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Revista da Associação Médica Brasileira

Print version ISSN 0104-4230

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.58 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302012000200020 

ARTIGO ORIGINAL

 

Sistema aberto ou fechado de nutrição enteral para adultos críticos: há diferença?

 

 

Stella Marys Rigatti SilvaI; Michelli Cristina Silva de AssisII; Carla Rosane de Moraes SilveiraIII; Mariur Gomes BeghettoIV; Elza Daniel de MelloV

IEnfermeira pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil
IIMestre em Ciências da Saúde (Cardiologia e Ciências Cardiovasculares), UFRGS; Enfermeira do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Serviço de Nutrologia, e da Comissão de Suporte Nutricional, Porto Alegre, RS, Brasil
IIIMestre em Ciências Médicas (Pediatria), UFRGS; Nutricionista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e da Comissão de Suporte Nutricional, Porto Alegre, RS, Brasil
IVDoutora em Epidemiologia, UFRGS, e Enfermeira; Professora Adjunta, Departamento de Assistência e Orientação Profissional (DAOP), Escola de Enfermagem, UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil
VDoutora em Ciências Médicas (Pediatria), UFRGS; Professora, Departamento de Pediatria, Faculdade de Medicina, UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Comparar o volume, calorias totais e proteínas recebidos pelos pacientes críticos quando utilizada nutrição enteral (NE) por sistema aberto (SA) e sistema fechado (SF); identificar os principais motivos para interrupção da NE.
MÉTODOS: Estudo de coorte em que foram acompanhados adultos internados no Centro de Terapia Intensiva (CTI) em dois períodos: em novembro de 2009, quando se adotava SA de NE para a totalidade dos pacientes (n = 85); e entre outubro de 2010 e abril de 2011, quando foi utilizado SF de NE (n = 170). Foram utilizados testes paramétricos e não paramétricos para comparação das variáveis respeitando-se sua distribuição.
RESULTADOS: Os grupos assemelharam-se quanto às características clínicas e demográficas. Diferenças de mínima magnitude matemática e de nenhuma relevância clínica foram observadas entre os grupos: mais calorias/quilo foram prescritas ao grupo SA (p < 0,001), e maior volume (mL/Kg) (p = 0,002) e proteínas (g/Kg) (p = 0,001) foram administrados ao grupo SF. Jejum, problemas com a sonda enteral ou gastrointestinais e a realização de procedimentos e de rotinas de CTI, em frequências diferentes entre os grupos (p = 0,001), levaram à interrupção de NE.
CONCLUSÃO: Não foi verificada diferença clínica relevante entre o volume, aporte energético e proteico prescrito e administrado de NE quando adotado o SA ou o SF. Instabilidade clínica, procedimentos e rotinas de terapia intensiva motivaram a interrupção da NE em ambos os grupos.

Unitermos: Nutrição enteral; cuidados de enfermagem; unidades de terapia intensiva; terapia nutricional.


 

 

INTRODUÇÃO

Apesar da terapia nutricional enteral (TNE) constituir-se de uma possibilidade terapêutica amplamente adotada para aqueles pacientes que possuem o trato gastrointestinal íntegro, mas a ingestão oral parcial ou totalmente comprometida1,2, ainda há desafios para que sua prescrição e administração sejam adequadas3. Pacientes hospitalizados recebem menos nutrição enteral (NE) que o prescrito4, aumentando o risco de desnutrição e, consequentemente, contribuindo para os desfechos hospitalares negativos5,6.

No Brasil todas as etapas da TNE são regulamentadas por legislação específica2, que estabelece requisitos mínimos para prescrição, formulação e administração da dieta e específicas atribuições para as instituições de saúde e para cada membro da equipe multidisciplinar (médico, enfermeiro, nutricionista e farmacêutico). Atualmente, dois tipos de sistemas para TNE estão disponíveis: 1) sistema aberto (SA); e 2) sistema fechado (SF). O SA se caracteriza por ser produzido em uma área restrita e específica, onde nutrientes industrializados, em forma de pó ou líquida, são misturados, seguindo as Boas Práticas de Manipulação2, para que se atinja a composição desejada. O SA parece ter menores custos diretos, ainda que custos relacionados a implantação, manutenção e depreciação de área física e equipamentos, recursos humanos e validação de processos de manipulação7 devam ser considerados. Em contrapartida, o SA possibilita que a NE seja particularizada em termos da composição da dieta (volume, calorias, macro e micronutrientes). Já o SF, também chamado de pronto para uso (ready to use), constitui-se de dietas líquidas industrializadas, estéreis, acondicionadas em bolsas prontas para serem administradas8,9. O SF é industrialmente manipulado, eliminando etapas críticas do processo de preparo na instituição de saúde, o que reduz o risco de contaminação e, consequentemente, de infecção, se bem utilizado10-12. No entanto, as dietas por SF têm composição e volume padronizados, podendo ser difícil atender às demandas dietéticas específicas de cada paciente. Países como Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, embasados em estudos que avaliaram segurança e custos, adotaram as formulações em SF como rotina13,14, mas ressaltam a necessidade de se conduzirem estudos sobre impacto ambiental relacionado às apresentações da TNE15. Cabe ressaltar que as apresentações das dietas em SF nesses países não têm custos tão elevados quanto têm para o Brasil, porque no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) as compras são mediadas por licitações, pelas quais produtos de menor custo são adquiridos, independente dos custos indiretos (a exemplo: processo de trabalho, área física e profissionais), mas não são contabilizados.

Tendo em vista que a literatura carece de estudos que comparem esses sistemas quanto à meta nutricional ajustada à clínica do paciente, especialmente naquele criticamente doente, o presente estudo comparou volume, calorias totais e proteínas recebidos por adultos críticos, quando utilizados SA e SF de NE. Além disso, identificou os motivos que levam à interrupção da NE, com a adoção de ambos os sistemas.

 

MÉTODOS

Trata-se de um estudo de coorte cujos grupos foram constituídos em dois períodos diferentes, aprovado quanto aos seus aspectos éticos e metodológicos pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição e pela Comissão de Pesquisa de instituição de ensino superior.

Por ocasião da realização anual de auditoria das rotinas institucionais, foram acompanhados, diariamente, do primeiro dia de prescrição de NE até o final do período de auditoria, suspensão da dieta, ou transferência, adultos do Centro de Terapia Intensiva (CTI) que receberam NE por SA (novembro de 2009) ou por SF (entre outubro de 2010 e abril de 2011). Utilizando-se um formulário padronizado, duas das autoras avaliaram, prospectivamente, características clínicas dos pacientes e relacionadas à NE (volume, composição, modo de administração da dieta). O prontuário do paciente (eletrônico e em papel) também foi revisado pelas autoras, em busca de informações complementares, quando necessário. Para ambos os grupos foram acompanhados pacientes com prescrição de dieta polimérica, isenta de sacarose e lactose.

CÁLCULO AMOSTRAL

Com base nos resultados da auditoria de 2009 (SA), quando os pacientes receberam 692 ± 314 mL de dieta e considerando-se um nível de confiança de 95%, poder de 80%, uma relação de três pacientes no grupo SF para cada paciente do grupo SA e esperando-se um aumento de 104 mL (15%) no volume administrado no período SF, por meio do software PEPI, estimou-se a necessidade de inclusão de 90 pacientes no grupo SA e 270 pacientes no grupo SF. No presente estudo não foi identificado aumento do volume de dieta administrado na magnitude estimada e foram incluídos 170 pacientes no grupo SF, modificando-se a relação de pacientes de 3:1 para 2:1. Mantendo-se o mesmo nível de significância e utilizando-se os resultados obtidos, calculou-se o poder amostral para os valores de NE administrados: 98% para o volume, 21% para as calorias e 90% para as proteínas.

ANÁLISE DOS DADOS

Os grupos SA e SF foram comparados por meio de testes paramétricos e não paramétricos para amostras independentes, respeitando-se as características e distribuição das variáveis. Para a análise estatística dos dados foi utilizado o programa PASW Statistics 18. Os aportes calóricos e proteínas foram ajustados para o peso corporal e comparados por meio de teste t de Student para amostras independentes. Volumes ajustados por peso corporal foram comparados por meio de teste U de Mann-Whitney. A comparação das variáveis categóricas deu-se por meio de teste de qui-quadrado. Os motivos de interrupção da NE foram descritos por meio de proporções entre os dois sistemas devido ao número de pacientes dos grupos ser diferente (2:1). As frequências e proporções de dias de interrupção e/ou suspensão de NE foram analisadas por meio de teste de qui-quadrado, com teste exato de Monte Carlo, intervalo de confiança de 99%, e comparadas com teste exato de Fisher.

 

RESULTADOS

O grupo sistema aberto (GSA) e o grupo sistema fechado (GSF) assemelharam-se quanto às características demográficas e clínicas: idade, sexo, escore APACHE II, escala de Glasgow, uso de drogas vasoativas, realização de cirurgia abdominal, uso de ventilação mecânica, tempo de internação no CTI, dias de uso de NE, presença de infecção e mortalidade hospitalar (p > 0,05 para todas as comparações). Houve pequena diferença no índice de comorbidades de Charlson (SA: 2; IQ:1-4 vs. SF: 1,9; IQ:0-3; p = 0,001), embora esse achado não tenha relevância clínica (Tabela 1).

Ao se analisarem volume, calorias e proteínas prescritos, houve tendência de prescrição de menor volume/Kg/dia de dieta para os pacientes do grupo SA (GSA=16,3; IQ:13,7-19) do que para os pacientes do grupo SF (GSF = 17,9; IQ:13,4-21,5) (p = 0,06) (Figura 1A). O mesmo foi identificado na comparação de proteínas (GSA = 1,05 ± 0,3 vs. GSF = 1,13 ± 0,3; p = 0,07) (Figura 1B). Em contrapartida, houve prescrição de maior taxa de calorias/Kg/dia no GSA (22,6 ± 6,5) do que no GSF (19,6 ± 6,1) (p < 0,001) (Figura 1C).

Quando comparados volumes, calorias e proteínas administrados, identificou-se diferença estatística entre os grupos: maior volume/Kg/dia (em mL) no GSF (11,8; IQ: 7,6-17) do que no GSA (10,2; IQ: 7-13,5) (p = 0,002); e mais proteínas/Kg/dia no GSF (0,63 ± 0,3 g vs. 0,8 ± 0,3 g; p = 0,001) (Figuras 1D e 1E). Não se observou diferença na administração de calorias com a adoção de um ou outro sistema (13 ± 6,6 vs. 14 ± 6,4; p = 0,4) (Figura 1F). A despeito de qualquer diferença estatística observada, ressaltase que, em termos clínicos, a magnitude das diferenças parece irrelevante.

Diferentes motivos levaram às interrupções; foram identificados 219 dias de suspensão em 699 dias de uso de NE (31,3%) no GSA e 522 dias de suspensão em 1.539 dias de uso de NE (33,9%) no GSF. A suspensão da NE para realização de exames e procedimentos, incluindo preparação para cirurgia e/ou por orientação médica, foi a justificativa mais prevalente em ambos os grupos (GSA = 57%; GSF = 65,1%). Outras causas para a interrupção da NE foram: abertura da sonda em frasco por náuseas/vômitos, transição para dieta via oral, transferência do paciente para a unidade de internação, retirada acidental e/ou reposicionamento da sonda e óbito. Observaramse diferenças nos motivos de interrupção da dieta entre os grupos (p = 0,001) (Tabela 2).

 

DISCUSSÃO

No presente estudo verificou-se que, apesar de os pacientes do GSF terem recebido maior volume e proteínas que os pacientes do GSA, essas diferenças foram de magnitudes que não representam qualquer benefício clínico ao grupo sistema fechado (SF). Corroborando com os nossos dados, um estudo brasileiro recente3, no qual foram comparadas a adequação energética de TNE no hospital 1 (sistema fechado) ao hospital 2 (sistema aberto), verificou não haver diferença significativa na prescrição e administração de calorias (ajustadas ao peso/dia) entre as instituições3. Em estudo anterior, realizado no Canadá16, com pacientes de duas clínicas de longa permanência (clínica A e clínica B), os resultados também foram semelhantes aos do presente estudo (1347 mL com SA versus 1358 mL com SF, p = NS)16. Estudo realizado em Ribeirão Preto17 avaliou necessidades energéticas e complicações associadas à NE no GSA e no GSF, verificando que pacientes que tiveram complicações relacionadas à NE por GSA receberam mais calorias/dia do que os do GSF (p < 0,001). No entanto, ao ajustar essas calorias às necessidades do paciente pelo peso corporal (por equação de Harris-Benedict), essas diferenças não foram significativas (p = 0,18).

