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Pró-Fono Revista de Atualização Científica

Print version ISSN 0104-5687

Pró-Fono R. Atual. Cient. vol.20 no.1 Barueri Jan./Mar. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-56872008000100004 

ARTIGO ORIGINAL DE PESQUISA

 

Desempenho de adultos jovens normais em dois testes de resolução temporal*

 

 

Elena ZaidanI,1; Adriana Pontin GarciaII; Maria Lucy Fraga TedescoIII; Jane A. BaranIV

IFonoaudióloga. Doutoranda em Audiologia pelo Department of Communication Disorders da University of Massachusetts Amherst
IIFonoaudióloga. Mestre em Distúrbios da Comunicação Humana Campo Fonoaudiológico - Escola Paulista de Medicina (EPM) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Professora do Curso de Fonoaudiologia das Faculdades Metropolitanas Unidas
IIIFonoaudióloga. Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana Campo Fonoaudiológico - EPM - Unifesp. Coordenadora do Curso de Fonoaudiologia das Faculdades Metropolitanas Unidas
IVFonoaudióloga. PhD em Audiology e Speech Sciences pela Purdue University. Professora and Chair do Department of Communication Disorders, University of Massachusetts, Amherst

 

 


RESUMO

TEMA: o processamento auditivo temporal se refere a percepção de um evento sonoro ou de uma alteração no mesmo, dentro de um intervalo definido de tempo e é considerado uma habilidade fundamental na percepção auditiva de sons verbais e não verbais, na percepção de música, ritmo e pontuação e na discriminação de pitch, de duração e de fonemas.
OBJETIVO: realizar um estudo comparativo do desempenho de adultos jovens normais nos testes de resolução temporal, Random Gap Detection Test (RGDT) e Gaps-in-Noise (GIN) e analisar diferenças entre esses dois métodos de avaliação.
MÉTODO: 25 universitários, 11 homens e 14 mulheres, com audição normal e sem histórico de alterações educacionais, neurológicas e/ou linguagem, foram submetidos ao RGDT e ao GIN, a 40dB NS.
RESULTADO: observou-se diferença estatisticamente significante entre os sexos sendo que as mulheres apresentaram pior desempenho nos dois testes. No estudo comparativo dos resultados do RGDT e GIN, observaram-se diferenças significativas no desempenho da amostra. De maneira geral, os limiares de detecção de gap no teste GIN foram melhores do que os limiares obtidos no RGDT.
CONCLUSÃO: o sexo masculino teve melhor desempenho tanto no teste RGDT quanto no GIN, quando comparado ao feminino. Além disso, não houve diferença significante nas repostas do GIN nas orelhas direita e esquerda. Os sujeitos deste estudo tiveram melhor desempenho no teste GIN, quando comparado ao RGDT, tanto no sexo masculino quanto no feminino. Portanto, o teste GIN apresentou vantagens sobre o RGDT não apenas quanto à sua validade e sensibilidade, mas também com relação a sua aplicação e correção dos resultados.

Palavras-Chave: Audição; Percepção Sonora; Adulto.


 

 

Introdução

Processamento temporal (PT) se refere à percepção de um evento sonoro ou de uma alteração no mesmo, dentro de um intervalo definido de tempo (1). O PT é considerado uma habilidade fundamental na percepção auditiva de sons verbais e não verbais (2), na percepção de música, ritmo e pontuação e na discriminação de pitch, de duração e de fonemas (3,4,5).

O PT pode ser dividido em categorias que auxiliam no entendimento de alguns dos mecanismos e processos do sistema nervoso auditivo central. A resolução temporal, uma destas categorias, é definida como a habilidade do sistema auditivo em detectar mudanças rápidas e bruscas no estímulo sonoro ou o menor intervalo de tempo necessário para discriminar entre dois estímulos acústicos.

O método mais simples utilizado nas pesquisas de resolução temporal é a detecção de gap (intervalo de silêncio) que consiste na percepção de uma breve interrupção em um estímulo sonoro contínuo (1,6,7). A duração de cada gap varia de acordo com o método psicoacústico utilizado, porém o objetivo geralmente é estabelecer o menor intervalo de gap detectável no estímulo acústico (1,8). Este menor intervalo detectável é conhecido como limiar de detecção de gap. O limiar de detecção de gap tem sido consistemente obtido no intervalo de 2 - 6ms (1).

