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Gestão & Produção

versão impressa ISSN 0104-530X

Gest. Prod. vol.20 no.2 São Carlos abr./jun. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-530X2013000200013 

Gestão de portfólio de projetos: contribuições e tendências da literatura

 

Project portfolio management: trends and contributions of literature

 

 

Marly Monteiro de Carvalho; Paula Vilas Boas Viveiros Lopes Lopes; Daniela Santana Lambert Marzagão

Laboratório de Gestão de Projetos, Departamento de Engenharia de Produção, Escola Politécnica, Universidade de São Paulo - USP, Av. Professor Almeida Prado, trav. 2, 128, CEP 05508-900, São Paulo, SP, Brasil, e-mail: marlymc@usp.br; aplopes10@usp.br; dslm0401@usp.br

 

 


RESUMO

A necessidade crescente de melhores resultados com recursos cada vez mais escassos requer que as empresas selecionem e invistam apenas nos projetos capazes de gerar vantagem competitiva. O fato de este processo de seleção envolver interesses e riscos, uma efetiva gestão de portfólio de projetos pode fornecer suporte de forma estruturada e organizada. Este trabalho tem como objetivo traçar um panorama da literatura acadêmica em gestão de portfólio de projetos, descrevendo tendências e os principais temas abordados. A abordagem metodológica utilizada foi de revisão bibliográfica, adotando técnicas de análise bibliométricas e de análise de conteúdo. As buscas foram realizadas na base científica de dados ISI Web of Knowledge e na base Scielo. A amostra inicial de análise foi composta por 85 artigos publicados entre 1994 e 2009, expandida para as referências citadas nesses artigos. A amostra foi analisada com relação à evolução das publicações e citações, identificação dos principais periódicos, autores e obras, bem como os temas principais abordados. Os resultados indicam um significativo aumento de artigos publicados e citações ao longo do período. Os modelos de gestão de portfólio identificados na literatura convergem para os seguintes processos-chave: propostas de projetos; direcionadores estratégicos; identificação; avaliação; seleção; priorização; alocação de recursos; e monitoramento & controle. As ferramentas mais citadas nos estudos da amostra foram classificadas em três grupos: métodos financeiros, programação matemática e modelos estatísticos. Finalmente, os critérios para seleção dos portfólios que se destacaram foram: o potencial de mercado, viabilidade econômico-financeira e riscos/incertezas.

Palavras-chave: Gestão de projetos. Gestão de portfólio. Estudo bibliométrico.


ABSTRACT

The growing need for better results with increasingly scarce resources requires the companies to select and invest only in projects that generate competitive advantage. The fact that this selection process involves interests and risks, an effective project portfolio management can provide effective support. This paper aims to provide an overview of academic literature on project portfolio management describing trends and the key topics. The methodological approach chosen was a literature review, adopting bibliometric techniques and content analysis. The search was conducted in the ISI Web of Knlowledge and Scielo databases. The initial sample for analysis consisted of 85 articles published between 1994 and 2009 and included the cited references. The sample was analyzed according to the evolution of publications and citations and identification of key journals, authors, studies, and topics. The results indicate a significant increase in the volume of published papers and citations over the period of time studied. The portfolio management models identified in the literature converge on the following key processes: project proposals, strategic drivers, identification, evaluation, selection, prioritization, resource allocation, and monitoring & control. The most cited tools in the studies in the sample were classified into three groups: financial methods, mathematical programming, and statistical models. Finally, the portfolio selection criteria that stood out were market potential, economic and financial feasibility, and risks and uncertainties.

Keywords: Project management. Portfolio management. Bibliometric study.


 

 

1 Introdução

A gestão do portfólio de projetos pode ser definida como uma série de modelos, procedimentos e processos que visam administrar um conjunto de projetos de forma sistêmica (CARVALHO; RABECHINI JUNIOR, 2008). Segundo o PMI (PROJECT..., 2008), a gestão de portfólio estrutura e coordena os componentes do portfólio de projetos, com o intuito de atingir as metas das empresas. A importância deste tema se deve à necessidade de se conseguir, com recursos financeiros, humanos e tecnológicos limitados, selecionar e focar os projetos que confiram maior vantagem competitiva, de acordo com a estratégia adotada pela organização (ROZENFELD et al., 2006).

