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Revista da Associação Médica Brasileira

Print version ISSN 0104-4230

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.56 no.5 São Paulo  2010

https://doi.org/10.1590/S0104-42302010000500019 

ARTIGO ORIGINAL

 

Prevalência do consumo de álcool, tabaco e entorpecentes por estudantes de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais

 

Prevalence of alcohol, tobacco and psychotropic drug consumption by medical students of the "Universidade Federal de Minas Gerais"

 

 

Andy PetroianuI,*; Daniel Cruz Ferreira dos ReisII; Breno Dayrell Silva CunhaIII; Davi Machado de SouzaIII

IProfessor Titular do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG; Livre-Docente em Cirurgia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP; Livre-Docente em Cirurgia da Escola Paulista de Medicina - UNIFESP; Doutor em Fisiologia e Farmacologia- Instituto de Ciências Biológicas - ICB na UFMG e Pesquisador IA do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq, Belo Horizonte, MG
IIAcadêmico da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG e Bolsista de Iniciação Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq, Belo Horizonte, MG
IIIAcadêmico da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Belo Horizonte, MG

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Verificar a prevalência do consumo de álcool, tabaco e entorpecentes por estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais e determinar fatores relacionados a esse consumo.
MÉTODOS: Este trabalho foi realizado com estudantes de todos os anos do curso de Medicina, convidados a participar, de forma anônima, respondendo a um questionário autoaplicável, que foi previamente avaliado e adequado à realidade brasileira. Esse questionário foi estruturado com base no World Health Organization's Guidelines for Student Substance Use Survey e consistiu de 25 perguntas relacionadas ao uso de drogas. A comparação das médias foi por teste T de Student e as proporções foram avaliadas usando o teste Qui quadrado.
RESULTADOS: Contato com bebidas alcoólicas ocorreu em 85,2% e com tabaco em 16,3% dos entrevistados. Dentre as drogas entorpecentes, a maconha foi consumida por 16,5%, LSD por 6,9%, ansiolíticos por 12%, estimulantes por 7,5% e solventes por 16,8% dos estudantes. Foi raro o consumo de cocaína, crack, opioides, xaropes ou anabolizantes.
CONCLUSÃO: A droga mais consumida foi o álcool. Seu uso relacionou-se com o consumo de outras substâncias, sendo que a adesão a drogas ocorreu mais em estudantes solteiros, do sexo masculino, que moram longe da família e não dependem de si para seu sustento ou o de sua família.

Unitermos: Estudantes de Medicina. Alcoolismo. Consumo de produtos derivados do tabaco. Entorpecentes.


SUMMARY

OBJECTIVE: The purpose of this study was to assess the prevalence of alcohol, tobacco and psychotropic drug consumption by students of the Medical School of the Federal University of Minas Gerais, Brazil, and to verify aspects related to those addictions.
METHODS: This study was carried out with students of all years of the medical course invited to participate anonymously, by answering a self-applied questionnaire which was previously evaluated and adapted to Brazilian reality. It was based upon the World Health Organization's Guidelines for Student Substance Use Survey and included 25 questions about drug addiction. Student's t test and chi-square test were applied to assess differences between the mean and proportions of data.
RESULTS: Alcohol and tobacco were the more frequently used by the students, 85.2% and 16.3% respectively. Among psychotropic drugs, marijuana was reported by 16.5% of students, LSD by 6.9%, sedatives by 12%, amphetamines by 7.5% and inhalant substances by 16.8%. Cocaine, crack, opiates, anticholinergics and anabolics consumption were rarely mentioned.
CONCLUSION: Alcohol was the drug most used and was related to other drug addictions. Drugs were most frequently used by single, male students, who live alone and do not support themselves.

Key words: Students. Public health. Medicine. Alcohol drinking. Consumption of tobacco-derived products. Psychotropic drugs.


