobre a eficácia da insulina na prevenção da macrossomia em fetos de mães diabéticas gestacionais, incluindo 1281 gestantes, mostrou benefícios da insulina comparada à dieta. Porém, os achados (redução de risco 0,098; IC: 0,168 a 0,028) indicam a necessidade de novos estudos controlados, pela heterogeneidade na literatura18(A).

 

Quais são as metas para o tratamento?

A - Glicose plasmática em jejum < 105 mg/dl.
ou
Glicose de jejum em sangue total < 95 mg/dl.
B - Glicose plasmática 1h pós-prandial < 155mg/dl.
ou
Glicose 1h pós-prandial em sangue total < 140mg/dl.

 

Tratamento alimentar

Dietas abaixo de 1200 Kcal/dia ou com restrição de mais de 50% do metabolismo nasal não são recomendadas, pois estão relacionadas com desenvolvimento de cetose19(A).

A grávida portadora de DMG deve fazer aproximadamente seis refeições por dia, sendo três principais e três lanches. O lanche noturno é importante para evitar a cetose durante o sono5(D).

Grávidas obesas devem ser submetidas a leve restrição calórica, com total de 25 Kcal/kg de peso atual por dia. Grávidas com peso normal devem ser orientadas a ingerir um total calórico diário em torno de 30 Kcal/kg de peso e grávidas de baixo peso 35 Kcal/kg. Nos 2º e 3º trimestres de gestação, deve-se adicionar 300 Kcal por dia. O valor calórico total deve ser bem distribuído durante o dia, com 15% no café da manhã, 10% na colação, 30% no almoço, 10% no lanche da tarde, 25% no jantar e 10% na ceia20(D).

A distribuição sugerida dos nutrientes é de 40% a 50% de carboidratos, 25% a 30% de proteínas e 25% a 30% de gorduras.

 

Atividade física

Atividade física leve a moderada, em pacientes sem contra-indicações clínicas ou obstétricas, contribui para a redução e o controle da glicemia.

 

Insulinoterapia

Insulinização é indicada quando:

• Jejum > 90 mg/dl e qualquer pós-prandial > 130 mg/dl na vigência de dieta exclusiva, com dose inicial calculada pela seguinte fórmula9(D):

• Após uma semana de adoção das medidas dietéticas sem atingir alvo de tratamento;

• Parâmetros ultra-sonográficos indicativos de macrossomia ou polidrâminio, mesmo na vigência de parâmetros laboratoriais adequados.

Deve-se dar preferência à insulina humana em detrimento da animal, pelo fato da primeira ser menos imunogênica, prevenindo a formação de anticorpos, que ultrapassam a barreira placentária.

Apesar de alguns estudos demonstrarem que a insulina lispro não é encontrada na circulação fetal e do uso clínico esporádico em gestantes, ainda não existem evidências que embasam esta conduta5,21(D). Não existem trabalhos sobre o uso de insulina aspart ou glargina em gestantes.

 

Anti-hiperglicemiantes orais

Não existem evidências que justifiquem ou embasem o uso de anti-hiperglicemiantes durante a gestação. Entretanto, um estudo sobre o uso do gliburide, sulfoniluréia de segunda geração, que não cruza a placenta, demonstrou ação comparável à insulina e necessidade de substituição por insulina em menos de 10% das diabéticas randomizadas22(A). O uso desta droga em gestantes diabéticas ainda não foi aprovado pelo Food and DrugsAdministration (FDA), sendo necessários mais estudos, em maior número de gestantes, para estabelecer a segurança deste tipo de terapia. Assim, mantém a orientação de se usar insulina, e não anti-hiperglicemiantes orais, durante a gestação5(D).

 

Atenção pré-natal

São pontos de destaque na assistência pré-natal das portadoras de DMG, a freqüência das consultas, o controle metabólico materno e a avaliação do bem-estar fetal17(D).

• As consultas de pré-natal devem ser quinzenais, do diagnóstico de DMG até a 32ª semana e, daí em diante, semanais até o parto;
• O controle glicêmico materno coincide com as consultas de pré-natal e é realizado pelo perfil glicêmico (PG) de 24 horas, nas gestantes usuárias de insulina e de 12 horas, nas controladas com dieta e exercício físico;
• Deve ser realizado um ultra-som no primeiro trimestre para datar a idade gestacional, um segundo entre a 24ª/25ª semanas para avaliação da morfometria fetal e, a partir da 30ª semana, deve ser mensal para avaliação da biometria-desenvolvimento fetal, índice de líquido amniótico (ILA) e grau placentário, com Doppler das artérias umbilical e cerebral média, de preferência, a cada quinze dias;
• Cardiotocografia anteparto - a partir da 28ª/30ª semana de gestação, semanal, nas gestantes seguidas em ambulatório e diária, nas gestantes durante as internações.

 

Atenção peri e pós-parto

Não existem recomendações específicas para via de parto, sendo esta determinada pelas condições obstétricas específicas da paciente. Por existir um risco maior de desenvolvimento de macrossomia após a 38ª semana, é recomendado que a gestação não se prolongue além deste período.

No período pré-parto, a meta do controle glicêmico deve estar entre 80 e 120 mg/dl. O controle da hiperglicemia é de grande importância, pois a maioria das complicações fetais está relacionada à elevação da glicemia materna no pré e peri-parto.

Gestantes que não usaram insulina durante a gestação, geralmente, não necessitam de cuidados especiais durante o parto. A partir do início do jejum, deve-se iniciar infusão venosa de solução glicosada a 5% a 100 ml/h. A medida da glicemia capilar deve ser realizada a cada hora para monitorização adequada. Bolus de insulina regular podem ser usados caso ocorram elevações glicêmicas significativas.

Pacientes em uso de insulina poderão ser controladas com insulinoterapia venosa contínua (indicada para pacientes com maior labilidade glicêmica), ou sob regime de controle intermitente com insulina regular.

Para o dia do parto: 1/3 da dose total de insulina usada na gestação; soro glicosado a 10%,via intravenosa, 40 gotas/minuto, glicemia capilar de 4/4 horas e reposição com insulina regular, se necessário17(D).

Após o parto, com a retirada da placenta, as alterações metabólicas são revertidas, e os níveis glicêmicos normalizados. O aleitamento materno deve ser estimulado5,23(D).

 

Cuidados e orientações em longo prazo

Pacientes que desenvolvem DMG têm alto risco de recorrência em gestações futuras24(B). Estas pacientes apresentam também risco de 20% a 40% de desenvolverem DM tipo 2, num período de 10 a 20 anos5,23(D).

Em nosso meio, observou-se que 44,8% das portadoras de DMG desenvolveram DM tipo 2 após 12 anos da gestação-índice25(A).

Além das complicações no pós-parto imediato, estudos demonstraram que fetos macrossômicos têm risco aumentado de desenvolverem obesidade e DM durante a adolescência26(A).

É recomendado que a parturiente realize TOTG com 75g de dextrosol após seis a oito semanas do parto.

Orientações gerais sobre melhoria dos hábitos de vida com estímulo à alimentação mais saudável, perda de peso e realização de atividade física regular devem ser adotadas como medidas preventivas.

 

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O texto completo da Diretriz: Diabetes mellitus gestacional está disponível nos sites: www.projetodiretrizes.org.br e www.amb.org.br.