Atualmente, há dois testes de resolução temporal disponíveis para uso clínico: o Random Gap Detection Test (RGDT) (9) e o Gaps-In-Noise (GIN) (1).

O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo comparativo do desempenho de adultos jovens normais nos testes de resolução temporal, RGDT e GIN e analisar diferenças entre esses dois métodos de avaliação.

 

Método

De acordo com a legislação atual em relação aos estudos em humanos esta pesquisa contou com a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), protocolo número 28/24 CEP. Todos os indivíduos avaliados assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, após terem recebido informações sobre os objetivos, a justificativa e a metodologia do estudo proposto.

Participaram deste estudo 25 estudantes universitários, 11 do sexo masculino e 14 do feminino, com idade entre 18 e 29 anos, sendo que as mulheres eram do Curso de Fonoaudiologia e os homens de Musicoterapia. Utilizou como critério de inclusão, para construir o grupo de estudo, sujeitos sem histórico de alterações auditivas, educacionais, neurológicas e/ou de linguagem.

Todos os indivíduos foram submetido a audiometria tonal limiar, realizada em audiômetro de dois canais, modelo AC40, de marca Interacoustic, e logoaudiometria. Todos os sujeitos foram submetidos a imitanciometria, por meio do analisador de orelha média modelo AZ7, da marca Interacoustic. Foram considerados ouvintes normais os sujeitos que apresentaram limiares tonais inferiores à 25dB NA nas freqüências de 250 a 8000Hz, curva timpanométrica do tipo A e presença de reflexos acústicos em pelo menos três freqüências.

Em seguida, os indivíduos foram submetidos aos dois testes do procedimento do estudo, o RGDT e o GIN disponíveis em CD, e para sua realização foi utilizado o CD player Sony acoplado ao audiômetro para controle dos parâmetros de avaliação. Os testes foram apresentados a 40dB NS, a partir da média de 500, 1000 e 2000Hz.

O RGDT é um teste de resolução temporal que envolve a apresentação binaural de um gap inserido em tom puro nas freqüências de 500 a 4000Hz. O objetivo deste teste é a determinação do menor intervalo de tempo que pode ser detectado pelo paciente, ou seja, determinar o limiar de detecção de gap. Este intervalo ou gap é medido em milisegundos (ms) e obtido pela sua percepção em uma série de pares de estímulos. O intervalo de silêncio entre cada par de tons puros aumenta e diminui de duração aleatoriamente, variando no intervalo de 0, 2, 5, 10, 15, 20, 25, 30 e 40ms. O participante foi orientado a referir se ouviu um ou dois estímulos. Os primeiros estímulos foram utilizados como treino e os demais como teste (9). A determinação do limiar é calculada pela média aritmética dos limiares de detecção de gap obtidos nas freqüências testadas.

O GIN também é um teste de resolução temporal que envolve a apresentação monoaural de 0 - 3 gaps com duração entre 0 e 20ms inseridos em segmentos de seis segundos de ruído branco. O objetivo deste teste é determinar o liminar de detecção de gap utilizando, porém, um cálculo diferente: cada duração de gap ocorre seis vezes em cada uma das listas, ou seja, são apresentados ao longo das listas seis gaps de 2ms, seis de 3ms, seis de 4ms e assim por diante. O limiar de detecção de gap é o menor intervalo detectado em quatro das seis apresentações de determinada duração.

O GIN é composto por uma lista de treinamento e quatro listas teste. Todos os participantes completaram o treino e duas das quatro listas testes, uma para cada orelha. Os participantes foram instruídos a apertar o botão de resposta acoplado ao audiômetro cada vez que um gap fosse detectado (1).

Para análise estatística foram utilizados testes não paramétricos, Mann-Whitney e Wilcoxon. Na complementação da análise descritiva, foi feito o uso da técnica de Intervalo de Confiança para média e o nível de significância adotado foi de 5% (0,05).

 

Resultados

Na Tabela 1 pode-se verificar que as respostas obtidas no RGDT e no GIN quanto à variável sexo, foram comparadas as respostas pelo teste de Mann-Whitney.

 

 

No teste GIN foi realizada a comparação dos resultados entre as orelhas por meio do teste de Wilcoxon, a média obtida na orelha direita foi de 5,38ms (DP - desvio-padrão 2,39ms) e na orelha esquerda 4,88ms (DP - desvio-padrão 0,90), não foi observada diferença estatisticamente significante (p-valor = 0,357).

