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Pró-Fono Revista de Atualização Científica

Print version ISSN 0104-5687

Pró-Fono R. Atual. Cient. vol.20 no.1 Barueri Jan./Mar. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-56872008000100005 

ARTIGO ORIGINAL DE PESQUISA

 

Habilidades do desenvolvimento em crianças com hipotireoidismo congênito: enfoque na comunicação*

 

 

Mariana Germano GejãoI,1; Dionísia Aparecida Cusin LamônicaII

IFonoaudióloga. Mestre em Fonoaudiologia pela Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo
IIFonoaudióloga. Professora Livre - Docente do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo

 

 


RESUMO

TEMA: o hipotireoidismo congênito pode acarretar alterações no desenvolvimento global infantil.
OBJETIVO: traçar o perfil do desenvolvimento em crianças com hipotireoidismo congênito, enfocando a comunicação, e verificar influências da história clínica no perfil traçado.
MÉTODO: foram avaliadas, por meio da Early Language Milestone Scale (ELM) e do Inventário Portage Operacionalizado (IPO), 35 crianças de 2 a 36 meses com hipotireoidismo congênito detectado na triagem neonatal, que realizavam tratamento com reposição hormonal há pelo menos um mês. A história clínica foi obtida por meio de entrevista com familiares e análise de prontuário.
RESULTADOS: na ELM, onze crianças apresentaram desempenho alterado na função auditiva expressiva, duas na visual e uma na auditiva receptiva. No IPO, sete crianças apresentaram desempenho alterado na área da linguagem, cinco na cognitiva, quatro nas áreas motora e social e três na de autocuidados. Não houve correlação entre os resultados e a história clínica.
CONCLUSÃO: a maioria das crianças apresentou desempenho adequado para as habilidades avaliadas. Paras as crianças com desempenho alterado, observou-se maior déficit na área de linguagem, nos aspectos expressivos, e na área cognitiva. Não ficou comprovada a influência da história clínica no perfil do desenvolvimento. Observou-se, entretanto, tendência para desempenho adequado nas habilidades avaliadas entre as crianças que realizaram a triagem neonatal, receberam o diagnóstico e o tratamento para o hipotireoidismo congênito mais precocemente e que receberam dosagem mais elevada de levotiroxina no início do tratamento. Ressaltase a importância do acompanhamento fonoaudiológico longitudinal do desenvolvimento da comunicação nessa população.

Palavras-Chave: Hipotireoidismo congênito; Desenvolvimento infantil; Desenvolvimento da linguagem; Avaliação.


 

 

Introdução

No hipotireoidismo congênito (HC) há produção insuficiente dos hormônios tireoideanos, importantes para o desenvolvimento do sistema nervoso (1). Sua detecção e início do tratamento precoce possibilita prevenção das seqüelas nas habilidades do desenvolvimento (2), pois torna-se uma das poucas causas de deficiência intelectual passível de prevenção (1,3). Seu desenvolvimento pode ser influenciado por: gestação gemelar; sexo feminino; famílias com histórico de alterações na glândula tireóide, dentre outros (4).

Déficits cognitivos e motores têm sido observados, principalmente quando o tratamento é tardio e/ou a alteração hormonal é mais grave (5-12). O desenvolvimento neuropsicomotor alterado pode ocasionar lacunas nas áreas perceptivas, cognitivas, lingüísticas, sociais e de autocuidados (13-14). Tem sido observados atraso de linguagem, alterações articulatórias, fonológicas, morfossintáticas, de compreensão, vocabulário reduzido e dificuldade para nomeação (11-12,15).

O acompanhamento longitudinal do desenvolvimento destes indivíduos tem sido ressaltado (11,16-18) e, embora observadas alterações de linguagem com o início do tratamento tardio e precoce (19), a atuação fonoaudiológica não é prevista na rotina de acompanhamento (2). Com a detecção precoce há a possibilidade de antecipação da estimulação necessária para o desenvolvimento global (20) e estabelecimento de programas de prevenção de baixo custo (21-22).

Diante do exposto, objetivou-se traçar o perfil das habilidades do desenvolvimento de crianças com HC diagnosticado e tratado precocemente, enfocando as habilidades comunicativas, e verificar influências da história clínica nas habilidades do desenvolvimento.

 

Método

Obteve-se aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (protocolo 53/2005) e assinatura do Consentimento Livre e Esclarecido, conforme Resolução 196/96. O estudo foi desenvolvido em parceria com um dos seis centros de Triagem Neonatal (TN) do Estado de São Paulo, credenciado pelo Ministério da Saúde, que atende a população do Centro Oeste Paulista com aproximadamente 371 postos de coleta em 206 cidades.

