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Pró-Fono Revista de Atualização Científica

Print version ISSN 0104-5687

Pró-Fono R. Atual. Cient. vol.21 no.1 Barueri Jan./Mar. 2009

https://doi.org/10.1590/S0104-56872009000100011 

ARTIGOS DE REVISÃO DE LITERATURA E REVISÃO SISTEMÁTICA

 

Memória operacional fonológica e suas relações com o desenvolvimento da linguagem infantil*

 

 

Amalia RodriguesI; Debora Maria Befi-LopesII

IFonoaudióloga. Doutora em Semiótica e Lingüística Geral pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Fonoaudióloga Assistente do Curso de Fonoaudiologia do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)
IIFonoaudióloga. Livre-Docente em Fonoaudiologia pela FMUSP. Professora Associada do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da FMUSP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

TEMA: memória operacional fonológica e desenvolvimento de linguagem em crianças com desenvolvimento normal de linguagem.
OBJETIVO: descrever e discutir os achados encontrados sobre a avaliação da memória operacional fonológica em crianças em desenvolvimento normal desde a década de oitenta. Foi realizada uma revisão sistemática da literatura sobre memória operacional fonológica e sua relação com o desenvolvimento das habilidades de linguagem em crianças normais. As fontes utilizadas foram livros, monografias, teses, dissertações e artigos publicados nas bases de dados Lilacs, Pubmed, Scielo e Medline. Foram analisados nessas pesquisas a constituição dos testes e os resultados referentes aos efeitos de extensão e idade em relação à memória operacional fonológica para falantes do Inglês e do Português do Brasil.
CONCLUSÃO: de acordo com a literatura consultada, esses estudos demonstraram uma relação entre o conhecimento fonológico e lexical e a memória operacional fonológica em crianças em desenvolvimento normal de linguagem.

Palavras-Chave: Memória de Trabalho; Desenvolvimento Normal de Linguagem; Linguagem Infantil; Literatura de Revisão.


 

 

Introdução

Essa revisão tem como objetivo principal descrever o modelo inicial proposto para o funcionamento dessa memória e as atualizações desse modelo a partir de pesquisas experimentais ao longo dos últimos 20 anos. Além disso, propõe-se uma breve revisão da literatura internacional e nacional sobre os estudos sobre memória fonológica e sobre a relação entre a memória operacional fonológica (MOF) e crianças em desenvolvimento normal de linguagem.

A revisão foi realizada a partir de livros, monografias, teses, dissertações e artigos, em sua maioria, publicados pelo Lilacs, Pubmed, Scielo e MEDLINE. Foram utilizados os estudos mais relevantes relacionados a modelos, formas de avaliação e resultados de testes para verificação da MOF. Também foram utilizadas pesquisas que relacionaram habilidades de linguagem e MOF em crianças em desenvolvimento normal de linguagem1. Não foi estabelecido um período para o levantamento bibliográfico.

Modelos de memória operacional fonológica

Memória operacional é a memória responsável pelo armazenamento temporário da informação para o desempenho de uma série de tarefas cognitivas2. Esse termo, muitas vezes, é tratado como sinônimo de memória de curta duração, memória curto-termo ou memória de trabalho, porém essa terminologia demonstrou-se inadequada a partir dos resultados de estudos experimentais, pois representava um sistema muito simples para lidar com os diferentes tipos de informação em curtos períodos de tempo. Neste trabalho foi utilizado pelas autoras o termo memória operacional fonológica (MOF), com enfoque específico no sistema de natureza fonológica.

A MOF consiste em um sistema de capacidade limitada, pois há um espaço finito para o armazenamento temporário do material verbal enquanto ocorrem as tarefas de processamento da informação. Esta memória possui um controlador de atenção, o sistema executivo central, auxiliado por dois sistemas de suporte, responsáveis pelo armazenamento e manipulação temporária da informação, um de natureza vísuo-espacial e outro de natureza fonológica3.

O sistema executivo central seria responsável, por exemplo, pela regulação do fluxo de informações na MOF, pelo gerenciamento do processamento e armazenamento da informação e pela conexão entre os sistemas vísuo-espacial e fonológico. Essa memória também estaria relacionada a outros componentes cognitivos como seleção de estratégias de recuperação, atenção seletiva, inibição, pensamento lógico e matemática mental, além da conexão com a memória de longo prazo4.

O circuito fonológico compreenderia o armazenamento fonológico da informação (buffer fonológico) e o sistema de controle articulatório (processo ou ensaio subvocal). O armazenamento fonológico representa um depósito temporário dos códigos fonológicos dos itens verbais que ocorre por volta de um a dois segundos. Esse armazenador corresponde a uma janela mnemônica onde as seqüências de entrada são mantidas em ordem serial enquanto seus itens são processados e armazenados. O sistema de controle articulatório é responsável em manter o material fonológico armazenado na MOF para que eles sejam codificados fonologicamente, utilizando-se de um processo de ensaio subvocal, que permite que os códigos fonológicos sejam refrescados através de um processo cíclico de repetição5-6. Esses códigos fonológicos são armazenados na MOF e convertidos seqüencialmente em programas motores articulatórios e vocalizados (mental ou verbalmente) um após o outro7.

