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Revista da Associação Médica Brasileira

versão impressa ISSN 0104-4230

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.57 no.1 São Paulo jan./fev. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302011000100014 

ARTIGO ORIGINAL

 

Prevalência de admissão hospitalar por reação adversa a medicamentos em Salvador, BA

 

 

Antonio Carlos Beisl NoblatI; Lúcia Araújo Costa Beisl NoblatII; Leonardo Augusto Kister de ToledoIII; Pablo de Moura SantosIV; Márcio Galvão Guimarães de OliveiraV; Gustavo Mustafá TanajuraVI; Silviana Ultchak SpinolaVII; José Ricardo Madureira de AlmeidaVIII

IDoutorado em Medicina Interna pela Universidade Federal da Bahia - UFBA; Diretor Assistencial do Complexo Hospitalar Universitário Profº. Edgard Santos da UFBA; Gerente de Risco e Coordenador do Centro de Farmacovigilância do Complexo HUPES, Salvador, BA
IIDoutorado em Medicina e Saúde pela UFBA; Professora-Associada da Faculdade de Farmácia da UFBA; Diretora Adjunta de Ensino, Pesquisa e Extensão do Complexo Hospitalar Universitário Profº. Edgard Santos da UFBA, Salvador, BA
IIIEspecialista em Assistência Farmacêutica pela UFBA; Farmacêutico Hospitalar; Professor Substituto da Faculdade de Farmácia da UFBA; Gerente da Central de Abastecimento Farmacêutico do Complexo Hospitalar Universitário Profº. Edgard Santos da UFBA, Salvador, BA
IVMestrado em Medicina e Saúde pela UFBA; Farmacêutico Hospitalar; Coordenador do Serviço de Assistência Farmacêutica do Complexo Hospitalar Universitário Profº. Edgard Santos da UFBA, Salvador, BA
VMestrado em Medicina e Saúde pela UFBA; Professor-Assistente da Faculdade de Farmácia do Instituto Multidisciplinar de Saúde da UFBA, Vitória da Conquista, BA
VIEspecialista em Controle de Infecção e Epidemiologia Hospitalar; Gerente de Risco e Coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar das Obras Sociais Irmã Dulce, Salvador, BA
VIIMédica-Infectologista; Médica Coordenadora CCIH -HSR e Gerente de Risco, Salvador, BA
VIIIDiretor Médico do Hospital Santa Isabel da Santa Casa da Misericórdia da Bahia, Salvador, BA

Correspondência para

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Determinar a prevalência de admissão por RAM em hospitais de Salvador-BA e seus desfechos.
MÉTODOS: Todos os pacientes admitidos nos quatro hospitais sentinela da Anvisa em Salvador-BA foram avaliados e seguidos para determinar a prevalência de admissão por RAM e seus desfechos de abril a dezembro de 2007. Os casos foram validados por três algorítmos. Os medicamentos foram classificados pelo Anatomical-Therapeutic-Chemical Classification, órgãos e sistemas afetados pelos critérios da OMS e a gravidade segundo Pearson et al. O tipo seguiu critérios de Rawlins e Thompson.
RESULTADOS: A prevalência de admissão por RAM foi 0,56% e corrigida (expostos) de 2,1%, com 316 casos. Tempo médio de hospitalização por RAM foi de 12,3 dias. Jovens e idosos representaram 28,8% e 31,1% dos pacientes. Gênero feminino e raça negra corresponderam a 60% dos casos. Os principais grupos farmacológicos envolvidos foram antineoplásicos, antibióticos e diuréticos, afetando pele, sistema gastrointestinal e hematológico. Reações certas ou provadas corresponderam 70%, 80% dos casos foram do tipo A, com 90% recuperáveis e um óbito.
CONCLUSÃO: A prevalência de admissão por RAM foi semelhante às descritas na literatura e somente um paciente foi a óbito. Por tratar-se do primeiro estudo nacional, servirá de base para futuras investigações.

Unitermos: Toxicidade de drogas; prevalência; farmacoepidemiologia; hospitalização.


 

 

Introdução

As admissões hospitalares devido a reações adversas a medicamentos (RAMs), em geral, têm sido uma preocupação constante para os formuladores de políticas em saúde. As RAMs podem ser responsáveis por mortes e por aumento significante dos custos dos cuidados em saúde, devido ao prolongamento na permanência hospitalar1,2.

O primeiro estudo que descreveu a frequência de hospitalização por RAM foi realizado em dois hospitais de Belfast, entre 1965 e 1966, com frequência de hospitalização por RAM de 2,9% (37/1268)3. Em um hospital universitário do Chile, entre março de 1972 e março de 1976 foi observada uma frequência de 2,7% (53/1958) de admissões por RAM e 0,1% de óbitos4. No Reino Unido, entre novembro de 2001 e abril de 2002, em dois hospitais gerais foi encontrada uma prevalência de 6,5% (1125/18820) de admissões por RAM5. No Brasil, em 1999, em uma enfermaria de Medicina Interna de um hospital-escola na cidade de Campinas foi encontrada prevalência de 6,6% (9/135)6.

