SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.57 issue5Quality of life in chronic urticaria: a survey at a public university outpatient clinic, Botucatu (Brazil)The physician and updates in cancer treatment: when to stop? author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Article

Indicators

Related links

  • Have no similar articlesSimilars in SciELO

Share


Revista da Associação Médica Brasileira

Print version ISSN 0104-4230

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.57 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302011000500019 

ARTIGO ORIGINAL

 

Risco de suicídio em gestantes de alto risco: um estudo exploratório

 

 

Gláucia Rosana Guerra BenuteI; Roseli Mieko Yamamoto NomuraII; Vanessa Marques Ferreira JorgeIII; Daniele NonnenmacherIV; Renério Fráguas JuniorV; Mara Cristina Souza de LuciaVI; Marcelo ZugaibVII

IDoutora em Ciências, Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, Faculdade de Medicina de São Paulo; Diretora Técnica de Serviço de Saúde da Divisão de Psicologia, Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo (HCFMUSP), São Paulo, SP
IIProfessora Livre-docente, Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, Faculdade de Medicina de São Paulo, São Paulo, SP
IIIEspecialista em Psicologia Hospitalar; Psicóloga, Divisão de Psicologia, Instituto Central do Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo (ICHC-FMUSP), São Paulo, SP
IVMestranda em Ciências, Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, Faculdade de Medicina de São Paulo; Psicóloga, Divisão de Psicologia, ICHC-FMUSP, São Paulo, SP
VProfessor Livre-docente, Departamento de Psiquiatria, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP
VIDoutora em Psicologia Clínica; Diretora, Divisão de Psicologia, ICHC-FMUSP, São Paulo, SP
VIIProfessor Titular, Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, Faculdade de Medicina, USP, São Paulo, SP

Correspondência para

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Identificar o risco para comportamento suicida em gestantes de alto risco em um hospital público de São Paulo.
MÉTODOS: Foi realizada entrevista semiestruturada com questionário previamente elaborado com cada uma das participantes (n = 268). O risco para suicídio foi identificado por meio da versão em português do PRIME-MD.
RESULTADOS: A média de idade foi de 29 anos (SD = 0,507) e 30 semanas gestacionais (SD = 0,556). Constatou-se risco específico para suicídio em 5% (n = 14) do total da amostra. Destas gestantes, 85% têm relacionamento estável (casada ou amasiada), em 50% dos casos a gestação foi planejada, 71% têm religião e não exercem atividade profissional. Quando correlacionados os dados de estado civil, planejamento da gestação, idade, escolaridade, atividade profissional, risco de prematuridade e religião com risco para suicídio, constatou-se que ter uma religião apresentou significância estatística (p = 0,012). Não foram encontradas associações positivas para nenhum dos outros itens selecionados, quando comparados com o risco para suicídio. Ao correlacionar o risco de suicídio com os demais sintomas característicos de depressão maior, observou-se significância estatística em relação à insônia ou hipersonia (p = 0,003), fadiga ou perda de energia (p = 0,001), diminuição ou aumento do apetite (p = 0,005), menor interesse nas atividades diárias (p = 0,000), humor deprimido (p = 0,000), sentimento de inutilidade ou culpa (p = 0,000), diminuição da concentração (p = 0,002), agitação ou retardo psicomotor (p = 0,002).
CONCLUSÃO: Observou-se que a religião pode ser um fator protetor com relação ao comportamento suicida. Além de propiciar uma rede social de apoio da qual as mulheres necessitam no período gravídico, as religiões apoiam as crenças na vida após a morte e em um Deus amoroso, propiciando objetivos a vida e autoestima e fornecendo modelos de enfrentamento de crises. Os resultados sugerem a importância da prevenção e diagnóstico precoce do risco para suicídio, pois ocasionar a própria morte é uma tentativa de mudar de uma esfera para outra à força, buscando solução para o que parece impossível.

Unitermos: Comportamento autodestrutivo; gravidez de alto risco; suicídio.