As implicações entre linguagem e MOF podem ter sua etiologia relacionada ao processo de ensaio subvocal e fatores relacionados ao planejamento da fala (output fonológico)8. Nesse sistema ainda se encontra a habilidade para formar e reter uma seqüência fonológica precisa da fala, permitindo ao ouvinte processar o input verbal, especialmente quando a ordem da seqüência é importante para a compreensão9.

Em estudos mais recentes, com o objetivo de explicar o funcionamento do sistema executivo central, foi adicionado um quarto componente no modelo de MOF10-11, chamado de retentor episódico, que corresponderia a um sistema de capacidade limitada para que a informação evocada da memória de longa duração torne-se consciente. Esse retentor episódico constitui um sistema atencional que supervisiona os estímulos a serem processados, direcionando a atenção, regulando e selecionando o fluxo de informações dentro do sistema da MOF para que a tarefa solicitada seja cumprida em tempo adequado12.

Existem alguns fatores que afetam a MOF quanto ao seu armazenamento fonológico: o efeito de similaridade fonológica e o efeito de extensão da palavra3. As pesquisas envolvendo o efeito de similaridade fonológica demonstraram que seqüências de palavras similares fonologicamente são menos lembradas do que seqüências de palavras não similares13-14, sugerindo que a informação verbal é representada através de um armazenamento fonológico específico, ao invés de um outro sistema de armazenamento, como o visual ou semântico15. Assim, ou os códigos fonológicos decaem mais rapidamente quando são similares ou decaem na mesma velocidade de códigos não similares, porém, a sua reconstrução ou reintegração é mais difícil16.

Quanto ao efeito de extensão, alguns autores17-18 observaram melhor desempenho na repetição de seqüências de palavras cujo tempo de articulação para pronunciar fonemas, sílabas, palavras ou pseudopalavras era menor. Esse efeito ocorreria porque itens que são pronunciados mais rapidamente são menos prováveis de decair da MOF antes que a sua repetição total seja realizada, facilitando o processo de reverberação.

Para crianças em fase pré-escolar, a MOF pode ser avaliada a partir de testes que incluam tarefas de repetição de dígitos (digit span), de palavras (word span) e de não-palavras (non word span)5,19-20. Nas crianças em fase escolar, além dos testes anteriormente citados, pode-se avaliar a capacidade da MOF a partir de testes que exijam tanto o armazenamento como o processamento da informação21-23.

Memória operacional fonológica e desenvolvimento da linguagem

O desenvolvimento da MOF possui um papel determinante no desenvolvimento da linguagem oral e da comunicação infantil, pois permite a recordação e repetição de eventos passados na ausência de seus estímulos. Além disso, permite o aprendizado formal e informal, a aquisição de novos conhecimentos e a integração das informações. A linguagem e a memória são sistemas que se desenvolvem juntos com a idade, interagem e dependem um do outro. A MOF é transitória e está mais vinculada aos componentes sintáticos e fonológicos da linguagem.

A MOF, durante a aquisição da linguagem, permite à criança, em aprendizado, analisar as propriedades estruturais da linguagem as quais ela está exposta. Conforme o desenvolvimento da linguagem percorre seus estágios iniciais, a MOF tem um papel crítico no processamento lingüístico3.

A MOF apresenta relação com a sintaxe, pois mantém de forma ativa os principais itens lexicais que formarão a oração, até que sejam aplicadas as regras sintáticas (inerentes à língua) e a programação articulatória para a produção da fala. Logo, déficits nessa memória, que comprometam a manutenção temporária da informação lingüística, acarretam em orações menos complexas sintaticamente, como orações mais curtas e com menor diversidade lexical24.

O conhecimento lingüístico e a MOF operam de forma interativa, assim, déficits nas habilidades dessa memória podem acarretar em dificuldades na compreensão e no aprendizado da linguagem, pois a criança não consegue lembrar a informação lingüística ou processá-la rápido o bastante. Há também crianças com conhecimento lingüístico deficitário que podem demonstrar dificuldades na compreensão de orações ou na aprendizagem de novas palavras. Devido ao conhecimento lingüístico insuficiente, a criança não consegue processar a informação devidamente. Portanto, há uma influência bi-direcional da linguagem na MOF25.

A repetição de não-palavras também pode avaliar as habilidades de processamento de fala, incluindo a discriminação e memória auditiva, formação das representações das informações auditivas e/ou planejamento motor de fala, que também podem justificar um baixo desempenho em tarefas de repetição de não-palavras26.

O bom desempenho na repetição de não-palavras depende das habilidades fonológicas do indivíduo e de um sistema de armazenamento temporário da informação fonológica preservado27. As habilidades articulatórias, medidas a partir da velocidade de produção em repetição de palavras e não-palavras, associado a um teste que minimizou a demanda articulatória, sugerem que as habilidades motoras orais e articulatórias não estariam associadas ao desempenho da MOF22,28.