 

 

Introdução

O consumo de álcool, tabaco e drogas entorpecentes é uma questão de saúde pública, que necessita análise quanto à sua prevalência e ao seu padrão de consumo. Médicos e estudantes de Medicina, por seu conhecimento e fácil acesso a diversas drogas, têm sido avaliados com relação a esses vícios1-11. Já é conhecido o elevado consumo de entorpecentes por médicos2. Essa situação preocupa, devido a suas consequências na profissão e possíveis impactos sociais.

Nesse sentido, é importante descobrir a prevalência e os padrões de consumo de tais substâncias pelos estudantes de Medicina7,11-17. Newbury-Birch et al. (2001) pesquisaram a prevalência do consumo de drogas por um grupo de estudantes na Faculdade de Medicina de Newcastle (Inglaterra) durante a graduação e no primeiro ano após sua formatura, constatando que a média de consumo de álcool e entorpecentes aumentava nesse período11. Conard et al. (1998) mostraram que é elevado o consumo de tranquilizantes pelos estudantes de Medicina7. Por outro lado, esses estudantes não eram usuários frequentes de maconha, cocaína e tabaco. De acordo com Petroianu et al. (2000), ansiolíticos e estimulantes eram as drogas mais consumidas pelos estudantes de Medicina13. Segundo Passos et al. (2006), o uso de álcool e maconha por estudantes de Medicina no Rio de Janeiro era inferior ao dos países desenvolvidos14.

O objetivo deste trabalho foi estimar a prevalência do consumo de álcool, tabaco e entorpecentes entre estudantes de Medicina e determinar fatores relacionados a esses vícios.

 

Métodos

Este estudo foi realizado na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa Humana da UFMG (Processo CAAE ETIC - 0295.0.203.000-08; Parecer nº etic 295/08).

Estudantes de todos os anos do curso de Medicina foram informados sobre o propósito deste estudo. Em seguida, eles foram convidados a participar voluntariamente, de forma anônima e com sigilo relativo à identificação de quem respondeu. Aqueles que não desejaram responder ao questionário puderam não aceitá-lo ou deixá-lo em branco.

Após seu consentimento, os estudantes receberam um questionário autoaplicável estruturado com base no World Health Organization's Guidelines for Student Substance Use Survey18 e validado para a realidade brasileira. Ele era constituído por 25 perguntas sobre características sociais, além de atividades ocupacionais e extracurriculares dos estudantes. Dados relacionados ao uso de drogas, sua frequência, o primeiro contato, sua relação com provas e férias também foram analisados.

Os dados foram coletados entre dezembro de 2007 e março de 2008. Ao fim dessa coleta foram entrevistados 360 estudantes, distribuídos por ano de faculdade, do primeiro ao sexto ano.

A análise estatística foi conduzida por meio do software Epi Info versão 3.4.3. A comparação das médias foi por teste T de Student, e as proporções foram avaliadas, usando o teste Qui quadrado. Foi considerado o valor de 0,05 como limite da significância estatística (P).

 

Resultados

Dos 360 questionários distribuídos aos estudantes, foram devolvidos 353, mas apenas 332 foram considerados válidos. Dos entrevistados, 172 (51,8%) eram mulheres e 160 (48,2%) eram homens. A idade variou de 18 a 41 anos, predominando entre 21 e 24 anos (média = 23 anos).

Atividades médico-estudantis, como iniciação científica, extensão ou estágios na área médica, eram praticadas por 195 entrevistados (58,9%). A maioria dos estudantes - 247 (74,3%) -relatou não trabalhar, 65 (19,6%) trabalhavam para aprender medicina, 19 (5,7%) para sustentarem-se e um (0,3%) para sustentar sua família. Observou-se que estudantes que trabalhavam consumiam menos maconha ou haxixe (P = 0,033).

