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Revista da Associação Médica Brasileira

Print version ISSN 0104-4230

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.57 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302011000500018 

ARTIGO ORIGINAL

 

Qualidade de vida em urticária crônica: inquérito em ambulatório público universitário, Botucatu (Brasil)

 

 

Maria Regina Cavariani SilvaresI; Maria Rita Parise FortesII; Hélio Amante MiotI

IProfessores-assistentes, Departamento de Dermatologia e Radioterapia, Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, SP
IIBióloga, Departamento de Dermatologia e Radioterapia, Faculdade de Medicina de Botucatu, UNESP, Botucatu, SP

Correspondência para

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar o impacto da urticária crônica na qualidade de vida dos pacientes de ambulatório universitário a partir do questionário DLQI (Dermatology Life Quality Index).
MÉTODOS: Inquérito sobre o impacto na qualidade de vida infligido pela urticária crônica a partir do questionário DLQI validado para a língua portuguesa. Pacientes foram entrevistados durante suas consultas em ambulatório especializado, entre maio de 2009 e maio de 2010, em serviço público brasileiro (Botucatu-SP). Os escores do DLQI foram analisados segundo subgrupos: idade, gênero, escolaridade, tempo de doença e presença de angioedema.
RESULTADOS: Foram entrevistados 100 pacientes com urticária crônica. Predominou o gênero feminino (86%), a idade média foi de 41,8 anos, duração média da doença foi de seis anos e angioedema ocorreu em 82% dos pacientes. O escore médio do DLQI foi de 13,5, caracterizando grave impacto à qualidade de vida, superior a hanseníase, psoríase, eczema atópico e carcinoma basocelular. Presença de angioedema se associou a maiores escores: 14,5 x 9,9 (p < 0,01). Pacientes do gênero feminino referiram maior impacto quanto ao vestuário, já o gênero masculino referiu quanto ao tratamento, trabalho e estudo (p < 0,05).
CONCLUSÃO: Urticária crônica inflige grave comprometimento da qualidade de vida nos pacientes avaliados em serviço universitário brasileiro, especialmente nos portadores de angioedema.

Unitermos: Angioedema; urticária; qualidade de vida; perfil de impacto da doença; indicadores de qualidade de vida.


 

 

Introdução

Urticária crônica (UC) é enfermidade complexa, raramente fatal, mas que compromete significativamente a qualidade de vida dos pacientes1.Caracteriza-se por placas e pápulas eritematoedematosas, pruriginosas, evanescentes, recorrentes a intervalos irregulares e duração maior que seis semanas, não diferindo clinicamente da forma aguda. Pode manifestar-se concomitantemente com angioedema em cerca de 40% dos pacientes1-3. É uma condição clínica frequente, sendo computada entre os dez diagnósticos mais comuns em serviços dermatológicos1.

A prevalência da enfermidade é de 0,1% na população geral; de 0,27%-2,1% em investigações familiares; de 1%-5% em atendimentos dermatológicos; e de 10% nas consultas em clínicas de alergia3-7. Estima-se que 12%-25% da população já apresentou pelo menos um episódio de urticária no decorrer da vida5,8, entretanto, os estudos epidemiológicos na UC são escassos.

O impacto dos sintomas clínicos da UC na qualidade de vida (QV) dos pacientes é frequentemente subestimado e há poucos relatos na literatura. O Dermatology Life Quality Index (DLQI), desenvolvido por Finlay e Khan9 em 1994, foi o primeiro construto para avaliação da qualidade de vida relacionada especificamente à dermatologia. É constituído por dez itens, que estimam a influência da doença quanto aos sintomas, atividades diárias, lazer, trabalho, escola, relações pessoais e o tratamento. Foi traduzido e validado para a língua portuguesa (Tabela 1) e já é aplicado a várias dermatoses10-16.

As percepções quanto ao impacto de doença na vida dos pacientes são fundamentadas por aspectos culturais, o que justifica sua avaliação em diferentes populações. Até o momento, não há estudos em QV e UC em populações latino-americanas. Os autores objetivam avaliar o impacto da urticária crônica na qualidade de vida de pacientes atendidos em serviço universitário na cidade de Botucatu-SP (Brasil).

 

Métodos

Realizou-se inquérito sobre o impacto na qualidade de vida infligido pela UC a partir do questionário DLQI validado para a língua portuguesa (Tabela 1)16.

Foram incluídos e entrevistados todos os pacientes consecutivos portadores de UC, devidamente esclarecidos e concordantes em participar do estudo, durante suas consultas no ambulatório de urticária da Faculdade de Medicina da Unesp (Botucatu-SP), entre os meses de maio de 2009 a maio de 2010. O projeto foi aprovado pelo comitê de ética da instituição (protocolo nº. 3159/09).

Dados demográficos, clínicos e relacionados à qualidade de vida foram investigados. O escore total do DLQI foi computado a partir da soma dos índices das dez dimensões avaliadas e interpretado como: sem comprometimento da qualidade de vida (0-1) ou com comprometimento leve (2-5), moderado (6-10), grave (11-20) ou muito grave (21-30)9.

Dados categóricos foram representados por suas frequências percentuais, estimados seus intervalos de confiança de 95% (IC 95%) e comparados pelo teste do qui-quadrado (Pearson), qui-quadrado de tendência e análise de resíduos da tabela de contingência. Dados contínuos foram representados pelas médias e desviospadrão, estimados seus intervalos de confiança de 95% (IC 95%) e comparados pelo teste t de Student. A normalidade foi avaliada pelo teste de Shapiro-Wilk e a homocedasticidade, pelo teste de Levene17,18.

Posteriormente, foi realizada análise dos escores totais e das dimensões independentes de acordo com subgrupos: gênero, idade, escolaridade, tempo de doença e presença de angioedema. Os dados foram ajustados por análise de covariância17.

O comportamento dos escores das questões foi avaliado pelo dendrograma resultante da análise de agrupamentos hierárquicos e a consistência interna do questionário foi estimada pelo coeficiente alfa de Cronbach17.

O dimensionamento amostral se baseou em pré-teste com 80 pacientes, admitindo-se erro alfa de 5% e beta de 20%.

Resultados foram tabulados em MS Excel 2003 e analisados pelo software SPSS 17.019. Foi considerado significativo valor de p bicaudal < 0,0517.

 

Resultados

Foram entrevistados 100 pacientes com UC. Os principais dados demográficos e de qualidade de vida estão dispostos na Tabela 2.

Destacam-se a predominância do gênero feminino (6:1), o acometimento de adultos em idade produtiva, o escore total médio do DLQI classificado como "grave comprometimento da qualidade de vida" e a alta frequência de angioedema.

Não houve exclusão de pacientes e todos concordaram em participar do estudo.

O coeficiente alfa de Cronbach resultou 0,73, assegurando consistência interna ao questionário.

Os escores das diferentes dimensões avaliadas pelo questionário DLQI estão dispostos na Figura 1.

A exploração do comportamento dos escores das questões (agrupamentos hierárquicos) e a análise de resíduos da tabela de contingência evidenciaram acometimento mais grave da UC nos domínios referentes a sintomas e sentimentos (questões 1 e 2), atividades diárias (questão 3) e lazer (questão 5).

A presença de angioedema foi a única variável que se associou significativamente a piores escores do DLQI, mesmo quando ajustados por gênero, idade, tempo de doença e escolaridade. O escore médio (± dp) do DLQI para os portadores de angioedema foi 14,3 (± 5,3), contra 9,9 (± 3,8) dos não portadores (p < 0,01).

Quando avaliado o comportamento das questões quanto ao gênero, houve maior impacto da UC na qualidade de vida de mulheres na questão 4 (vestuário), enquanto que nas questões 7 (trabalho/estudo) e 10 (tratamento) o impacto foi maior para homens (p < 0,05).

Entre os pacientes que referiram angioedema, houve maior impacto na qualidade de vida nas questões 1 (sintomas), 2 (constrangimento), 3 (frequentar locais públicos), 5 (atividades de lazer), 6 (esportes) e 7 (trabalho/estudo), quando comparados aos sem angioedema (p < 0,05).

Os pacientes com maior escolaridade (ensino médio e superior) demonstraram maior impacto da UC na qualidade de vida para as questões 2 (constrangimento) e 6 (esportes), quando comparados com aqueles sem estudo ou com ensino fundamental (p < 0,05).

Idades mais elevadas foram associadas significativamente a menores escores apenas na questão 4 (vestuário).

Por fim, maiores tempos de duração da doença foram associados a escores menores nas questões 1 (sintomas) e 4 (vestuário); entretanto, a escores mais elevados, referentes às questões 2 (constrangimento) e 7 (trabalho/estudo) (p < 0,05).

 

Discussão

Neste estudo de pacientes adultos brasileiros, a UC infligiu grave comprometimento da qualidade de vida, particularmente entre os portadores de UC e angioedema (DLQI 14,3 pontos), em comparação com os pacientes somente com UC (DLQI 9,9 pontos).

Angioedema é frequentemente associado a casos mais duradouros e resistentes de UC, assim como ocorre com os pacientes com urticária física, positividade ao teste do soro autólogo e casos mais extensos7,20,21. Além disso, pacientes com angioedema sofrem maiores limitações relacionadas a diferentes dimensões do cotidiano, especialmente quanto aos sintomas, constrangimento, frequentar locais públicos, lazer/esportes e trabalho/estudo.

Os autores acreditam que a alta frequência de angioedema dessa casuística ocorreu por este ser um serviço de referência, para o qual são encaminhados os casos mais graves, mais duradouros e menos responsivos aos tratamentos convencionais com anti-histamínicos22.

Estudos nacionais em outras dermatoses igualmente crônicas, como hanseníase e psoríase, dermatite atópica, vitiligo, entre outros (Tabela 3), também observaram substancial impacto na QV de seus portadores, indicado pelos altos escores obtidos na aplicação do DLQI7,16,23-26. Porém, neste trabalho, constataram-se escores médios ainda maiores para pacientes com UC.

 

 

De fato, UC inflige elevado impacto na QV e seus índices se assemelham aos de pacientes após infarto do miocárdio7,20,21,27. Apesar de crônica, a UC tem características de crises agudas e insólitas. Tal imprevisibiliade pode conferir limitação às atividades do cotidiano e gerar limitações súbitas.

Outro elemento que pode contribuir para a percepção de dano à QV se refere à alta coexistência de doença psiquiátrica (35%-50%), principalmente ansiedade, depressão, transtornos somatoformes e distúrbios do sono, conforme identificado em outros estudos envolvendo séries de pacientes com UC28-30.

Identificou-se, ainda, forte associação do gênero feminino com a UC, o que está de acordo com outros estudos realizados anteriormente6,7,22. Na realidade, o gênero feminino é mais acometido não somente na UC, mas em outras autoimunidades.

Da mesma forma, a percepção de impacto na QV das mulheres foi diferente dos homens nos itens ligados ao vestuário, trabalho/estudo e tratamento. Uma possível explicação para isso decorre da característica principalmente feminina da vaidade e que pode ter influenciado maiores escores na dimensão das atividades diárias. Trabalhos que requerem maior concentração, como motoristas e operadores de máquinas, são associados predominantemente ao gênero masculino, o que pode justificar os maiores escores masculinos nessas dimensões, principalmente influenciados pelos efeitos colaterais dos tratamentos.

Impacto no vestuário também foi significativamente maior entre jovens, provavelmente, pela representação mais significativa do vestuário no seu cotidiano.

O nível de escolaridade se associou a maior impacto nas questões referentes aos sintomas e sentimentos, bem como ao lazer, sugerindo que os pacientes instruídos estejam mais socialmente expostos ou se importem sobremaneira com tal exposição.

Pacientes com maior tempo de duração de doença se queixaram menos do impacto dos sintomas e relativos ao vestuário, porém, referiram maior constrangimento social e impacto no trabalho. A resignação diante da cronicidade da doença pode advir da sólida relação médico-paciente e da percepção realística da gravidade, minimizando seus temores. Por outro lado, a cronicidade da doença pode acumular eventos de absenteísmo, readaptação profissional e frustrações nas relações sociais.

Podem-se arrolar como possíveis limitações deste estudo a falta da análise comparativa com outras dermatoses e a homogeneidade dos pacientes advindos de serviço público terciário, restringindo a generalização dos dados principalmente relacionados a características socioeconômicas e à gravidade dos quadros clínicos. Entretanto, estudos qualitativos são, per se, percepções populacionais ligadas a aspectos culturais, que não devem ser comparadas entre grupos, mas que caracterizam uma população.

 

Conclusão

UC inflige grave comprometimento da qualidade de vida nos pacientes avaliados em serviço universitário brasileiro, especialmente, nos portadores de angioedema.

 

Referências

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Correspondência para:
Hélio Amante Miot
Departamento de Dermatologia e Radioterapia da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Botucatu, SP, CEP: 18618-000
Tel/Fax: (14) 3882-4922
dermato@fmb.unesp.br

Artigo recebido: 30/04/2011
Aceito para publicação: 19/07/2011
Conflito de interesse: Não há.

 

 

Trabalho realizado no Departamento de Dermatologia e Radioterapia da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, SP