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Pró-Fono Revista de Atualização Científica

Print version ISSN 0104-5687

Pró-Fono R. Atual. Cient. vol.21 no.4 Barueri Oct./Dec. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-56872009000400009 

ARTIGO ORIGINAL DE PESQUISA

 

Correlação entre métodos de aleitamento, hábitos de sucção e comportamentos orofaciais*

 

 

Ana Paula Magalhães MedeirosI; José Tarcísio Lima FerreiraII; Cláudia Maria de FelícioIII, 1

IFonoaudióloga. Mestranda pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP)
IICirurgião Dentista. Doutor em Engenharia Metalúrgica e Materiais - Biomateriais pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor do Departamento de Clínica Infantil, Odontologia Preventiva e Social da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - USP
IIIFonoaudióloga. Doutora em Ciências pela USP. Professora do Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço - Área Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP

 

 


RESUMO

TEMA: o desenvolvimento do controle motor oral depende em parte das experiências sensoriais e motoras.
OBJETIVO: analisar a relação entre a duração do aleitamento natural, artificial e da sucção e destas com o desempenho motor orofacial.
MÉTODO: cento e setenta e seis crianças, de 6 a 12 anos de idade, passaram por avaliação miofuncional orofacial, empregando o protocolo com escores, e os responsáveis foram entrevistados a respeito do aleitamento e hábitos de sucção de suas crianças. As correlações foram calculadas pelo teste de Spearman.
RESULTADOS: na amostra estudada, a média de duração do aleitamento natural foi de 10,30 meses (variando de zero a 60 meses), do aleitamento artificial 44,12 (zero a 122 meses) e dos hábitos de sucção de 39,32 meses (zero a 144 meses). Houve correlação negativa da duração do aleitamento natural com a duração do aleitamento artificial e a duração dos hábitos de sucção (p < 0,001). A maior duração do aleitamento artificial correspondeu à maior duração dos hábitos de sucção, apresentando, assim, correlação positiva (p < 0,001). A duração do aleitamento natural foi correlacionada positivamente com a mobilidade orofacial (p = 0,05). Houve correlação negativa da duração do aleitamento artificial e da duração dos hábitos de sucção com, respectivamente, o desempenho na mastigação e na deglutição, bem como da duração de ambos os tipos de sucção com a prova de diadococinesia (p = 0,05).
CONCLUSÃO: a duração do aleitamento natural mostrou efeito positivo sobre a mobilidade das estruturas orofaciais. Os efeitos deletérios da duração dos hábitos de sucção no controle motor orofacial foram confirmados.

Palavras-Chave: Aleitamento Materno; Hábitos; Sistema Estomatognático; Diadococinesia.


 

 

Introdução

O controle motor orofacial evolui de uma grande instabilidade nos movimentos para movimentos mais estáveis1, e de movimentos indiferenciados para um controle diferenciado e sincronizado das estruturas orofaciais, que depende da maturação do sistema nervoso, do crescimento músculo-esquelético e das experiências sensoriais e motoras2.

Dentre as experiências vivenciadas pelo bebê, a amamentação merece destaque, pois o aleitamento materno é importante na prevenção de alterações no complexo craniofacial3-5. Fatores como o tempo e a freqüência do aleitamento natural, do aleitamento artificial, dos hábitos de sucção não nutritiva podem influenciar o desenvolvimento orofacial6, e quando negativos podem provocar instabilidade nas funções orofaciais e ma oclusão4,7-9,10-12.

Na área fonoaudiológica, os estudos dos efeitos do tipo de aleitamento e dos hábitos de sucção no crescimento e desenvolvimento craniofacial, geralmente, envolvem análises das freqüências dos distúrbios miofuncionais orofaciais, numa dada população, em relação à história de sucção6,13.

O objetivo do presente trabalho foi investigar a relação entre a duração do aleitamento natural, do artificial e dos hábitos de sucção (sucção de chupeta e/ou dedo), bem como destas variáveis com o desempenho de crianças, quantificado por meio de escores, em tarefas de mobilidade das estruturas orofaciais, diadococinesia e nas funções de mastigação e deglutição.

 

Método

O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Humanos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP, Processo n°. 3376/2006, sendo que todos os responsáveis pelos sujeitos assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido para a coleta de dados e a divulgação dos resultados.

Participaram 176 crianças de uma lista de espera para vários tratamentos odontológicos, com idades entre de 6 a 12 anos, sendo 85 do gênero masculino e 91 do feminino.

Os critérios de inclusão foram: ser falante nativa do Português do Brasil e não apresentar queixa específica de comunicação.

Os critérios de exclusão foram: apresentar perda auditiva, retardo mental, desordens neurológicas, desordens emocionais, malformações crâniofaciais e, ainda, possuir histórico de traumas na região de cabeça e pescoço, tratamentos fonoaudiológico e/ou ortodôntico.

