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Revista da Associação Médica Brasileira

Print version ISSN 0104-4230

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.57 no.3 São Paulo May/June 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302011000300014 

ARTIGO ORIGINAL

 

HTLV II em doadores de sangue na Hemorrede do Ceará - HEMOCE

 

 

Francisca Vânia Barreto Aguiar Ferreira GomesI; José Eleutério JuniorII

IEspecialização em Hematologia e Hemoterapia pela Universidade Federal do Ceará (UFC); Mestranda em Patologia, Chefe da Divisão de Ensino e Pesquisa do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará - HEMOCE / SESA - Ceará, Fortaleza, CE
IIProfessor Adjunto Doutor do Departamento de Saúde Materno Infantil da UFC, Fortaleza, CE

Correspondência para

 

 


RESUMO

OBJETIVO: O objetivo do trabalho foi identificar a prevalência do HTLV-II em doadores de sangue da Hemorrede do Ceará e aspectos epidemiológicos de casos positivos.
MÉTODOS: Foram levantados em bancos de dados os casos considerados positivos, através de método Imunoenzimático (ELISA) e confirmados pelo Western Blot, no período de 2001 a 2008. Foram identificados que 679.610 amostras de sangue de doadores voluntários foram testadas neste período.
RESULTADOS: Do total de doadores, 164 amostras foram efetivamente positivas em ambos os testes, destes 33 (20,1%) foram tipadas como HTLV II, mostrando uma prevalência do último de 0,006%. Nos casos positivos, observou-se idade média de 28,2 anos, o sexo predominantemente masculino (54,5%), a cor foi considerada mulato/parda em 78,8%, a maioria procedia de Fortaleza (72,7%), sendo 51,5% casados/união consensual e 33,3% referiam ter ensino médio completo.
CONCLUSÃO: Embora a infecção por HTLV-II seja baixa, sua presença é universal, sendo semelhante entre homens e mulheres, em sua maioria de centro urbano. É enfatizada a necessidade de medidas de prevenção como forma de evitar a expansão da infecção.

Unitermos: Anticorpos anti-HTLV-II; infecções por HTLV-II; vírus 2 linfotrópico T humano; doadores de sangue; serviço de hemoterapia.


 

 

Introdução

A doação de sangue é uma das mais nobres atitudes do ser humano na luta a favor da vida. No entanto, há de se considerar medidas de prevenção na transmissão de doenças, dentre as quais, dos vírus T-linfotrópicos humanos (HTLV), que têm o seu tipo 1 associado à patogênese da paraparesia espástica tropical/mielopatia associada ao vírus linfotrópico de células T humanas (TSP/HAM). No entanto, o HTLV-II não foi ainda claramente associado a alguma doença1. Tornou-se, assim, necessária a obrigatoriedade para os hemocentros realizar a pesquisa de anticorpos anti-HTLV I/II nos doadores de sangue.

A transmissão da infecção pelo HTLV através da transfusão sanguínea foi descrita pela primeira vez em 1984, no Japão2. A transmissão do vírus também pode ocorrer por uso compartilhado de agulhas, contato sexual e aleitamento materno3,4. O primeiro país a implantar a pesquisa de anticorpos para HTLV foi o Japão em novembro de 1986, seguido dos Estados Unidos da América em janeiro de 1988, da França em maio de 1989, do Canadá em 19905-7. No Brasil, a obrigatoriedade da pesquisa de anticorpos anti-HTLV-I/ II nos serviços de hemoterapia foi determinada pela Portaria nº 1.376 do Ministério da Saúde de 19 de novembro de 19938.

Os vírus HTLV (vírus linfotrófico de célula T humano) pertencem à família Retroviridae, gênero deltaretrovirus. O HTLV-I foi descrito em 1980 como o primeiro retrovírus humano9. O HTLV-II foi isolado em 1982 a partir de um paciente com leucemia de células T cabeluda10.

As infecções por HTLV podem ser encontradas em diversos continentes, mas sua distribuição mostra a existência de áreas de maior endemicidade, como também particularidades de acordo com o tipo do HTLV11. A infecção por HTLV-II acomete grupos populacionais distintos, supostamente não relacionados entre si, que habitam regiões geográficas diversas, como indígenas das Américas do Norte, Central e do Sul, pigmeus da África Central e mongóis da Ásia, usuários de drogas injetáveis nos Estados Unidos, na Europa e em países asiáticos como Vietnã12.

No Brasil, a presença do HTLV II foi inicialmente referida em comunidades indígenas da região Amazônica12,13 e posteriormente em ameríndios do Sul do Brasil14. Mais recentemente, foi detectada a presença do HTLV-2b na Amazônia Brasileira15.