Trinta e cinco crianças entre 2 a 36 meses formaram a casuística segundo os critérios de inclusão: possuir diagnóstico de HC; realizar tratamento e acompanhamento para o HC no Programa de Triagem Neonatal (PTN), com adesão adequada, segundo critérios do Ministério da Saúde; estar em tratamento medicamentoso para o HC por um período superior a um mês; não apresentar outras alterações genéticas ou neurológicas comprovadas, as quais não fazem parte do quadro do HC.

Das 57 crianças cadastradas na faixa etária descrita, excluiu-se 22 por realizarem tratamento e acompanhamento para o HC em suas cidades de origem ou por adesão inadequada ao programa.

A história clínica foi coletada por meio de análise de prontuários e entrevista com os responsáveis legais das crianças (Tabela 1).

 

 

Para traçar o perfil das habilidades do desenvolvimento foram utilizados os procedimentos:

Aplicação da Escala ELM - Early language Milestone Scale (23).

Escala de triagem da linguagem de crianças de 0 a 36 meses, amplamente utilizada em estudos nacionais. Apresenta marcos do desenvolvimento agrupados nas funções auditiva expressiva (AE), auditiva receptiva (AR) e visual (V). A AE subdivide-se em conteúdo (balbucio, palavras isoladas, frases) e inteligibilidade de fala. A AR inclui comportamentos auditivos pré-lingüísticos e compreensão de comandos verbais. A V abrange comportamentos de acompanhamento visual, resposta a expressões faciais e aspectos simbólicos.

A aplicação e análise dos resultados seguiram o proposto pelo instrumento. Traçou-se uma linha vertical ao longo do protocolo de resposta, na idade cronológica em meses da criança. Todos os itens que entrecruzaram esta linha nas três funções foram avaliados. A determinação do sucesso ou fracasso em cada item foi realizada mediante consideração do histórico, do teste direto do comportamento ou da observação espontânea do comportamento. Os resultados foram analisados em nível de teto (obtenção de sucesso em três itens consecutivos mais altos). Para finalizar sua aplicação, obteve-se fracasso em três itens consecutivos. O desenvolvimento lingüístico foi considerado típico quando o valor do teto nas três funções avaliadas correspondia à idade cronológica da criança. O mesmo foi considerado para as três funções separadamente, possibilitando avaliar o desempenho da linguagem AE, AR e V de modo independente.

Aplicação do Inventário Portage Operacionalizado - IPO (24).

Foi realizada mediante relato do responsável legal e observação dos comportamentos alvos. Utilizou-se protocolo de resposta e materiais lúdicos e pedagógicos organizados de acordo com a exigência do IPO. Todas as crianças foram avaliadas nas áreas motoras, lingüísticas, cognitivas, sociais e autocuidados, considerando sua faixa etária. A área estimulação infantil foi aplicada nas crianças com funcionamento do desenvolvimento inferior a quatro meses.

As habilidades motoras compreendem reações posturais; desenvolvimento neuropsicomotor e uso de mãos. As cognitivas referem-se à adaptações frente a problemas; solução de problemas práticos; ajustes sensório-motores; decomposição do todo em partes, sua reintegração e percepção de relações. A área lingüística abrange expressões faciais; uso de gestos, vocalizações, palavras e frases; imitação e compreensão. As habilidades de socialização compreendem expressões sociais e cooperação em atividades e as de autocuidados, refere-se à independência em atividades rotineiras. A área de estimulação infantil refere-se à sensibilidade tátil, visual, auditiva, localização visual e auditiva e ao desenvolvimento neuropsicomotor.

Primeiramente, foram avaliados os itens da faixa etária correspondente à idade cronológica da criança e quando o desempenho foi insuficiente aplicou-se a faixa etária anterior. Determinou-se, em cada área do desenvolvimento, o número de itens que deveriam ser realizados pela criança para cada mês dentro de cada faixa etária.

Para verificar a influência da história clínica nos resultados das avaliações, os dados de caracterização da casuística foram correlacionados com o desempenho na Escala ELM e IPO.

Para apresentar o perfil das habilidades do desenvolvimento utilizou-se estatística descritiva (valores de freqüência absoluta e relativa). Para analisar a influência da história clínica nas habilidades do desenvolvimento, utilizou-se: teste de Mann Whitney, teste de Fisher e teste do Quiquadrado de contingência, com nível de significância fixado de p < 0,05. A concordância entre o desempenho da casuística na Escala ELM e na área de linguagem do IPO foi medida por meio da estatística Kappa.