A escassez de estudos nacionais sobre hospitalização por RAM e a falta de conhecimento do perfil de morbidade e mortalidade relacionados à RAMs, aliados à grande disponibilidade e ao seu uso indiscriminado, tornam relevantes a necessidade de maiores estudos que venham a contribuir para o planejamento e formulação de políticas públicas em saúde nesta área3. O objetivo do presente estudo foi determinar a prevalência das admissões hospitalares causadas por RAMs e seus desfechos em hospitais referenciados de Salvador, Bahia.

 

Métodos

Um estudo observacional prospectivo foi realizado para determinar a prevalência de admissão hospitalar por RAM, no período de abril a dezembro de 2007, em quatro hospitais gerais de ensino que compõem a Rede de Hospitais Sentinela da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em Salvador, Bahia, sendo dois públicos e dois filantrópicos, todos referência para o Sistema Único de Saúde do Estado. Os pacientes, cuja causa de admissão foi uma RAM, foram seguidos até a alta hospitalar para análise das taxas de morbidade e mortalidade, tempo de internação e sequelas relacionadas às RAMs.

Em reuniões semanais, todas as admissões por RAMs foram revisadas por um grupo de especialistas em farmacovigilância para validar a causalidade por meio dos Algoritmos de Naranjo7, OMS8 e União Europeia8. Os medicamentos responsáveis pelas admissões por RAMs foram classificados pelo Anatomical-Therapeutic-Chemical ClassificationIndex (ATC,1997)9. Os órgãos e sistemas afetados foram classificados pelos critérios da OMS, o WHOART10. O tipo da reação foi analisado pelos critérios de Rawlins e Thompson (1991)11.

Os dados dos pacientes admitidos por RAMs foram lançados e revisados em um banco de dados construído no programa SPSS para Windows PC versão 10.012. As análises estatísticas realizadas foram do tipo descritivas de frequência simples para determinar a prevalência do evento, os medicamentos e as reações mais frequentemente envolvidas, bem como seus desfechos. Para análise de prevalência geral os casos de admissão por RAM compuseram o numerador, e o número total de admissões, o denominador. O cálculo da prevalência ajustada foi feito com base nos pacientes expostos, ou seja, aqueles cuja causa de admissão não foi cirurgias eletivas.

A determinação da permanência hospitalar decorrente das RAMs nos hospitais referenciados foi efetuada pelo cálculo da média.

O estudo foi encaminhado e aprovado pelos Comitês de Ética dos quatro Hospitais da Rede Sentinela. Os pacientes só foram incluídos no estudo após obtenção do seu consentimento livre e esclarecido ou do representante legal, em situações de impedimento do mesmo. Os dados de identificação dos pacientes foram mantidos em confidencialidade.

 

Resultados

As características gerais dos pacientes admitidos por RAM e os grupos farmacológicos envolvidos estão descritos na Tabela 1.

 

 

A prevalência total de admissões por RAM foi de 0,56% (212/37658); a prevalência ajustada aos expostos foi de 2,1% (212/10276), sendo que o total de reações foi de 316 nos 212 pacientes admitidos. A média do tempo de internação foi de 12,3±12,7 (1-77) dias (2490/202) com mediana de 8 dias. A média mensal de admissão foi de 4184 pacientes, embora o denominador para os expostos tenha sido de 10276 pacientes, devido à alta frequência de pacientes admitidos para cirurgias eletivas, aproximadamente 73% (10276/37658). Os principais órgãos e sistemas afetados foram: sistema hematológico 32,6% (103/316), pele 18,7% (59/316), sistema gastrointestinal 14,6% (46/316), fígado e vesícula biliar 7% (22/316), sistema nervoso central e periférico 5,7% (18/316), estado geral 5,1% (16/316), sistema urinário 4,1% (13/316), cardiovascular 3,5% (11/316), endócrino 2,8% (9/316), metabolismo e nutrição 2,2 (7/316), sistema respiratório 0,9% (3/316), visão, musculatura esquelética e distúrbio do sistema vascular extracardíaco 0,6% (2/316) e outros 0,9% (3/316). As principais reações apresentadas pelos pacientes admitidos por RAM foram: pancitopenia 9,2% (29/316), febre 4,1% (13/316), plaquetopenia 4,1% (13/316), vômitos 4,1% (13/316), erupção cutânea 3,8% (12/316), neutropenia 3,8% (12/316), anemia 3,5% (11/316) e prurido 3,5% (11/316). Na utilização dos métodos para a análise da relação de causalidade, aproximadamente 70% das RAMs foram classificadas como certas ou provadas. Com relação ao tipo, 80% (252/316) foram classificadas como A. Na Tabela 2 estão descritos os principais desfechos encontrados.