 

 

Introdução

O suicídio é um fenômeno complexo e universal que atinge todas as classes sociais. Possui etiologia multivariada que envolve elementos biológicos, genéticos, sociais, psicológicos, culturais e ambientais relacionados à vida pessoal e coletiva1. É compreendido como o ato humano de cessar a própria vida2 e tem sido alvo de estudo de diferentes disciplinas científicas, que o percebem de modo complementar ou antagônico.

Em estudo sociológico do suicídio, Durkheim3 apontou para o caráter coletivo do fenômeno, valorizando suas causas sociais e destacando que, apesar da atitude pela qual a pessoa atenta conscientemente contra si mesma, o modo de praticar o ato é variável de acordo com a cultura, o país, as sociedades, o gênero e as classes sociais4. Opondo-se a essa visão, a Psiquiatria compreende o fenômeno do suicídio como um processo individual por meio do qual a pessoa, autonomamente, pretende e deseja concretizar a própria morte, que pode estar associado a algum tipo de transtorno ou desordem psiquiátrica, como, por exemplo, o transtorno de humor grave5.

Não se sabe ao certo quantas pessoas cometem suicídio, pois tais mortes são subnotificadas. A Organização Mundial de Saúde6 (OMS) estima que o suicídio vitime cerca de um milhão de pessoas no mundo por ano. Estima-se que os registros de óbitos ocasionados pela cessão da própria vida sejam duas a três vezes menores que os reais7.

O suicídio é um problema de saúde pública que pode estar associado a uma diversidade de fatores e contextos6. Alguns estudos buscam compreender as causas para se atentar contra a própria vida. Na Inglaterra, destacam como fatores de risco para a população masculina o desemprego; a doença crônica; a incapacidade e/ou aposentadoria8. No Brasil, a ocorrência do suicídio parece se relacionar diretamente com situações de perda, frustrações e sofrimento emocional9.

Decorrente de uma crença popular em que a mulher estaria protegida de qualquer problema de ordem psíquica durante a gravidez, os estudos da depressão e do comportamento suicida na gestação foram negligenciados e a atenção foi toda voltada para a avaliação no período pós-parto.

Em estudo epidemiológico realizado na Inglaterra, foi demonstrado que o suicídio está entre as principais causas de mortes maternas, acometendo 10% dessa população. Há indícios de que em 86% dessas mortes maternas o diagnóstico psiquiátrico poderia ter sido realizado e o suicídio, evitado10.

Atualmente, sabe-se que a frequência do comportamento suicida, que compreende da ideação até a tentativa ou suicídio consumado, pode atingir até um quarto da população de gestantes11 e está associada ao diagnóstico de depressão, que acomete 22% das mulheres na fase reprodutiva6. Tem-se constatado que o aumento desse índice de depressão é uma tendência nos países em desenvolvimento12.

Frente a esses dados, é preciso aprofundar o conhecimento sobre como a depressão, as condições socioeconômicas e obstétricas se associam à ideação suicida em gestantes de alto risco. Assim, o presente estudo tem como objetivo identificar o risco para comportamento suicida em gestantes de alto risco.

 

Métodos

Este estudo foi realizado no período de março de 2005 a março de 2006 em hospital universitário na cidade de São Paulo. Foram convidadas a participar gestantes de alto risco em acompanhamento pré-natal especializado. O projeto de pesquisa e o termo de consentimento livre e esclarecido foram previamente aprovados pelo comitê de ética em pesquisa da instituição.

As gestantes foram inicialmente esclarecidas sobre o propósito do estudo e consentiram em participar. Os critérios de inclusão adotados foram: gestações únicas; membranas íntegras; ausência de anormalidades fetais congênitas ou cromossômicas; e gestação de alto risco, isto é, complicada por intercorrência clínica e/ou obstétrica. Os critérios de exclusão foram malformação ou anomalia fetal diagnosticada após o nascimento. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas conduzidas com as gestantes enquanto aguardavam pela consulta no ambulatório de pré-natal. A entrevista teve duração aproximada de trinta minutos.

O questionário foi constituído por questões fechadas que incluíram dados sociodemográficos tais como: idade (anos); escolaridade (ensino fundamental, médio e superior); crença religiosa (sim, não); planejamento da gestação (sim, não); estado marital (com companheiro, sem companheiro); e atividade profissional (sim, não).