Independente do tipo de sistema utilizado, os pacientes críticos não recebem os aportes energéticos e proteicos recomendados, o que está associado a piores desfechos clínicos4,5. Ações das equipes multiprofissionais podem prevenir esse quadro18. Heyland et al.19, por exemplo, adotaram um protocolo de NE. Ao iniciar a nutrição, a enfermeira administrou a dieta a 25 mL/h e, avaliando o volume de resíduo gástrico, aumentou o volume da dieta a cada 4h, ou solicitou ao médico a prescrição de agentes procinéticos. Também controlou o volume e calorias administradas, compensando as pausas. Com esse protocolo, os pacientes receberam maior aporte calórico (p = 0,015) e proteico (p = 0,002) nos primeiros sete dias de uso de NE, em comparação aos que não utilizaram o protocolo19.

Em estudo realizado na Espanha20, independente do tipo de sistema de NE, pacientes críticos tiveram menor tempo de interrupção (24,4%) que os pacientes do presente estudo (que ficou em torno de 30%). Os motivos de interrupção também foram similares aos aqui relatados: realização de procedimentos diagnósticos ou terapêuticos dentro e fora do CTI (53%), manifestação gastrointestinal (35%) e problemas com a sonda (12%)20. Já no estudo de O'Meara et al.21, problemas com a sonda nasoentérica ou gastrointestinais ocorreram em 25,6% do total de interrupções, percentual quase duas vezes maior que no presente estudo. No entanto, 32,3% daqueles pacientes tiveram a dieta interrompida para procedimentos, sendo que 2,3% de enfermagem21, quase metade do percentual encontrado por nós. Neste estudo não foi descrito o percentual de interrupções para os cuidados de enfermagem e fisioterapia, pois a prescrição dietética é calculada para 22 horas, prevendo duas horas de pausa para tais procedimentos. Ainda assim, em pesquisa realizada em CTI por O'Leary-Kelley et al., o percentual de interrupções da NE estava associado às rotinas específicas de terapia intensiva (70%)4, superando os dados aqui apresentados.

É importante salientar, ainda, que as justificativas para suspensão da NE não seguem um padrão único na totalidade dos estudos, dificultando a comparação entre as frequências de motivos4,20,21. Essas interrupções, em sua maioria, ocorrem por causa das rotinas de terapia intensiva, dos padrões e das normas de segurança e proteção ao paciente estabelecidos por cada instituição4,20,21. Cabe à equipe multiprofissional avaliar cada caso, a fim de evitar interrupções desnecessárias e prolongadas que desfavorecem a ingestão diária adequada.

Neste estudo não foi avaliado o impacto da mudança do tipo de NE para o SF sobre o processo de trabalho no serviço de nutrição e para a equipe de enfermagem. Este seria um ponto a ser estudado, para que se pudessem investigar diferenças dos pontos de vista de custo-efetividade e de gestão dos processos de trabalho.

 

CONCLUSÃO

A mudança no tipo de sistema de NE não afetou a TNE em adultos críticos, uma vez que não houve diferença clínica relevante no aporte energético-proteico quando adotado SA ou SF. Interrupções na NE no paciente crítico são motivadas pela instabilidade clínica, realização de procedimentos diagnósticos, terapêuticos e de enfermagem, além das rotinas de terapia intensiva.

 

AGRADECIMENTOS

Agradecemos ao Fundo de Incentivo à Pesquisa e Eventos (FIPE) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre pelo financiamento ao projeto e à Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência para:
Stella Marys Rigatti Silva
Rua Ramiro Barcelos, 2350 Serviço de Nutrologia, Sala 635
CEP: 90035-003 Porto Alegre - RS, Brasil
Tel: (51) 3359-8199 Fax: (51) 3359-8001
rigatti.stella@gmail.com

Artigo recebido: 19/08/2011
Aceito para publicação: 26/11/2011
Suporte Financeiro: Fundo de Incentivo à Pesquisa e Eventos (FIPE) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Conflito de interesse: Não há.

 

 

Trabalho realizado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, Brasil

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