A verificação das habilidades de repetição de não-palavras de crianças normais, falantes do Inglês, de quatro anos de idade também demonstrou maior índice de repetições corretas com a idade. Além disso, os autores demonstraram correlação entre o desenvolvimento de linguagem dos sujeitos normais e a MOF, já que as crianças com maiores índices de acerto no teste de repetição apresentaram também maior repertório de palavras e enunciados mais extensos e complexos sintaticamente8.

Foram realizadas a adaptação e validação do Children´s Test of Nonword Repetition (CNRep) em 182 crianças brasileiras, de 4:0 a 10:0 anos, com desenvolvimento normal de linguagem. Os autores verificaram efeitos de idade, de extensão, de escolaridade e de lexicalidade. O efeito de extensão foi observado a partir do decréscimo na repetição dos itens de duas a cinco sílabas, em todas as idades. O efeito de escolaridade foi observado apenas em crianças a partir de cinco anos. Tal fato deve-se à influência do aprendizado da leitura e escrita e a aquisição dos princípios ortográficos que podem modular o processamento e a consciência fonológica sublexical. Quanto ao efeito de lexicalidade, os autores observaram que a repetição correta esteve mais associada ao conhecimento lexical do que à extensão da pseudopalavra29.

Outros estudos têm demonstrado uma correlação positiva entre o desempenho em testes de MOF e o desenvolvimento lingüístico em relação ao aprendizado de novas palavras. Esta correlação existiria, pois o ouvinte deveria armazenar a forma fonológica do novo item lexical na MOF e associar a essa forma seus referentes semânticos e sintáticos30.

O vocabulário receptivo estaria mais relacionado com a habilidade de repetição de não-palavras do que com tarefas de repetição de dígitos, embora as evidências apontem para uma origem comum dentro da MOF para a realização das duas atividades. Isso ocorreria, pois a repetição de não-palavras necessitaria da percepção, codificação, armazenamento, recuperação e produção da informação fonológica nova para posterior transferência dessa informação para a memória de longo prazo27.

 

Conclusão

Os estudos citados neste trabalho demonstraram que tanto para o Inglês como para o Português do Brasil, ocorre uma melhora de desempenho em testes de MOF com o aumento da idade. Os testes de MOF, a partir da repetição de não palavras ou pseudopalavras, verificaram o efeito de extensão com o acréscimo do número de sílabas para todas as idades estudadas, confirmando, primeiramente, a capacidade limitada de armazenamento temporário dessa memória e, o aumento da retenção da informação fonológica com o desenvolvimento. O aumento da capacidade de armazenamento e processamento dessa memória facilita a aquisição de novos vocábulos e a compreensão de sentenças mais complexas sintaticamente e de maior extensão, contendo informações lingüísticas redundantes. Além disso, a memória operacional fonológica permite que a criança possa adquirir habilidades metalingüísticas, como tarefas de julgamento gramatical de sentenças e de consciência fonológica.

Muitos estudos comprovaram a existência da correlação entre o conhecimento lingüístico, principalmente fonológico e lexical, e a memória operacional fonológica em crianças em desenvolvimento normal de linguagem, falantes do Inglês e do Português do Brasil.

Dessa forma, quanto maior o vocabulário da criança, maior o conhecimento sublexical e morfológico da língua, que facilitará seu desempenho em atividades de repetição de palavras e pseudopalavras.

A memória fonológica também se encontra relacionada ao desenvolvimento fonológico da criança e à aquisição e acesso rápido das propriedades fonológicas e articulatórias da língua. Assim, quanto melhor as habilidades articulatória da criança, maior será a facilidade em produzir a não-palavra alvo antes que se exceda o tempo em que o item a ser repetido possa ficar armazenado na memória.

A partir dos resultados de estudos com crianças normais e com alterações de fala e/ou linguagem, pode-se verificar que a capacidade da memória operacional fonológica depende da conversão do sinal acústico em fonológico, da identificação dos sons falados para posterior representação fonológica em uma seqüência correta e do armazenamento dessa informação no buffer fonológico. Para a informação fonológica ser mantida ativa, ela deve ser refrescada a partir do processo de reverberação ou ensaio subvocal, até que a produção articulatória, precisa, ocorra. Dessa forma, alterações no desenvolvimento de qualquer uma dessas habilidades podem acarretar em dificuldades na memória operacional fonológica.

 

Referências Bibliográficas

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Endereço para correspondência:
Rua Cipotânea, 51
São Paulo - SP
CEP 05560-160
(amalia@usp.br).

Recebido em 26.06.2008.
Revisado em 23.11.2008.
Aceito para Publicação em 03.02.2009.

 

 

Artigo de Revisão de Literatura e Revisão Sistemática
Artigo Submetido a Avaliação por Pares
Conflito de Interesse: não
* Trabalho Realizado no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica em Desenvolvimento da Linguagem e suas Alterações da FMUSP. Fontes de Auxílio à Pesquisa: Bolsa CAPES do Departamento de Lingüística da FFLCH-USP. A Revisão da Literatura é Parte da Introdução Teórica da Tese de Doutorado1 da Primeira Autora.

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