Para avaliação do risco de suicídio, foi aplicado à entrevista estruturada Primary Care Evaluation of Mental Disorders (PRIME-MD)13. Esse instrumento permite a investigação de distúrbios psicopatológicos. Neste estudo foi utilizado o módulo específico para avaliação de depressão maior, especificamente a questão que avalia o risco para suicídio.

Os dados foram analisados por meio do programa SPSS for Windows versão 16.0. Para a análise das tabelas de associação, foi utilizado o teste de qui-quadrado, aplicando-se a correção de Yates para continuidade. Nas situações em que o teste de qui-quadrado não pôde ser aplicado, e, em se tratando de tabelas 2 x 2, foi utilizado o teste exato de Fisher. Adotou-se como nível de significância o valor 0,05 (alfa = 5%). Com isso, níveis descritivos (p) inferiores a esse valor foram considerados significantes (p < 0,05).

 

Resultados

Foram entrevistadas 268 gestantes de alto risco. As características sociodemográficas são apresentadas na Tabela 1. A média de idade gestacional em que se realizou a entrevista foi de trinta semanas (DP = 0,56).

As intercorrências clínicas e/ou obstétricas incluíram: hipertensão arterial (pré-eclâmpsia e/ou hipertensão arterial crônica, n = 105); cardiopatia (n = 59); diabetesmellitus (n = 61); anemia (n = 16); colagenose (n = 30); e risco de prematuridade (n = 17). Vinte mulheres apresentavam doenças associadas.

Neste estudo, constatou-se que 5% (n = 14) do total da amostra de gestantes em acompanhamento ambulatorial apresentaram risco específico para suicídio, isto é, relataram ter pensado que seria melhor morrer ou se ferir de alguma maneira, considerando um período de 15 dias até a data da entrevista.

A Tabela 1 apresenta os resultados dividindo-se as gestantes em dois grupos: apresentam risco para suicídio e não apresentam risco. Quando correlacionados os dados de estado civil, planejamento da gestação, idade, escolaridade, atividade profissional, risco de prematuridade e religião com risco para suicídio, constatou-se que a ausência de crença religiosa foi significativamente mais frequente nas que apresentaram risco para suicídio (28,6%, p = 0,012). Não foram encontradas associações positivas para nenhum dos outros itens selecionados.

Quando comparados os dados de risco para suicídio com as intercorrências clínicas e/ou obstétricas não foram observadas diferenças significativas com relação ao risco de suicídio (Tabela 2).

Ao correlacionar o risco de suicídio com os demais sintomas característicos de depressão maior, observou-se diferença estatística na proporção de sintomas depressivos (Tabela 3).

 

Discussão

A religião tem sido apontada como um importante fator protetor contra o comportamento suicida, pois, em geral, condena a interrupção voluntária da vida13. Em uma vertente sociológica, pode-se dizer que, mais que os preceitos religiosos, a proteção vem da integração social promovida pelas atividades religiosas3.

Pensando no período gravídico-puerperal, pode-se afirmar que, além de propiciar uma rede social de apoio importantíssima nessa fase da vida, pois as mulheres se encontram especialmente vulneráveis14, as religiões apoiam as crenças na vida após a morte, em um Deus acolhedor, propiciam objetivos a vida e autoestima, fornecem modelos de enfrentamento de crises e possibilitam dar significados às dificuldades da vida.

A literatura apresenta menores índices de depressão em pacientes que recorreram à religião15, compreendendo que tais práticas podem aliviar o estresse associado à gestação16. As pessoas que recorrem à religião, a qualquer tipo de fé ou crença, conseguem dar um sentido à vida e às dificuldades através da rede de proteção e da esperança ofertada, não precisando encontrar na morte a solução para o alívio do sofrimento vivido17.

O diagnóstico de transtornos psiquiátricos no período gestacional é mais comum do que se imagina, sendo encontrado em 14,1% das mulheres e, especificamente, o diagnóstico de depressão maior é encontrado em 3,3% das gestantes18.

Assim, a depressão durante a gravidez de alto risco deve ser rotineiramente investigada com a utilização de instrumentos específicos, a fim de tratar o transtorno depressivo, principalmente quando acompanhado de ideação suicida16.