 

Resultados

Vinte e quatro crianças (68,57%) obtiveram desempenho global adequado para a idade cronológica na Escala ELM e 27 (77,14%) no IPO e, 11 crianças (31,43%) obtiveram desempenho alterado na Escala ELM e 8 (22,86%) no IPO.

Na Escala ELM, 68,57% apresentaram desempenho adequado para a função AE, 97,14% para a AR e 94,29% para a V. No IPO, 91,43% obtiveram desempenho adequado para a área autocuidados, 88,57% para socialização e motora, 85,71% para cognição, 80,00% para linguagem e 75,00% para estimulação infantil. Esta última foi aplicada apenas em 12 crianças (Tabela 2).

Das 11 crianças com desempenho alterado na Escala ELM, nove apresentaram déficits apenas na função AE; uma nas AR e V e uma nas três funções. Das oito crianças com desempenho alterado no IPO, três apresentaram déficits nas cinco habilidades; duas na linguagem; uma nas habilidades motoras, lingüísticas, cognitivas e sociais; uma nas habilidades autocuidados, lingüísticas e cognitivas e uma nas habilidades motoras, lingüísticas e cognitivas. Verificou-se alteração na área cognitiva e lingüística em seis crianças e especificamente na área lingüística em oito.

A concordância entre o desempenho da casuística na Escala ELM e na área de linguagem do IPO, foi 0,559 (Estatística kappa). Não foram observadas influências da história clínica no desempenho das crianças (Tabela 3).

 

 

Discussão

Observou-se, maior freqüência do HC no sexo feminino. Estudos apontaram proporção de 2:1 (16) e 4:1 (3) para o sexo feminino e o consideraram fator de risco para o HC (4).

As habilidades do desenvolvimento mais defasadas pertenciam à área de linguagem, reforçando que crianças com HC são de risco para alterações no desenvolvimento lingüístico (11). Estudos também observaram alterações no desempenho comunicativo de indivíduos com HC (5,11-13). Dentre as habilidades lingüísticas, a função AE se mostrou mais comprometida em relação à AR e V. Estudo com HC também observou habilidades expressivas de linguagem inferiores às receptivas (11).

A concordância estatística entre o desempenho na Escala ELM e na área de linguagem do IPO mostrou que a escala foi mais sensível na identificação das crianças com alterações no desenvolvimento comunicativo, revelando a importância da aplicação de mais de um instrumento de avaliação.

A habilidade cognitiva foi a segunda área mais comprometida. Há grande preocupação no acompanhamento do desenvolvimento desta habilidade, pois a principal seqüela do HC é a deficiência intelectual (1). Estudos com indivíduos que realizaram tratamento precoce e adequado para o HC, revelaram ausência de alterações cognitivas (6,9,11-12,17-18). O comprometimento cognitivo acompanhou o comprometimento lingüístico, mostrando relação entre o desenvolvimento cognitivo e lingüístico.

Alterações nas habilidades motoras foram observadas, concordando com a literatura (11-12). Há relatos de que alterações motoras em crianças com HC persistiram na idade adulta, ressaltando a importância do acompanhamento longitudinal (9).

As habilidades de socialização e autocuidados se mostraram alteradas, conforme a literatura (10). Déficits nestas habilidades ocorrem devido à falta de prática em tarefas cotidianas, proporcionadas pelas ações familiares nos cuidados para e pela criança. Por interferir na qualidade da exploração ambiental, na interação e relações que a criança estabelece no ambiente, os comprometimentos motores, lingüísticos e cognitivos observados, podem ter influenciado o desenvolvimento global das crianças (13-14).

Não ficou comprovado estatisticamente que a história clínica tenha influenciado nas habilidades avaliadas. A diferença de idade nas faixas etárias entre as crianças com desempenho adequado e alterado para a Escala ELM e IPO não foi estatisticamente significante.

As variáveis sexo e peso ao nascimento não foram significantes para diferenças no desempenho das crianças. Apesar de não ser importante fator de risco para a ocorrência do HC (4), o baixo peso ao nascimento pode interferir no desenvolvimento (25).