Quanto ao tipo de moradia, 205 entrevistados (61,7%) moravam com seus pais, 50 (15,1%) com os irmãos, 50 (15,1%) em repúblicas, 23 (6,9%) moram sozinhos e 4 (1,2%) em pensionato. O consumo de alucinógenos foi menor entre aqueles que moravam com pais ou responsáveis (P = 0,019) e solventes foram consumidos mais por estudantes que moravam sozinhos (P = 0,01).

A maioria dos estudantes -297 (89,7%) -praticava esportes eventualmente, sendo que 217 (65,3%) foram considerados sedentários e apenas 115 (34,7%) praticavam atividades esportivas três ou mais vezes por semana. Embora não tenha sido encontrada relação estatisticamente válida entre prática de esportes e consumo de entorpecentes, foi constatado que os estudantes sedentários consumiam mais bebidas alcoólicas (OR=1,8; p=0,06).

Uso de bebidas alcoólicas foi constatado em 283 (85,2%) dos estudantes, sendo que 156 (46,9%) consumiram raras vezes no último ano, 125 (37,7%) pelo menos uma vez por semana e 2 (0,6%) diariamente (Tabela 1). Não houve diferença no consumo alcoólico entre os sexos. Os estudantes que residiam com os pais ou responsáveis consumiam menos bebidas alcoólicas do que os demais (P = 0,021).

A ingestão de bebidas alcoólicas relacionou-se com o uso de estimulantes em 1,09 vezes (P =0,015); de cigarro em 1,23 vezes (P = 0,00007); de lança-perfume em 1,24 vezes (P = 0,00004); de alucinógenos em 1,08 vezes (P= 0,02) e de maconha em 1,24 vezes (P = 0,00003).

Consumo de cigarro de tabaco foi constatado em 54 (16,3%) estudantes, sendo que 38 (11,5%) consumiam poucas vezes no último ano, 5 (1,5%), pelo menos uma vez por semana e 11 (3,3%) diariamente (Tabela 1). O tabagismo ocorreu mais em homens -P = 0,0008 (23,1% dos homens e 9,9% das mulheres) - (Tabela 2) e estudantes que não moravam com seus pais ou responsáveis (P = 0,03). Os alunos que trabalhavam consumiam menos cigarro de tabaco (P = 0,013).

 

 

O uso de maconha ou haxixe foi relatado por 55 estudantes (16,5%) (Tabelas 1 e 2). Aqueles que trabalhavam consumiam menos esse tipo de substância (P=0,033).

Alucinógenos como o LSD ou chá de cogumelo foram eventualmente consumidos por 23 estudantes (6,9%) (Tabela 1). Os estudantes que moravam com seus pais ou responsáveis consumiam menos essas drogas (P = 0,019).

Em raras ocasiões, 56 estudantes cheiravam lança-perfume, tiner, cola, benzina ou gasolina (16,8%) (Tabela 1).

Ansiolíticos eram consumidos por 40 estudantes (12%) (Tabelas 1 e 2), sendo seu uso mais comum entre as mulheres (P=0,038). Já os estimulantes para permanecer desperto eram utilizados por 25 entrevistados (7,5%) (Tabelas 1 e 2), principalmente nos últimos anos do curso médico (P=0,02) e por homens (P<0,001).

Não houve relação entre o consumo de drogas e idade, atividade médico-estudantil ou religião.

 

Discussão

O consumo de álcool, tabaco e entorpecentes é problema de saúde pública em todo o mundo, o que estimula vários estudos a esse respeito. Em vários trabalhos, os estudantes universitários19,20, inclusive os do curso médico, fazem parte da casuística desse problema6-16,21. Deve-se ter cuidado para não generalizar dados analisados de maneira preconcebida, principalmente com vista a questões culturais, políticas e sociais relacionadas ao consumo de substâncias psicotrópicas22-24. Mesmo para populações semelhantes pode haver diferenças. Em investigações realizadas em diferentes estados brasileiros, houve particularidades nos resultados encontrados25,26.