De modo geral, considera-se que os índices de suicídio no mundo todo são elevados. Ao estudar as taxas de mortalidade em 36 países, a Estônia apresentou a maior taxa de suicídio, com 40,9 óbitos a cada 100 mil habitantes. No Brasil, o coeficiente encontrado foi de 3,4 óbitos a cada 100 mil habitantes16. No entanto, um estudo realizado entre 1980 e 199515 indicou que no Brasil os índices de suicídio têm aumentado, passando de 3,3/100.000 habitantes para 4,1/100.000 habitantes, mostrando-se crescente na faixa do adulto jovem e do sexo masculino9.

A literatura aponta que estão associadas à ideação suicida o isolamento social, as declarações de intenções, as variáveis demográficas e socioeconômicas específicas19, o aumento na prevalência de transtornos depressivos20, o uso de substâncias psicoativas, o número de estressores sociais21 e o desejo de autodestruição22.

Nos Estados Unidos e na Europa, são apontados como fatores preponderantes para o suicídio problemas mentais e drogadicção, encontrados em 90% das pessoas que atentaram contra a própria vida23. No Brasil, especificamente no município de São Paulo, destaca-se como fator predisponente o alto nível socioeconômico24.

Como fatores protetores para o suicídio destacam-se a baixa prevalência de alcoolismo, a religiosidade, as atitudes com relação a aptidões sociais e ao desempenho dos papéis durante a vida25.

A gravidez é considerada um período no qual a mulher está especialmente vulnerável às consequências negativas dos sintomas da depressão, que são exacerbados, muitas vezes pelas alterações hormonais vivenciadas nesse período14.

Interessante observar que muitos suicidas contataram seu médico em período anterior ao ato suicida11. A maioria dos pacientes suicidas (45% a 75%) procurou um serviço de atenção primária antes de cometer suicídio, enquanto que os outros 20% a 33% consultaram um serviço especializado em saúde mental e obtiveram receita de psicotrópicos26. Assim, o diagnóstico de depressão durante a gestação é de fundamental importância, pois pode ser indicativo de ideação suicida e/ou sintomas psicóticos14,27.

Terminar com a própria vida, chegar ao fim de si mesmo, encontrar o fim ou limite de que se é seriam uma busca de poder chegar ao que não somos - ainda. O suicídio seria, então, uma tentativa de mudar de uma esfera para outra à força, por meio da morte, encontrando soluções para o que parece impossível17.

Os resultados deste estudo sugerem a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da avaliação do risco para suicídio em gestantes de alto risco.

 

Referências

1. Werlang BSG, Borges VR, Fensterseifer L. Fatores de risco ou proteção para a presença de ideação suicida na adolescência. Interam J Psychol 2005;39:259-66.         [ Links ]

2. Meneguel SN, Victora CG, Faria NMX, Carvalho LA, Falk JW. Características epidemiológicas do suicídio no Rio Grande do Sul. Rev Saúde Pública 2004;38:804-10.         [ Links ]

3. Durkheim E. O suicídio: estudo sociológico. Rio de Janeiro: Zahar; 1982.         [ Links ]

4. Outeiral J. Comentários sobre ideação suicida, tentativas de suicídio e suicídios. Disponível em: http://joseouteiral.com/textos/Comentarios%20sobre%20a%20idea%E7ao%20suicida.doc.         [ Links ]

5. Fairbairn GJ. Reflexos em torno do suicídio: a linguagem e a ética do dano pessoal. São Paulo: Paulus; 1999.         [ Links ]

6. Organização Mundial da Saúde (OMS). WHO: Multisite Intervention Study on Suicidal Behaviors: SUPRE-MISS. Protocol of SUPRE-MISS (WHO/MSD/MBD/02.1). Geneva: WHO; 2002.         [ Links ]

7. Holinger PC. Violent deaths in the United States: an epidemiologic study of suicide, homicide, and accidents. New York: Guilford Press; 1987.         [ Links ]

8. Lewis G, Slogget A. Suicide, deprivation, and unemployment: record linkage study. BMJ 1998;317:1283-6.         [ Links ]

