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Revista da Associação Médica Brasileira

Print version ISSN 0104-4230

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.56 no.4 São Paulo  2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302010000400006 

ACREDITAÇÃO

 

Atualização no tratamento do tabagismo

 

 

Autoria: Comissão de Combate ao Tabagismo, Wanderley Marques Bernardo

1. Com relação à eficácia da associação de medicamentos na cessação do tabagismo pode-se afirmar:

a) As combinações não são efetivas quando comparadas a placebo;

b) A combinação pode melhorar o controle dos sintomas de abstinência;

c) As evidências são suficientes para recomendação do uso da terapia combinada;

d) As combinações efetivas são o adesivo de nicotina + vareniclina.

 

2. Quais as contraindicações e os efeitos colaterais da terapia de reposição de nicotina, bupropiona e vareniclina?

a) Adesivos de nicotina e risco de convulsão;

b) Vareniclina e insuficiência hepática;

c) Goma de nicotina e psoríase;

d) Bupropiona e doença cerebrovascular.

 

3. Como, quando e em que doses devem ser prescritos os medicamentos que apresentam eficácia na cessação do tabagismo?

a) Adesivos de nicotina de 21 mg, passando por 14 mg e depois 7 mg por 6 semanas;

b) Bupropiona de 300mg duas vezes ao dia por 16 semanas;

c) Nortriptilina de 2mg a 4mg ao dia por 12 semanas;

d) Vareniclina de 2mg duas vezes ao dia por 14 semanas.

 

4. O tratamento farmacológico não está bem estabelecido em fumantes com quais características?

a) Em fumantes que consomem mais de 10 cigarros por dia;

b) Em pacientes com idade superior a 21 anos;

c) Em usuários de outras formas de tabaco;

d) Em pacientes com antecedente de doença cardiovascular.

 

5. Com relação à extensão do tratamento de tabagismo além de 12 semanas pode-se afirmar que:

a) Fumantes com sintomas de abstinência persistentes podem se beneficiar;

b) O uso prolongado (> 6 meses) de goma de nicotina não é mais eficaz;

c) O uso de bupropiona por período de 2 anos traz benefício;

d) Pacientes com recaída não têm benefício.

 

Respostas ao Cenário Clínico: Tabagismo (Parte 1)

[Publicado na RAMB 2010; 56(2)]

  1. A chance de parar de fumar é diferente entre os fumantes que tentam parar sozinhos e aqueles que recebem auxílio de profissionais de saúde e deve-se priorizar o aconselhamento profissional, procedimento este que aumenta a chance de cessação do tabagismo (Alternativa D).
  2. Avaliações da motivação, do grau de dependência da nicotina, das tentativas prévias de cessação, das recaídas são importantes na abordagem do tabagista durante o tratamento para cessação e deve-se utilizar o questionário de tolerância de Fagerström (Alternativa B).
  3. Há influência das técnicas e modelos de aconselhamento e do tempo de realização das mesmas nas taxas de cessação do tabagismo, sendo que, apesar da abordagem intensiva individual e em grupo serem eficazes, alguns estudos apontam para um discreto aumento na taxa de cessação da abordagem individual sobre a de grupo (16,8% contra 13,9%) (Alternativa C).
  4. Há diferenças na efetividade do aconselhamento isolado comparado com o uso isolado de medicação e a combinação dos dois tratamentos, sendo a combinação dos dois tratamentos é melhor do que isolados (Alternativa A).
  5. É controverso se os médicos têm melhores resultados que não-médicos (Alternativa D).

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