O objetivo do presente trabalho foi identificar a prevalência do HTLV-II no sangue dos doadores do Hemocentro do Estado do Ceará e avaliar sua epidemiologia.

 

Métodos

Trata-se de estudo epidemiológico do tipo levantamento em bancos de dados dos doadores de sangue da Hemorrede do Ceará dos casos considerados positivos para HTLV-II. A Hemorrede compreende o hemocentro coordenador em Fortaleza (HEMOCE) e os hemocentros regionais localizados na região norte (Sobral), região centro-norte (Quixadá), região sul (Crato) e região centro-sul (Iguatu). O período do levantamento foi de 2001 a 2008, levandose em conta doadores considerados aptos após a triagem clínica. Como teste de triagem para HTLV, utilizou-se o ensaio imunoenzimático (EIA), o ELISA, que detecta anticorpos específicos ao vírus, gerados a partir da resposta imunológica.

O teste foi realizado na amostra colhida no momento da doação, segundo a metodologia especificada pelo fabricante (Abbot-Murex). Resultados reagentes indicaram a presença de anticorpos contra o HTLV-I/II, o resultado negativo ("soro não reagente") à ausência desses anticorpos. A leitura do teste poderia ser inconclusiva.

Doadores com resultados definidos como reagentes ou inconclusivos pelo método ELISA foram convidados a retornarem ao hemocentro para colher uma nova amostra (2ª amostra) para repetição do teste. No caso de resultado positivo ou inconclusivo, foi realizado o teste sorológico confirmatório de Western Blot (W.b 2.4), também utilizado para a diferenciação entre os vírus HTLV-I/II. Os testes foram realizados utilizando kits Genelabs Diagnostics (Cingapura - Malásia).

Foi identificada a prevalência para HTLV-II e dados epidemiológicos dos casos positivos tabulados para análise estatística utilizando o programa SPSS.

A pesquisa foi avaliada e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Ceará sob o Protocolo COMEPE nº 39/10, 25 de março de 2010.

 

Resultados

No período de 2001 a 2008 foram testadas sorologicamente 679.610 amostras de sangue de doadores na Hemorrede do estado do Ceará para HTLV-I / II, colhidas no ato da doação (1ª amostra), sendo 351 (0,05%) consideradas positivas ou inconclusivas pelo teste ELISA e, assim, convidados a comparecer ao Hemocentro para colher uma nova amostra (2ª amostra) para repetir o teste de ELISA. Dos doadores convidados para colher uma segunda amostra, 289 (82,3%) compareceram e 62 (17,7%) não compareceram.

Analisando a 2ª amostra, 229 das 289 (72,2%) apresentaram resultados positivos ou inconclusivos e foram encaminhadas para o teste confirmatório de Western Blot, obtendo-se os seguintes resultados: 27 (11,8%) negativas, 38 (16,6%) indeterminadas e 164 (71,6%) positivas. A leitura das "bandas" nas 164 amostras positivas mostrou: HTLV-I 114 (69,5%), HTLV-II 33 (20,1%), HTLV I e II 7 (4,3%) (dupla infecção) e não tipado 10 (6,1%). Dessa forma, a prevalência do HTLV-II no total de doadores foi de 0,006%.

Os doadores com testes positivos somente para o vírus HTLV-II compreendia: 18 (54,5%) homens e 15 mulheres (45,5%). Com relação ao grupo racial, dois (6,1%) eram brancos, 26 (78,8%) eram mulato/pardos e cinco eram de cor negra. Vinte e quatro (72,7%) eram procedentes de Fortaleza, enquanto nove (27,3%) vieram de outros municípios do estado do Ceará. Com relação ao estado civil, houve a seguinte distribuição: 17 (51,5%) casados/união consensual, 12 (36,4%) solteiros e outras condições com quatro (12,1%) referências. Onze doadores (33,3%) referiam ter ensino médio completo, sete (21,2%) ensino fundamental completo, um (3%) ensino médio incompleto, dois (6,1%) ensino superior incompleto e nenhum doador com ensino superior completo. A idade do grupo portador de HTLV-II variou de 19 a 56 anos, com média de 28,2 (dp = 11,2) (Tabela 1). Os sete portadores dos vírus HTLV-I e II foram cinco homens e duas mulheres, cinco de cor parda, quatro procedentes de Fortaleza, três casados, um com ensino médio completo e nenhum com ensino superior, completo ou incompleto (Tabela 1). A idade do grupo portador de HTLV-I e II variou de 22 a 54 anos, com média 37,2 (dp = 12,2). A prevalência do HTLV-II para os homens foi de 0,0033% e para as mulheres de 0,0041%.