9. Cassorla RMS, Smeke ELM. Autodestruição humana. Cad Saúde Pública 1994;10(Supl 1):61-73.         [ Links ]

10. Oates M. Suicide: the leading cause of maternal death. Br J Psychiatry 2003;183:279-81.         [ Links ]

11. Barraclough B, Bunch J, Nelson B, Sainsbury P. A hundred cases of suicide: clinical aspects. Br J Psychiatry 1974;125:355-73.         [ Links ]

12. Campagne DM. The obstetrician and depression during pregnancy. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol 2004;116:125-30.         [ Links ]

13. Meleiro, AMAS, Teng CT, Wang YP. Suicídio: estudos fundamentais. São Paulo: Segmaneto Farma, 2004. pp. 53-60.         [ Links ]

14. Evans J, Heron J, Heron J, Francomb H, Oke S, Golding J. Cohort study of depressed mood during pregnancy and after childbirth. BMJ 2001;323:257-60.         [ Links ]

15. Mello-Santos C, Bertolote JM, Wang, YP. Epidemiologia de suicídio no Brasil (1980-2000): caracterização das taxas por idade e gênero. Rev Bras Psiquiatr 2004;27:131-4.         [ Links ]

16. Benute GRG, Nomura RMY, Reis JS, Junior RF, Lucia MCS, Zugaib M. Depression during pregnancy in women with a medical disorder: risk factors and perinatal outcomes. Clinics 2010;65:1127-31.         [ Links ]

17. Fraguas R Jr, Henriques SG Jr, De Lucia MS, Iosifescu DV, Schwartz FH, Menezes PR et al. The detection of depression in medical setting: a study with PRIME-MD. J Affect Disord 2006;91:11-7.         [ Links ]

18. Andersson L, Sundstrom-Poromaa I, Bixo M, Wulff M, Bondestam K, Astrom M. Point prevalence of psychiatric disorders during the second trimester of pregnancy: a population-based study. Am J Obstet Gynecol 2003;189:148-54.         [ Links ]

19. Krug EG, Powell KE, Dahlberg LL. Firearm-related deaths in the United States and 35 other high and upper-middle-income countries. Int J Epidemiol 1998;27:214-21.         [ Links ]

20. Yunes J. Mortalidad por causas violentas en la región de lãs Américas. Bol Ofic Sanit Panam 1993;114:302-16.         [ Links ]

21. Rogers JR. Theoretical grounding: 'the missing link' in suicide research. J Couns Dev 2001;79:16-29.         [ Links ]

22. Bastos RL. Suicídios, Psicologia e vínculos: uma leitura psicossocial. Psicol USP 2009;20:67-92.         [ Links ]

23. Moscicki EH. Epidemiology of suicidal behavior. Suicide Life Threat Behav 1995;25:25-35.         [ Links ]

24. Drumond M, Barros MBA. Desigualdades socioespaciais na mortalidade do adulto no município de São Paulo. Rev Bras Epidemiol 1999;2(1/2):34-49.         [ Links ]

25. Philips MR, Li X, Ahang Y. Suicide rates in China, 1995-99. Lancet 2002;359:835-40.         [ Links ]

26. Luoma JBMA, Martin CEMA, Pearson JL. Contact with mental health and primary care providers before suicide: a review of the evidence. Am J Psychiatry 2002;159:909-16.         [ Links ]

27. Hobfoll SE, Ritter C, Lavin J, Hulsizer MR, Cameron RP. Depression prevalence and incidence among inner-city pregnant and postpartum women. J Consult Clin Psychol 1995;65:445-53.         [ Links ]

 

 

Correspondência para:
Gláucia Rosana Guerra Benute
Diretora Técnica de Serviço de Saúde, Divisão de Psicologia do Instituto Central do Hospital das Clínicas
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 155 - PAMB - andar térreo
São Paulo - SP, CEP: 05403-000
grguerra@uol.com.br

Artigo recebido: 16/05/2011
Aceito para publicação: 25/07/2011
Conflito de interesse: Não há.

 

 

Trabalho realizado na Divisão de Psicologia e Divisão de Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, São Paulo, SP