 

 

Discussão

A prevalência de admissão por RAM encontrada neste estudo foi semelhante às encontradas em estudos internacionais1-6. Dados da literatura demonstram grande variação da frequência de admissão hospitalar por RAM13,14. Isso pode ser explicado por fatores como a diversidade da metodologia empregada nos diferentes estudos e métodos de detecção de RAM na admissão, bem como para o estabelecimento do nexo causal, além da característica das populações e dos hospitais estudados. Outras possíveis explicações seriam a falta da cultura de notificação de RAM, a falta de diagnóstico de RAM na solicitação de internação hospitalar e também o fato de as RAMS nem sempre serem elencadas como causa de problemas de saúde.

A prevalência de admissão por RAM maior na raça negra era esperada em virtude de a população de Salvador ser predominantemente negra (82,9%)15. Por outro lado, a prevalência elevada de admissões por RAM em brancos pode ser explicada pelo perfil da população atendida nos dois hospitais filantrópicos. O gênero feminino foi mais prevalente, já que as mulheres procuram mais os serviços de saúde que os homens16, portanto mais sujeitas ao uso de medicamentos e passíveis de desenvolver reações adversas.

As faixas etárias encontradas com maior frequência foram semelhantes àquelas relatadas em outros estudos, e reforçam jovens e idosos como grupos de risco para desenvolvimento de RAM17. Uma das explicações para isso é o fato de que existem alterações fisiológicas que determinam mudanças farmacocinéticas e farmacodinâmicas nesses grupos etários18.

Quanto ao principal grupo farmacológico (antineoplásicos), este reflete as características das instituições, bem como o perfil dos pacientes nesses Serviços de Referência. As reações com medicamentos antineoplásicos são consideradas previsíveis, mas não preveníveis, em função de seu efeito farmacológico, visto que essas manifestações são efeitos colaterias desses tratamentos explicados pela exacerbação da ação farmacológica. Adicionalmente, tratamentos com antineoplásicos são realizados em associações com outros medicamentos, podendo aumentar o risco do desenvolvimento de RAM19,20.

Os principais órgãos e sistemas envolvidos nas RAMs refletem as principais reações dos grupos de medicamentos mais utilizados pela população deste estudo. As RAMs do tipo hematológicas, que se configuram pelas alterações nas contagens de células e outras discrasias sanguíneas, estão entre os principais problemas relacionados com a terapia antineoplásica, sendo uma das causas de interrupção desses tratamentos19,20. Já as lesões de pele, por serem visivelmente identificáveis e às vezes sintomáticas, demandam à procura por serviços de urgência mais frequentemente, com aumento significativo de morbidade e mortalidade, além de impactar os custos do cuidado em saúde21.

Quanto ao tipo das RAMs, a maioria foi do tipo A. Ou seja, reações dose-dependentes, de alta morbidade e baixa mortalidade, portanto previsíveis, mas nem sempre evitáveis, podendo ser uma das explicações para a recuperação da maioria dos casos de admissão por RAM deste estudo. O único óbito observado foi um caso de acidente vascular cerebral causado pelo uso de warfarina.

A análise de causalidade pelos algoritmos de Naranjo, OMS e União Europeia demostrou que a maioria das reações foram validadas como certas e prováveis, muito embora todos os casos de admissão tivessem o diagnóstico confirmado de RAM. A explicação para que os algoritmos não demonstrem 100% de certeza deve-se ao fato de que algumas das questões nem sempre podem ser aplicadas aos casos, assim como podem reflitir deficiências dos Serviços de Saúde (falta de dosagens séricas, demonstração objetiva laboratorial, polifarmácia, monitoramento específico de pacientes)22.

 

Conclusão

A prevalência de admissão por RAM encontrada neste estudo foi semelhante aos dados internacionais, com apenas um óbito. Por tratar-se do primeiro estudo nacional com representação populacional, este servirá de base para futuros estudos.

 

Agradecimentos

Agradecemos aos pesquisadores de campo (Jane Meire Magalhães Carneiro, Sóstenes Mistro, Nadja Pereira de Souza, Glaúcia Beisl Noblat Cerqueira de Carvalho, Sebastião Lomba Neto, Bartya Lima de Almeida Leite, Geisa Queiroz de Almeida) pela coleta das informações nos quatro Hospitais.

Em especial ao Prof. Dr. John Kessler, - Chairman of the Institutional Review Boarding - Duke University, Chapel Hill, North Carolina, USA.

Às farmacêuticas Rosa Martins e Ivellise Souza, do Centro de Informação sobre Medicamentos da Universidade Federal da Bahia.

 

Referências

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Correspondência para:
Antonio Carlos Beisl Noblat
Centro de Farmacovigilância - Complexo Hospitalar Universitário Profº. Edgard Santos - UFBA
Rua Augusto Vianna s/nº, Canela
Salvador - BA, CEP: 40110-060
noblat@ufba.br

Artigo recebido: 08/07/2010
Aceito para publicação: 04/11/2010
Suporte Financeiro: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) EDITAL 01.2005
Conflito de interesses: Não há.

 

 

Trabalho realizado no Centro de Farmacovigilância, Complexo Hospitalar Universitário Prof. Edgard Santos, Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA