SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.22 número2Memória de trabalho em crianças avaliada pela tarefa de Brown-PetersonManifestações eletrofisiológicas em adultos com HIV/AIDS submetidos e não-submetidos à terapia anti-retroviral índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

Compartilhar


Pró-Fono Revista de Atualização Científica

versão impressa ISSN 0104-5687

Pró-Fono R. Atual. Cient. vol.22 no.2 Barueri abr./jun. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-56872010000200006 

ARTIGO ORIGINAL DE PESQUISA

 

Treinamento auditivo: avaliação do benefício em idosos usuários de próteses auditivas*

 

 

Renata Luciane MegaleI,1; Maria Cecília Martinelli IórioII; Eliane SchochatIII

IFonoaudióloga. Mestre em Ciências da Reabilitação pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Fonoaudióloga da Empresa Phonak do Brasil Sistemas Audiológicos Ltda
IIFonoaudióloga. Livre Docente do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
IIIFonoaudióloga. Livre Docente do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da USP

 

 


RESUMO

TEMA: a deficiência auditiva acarreta dificuldades na comunicação, as quais podem ser minimizadas por meio da adaptação de próteses auditivas e do treinamento auditivo.
OBJETIVO: o objetivo geral deste estudo foi verificar a efetividade do treinamento auditivo em idosos novos usuários de próteses auditivas, quanto ao benefício no processo de adaptação.
MÉTODO: foram selecionados 42 indivíduos, portadores de deficiência auditiva neurossensorial de grau leve a moderado, com idades entre 60 e 90 anos, novos usuários de próteses auditivas bilaterais, distribuídos em dois grupos: Grupo Experimental (GE) e Grupo Sham (GS). O GE foi submetido a um programa de treinamento auditivo em cabina acústica durante seis sessões. Ambos os grupos foram avaliados com os testes de Fala com Ruído, Escuta com Dígitos, e questionário de auto-avaliação Abbreviated Profile of Hearing Aid Benefit (APHAB), em três momentos: sem próteses (primeira avaliação), quatro semanas (segunda avaliação), e oito semanas (terceira avaliação), após a adaptação das próteses.
RESULTADOS: houve diferença estatisticamente significante para os dois testes aplicados, e para o questionário Aphab (quanto ao benefício) na segunda e na terceira avaliações, nas subescalas: Facilidade de Comunicação, Reverberação e Ruído Ambiental.
CONCLUSÃO: o programa de treinamento auditivo em cabina acústica foi efetivo com relação ao benefício durante o processo de adaptação das próteses auditivas.

Palavras-Chave: Transtornos da Audição/Reabilitação; Auxiliares de Audição; Adaptação; Idoso.


 

 

Introdução

As alterações do processamento auditivo podem ser definidas como déficits no processamento da informação auditiva, os quais podem estar associados a dificuldades na compreensão da fala em ambientes ruidosos e reverberantes, e na identificação e discriminação de padrões sonoros1. As habilidades auditivas podem ser avaliadas por meio de uma bateria de testes específicos adaptados para o Brasil2, e estas alterações reabilitadas por terapia fonoaudiológica ou por treinamento auditivo.

De acordo com revisões da literatura, um dos fundamentos do treinamento auditivo é a plasticidade do Sistema Nervoso Central, ou seja, mudanças na morfologia e no desempenho auditivo após o treinamento ou a rigorosa estimulação da audição3.

A neuro-plasticidade pode ser desenvolvida por meio de tarefas propostas num treinamento de habilidades do processamento auditivo4.

Evidências sugerem que o Sistema Auditivo Central de idosos é capaz de se modificar e, com o treinamento auditivo, o indivíduo aprende a vivenciar diferentes sons de maneiras significantes5.

Em decorrência da falta de estudos com idosos e a associação de treinamento auditivo ao uso de amplificação sonora, o objetivo deste estudo foi verificar a efetividade do treinamento auditivo nesta população, relacionando resultados da avaliação do processamento auditivo com respostas sobre o benefício obtido com o uso das próteses.

 

Método

A casuística foi constituída por 42 indivíduos (29 mulheres e 13 homens), com idades entre 60 e 90 anos, apresentando perda auditiva bilateral simétrica neurossensorial de grau leve a moderado6, e candidatos ao uso de prótese auditiva binaural.

A seleção dos indivíduos foi baseada nos seguintes critérios de inclusão:

. faixa etária entre 60 e 90 anos;

. presença de perda auditiva neurossensorial de grau leve a moderado, bilateral simétrica;

. candidatos ao uso de prótese auditiva binaural com tecnologia digital;

. ausência do uso de prótese auditiva binaural anteriormente.

Os critérios de exclusão foram baseados na ausência de perdas auditivas unilaterais, adaptação unilateral de prótese auditiva e experiência anterior ao uso de prótese auditiva.

Salienta-se que não foram consideradas como critérios de inclusão e exclusão as marcas e/ou fabricantes das próteses auditivas, pois o objetivo deste trabalho foi verificar a efetividade do treinamento auditivo, e não a qualidade dos equipamentos.

A coleta de dados foi realizada na clínica de uma universidade pública localizada na Cidade de São Paulo. Neste local, todo o acompanhamento fonoaudiológico, bem como, a concessão das próteses ocorreu gratuitamente.

Para o desenvolvimento do estudo foram utilizados os seguintes equipamentos e materiais: otoscópio marca WelchAlly; audiômetro clínico AC33 -Interacoustics, com fones TDH39; cabina acústica; compact disc player da marca Sony, com saída direta para o audiômetro; compact disc laser (CD) que contém a gravação dos testes utilizados, do livro "Processamento Auditivo Central - manual de avaliação"2.

Realizou-se, inicialmente, consulta aos prontuários dos indivíduos candidatos ao uso de prótese auditiva binaural, para verificação da possibilidade de participação neste estudo, conforme os critérios de inclusão e de exclusão.

Os indivíduos selecionados foram divididos em dois grupos, Grupo Sham (GS), constituído pelos indivíduos que, por alguma razão, não quiseram ou não puderam participar voluntariamente do programa de treinamento auditivo em cabina acústica, e Grupo Experimental (GE), constituído pelos indivíduos que aceitaram o convite e participaram voluntariamente do programa de treinamento.

Ambos os grupos foram submetidos a acompanhamento durante oito semanas, após a adaptação das próteses auditivas, e foram avaliados em três momentos: sem próteses auditivas (primeira avaliação), quatro semanas após a adaptação das próteses (segunda avaliação), oito semanas após a adaptação das próteses (terceira avaliação).

Na primeira avaliação, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, e foram submetidos à coleta da história clínica, à inspeção visual do meato acústico externo e à aplicação do questionário de auto-avaliação Abbreviated Profile of Hearing Aid Benefit (APHAB), na qual a entrevista foi realizada pela pesquisadora.

O questionário APHAB tem como finalidade quantificar as dificuldades encontradas com o uso das próteses auditivas nas diferentes situações decomunicação do cotidiano. É constituído de 24 itens divididos em quatro sub-escalas: Facilidade de Comunicação (FC), Reverberação (RV), Ruído Ambiental (RA), e Aversão a Sons (AS).

Para análise dos resultados do questionário APHAB, foi considerado o benefício subjetivo calculado a partir das respostas nas sessões de avaliação, com e sem próteses auditivas. Neste caso, valores positivos significam maior benefício, e, ao contrário, valores negativos indicam pior percepção com a prótese do que sem ela7,22. Os cálculos foram realizados com o auxílio do programa de computador, denominado Phonak Fitting Guideline, utilizado para programação de próteses auditivas.

Foram aplicados também os seguintes testes comportamentais para a avaliação do processamento auditivo: Teste de Escuta Dicótica com Dígitos (ED)8 e o Teste Monótico de Fala com Ruído (FR)9.

O teste ED foi realizado com objetivo de avaliar a tarefa de integração binaural. Para análise dos resultados foi computado o número de erros cometidos em cada orelha, considerando como normal uma porcentagem acima de 90% de acertos em adultos jovens10.

O teste FR foi aplicado para avaliar a habilidade de fechamento auditivo. O índice de acertos foi calculado para cada orelha, considerando que, em estudo encontrado na literatura, idosos com audição dentro dos padrões de normalidade apresentaram porcentagem de acertos de 64,8% e 72%, respectivamente, para primeira e segunda orelhas, e idosos com deficiência auditiva obtiveram resultados de 61,2% e 62,8%9.

Após quatro semanas, a partir da primeira avaliação, os indivíduos foram novamente submetidos à aplicação do questionário APHAB. Ao completar oito semanas, o mesmo questionário e testes comportamentais mencionados foram reaplicados.

O programa de treinamento auditivo realizado com o GE foi adaptado a partir dos procedimentos fundamentados em Musiek e Schochat11. O programa foi composto por seis sessões de treinamento, uma por semana, com duração de 40 minutos cada, além de 10 a 20 minutos de orientações sobre o uso das próteses e estratégias de comunicação. Este foi executado com a utilização dos CDs que contém os testes de avaliação do Processamento Auditivo2; em cabina acústica com fones, sendo que as três primeiras sessões ocorreram sem as próteses, e as outras três sessões, com as próteses.