Em seguida foram comparados os sexos no resultado do GIN para cada uma das orelhas, pelo teste de Mann-Whitney (Tabela 2).

 

 

Finalmente, foram comparados os resultados de RGDT e GIN para cada um dos sexos e por orelha, ou seja, RGDT em relação ao GIN OD, GIN OE e GIN (Total). Para este estudo foi utilizado o teste de Mann-Whitney (Tabela 3).

 

 

Discussão

A aplicação dos testes de resolução temporal, RGDT e GIN, em adultos normais tinha como objetivo comparar o desempenho dessa população nos dois testes estudados e analisar diferenças entre esses dois métodos de avaliação.

No teste RGDT, a média do limiar de detecção de gap do sexo masculino (7,91ms) foi estatisticamente melhor que o desempenho apresentado pelos indivíduos do sexo feminino (11,69ms). Não foram encontrados estudos na literatura que relatassem essa diferença entre o desempenho dos sexos. Porém, se considerarmos que os participantes do sexo masculino eram alunos do curso de musicoterapia, pode-se aventar a hipótese de que músicos apresentam a habilidade de resolução temporal mais desenvolvida, ou seja, trabalhar com instrumentos musicais e melodias podem requerer uma percepção auditiva mais refinada. Por outro lado, os dois grupos estudados apresentaram, em média, um desempenho pior do que o relatado por Chermak e Lee (10) e Manso e col. (11), apenas o grupo composto pelo sexo feminino apresentou resultados semelhantes aos relatados por Manso e col. (11), no qual o teste RGDT foi aplicado em 44 jovens brasileiras do sexo feminino entre 20 e 39 anos de idade e a média calculada para o limiar de detecção de gap foi 10,1ms.

Chermak e Lee (10) compararam o desempenho de 10 crianças com desenvolvimento normal nos dois testes de resolução temporal, RGDT e GIN. Os autores concluíram que, de uma perspectiva clínica, os dois testes classificaram apropriadamente as crianças avaliadas como normais e não observaram diferenças estatisticamente significantes entre os resultados do GIN e do RGDT. A média do limiar de detecção de gap no teste RGDT foi 4,77ms e no GIN 4,6ms (orelha direita) e 4,9ms (orelha esquerda).

Ziliotto e Pereira (12) aplicaram o teste RGDT em 236 indivíduos, com e sem alteração do processamento auditivo, com idade variando entre 5 e 53 anos. A média do limiar de detecção de gap do grupo sem alteração do processamento auditivo foi 6,74ms enquanto a média calculada para o grupo portador de alteração do processamento auditivo foi 32,13ms, diferença esta estatisticamente significante. As autoras sugeriram a média de limiar de detecção de gap de até 7,32ms como o valor a ser considerado normal, ou seja, qualquer média acima deste limite pode ser considerada alterada.

O desempenho de homens e mulheres no teste de resolução temporal GIN, também apresentou diferença estatisticamente significante, no qual, mais uma vez, o desempenho dos homens foi melhor que o desempenho das mulheres. Este resultado não corrobora com os achados de Musiek e col. (1) que encontraram como valores normativos do GIN, obtidos em adultos com audição normal, uma média de limiar de detecção de gap de 4,9ms e um desviopadrão de 1ms.

Entretanto, esse achado concorda com os resultados de Samelli (13), cujos participantes do sexo masculino, de maneira geral, também apresentaram limiares de detecção de gap melhores que os do sexo feminino no teste GIN, para as duas orelhas. A autora observou a média de detecção de gap de 4ms no teste GIN em um estudo envolvendo 100 adultos brasileiros normais. O estudo encontrou diferenças estatisticamente significantes entre os desempenhos dos sexos feminino e masculino, porém não observou tal diferença entre o desempenho das orelhas direita e esquerda.

Não foram observadas diferenças significantes entre os resultados de orelha esquerda e direita, o que concorda com achados previamente relatados (1,10,13). Com relação aos limiares de detecção de gap, a média dos resultados dos participantes do sexo masculino confirma os valores encontrados em outras pesquisas (1,10,13). As mulheres, por sua vez, apresentaram média de limiar de detecção de gap discretamente maior do previsto em trabalhos que estudaram o paradigma de detecção de gap (10,14,15,16). Por outro lado, se considerarmos os trabalhos que aplicaram o teste GIN em adultos (1,13), os resultados encontrados neste estudo para as mulheres ainda encontram-se dentro da faixa de normalidade.