A maioria dos estudantes consome bebidas alcoólicas mesmo que de forma esporádica. De um modo geral, as pesquisas mostram que o álcool é a droga mais consumida no mundo6-17. Os resultados nacionais e internacionais são semelhantes em relação ao consumo de álcool, e diferem principalmente no tempo de uso e na quantidade de bebida consumida22. Neste estudo o alcoolismo não foi elevado e não houve diferença em sua intensidade durante os diferentes períodos do curso de Medicina, o que também foi constatado por outros autores11,27. Embora nesta pesquisa não tenha sido encontrada diferença no consumo de bebidas alcoólicas entre os sexos, outros trabalhos revelaram que os homens bebem mais que as mulheres14,28.

Encontrou-se também, neste estudo, relação entre o consumo de álcool e o de outros entorpecentes, além de tabagismo. Segundo Webb et al. (1996) e Newbury-Birch et al. (2000) a maconha é mais usada por alcoolistas15,19. Tais resultados corroboram para a hipótese de que o alcoolista tem predisposição para outros vícios. Além disso, o alcoolismo estudantil persiste durante a carreira médica11.

Observou-se, neste estudo, que a maconha (ou haxixe) foi a terceira droga mais utilizada. Em pesquisa semelhante, realizada no Rio de Janeiro, ela foi a quarta mais consumida (20,9%) por estudantes de Medicina14. Essa preferência, em ambas as pesquisas, foi menor que a encontrada em outros países9,11,15. Newbury-Birch et al. (2001) evidenciaram ser a maconha a droga ilícita mais consumida por estudantes de Medicina e médicos em Newcastle (Inglaterra), e seu uso cotidiano era considerado banal pela maioria dos usuários. Por outro lado, ela não era muito consumida por estudantes de Medicina dos Estados Unidos7.

Estimulantes e ansiolíticos, neste trabalho, foram menos usados do que o revelado por Conard et al. (1998), em estudantes de Medicina nos Estados Unidos. Já, segundo Petroianu et al. (2000), o consumo de ansiolíticos ocorria em 29,3% e estimulantes em 67,7% dos estudantes de Medicina. O uso de ansiolíticos elevavase a partir da metade do curso13,14, enquanto o de estimulantes reduzia-se nesse período13. Enquanto as mulheres consomem mais ansiolíticos, os homens usam mais estimulantes14,17. Esses achados são concordantes com o observado nesta pesquisa.

Neste estudo, o tabagismo foi mais raro do que o encontrado em outros países11,20. Mesmo no Brasil, Petroianu et al,. em 2000, encontraram 35% de tabagismo e Passoset et al. (2006), 54,3%. Por outro lado, Makanjuola et al. (2007) encontraram 3,2% de consumo de tabaco entre estudantes de Medicina da Nigéria. Provavelmente as campanhas contra o tabagismo dos últimos cinco anos sejam responsáveis por essa mudança de conduta. De um modo geral, o tabagismo foi mais frequente entre os homens11,14,27. Segundo Newbury-Birch et al. (2001), seu consumo pelas mulheres diminui com o passar dos anos.

Discute-se a respeito da influência do estilo de vida no consumo de entorpecentes. A despeito do que pode ser pressuposto, o uso de drogas não é influenciado pela prática de esportes. Esse fato foi constatado neste trabalho e na literatura27-31.

 

Conclusão

O consumo de entorpecentes é comum entre estudantes de Medicina, tendo como prevalência o alcoolismo. A adesão a drogas foi mais encontrada em estudantes solteiros, do sexo masculino, que moram longe da família e não dependem do trabalho para seu sustento ou o de sua família. A presença de um vício facilita a aquisição de outras dependências.

 

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Artigo recebido: 12/05/10
Aceito para publicação: 11/07/10
Conflito de interesse: não há

 

 

Trabalho realizado no Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Belo Horizonte, MG
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