Coleta dos dados

Foi realizada a anamnese com os responsáveis, para a obtenção de informações necessárias ao estudo, como identificação, idade, dados de saúde, desenvolvimento, histórico de aleitamento e de hábitos orais.

Avaliação miofuncional orofacial

As crianças foram avaliadas individualmente pelo mesmo examinador usando o protocolo de Avaliação Miofuncional Orofacial com Escores (AMIOFE)14. A avaliação foi realizada por inspeção visual, durante a sessão e complementada pela análise posterior de imagens registradas em videocassete. Os indivíduos permaneceram sentados em uma cadeira com encosto, com os pés apoiados no chão e foram adotadas regras de padronização de distância entre o indivíduo e a lente e altura do tripé.

Os componentes do sistema estomatognático foram avaliados em termos de mobilidade e de desempenho nas funções de mastigação, deglutição de bolo líquido e sólido.

Para avaliar a mobilidade foram solicitados os seguintes movimentos:

. lábios: protrusão, estiramento, lateroprotrusão à direita e à esquerda;

. língua: protrusão, lateralização à direita, lateralização à esquerda, elevação, abaixamento e habilidade para manter a língua estável em protrusão por 5 segundos;

. mandíbula: protrusão, abaixamento, elevação, lateralização à direita e à esquerda.

Na análise foi considerado normal: movimentos isolados de cada componente, preciso e sem tremor. Foram considerados como alteração: falta de precisão no movimento, tremor, movimentos associados de outros componentes (exemplo, lábios que acompanham os movimentos da língua), e ainda, a incapacidade para realizar o movimento.

De acordo com o AMIOFE14, o examinador atribuiu escores numa escala de pontos onde: 3 = normal, 2 = habilidade insuficiente e 1 = ausência de habilidade ou não realização da tarefa.

Com relação aos movimentos mandibulares foram consideradas também as medidas de extensão e a simetria/assimetria durante a abertura e o fechamento bucal, a lateralidade direita e esquerda e a protrusão15.

Na deglutição foi considerado padrão normal quando o sujeito apresentava língua contida na cavidade oral, contração dos músculos elevadores e o vedamento anterior da cavidade oral sem esforço. Quando ocorreu alguma desordem da deglutição, adaptação ou atipia, foi registrado em quais músculos e/ou ações.

Na mastigação, o sujeito foi orientado a mastigar um biscoito recheado Bono®, de modo habitual, sendo observados a trituração, a presença movimentos corporais associados e se havia escape de alimento.

Na análise das imagens registradas em vídeo foram considerados os seguintes aspectos:

. a trituração: se foi bilateral alternada, bilateral simultânea, unilateral crônica (95% do tempo de um mesmo lado da cavidade oral), preferência mastigatória unilateral (66% de um mesmo lado), ou anterior;

. o tempo total para o consumo do alimento: o cronômetro foi acionado sempre após a colocação do alimento na cavidade oral e o início da trituração, sendo paralisado quando ocorreu a deglutição final de cada porção.

Posteriormente, de acordo com o protocolo foram atribuídos escores.

Diadococinesia

O estímulo empregado foi /pataka/, tendo sido explicado à criança que ela deveria tentar repetí-lo, o mais rápido possível, sem errar. Primeiramente, a examinadora forneceu o modelo, empregando estímulos diferentes. A criança imitava a examinadora e depois era iniciada a prova. As repetições foram interrompidas pela examinadora após 3 segundos. As amostras foram registradas em áudio e posteriormente foi contado o número de repetições em 3 segundos1. As produções foram registradas em fitas cassete áudio com o Panasonic Mini Cassete Recorder RQ-L11; e posteriormente a velocidade de fala calculada com auxílio de um cronômetro digital (Cronobios).

Análise dos dados

O programa Statistica foi usado para a análise estática dos dados. Foram calculadas as médias de duração da sucção nutritiva e dos hábitos de sucção. Na análise da correlação entre as variáveis, duração do aleitamento, duração dos hábitos de sucção, bem como destas com o desempenho motor foi utilizado o teste de correlação de Spearman. O nível de significância adotado foi p < 0,05.

 

Resultados

Na amostra foram constatadas crianças que receberam aleitamento natural exclusivo, enquanto outras receberam aleitamento artificial exclusivo desde recém nascido. A maior parte das crianças recebeu ambos os tipos aleitamento (natural e artificial) Tabela 1.

 

 

A duração do aleitamento natural foi negativamente correlacionada com a duração do aleitamento artificial (r = -0,33, p < 0,001) e com duração dos hábitos de sucção (r = -0,27, p < 0,001). A duração do aleitamento artificial foi correlacionada positivamente à duração dos hábitos de sucção (r = 0,23, p < 0,001), ou seja, quanto maior duração do aleitamento artificial maior a duração dos hábitos de sucção, sendo o inverso também verdadeiro.

Houve correlação positiva e significante entre a duração do aleitamento natural e a mobilidade de língua (r = 0,17, p < 0,05) de lábios (r = 0,15, p < 0,05) e de mandíbula (abertura bucal em mm) (r = 0,23, p < 0,01). Foram negativas e significantes as seguintes correlações: duração do aleitamento artificial com o desempenho na mastigação (r = -0,18, p < 0,05) e a prova de diadococinesia (r = -0,16, p < 0,05); duração da sucção não nutritiva com a função de deglutição (r = -0,16, p < 0,05) e a prova de diadococinesia (r = -0,20, p < 0,05). Foi encontrada tendência à significância entre a duração e dos hábitos de sucção e a mobilidade de língua (r = -0,14, p = 0,057).

Na Tabela 2 são apresentados os coeficientes de correlação entre as variáveis, inclusive aqueles que não foram significantes.

 

 

Discussão

No presente estudo foram analisadas as correlações entre a duração do aleitamento natural, do artificial e dos hábitos de sucção e destas variáveis com o desempenho motor orofacial o qual foi avaliado por meio de protocolo validado14.

Em estudos prévios da área fonoaudiológica, as relações entre a sucção e os comportamentos orofaciais têm se mostrado significantes4,6,13,16. Contudo, as análises geralmente são realizadas por associação, considerando as frequências dos distúrbios miofuncionais orofaciais, isto é, a presença ou ausência destes, o que não possibilita a mensuração do desempenho motor orofacial e as análises de correlação.

O crescimento e desenvolvimento orofacial dependem do correto desempenho de todas as funções estomatognáticas, portanto, a amamentação no seio materno é importante como geradora de estímulos neurais adequados, e conseqüentemente para a prevenção de distúrbios miofuncionais orofaciais5. A correlação positiva verificada no presente estudo entre o aleitamento natural e a mobilidade das estruturas orofaciais (lábios, mandíbula e língua), confirma esta afirmação.

A duração do aleitamento natural foi negativamente correlacionada à duração do aleitamento artificial e à duração dos hábitos de sucção. O desmame precoce leva à introdução do aleitamento artificial, o qual pode ser prolongado mais que o tempo necessário para suprir as necessidades nutricionais da criança e, muitas vezes, está associado aos hábitos de sucção17-18, como também verificado na amostra analisada.

Quando a criança recebe aleitamento natural por mais de quatro meses a tendência para desenvolver hábitos de sucção é menor19 do que quando recebe amamentação artificial exclusiva. O método artificial também pode resultar em maior duração dos hábitos de sucção.

As correlações negativas verificadas no presente estudo entre a duração do aleitamento artificial e o desempenho mastigatório, e da duração dos hábitos de sucção e a função de deglutição, e de ambos, aleitamento artificial e dos hábitos de sucção, com o desempenho na prova de diadococinesia, confirmam que os estímulos inadequados e por longos períodos podem acarretar prejuízos às funções estomatognáticas4,21,16 e ao controle motor orofacial, dificultando a evolução para movimentos mais estáveis1 e para o controle diferenciado e sincronizado das estruturas orofaciais2.

Os testes de diadococinesia avaliam a habilidade de produzir várias repetições de padrões relativamente simples de contrações opostas e podem fornecer informações sobre a maturação, a integração neuromotora22 e o desenvolvimento das habilidades de fala23.

O presente estudo confirmou que a falta de aleitamento natural por tempo considerado suficiente e o prolongamento do aleitamento artificial e dos hábitos de sucção podem comprometer o desenvolvimento motor oral. Portanto, este é ainda um problema que merece atenção, visando à promoção de saúde.

A adoção de procedimentos de orientação24, bem como a associação de terapia miofuncional orofacial têm-se mostrado benéficos para promover a interrupção dos hábitos de sucção e a saúde oral12.

 

Conclusão

Com base no presente estudo foi possível concluir que na amostra estudada, a maior duração do aleitamento natural exerceu influências positivas sobre a mobilidade das estruturas orofaciais. As correlações negativas da duração do aleitamento artificial e dos hábitos de sucção com as funções de mastigação, deglutição e a prova de diadococinesia confirmaram os efeitos deletérios sobre o controle motor orofacial.

 

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Recebido em 16.02.2009.
Revisado em 10.09.2009; 28.10.2009.
Aceito para Publicação em 28.10.2009.

 

 

Artigo Submetido a Avaliação por Pares
Conflito de Interesse: não
* Trabalho Realizado nas Faculdades de Medicina e Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.
1 Endereço para correspondência: Av. Bandeirantes, 3900 - Ribeirão Preto - SP - CEP 14049-900 (cfelicio@fmrp.usp.br).

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