No estudo comparativo dos resultados do RGDT e GIN, observaram-se diferenças significativas no desempenho da amostra: os limiares de detecção de gap no teste GIN foram melhores do que os limiares obtidos no RGDT. Apenas um trabalho na literatura comparou o desempenho de indivíduos com desenvolvimento normal nesses dois testes (10), e este não encontrou diferenças entre as médias dos limiares de detecção de gap. Essa discordância entre os dois estudos pode ter ocorrido por diferenças no tamanho e idade da amostra, isto é, Chermak e Lee (10) estudaram 10 crianças de 7 a 11 anos de idade enquanto este trabalho aplicou os testes em mais de 20 adultos jovens. Além disso, é importante mencionar que os limiares encontrados no teste RGDT estão acima do que os relatados em outros trabalhos (10,11), o que não aconteceu com os resultados do GIN (3,10,13). Finalmente, a diferença entre os tipos de estímulo utilizados em cada um dos testes, ruído branco no teste GIN e tom puro no teste RGDT, pode ser o responsável por essa diferença significativa entre as médias de limiares de detecção de gap entre os dois testes. Pesquisadores que utilizaram ruídos de banda larga ou tons puros de freqüência alta (17,18) reportaram limiares de detecção de gap melhores do que aqueles que utilizaram tons puros de freqüência baixa (19,20).

Diferenças entre os dois testes foram observadas durante este estudo e pode influenciar a decisão do profissional em utilizar um ou outro em sua prática clínica. Apesar de o RGDT ser um teste de fácil administração e requerer menos tempo de aplicação e correção, o método utilizado para determinar o limiar de detecção de gap é baseado em apenas nove apresentações de diferentes durações por freqüência. Assim, se o indivíduo identifica corretamente itens com intervalos de 5 e 10ms e perde sua concentração em uma apresentação cujo gap é 15ms, seu limiar será determinado em qualquer valor identificado corretamente acima de 15ms, ou seja, entre 20 e 40ms, resultando possivelmente em um diagnóstico falso-positivo para uma alteração na habilidade de resolução temporal. No caso do teste GIN, isso seria mais difícil de acontecer, uma vez que a determinação do limiar, quatro identificações corretas em seis apresentações de um gap de determinada duração, é mais consistente com definições de limiar descritas por Russo (21).

O tipo de resposta requerida no teste GIN, apertar um botão ou apenas indicar cada vez que um gap é percebido, também minimiza possíveis confusões durante o exame, já que como ocorre no RGDT, contar o número de estímulos ou responder verbalmente pode ser, de uma perspectiva cognitiva, mais desafiadora.

Finalmente, o GIN avalia separadamente os canais auditivos direito e esquerdo, o que é uma informação bastante importante na avaliação de crianças e idosos. Resultados preliminares demonstraram validade, especificidade e sensibilidade na identificação de pacientes com lesão confirmada do sistema nervoso auditivo central (1). Por outro lado, nenhuma pesquisa foi efetivamente realizada para estudar a validade do teste RGDT como medida da habilidade de resolução temporal. Ao contrário, Keith (9) utilizou dados previamente coletados durante o desenvolvimento do teste AFTR (22) para estabelecer a validade do RGDT: o autor comparou o desempenho de indivíduos nos dois testes, constatou resultados semelhantes e a partir desses dados estabeleceu os critérios de normalidade para o RGDT (22,23).

 

Conclusão

. o sexo masculino teve melhor desempenho tanto no teste RGDT quanto no GIN, quando comparado ao feminino;

. não houve diferença significante nas repostas do GIN nas orelhas direita e esquerda;

. os sujeitos deste estudo tiveram melhor desempenho no teste GIN, quando comparado ao RGDT, tanto no sexo masculino quanto no feminino;

. o teste GIN apresentou vantagens sobre o RGDT não apenas quanto à sua validade e sensibilidade, mas também com relação a sua aplicação e correção dos resultados.

 

Referências Bibliográficas

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Recebido em 11.04.07.
Revisado em 10.07.07; 06.09.07; 12.10.07; 08.01.2008.
Aceito para Publicação em 11.01.2008.

 

 

Artigo Submetido a Avaliação por Pares
Conflito de Interesse: não
* Trabalho Realizado no Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas - University of Massachusetts Amherst.
1 Endereço para correspondência: R Joaquim Floriano, 72 - cj 47 -São Paulo - SP - CEP 04534-000 (zaidan.pontin@uol.com.br).