O processo de gestão de portfólio envolve análise e revisão constante, ou seja, periodicamente os projetos precisam ser analisados quanto a sua evolução, resultados e viabilidade em serem mantidos no portfólio da empresa (COOPER; EDGETT; KLEINSCHMIDT, 1999). A decisão de manter ou não um projeto pode envolver riscos e conflitos organizacionais se não executada de forma estruturada e clara, com a participação efetiva de todos os envolvidos (GHASEMZADEH; ARCHER; IYOGUN, 1999).

Com o intuito de minimizar os riscos e aumentar as chances de sucesso na gestão de portfólio, algumas empresas utilizam modelos da literatura, os quais sugerem práticas e indicam premissas para uma boa execução do processo.

O objetivo desta pesquisa é conhecer o panorama da produção acadêmica sobre o tema gestão de portfólio de projetos, identificando os periódicos de destaque, autores que mais abordaram o tema e os trabalhos mais representativos. Para atender aos objetivos, optou-se por uma estratégia de revisão sistemática de literatura híbrida, mesclando análise bibliométrica e análise de conteúdo.

O trabalho está estruturado nas seções de metodologia de pesquisa, resultados e conclusões. Na seção 2, metodologia de pesquisa, poderá ser encontrado o detalhamento da forma de coleta e tratamento dos dados. Em seguida, na seção 3, serão apresentados os resultados obtidos sob o ponto de vista da análise bibliométrica por meio de indicadores de publicações e citações. Na seção 4, serão apresentadas as discussões dos resultados pautadas na análise de conteúdo. Na seção 5, serão destacadas as conclusões, sugestões para trabalhos futuros e as limitações da pesquisa.

 

2 Metodologia de pesquisa

A metodologia de pesquisa engloba estratégias de coleta de informação na realidade analisada pelo pesquisador (MEKSENAS, 2009). Conforme mencionado na seção introdutória, a abordagem metodológica selecionada foi a de revisão sistemática de literatura, que mesclou análise bibliométrica e análise de conteúdo. Para traçar o panorama da literatura acadêmica na área de gestão de portfólio de projetos, optou-se pela análise bibliométrica, que pode ser definida como uma série de técnicas que visam quantificar o processo da comunicação escrita (IKPAAHINDI, 1985).

A pesquisa bibliométrica visa responder se existem padrões na literatura pesquisada e permite identificar quais os periódicos que mais publicaram artigos sobre o tema, qual a evolução destas publicações ao longo do tempo e quais as áreas mais relacionadas à temática pesquisada, conforme sugerido por Prasad e Tata (2005). Por outro lado, para Neely (2005), a pesquisa bibliométrica analisa as citações, o que permite identificar os trabalhos que mais impactaram a área, bem como a relação entre os trabalhos e entre esses e suas referências mais citadas, por meio das redes de citação.

A análise quantitativa das citações de artigo pode ser realizada por meio da contagem do número de citações individuais de cada texto, bem como da análise das referências bibliográficas utilizadas pelos artigos mais citados.

A análise das referências bibliográficas identifica os fenômenos de agrupamento bibliométrico, bem como as relações significativas entre dois artigos com base no número de referências em comum (KESSLER, 1963). Optou-se por elaborar a rede de artigos para referência, pois ela fornece não só um panorama dos artigos mais citados na amostra, mas também de suas referências mais citadas, articulando os fundamentos teóricos da área.

Para melhor identificar os principais temas abordados, optou-se pela análise de conteúdo, de forma a completar a abordagem quantitativa da análise bibliométrica. Dessa forma, foi feita uma análise em profundidade dos estudos da amostra, seguindo os procedimentos de análise de conteúdo, sugeridos por diversos autores (WHITE; McCAIN, 1998; RAMOS-RODRIGUEZ; RUIZ-NAVARRO, 2004).

2.1 Objetivos principais e secundários

Este trabalho tem como objetivo principal traçar um panorama da literatura acadêmica em gestão de portfólio de projetos, descrevendo tendências e os principais temas abordados.

Os objetivos secundários, alinhados com a análise bibliométrica e de conteúdo são:

• Verificar os periódicos que constituem o principal fórum de discussão da temática de gestão de portfólio, publicando o maior número de artigos;

• Acompanhar os padrões de evolução das publicações ao longo dos anos estratificados por periódico e artigo (número de artigos publicados e citações);

• Identificar as principais áreas relacionadas com o tema;

• Identificar os autores e obras que mais impactaram a área, utilizando como proxy de impacto o número de citações;

• Analisar a relação entre trabalhos e referências mais citados, por meio das redes de citações; e

• Identificar os principais temas, tendências e lacunas na literatura.

2.2 Amostra e procedimento

O critério de escolha dos artigos da amostra inicial foi a combinação dos tópicos "portfoliomanagement" e "projectmanagement" na base de dados ISI Web of Knlowledge (Web of Science) e "portfolio management" na base de dados Scielo. A busca foi realizada sem especificar filtro por área, periódico ou restrições temporais. Optou-se por analisar apenas artigos na amostra inicial, pelo fato de passarem por processo de avaliação por pares e por conterem as informações necessárias para a análise bibliométrica, tais como autores, referências, número de citações, periódico, ano de publicação, etc.

A busca resultou inicialmente em 86 artigos na base de dados ISI Web of Knowledge (entre 1994 e 2010) e 10 na base Scielo (entre 2003 e 2010). A Figura 1 mostra o fluxo de trabalho realizado com estes 96 artigos.

Depois da leitura dos resumos, oito artigos (9%), da base ISI Web of Knowledge (Web of Science), foram excluídos e três (10%), da base Scielo, por se tratarem de trabalhos mais voltados a portfólio de investimentos, não se enquadrando à temática desta pesquisa; resultando, na amostra, 85 trabalhos, os quais foram lidos completamente. A fim de assegurar maior confiabilidade neste rastreio inicial, os pesquisadores leram separadamente os resumos, e apenas os artigos que foram unanimemente considerados como estando fora do âmbito da pesquisa foram eliminados. Para a construção das redes de citação, os dados foram tratados no softwareSitkis - versão 2.0 (SCHILDT, 2002) e as redes foram desenhadas com o auxílio do softwareUcinet 6 - versão 6.289 (BORGATTI; EVERETT; FREEMAN, 2002).

2.3 Análise I - Indicadores de publicações

Os 85 artigos foram codificados em áreas primárias e secundárias, ou seja, foram identificadas as duas áreas mais relacionadas com cada um dos artigos, conforme sugerido por Prasad e Tata (2005). A primeira análise foi a de publicações por periódico e ano, que identificou os periódicos de maior destaque, bem como a evolução das publicações ao longo do tempo. Em seguida, analisaram-se as publicações por área e ano, caracterizando a existência das áreas mais presentes, identificando possíveis aglomerados. Por fim, verificou-se a tabulação cruzada das áreas. Posteriormente, os artigos foram analisados em profundidade.

2.4 Análise II - Indicadores de citações

A primeira análise de citações foi a dos artigos mais citados, a qual identificou trabalhos representativos no tema gestão de portfólio, bem como a corrente de pesquisa dos seus respectivos autores.

A segunda análise foi a de citações de artigos para referências, que permitiu resgatar trabalhos representativos que não fizeram parte da amostra, tais como trabalhos de outras bases de dados, bem como livros e proceedings, uma vez que esta rede visualiza não só os trabalhos da amostra, como também todas as referências citadas por eles. Por último, foi construída a rede de colaboração entre países, que possibilitou a análise de parcerias na produção acadêmica dos trabalhos da amostra.

 

3 Resultados da pesquisa

As seções seguintes apresentam as principais descobertas desta pesquisa.

3.1 Análise I - Indicadores de publicações

A Tabela 1 mostra o número de publicações por periódico, no período entre 1994 e 2009. Os 85 artigos foram publicados em 51 periódicos de áreas como gestão, engenharia, tecnologia, ciências sociais, educação, pesquisa operacional e negócio. A média de publicações foi de 1,7 artigos por periódico, o que reforça a informação de multidisciplinaridade de áreas do tema gestão de portfólio.

Aproximadamente 33% dos artigos foram publicados em seis periódicos, os quais publicaram pelo menos três artigos, sendo eles:

Research Technology Management: periódico de inovação tecnológica, com foco em pesquisas e desenvolvimento de novos produtos;

Journal of Product Innovation Management: periódico que visa unir a teoria acadêmica de inovação com a prática efetiva de gerenciamento;

Drug Information Journal: periódico dedicado a divulgar informações para a pesquisa de medicamentos, promovendo a comunicação entre educação, pesquisa, indústria e governo;

IEEE Transactions on Engineering Management: um dos periódicos da IEEE, uma organização sem fins lucrativos, líder mundial em associação profissional para o avanço da tecnologia em áreas como sistemas aeroespaciais, computadores, telecomunicação e engenharia biomédica; e

• DYNA: periódico com foco em pesquisas de engenharia industrial.

Constatou-se um aumento quase que linear das publicações, com um pico no ano de 2010. Na Figura 2, é possível verificar a rede de palavras-chave. Em todas as redes desta pesquisa, foi realizado um filtro para limitar o número de "nós", com o intuito de apresentá-las de forma mais clara. O guia do usuário do software Sitkis sugere incluir referências que são citadas em, pelo menos, 1% -10% de todos os artigos.

A Tabela 2 mostra os índices de centralidade das palavras-chave, os quais indicam as mais relacionadas com as demais. Analisando a relação das áreas temáticas com as palavras-chave de busca deste trabalho, "portfolio management" e "project management", com todas as demais citadas pelos autores, foi possível identificar áreas mais fortemente ligadas ao tema, as quais são apresentadas resumidamente a seguir, de acordo com a forma como apareceram nos trabalhos analisados:

Performance /Desempenho (A1): uma das áreas campeãs deste estudo. O aumento da eficiência é, sem dúvida, um dos principais objetivos daqueles que decidem se dedicar à gestão de portfólio. Como obter melhores resultados, maior desempenho e crescimento constante;

Product Development /Desenvolvimento de Produto (A2): principalmente de pesquisa tecnológica e de inovação de produto. Um bom desenvolvimento de produto pode não só gerar ganhos financeiros, como também evitar desperdícios e permitir, à empresa, melhor posicionamento em seu setor;

Research and Development /Pesquisa & Desenvolvimento (A3): uma área bastante presente, principalmente em pesquisas médicas, químicas, de engenharia e tecnológicas; e

Risk and Uncertainty /Risco e Incerteza (A4): outra área muito explorada neste estudo. A grande maioria das empresas que buscam a gestão de portfólio busca minimizar riscos de investimentos inadequados, escolha equivocada de projetos, má alocação de recursos humanos.

A Tabela 3 mostra a classificação dos artigos por periódico e área. É importante observar que alguns dos temas estiveram mais relacionados a determinado perfil de periódico, o que era esperado, dada a política editorial praticada. A área que mais se destacou na amostra foi Pesquisa & Desenvolvimento, seguida por Desenvolvimento de Produto, Desempenho e Risco e Incerteza.

A Tabela 4 apresenta a intersecção entre as áreas primária e secundária.

 

 

Observa-se que a área de Desempenho foi a que se relacionou com maior frequência com as demais áreas. Vale também notar um forte relacionamento existente entre risco e pesquisa & desenvolvimento.

3.2 Análise II - Indicadores de citações

A primeira análise de citações foi a de artigos mais citados. Utilizou-se, como critério de corte, o grupo de trabalhos que foram citados mais do que dez vezes. Com base nesse critério, obteve-se a relação de 20 artigos, descrita na Tabela 5.

Para estes trabalhos, foi realizada uma análise mais qualitativa, identificando os objetivos de pesquisa e algumas das principais conclusões encontradas pelos autores. Vale destacar que para um total de 530 citações, dos 85 artigos no período analisado, o grupo de artigos mais citados representa 449 citações (~85%). Nesse grupo de artigos, observa-se o grau de centralidade de Cooper, Edgett e Kleinschmidt (1999), que representa 19% do total de citações.

A Figura 3 apresenta a evolução do número de citações ao longo do período de análise, para o total do grupo de artigos mais citados, bem como discriminada por trabalho. Observando-se a Figura 4, pode-se notar que existem poucas citações destes trabalhos até 2002. O crescimento das citações se deu a partir de 2003, com picos em 2006, 2008 e 2010, indicando uma área de conhecimento em crescimento.

Num primeiro momento, entre 2000 e 2001, receberam citações os trabalhos: Cooper, Edgett e Kleinschmidt (1999), cujos resultados mostraram que empresas com boa gestão de portfólio possuem projetos com melhor desempenho e mais alinhados com a estratégia da companhia; Siddiqi (2000), no qual o autor concluiu que os métodos desenvolvidos na pesquisa tiveram aplicabilidade dentro do mercado de Energia por tratar de maneira estocástica o comportamento de demandas, preços de energia e seus respectivos riscos.

Num segundo momento, entre 2002 e 2004, também foram citados os artigos: Cooper, Edgett e Kleinschmidt (2000), cuja pesquisa indicou que os principais motivos que podem levar a um baixo desempenho do gerenciamento de projetos são: muitos projetos para poucos recursos, informações imprecisas, muitos projetos pequenos; Mikkola (2001), no qual o autor argumentou sobre a importância do tratamento do portfólio como instrumento estratégico para o posicionamento da empresa em termos de crescimento e sustentabilidade dos resultados; Dickinson, Thornton e Graves (2001), cujo modelo apresentado gerou benefícios, tais como minimização do tempo de reavaliação do portfólio e balanceamento de carteira.

Num terceiro momento, entre 2005 e 2007, passaram a ser citados os artigos: Lint e Pennings (2001), no qual os autores concluíram que é importante para o portfólio manter um método único e transparente para a comparação de produtos em diferentes estágios do desenvolvimento; Cooper, Edgett e Kleinschmidt (2002b), no qual identificaram que as empresas com melhores práticas de gestão de portfólio utilizam o modelo "stage-gates"; Miller (2005), no qual percebeu que a quantidade de dados obtida em pesquisa farmacêutica não garante melhores condições na tomada de decisões; Gustafsson e Salo (2005), cujo framework apresentado pôde ser utilizado para a análise de problemas de investimentos de projetos; Cooper e Edgett (2003), em que notaram que o problema de escassez de recursos é gerado principalmente pela preocupação, por parte das empresas, em se desenvolverem no curto prazo, ignorando o acompanhamento e análise dos projetos, bem como a morte daqueles que, de alguma forma, não são mais viáveis; Lin e Hsied (2004), cujos principais benefícios do modelo, encontrados no estudo foram: facilidade de utilização e envolvimento de todos; Coldrick et al. (2005), em que identificaram, como benefício do uso do modelo de seleção, a estrutura formal de decisão e comunicação de informações sobre projetos; Bardhan, Bagchi e Sougstad (2004), cujo modelo permitiu analisar o valor e a relevância de priorizar projetos de tecnologia da informação, além de ser possível observar as interdependências entre projetos candidatos que aumentam muito a complexidade e desafios do modelo de priorização; Rogers, Gupta e Maranas (2002), cujos resultados mostraram que a chance de abandono de um projeto aumenta de acordo com as incertezas do mercado e probabilidades de insucesso dos ensaios clínicos; Hart et al. (2003), no qual concluíram que métricas relativas à unicidade do produto, potencial de mercado e viabilidade técnica estão concentrados nas fases iniciais do desenvolvimento; Blau et al. (2004), no qual concluíram que o método proposto, embora trabalhoso, proporcionou uma visão mais profunda aos gestores sobre as decisões do portfólio através do tempo; Cooper, Edgett e Kleinschmidt (2004b), que indicaram que as empresas com melhor desempenho tiveram foco estratégico em desenvolvimento de novos produtos.

Num período mais recente, entre 2008 e 2010, também receberam citações artigos de: Mojsilović et al. (2007), cujos resultados mostraram que diferentes fatores podem afetar as decisões em projetos de outsourcing e que o conhecimento destes fatores pode ser importante para os clientes e fornecedores no momento da escolha dos projetos; Girotra, Terwiesch e Ulrich (2007), no qual foi evidenciado que o valor de mercado de uma empresa reduz quando é publicada a notícia de uma falha em um projeto de desenvolvimento de novos produtos; Wang e Hwang (2007), cujo modelo desenvolvido contribuiu para a seleção de portfólios de projetos dentro de um cenário de ausência ou insuficiência de informação confiável para a minimização de riscos.

Outra análise foi a de artigos para referências (ver Figura 4), em que os círculos são os artigos e os quadrados as referências.

Foram resgatados, nesta rede, dois clássicos da literatura, o livro de Wheelwright e Clark (1992), que abordou o desenvolvimento de produto de forma revolucionária; e o de Cooper, Edgett e Kleinschmidt (1998b, 2001), que focou a gestão de portfólio para desenvolvimento de produto (trata-se do mesmo livro, porém foram citadas edições diferentes). Apareceram também na rede artigos clássicos, tais como o de Montoya-Weiss e Calantone (1994), que abordaram fatores que podem favorecer o desenvolvimento de produto; e de Griffin (1997), cuja autora apresentou práticas de desenvolvimento de produtos. Nota-se que as relações mais intensas aconteceram entre alguns dos trabalhos de Cooper, que nesta rede apenas representam a presença de autocitação. A Tabela 6 apresenta as informações sobre as referências mais citadas que estão representadas na rede de citações de artigos para referências (ver Figura 4, nós quadrados).

Como a análise de artigos mais citados não contempla trabalhos publicados mais recentemente, buscou-se verificar quais os trabalhos mais atuais destes autores. Considerando que há ocorrência de artigo mais citado até 2007, foram identificados todos os artigos publicados na base ISI, de todos os autores da relação dos 20 trabalhos mais citados, entre 2008 e 2010 (ver Anexo 1).

A última rede desenhada foi a de colaboração entre os países, a qual mostra se os países produziram estes trabalhos acadêmicos com ou sem colaboração com outros países (ver Figura 5).

Alguns países produziram sem relacionar-se com outros países, como é o caso da Bélgica, Brasil, Finlândia, Israel, Japão, Malásia, Taiwan e África do Sul. Os Estados Unidos estiveram presentes em três redes menores, em parceria com países como Alemanha, Portugal, Nova Zelândia e Austrália. Os Estados Unidos apareceram também numa rede maior, composta por doze países, sendo praticamente quase todos da Europa.

No Brasil, publicados na base Scielo, foram encontrados artigos dos seguintes autores: Moraes e Laurindo (2003), Rabechini Junior, Maximiano e Martins (2005), Miguel (2008), Mayrink, Macedo-Soares e Cavalieri (2009), Castro e Carvalho (2010a, b) e Padovani, Carvalho e Muscat (2010).

 

4 Discussão

Nessa seção, exploram-se os resultados da análise de conteúdo, que visa identificar os principais temas e lacunas na literatura. Esses resultados são então articulados com os da análise bibliométrica. A análise de conteúdo buscou evidenciar os principais processos e práticas elencados, bem como lacunas apontadas e tendências futuras.

Na análise dos trabalhos da amostra, observou-se que há uma lacuna de aplicação dos modelos e práticas da gestão de portfólio nas organizações (COOPER; EDGETT; KLEINSCHMIDT, 1997, 1999, 2001; RABECHINI JUNIOR; MAXIMIANO; MARTINS, 2005; CASTRO; CARVALHO, 2010a, b). Aliada a essa constatação, os autores evidenciam uma série de dificuldades na utilização dos modelos e práticas, bem como nos resultados do processo de gestão de portfólio. Por exemplo, Fu-Chien (2002) e Ghasemzadeh, Archer e Iyogun (1999) argumentam que há dificuldade dos tomadores de decisão em lidar com a interpretação dos modelos mais complexos de gestão de portfólio, optando por utilizar apenas os aspectos financeiros, que têm maior domínio e conhecimento das análises. Por outro lado, Elonen e Artto (2003) argumentam que a tomada de decisão baseada nas relações de poder dos stakeholders tem impacto negativo no desempenho do portfólio.

Em decorrência das lacunas nos processos de gestão de portfólio nas organizações, os autores levantam uma série de problemas que resultam dessas lacunas tais como a síndrome de superalocação de recursos e a tomada de decisão baseada no poder dos stakeholders. Para Engwall e Jerbrant (2003), a síndrome de alocação de recursos é um dos problemas mais graves na gestão de multiprojetos. Esta questão tem sido apontada na literatura como um problema que surge antes mesmo da composição do portfólio. Cooper, Edgett e Kleinschmidt (1997) apresentaram um primeiro elenco de problemas críticos na gestão de portfólio no qual destacaram a falta de alinhamento estratégico, a seleção de portfólio de baixa qualidade, dificuldade de matar projetos, falta de foco, informações pouco acuradas para suportar o processo de decisão.

Na amostra pesquisada, considerando tanto os artigos da amostra inicial como as referências mais citadas, foram identificados seis trabalhos com proposição de modelos ou que estabelecem processos (GHASEMZADEH; ARCHER; IYOGUN, 1999; COLDRICK et al., 2005; COOPER; EDGETT; KLEINSCHMIDT, 1998b; DETTBARN; IBSS; MURPHREE, 2005; PROJECT..., 2008; WHEELWRIGHT; CLARK, 1992), entre os quais, o único processo que é consenso é o de alocação de recursos. Na Figura 6, fizemos a conexão entre os processos conforme apresentados nos modelos.

É possível observar que o núcleo de processos que teve maior aderência entre os modelos (cinco ou seis menções) foram os seguintes: propostas de projetos, direcionadores estratégicos, identificação, avaliação, seleção, priorização, alocação de recursos, monitoramento & controle. No grupo intermediário composto de dois processos, que receberam entre três e quatro menções, estão os processos de restrição de recursos e balanceamento. Há menor concentração (apenas uma ou duas menções) nos seguintes processos: metodologia para GPP, de categorização, ajuste e autorização.

Esses processos, suportados por um vasto elenco de ferramentas e técnicas encontrado na literatura estudada, foram classificados e sua síntese evolutiva está na Figura 7.

Foram também encontrados artigos que fazem uma vasta varredura das ferramentas, como o de Fu-Chien (2002). Na análise de conteúdo, adaptamos a classificação de ferramentas proposta em nove tipos. O primeiro tipo, denominado de métodos financeiros, engloba técnicas como valor presente líquido, a teoria de precificação de opções e opção real (real option), e é composto com o maior número de artigos relacionados (onze artigos). O segundo tipo de ferramentas, programação matemática, com nove artigos, é composto por ferramentas de otimização com restrições, tais como programação inteira, programação linear e não linear, programação por objetivo e programação dinâmica. O terceiro tipo são os modelos estatísticos tais como simulação de Monte Carlo, modelo probabilístico e rede bayesiana. Esses três grupos se distribuem ao longo de todo o período de análise, como ilustra a Figura 8. No início da série temporal, estão três tipos, o de ferramentas básicas (modelos de pontuação e listas de verificação), diagrama de bolhas e árvore de decisão. No período mais recente, observa-se a tendência de utilização de conceitos de lógica difusa (fuzzy), método de análise hierárquica (AHP), Análise Envoltória de Dados (DEA), ou mix destas duas técnicas (AHP e DEA) com abordagem difusa.

Na análise de conteúdo, buscou-se identificar os critérios utilizados para avaliação de portfólios. Identificamos vários trabalhos cuja temática envolvia os critérios de avaliação, quais sejam: Blau et al. (2004), Coldrick et al. (2005), Dickinson, Thornton e Graves (2001), Hart et al. (2003), Henriksen e Traynor (1999), Lin e Hsieh (2004), Linton, Walsh e Morabito (2002), Loch e Bode-Greuel (2001) e Trappey et al. (2009). Entre esses trabalhos, o que representou maior consenso foi o potencial de mercado, mencionado em oito dos nove trabalhos. Na sequência, aparecem dois critérios empatados: viabilidade econômico-financeira e riscos/incertezas (cinco citações), seguido de viabilidade técnica (quatro citações). A Figura 8 mostra a evolução dos critérios no tempo, considerando-se o ano de publicação dos trabalhos que os mencionam.

A questão das interdependências entre os projetos do portfólio foi tratada separadamente, pois ora as interdependências aparecem como critério para a seleção ou ajuste do portfólio, ora aparecem nos modelos de otimização para alocação de recursos (COOPER; EDGETT; KLEINSCHMIDT, 1997a; DICKINSON; THORNTON; GRAVES, 2001; BARDHAN; BAGCHI; SOUGSTAD, 2004, COLDRICK et al., 2005; GIROTRA; TERWIESCH; ULRICH, 2007; SANCHEZ; ROBERT; PELLERIN, 2008). Os tipos mais mencionados de interdependência na amostra estudada foram as interdependências técnicas, de recursos e temporais.

 

5 Conclusões

A abordagem híbrida de revisão de literatura, mesclando análise bibliométrica e de conteúdo, mostrou-se eficaz. Enquanto a bibliometria forneceu as bases para traçar um panorama da literatura, a análise de conteúdo permitiu a análise em profundidade dos estudos, extraindo os principais temas, lacunas e tendências. Apesar de os trabalhos sobre portfólio datarem da década de 1950, o tema gestão de portfólio de projetos é bem mais recente, e o volume mais significativo de citações data a partir de 1997. Essa tendência se alinha ao interesse crescente pela área de gerenciamento de projetos como um todo. Na base Scielo, encontramos artigos apenas a partir de 2003, o que mostra que se trata de um tema mais recente em periódicos nacionais.

O principal fórum de debate desta temática é composto pelos periódicos da área de inovação e desenvolvimento de produtos, dentre os quais se destacam Research Technology Management e Journal of Product Innovation Management. Dentre os periódicos nacionais, destacaram-se as Revistas Gestão & Produção e Produção.

Observa-se uma concentração de trabalhos de Cooper e seus colaboradores, Cooper, Edgett e Kleinschmidt (1997, 1998a, 1999, 2002a, b, 2004a, b), com destaque para artigos relacionados ao frameworkstage gate ou ao levantamento (survey) sobre gestão de portfólio do grupo, que demonstra o alinhamento da teoria de gestão de portfólio de projetos com a de desenvolvimento de produtos.

Parte das citações foi alavancada por trabalhos como os de Montoya-Weiss e Calantone (1994) e de Griffin (1997), ambos listados entre os artigos clássicos do periódico Journal of Product Innovation Management no artigo de Biemans, Griffin e Moenart (2010) e relacionados na rede de artigos para referência. Observou-se uma convergência dos modelos de gestão de portfólio no que concerne aos seguintes processos-chave: propostas de projetos, direcionadores estratégicos; identificação; avaliação; seleção; priorização; alocação de recursos; e monitoramento & controle. A análise das ferramentas demonstrou que, enquanto algumas categorias (métodos financeiros, programação matemática e modelos estatísticos) são encontradas em todo o período de análise, técnicas mesclando abordagens tradicionais e conceitos de modelagem difusa (fuzzy) aparecem como uma tendência mais recente. Quanto aos critérios para seleção dos portfólios, há uma predominância de três critérios na amostra estudada: potencial de mercado, viabilidade econômico-financeira e riscos/incertezas.

Vale destacar as limitações impostas pelas opções metodológicas desta pesquisa. A primeira refere-se à amostra inicial extraída da base de dados internacional (ISI Web of Science) e da nacional (Scielo) e por analisar apenas artigos e periódicos. No entanto, a amostra inicial foi expandida por meio da rede de artigos para referências, que envolveram livros e outros tipos de publicações de outras bases de dados, tais como Wiley Blackwell, Industrial Research Institute, IEEExplore Digital Library e Elsevier.

Outra limitação refere-se ao fato de que, na análise de citações, os artigos mais recentes têm desvantagem em detrimento dos mais antigos, criando um viés temporal.

Como sugestão de temas futuros, aponta-se a lacuna de trabalhos que busquem evidenciar o impacto da gestão de portfólio no desempenho dos projetos e organizacionais a partir de abordagens quantitativas e confirmatórias, dado que há estudos de caso que exploram esse tipo de relação. Adicionalmente, no contexto brasileiro, há carência de estudos que explorem o estado da prática; encontrou-se apenas o levantamento de Castro e Carvalho (2010a), mas a amostra é limitada a 31 empresas.

 

Agradecimentos

Os autores gostariam de agradecer as sugestões recebidas dos referees anônimos da revista e aos órgãos de fomento CAPES e CNPq o apoio recebido.

 

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Recebido em 25/5/2011
Aceito em 14/11/2012
Suporte financeiro: CAPES e CNPq.

 

 


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