Observou-se tendência para desempenho adequado nas habilidades avaliadas, entre as crianças que realizaram TN, receberam diagnóstico e iniciaram tratamento para o HC mais precocemente. Entretanto, essa diferença no desempenho não foi estatisticamente significante. Ausência desta correlação também foi encontrada em outros estudos (8-9), uma vez que a idade do início do tratamento também foi precoce. Ressalta-se que por definição, o HC é uma das poucas causas em que a deficiência intelectual pode ser prevenida, quando tratada precocemente (1).

A diferença na média dos níveis de tirotropina obtidos na TN das crianças com desempenho adequado e alterado na Escala ELM e IPO não foi estatisticamente significante. Entretanto, estudos têm observado relação inversa entre gravidade do HC no diagnóstico e desempenho nas habilidades cognitivas, lingüísticas e motoras(5,9,11-12,17). Este resultado pode sugerir que mesmo apresentando níveis hormonais diferentes na TN, o tratamento de reposição hormonal tem sido adequado para prevenir seqüelas no desenvolvimento infantil.

Observou-se tendência para desempenho adequado nas habilidades avaliadas entre as crianças que receberam dosagem de levotiroxina mais elevada no início do tratamento. Porém, essa diferença no desempenho não foi estatisticamente significante, sugerindo que as crianças iniciaram tratamento em idades precoces e com dosagens adequadas para prevenir alterações decorrentes da falta dos hormônios tireoideanos no organismo. A literatura tem descrito correlação entre dosagem de levotiroxina e desempenho em habilidades cognitivas, motoras e de aprendizagem (5,7-8,18). Estas correlações ocorrem devido à maior diferença entre as dosagens de reposição hormonal estudadas por estes autores quando comparadas às observadas neste estudo.

O desempenho das crianças de diferentes níveis socioeconômicos não se diferenciou significantemente para os dois instrumentos utilizados. O fato de haver apenas uma criança na condição socioeconômica média-inferior pode ter contribuído para essa ausência de associação. Correlação entre nível socioeconômico e desempenho de crianças com HC nas habilidades motoras, cognitivas e lingüísticas foram descritas na literatura (6,12,17). Nestes estudos houve homogeneidade no número de indivíduos em cada nível socioeconômico.

O desempenho das crianças com outros fatores de risco para alterações do desenvolvimento, além do HC, não se diferenciaram significantemente do desempenho daquelas que não apresentaram outros fatores de risco.

Este PTN tem cumprido as normas estabelecidas pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal(2), que visam identificar alterações metabólicas e prevenir deficiências. Entretanto, alterações do desenvolvimento ocorrem freqüentemente, refletindo nas habilidades de aprendizagem geral.

Os achados deste estudo sugerem a necessidade da inserção do fonoaudiólogo na equipe de profissionais dos PTNs que acompanham longitudinalmente o desenvolvimento de indivíduos com HC, uma vez que estas crianças são de risco para alterações no desenvolvimento lingüístico e, portanto, necessitam do acompanhamento do desenvolvimento comunicativo (11,19). Desta forma, a atuação do fonoaudiólogo contribuirá para a prevenção e detecção precoce de possíveis alterações no desenvolvimento infantil, como já destacado na literatura (20-22).

 

Conclusão

Neste estudo, a maioria das crianças (68,57%) apresentou desempenho adequado para as habilidades motoras, cognitivas, lingüísticas, sociais e autocuidados. Paras as crianças com desempenho alterado nas habilidades do desenvolvimento, observou-se maior déficit nas habilidades de linguagem, principalmente no que diz respeito aos aspectos expressivos e nas habilidades cognitivas. Não ficou comprovada a influência da história clínica no perfil traçado para as habilidades do desenvolvimento. Entretanto, observou-se tendência para desempenho adequado nas habilidades avaliadas entre as crianças que realizaram TN, receberam diagnóstico e iniciaram tratamento para o HC mais precocemente e que receberam dosagem de levotiroxina mais elevada no início do tratamento medicamentoso do HC. O acompanhamento longitudinal destas crianças contribuirá para a complementação dos achados neste estudo.

 

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Recebido em 02.02.2007.
Revisado em 29.09.2007; 11.12.2007; 02.01.2008; 12.02.2008.
Aceito para Publicação em 12.02.2008.

 

 

Artigo Submetido a Avaliação por Pares
Conflito de Interesse: não
* Trabalho Realizado no Curso de Pós-Graduação em Fonoaudiologia do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo.
1 Endereço para correspondência: Rua Eduardo Vergueiro de Lorena, 5-44, Apto 61 - A - Bauru - SP - CEP - 17012-450 (magejao@yahoo.com.br).