 

Discussão

O HTLV-II é endêmico em grupos indígenas das Américas e em usuários de drogas intravenosas na Américas do Norte e do Sul, Europa e Sudeste da Ásia12. É considerado um vírus do Novo Mundo, vindo da Ásia para as Américas através da migração pelo estreito de Bering de populações infectadas, entre 10.000 a 40.000 anos atrás16.

No Brasil, o vírus foi investigado em 26 comunidades indígenas resididentes em seis Estados da Região Norte e Nordeste do Brasil (Amapá, Roraima, Amazonas, Rondônia, Pará e Maranhão), a partir de estudos soroepidemiológicos, retrospectivos, em 1.382 amostras de soro, testados por um ensaio imunoenzimático. Os casos positivos foram submetidos ao teste Western Blot 2.4 (Genelabs Diagnostics - Cingapura, Malásia) para confirmação e diferenciação entre os vírus I e II. Em três dessas tribos foram identificadas cinco amostras positivas para HTLV-I e em 17 foram encontrados casos positivos para HTLV-II, mostrando que a Amazônia brasileira representa uma grande área endêmica do HTLV-II17. Em 1996, um estudo realizado em doadores de sangue no estado do Pará detectou o HTLV-II em área urbana, com maior prevalência do vírus em mulheres18.

No Ceará, foram analisadas amostras de 250.326 doadores de sangue do HEMOCE, no período de 1997 a 2000, utilizando testes de triagem pelo ELISA e o confirmatório pelo W.B., e encontradas 261 (0,10%) amostras positivas, sendo 182 (69,7%) do tipo I, 59 (22,6%) tipo II e nove (3,4%) tinham coinfecção (I e II). A prevalência de HTLV-II no total de doadores foi de 0,027%. Considerando somente o teste de triagem pelo método ELISA em 340.059 doadores, no período de 1995 a 2000, foi encontrado 0,67% de amostras reagentes19. Na presente amostra, mais ampliada em tempo e número, foi encontrado valor significativamente inferior (p < 0,001). Em quatro cidades do interior da Bahia20 não foi encontrado o HTLV-II, o mesmo sendo referido em Monterrey, México21 e em Arequipa no Peru22. O conhecimento da soroprevalência principalmente do HTLV-II entre mulheres jovens permite melhor planejamento nos programas de saúde pública, considerando que o aleitamento por mães infectadas apresenta alta taxa de transmissão materno-infantil4,23-26.

O HTLV-II tem uma patogênese diferente do HTLV-I, no entanto tem sido associada a quadros de mielopatia27,28, exigindo atenção especial na procura de manifestações clínicas específicas para o HTLV-II17. Entretanto, há os casos de coinfecção, como no presente trabalho, no qual 4,3% dos infectados apresentavam os dois tipos.

Este estudo tem como limitação o levantamento retrospectivo em banco de dados, que mesmo com protocolo bem definido e preenchido de forma adequada, na maioria das vezes, motivou algumas perdas na pesquisa. Recente publicação dos resultados29 de um estudo multicêntrico prospectivo avalia o impacto da infecção retroviral na sobrevida e causa da morte de doadores de sangue diagnosticados portadores de HTLV no momento da doação, seguidos por um tempo médio de 15,9 anos. Foi observada uma associação significante do HTLV-II em todas as causas de morte e mortalidade pelo câncer, sugerindo efeitos biológicos da coinfecção do HTLV-II com outros vírus carcinogênicos, critérios socioeconômicos ou outros fatores que influenciem no aparecimento de neoplasias.

 

Conclusão

Os dados do presente trabalho mostram que a presença do HTLV-II é universal no estado do Ceará e que existe a ocorrência de coinfecção (I + II). A prevalência é de 0,006% e a distribuição é semelhante entre homens e mulheres, a maioria oriunda de centro urbano e de escolaridade média. Apesar da baixa prevalência, é imperativo que se estimule a política de saúde pública no âmbito da transfusão de sangue, de forma multidisciplinar, identificando os casos e evitando a propagação do vírus, especificamente entre mulheres, devido ao risco de transmissão através do aleitamento.

 

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Correspondência para:
José Eleutério Junior
Pós-graduação - Departamento de Patologia e Medicina Legal - Universidade Federal do Ceará
Rua Monsenhor Furtado s/n - Rodolfo Teófilo
Fortaleza - CE CEP: 60441-750
Tel: (85) 3366-8304
prof.eleuterio@gmail.com

Artigo recebido: 07/01/2011
Aceito para publicação: 16/03/2011
Conflito de interesse: Não há.

 

 

Trabalho realizado na Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE

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