As tarefas aplicadas durante as sessões foram: treinamento da habilidade de figura-fundo, treinamento da habilidade de fechamento auditivo; treinamento da habilidade de processamento temporal; treinamento das habilidades de separação e integração binaural e percepção de fala dicótica. Foram computados erros, acertos e o desempenho geral dos indivíduos treinados em cada tarefa.

Conforme a necessidade relatada pelos próprios indivíduos, foram realizados ajustes nas regulagens das próteses auditivas, com objetivo de propiciar melhora da qualidade auditiva nas situações de vida diária.

Para a realização das análises estatísticas deste estudo foram utilizados: o Teste T-Student Pareado, com o objetivo de comparar as avaliações realizadas em cada grupo, individualmente; o teste de ANOVA, com a finalidade de comparar os resultados dos dois grupos estudados; e as Comparações Múltiplas de Tukey, para verificar todas as avaliações, comparando-as duas a duas.

O nível de significância (p) deste estudo foi definido em 0,05 (5%) e a confiança de 95%.

 

Resultados

Ao comparar os dados dos dois grupos avaliados, utilizando o teste ED e FR, verificou-se que, para a primeira avaliação, anterior à realização do programa de treinamento auditivo com o GE, não houve diferença estatisticamente significante entre os resultados obtidos. Para a segunda avaliação, após a realização do programa de treinamento auditivo, foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre os valores médios nos dois testes, conforme Tabela 1.

O cálculo do benefício, obtido por meio da aplicação do questionário APHAB, foi definido pela diferença no desempenho dos indivíduos para as condições sem próteses auditivas (SPA) e com próteses auditivas (CPA), (SPA - CPA = Benefício).

Nas Tabelas 2 e 3, observa-se os valores do benefício na segunda e na terceira avaliações. Os resultados mostraram diferenças estatisticamente significantes nas sub-escalas: FC, RV e RA, nas duas avaliações, nos grupos GE e GS respectivamente.

 

Discussão

Com relação aos resultados obtidos com a aplicação do teste ED, quando comparados somente os resultados da primeira avaliação (Tabela 1), observou-se que ambos os grupos apresentaram índices de acertos menores do que os encontrados por Musiek10 em adultos jovens (90%) e Luz e Pereira12, em idosos com audição dentro dos padrões de normalidade (primeira orelha: 88,72% e segunda orelha: 89,75%).

Ao analisar os resultados obtidos com a aplicação do teste FR, na primeira avaliação (Tabela 1), constatou-se que ambos os grupos apresentaram índices de acertos semelhantes aos mencionados por Schochat e Pereira9 em idosos com perda da audição (61,2% e 62,8%).

A partir dos dados de ambos os testes, pode-se inferir a presença de alterações do processamento auditivo nos indivíduos avaliados, o que caracteriza dificuldades de discriminação auditiva, compreensão de fala em ambiente ruidoso ou reverberante, dificuldades para conversar ao telefone, e déficit de memória auditiva e comportamento1,13, além de evidenciar a presença de disfunção auditiva central9.

Quando comparados os resultados inter-grupos para o teste de ED, verificou-se médias de acertos de 86,3% para o GE e de 70,7% para o GS, na segunda avaliação, diferenças estas estatisticamente significantes. Com esses resultados, observou-se que o GE (86,3%) apresentou média de acertos próxima aos valores encontrados em outros estudos10 ,12.

Na comparação inter-grupos para o teste de FR, o GE também apresentou diferenças médias estatisticamente significantes, em relação ao GS, na segunda avaliação, 79,9% e 68,9%, respectivamente. Desta forma, apresentou médias de acertos maiores do que as mencionadas por Schochat e Pereira9 em idosos com audição dentro dos padrões de normalidade (primeira orelha: 64,8% e segunda orelha: 72%) e em idosos com perda da audição (primeira orelha: 61,2% e segunda orelha: 62,8), e semelhantes às encontradas por Gil14 póstreinamento auditivo em adultos (77,7%).

Os dados obtidos com a aplicação dos testes de ED e FR podem sugerir que o treinamento das habilidades auditivas, associado ao uso de próteses, melhorou o desempenho das habilidades do processamento auditivo, mais especificamente o da habilidade para agrupar componentes do sinal acústico em figura-fundo e identificá-los verbalmente8, e o reconhecimento de fala na presença de ruído competitivo14-17. Tal melhora pode estar relacionada à capacidade do Sistema Auditivo Central de se reorganizar e alterar sua função em resposta à estimulação e a amplificação3.

Alguns autores verificaram aumento do benefício com o uso de próteses auditivas associado a algum modelo de treinamento auditivo em idosos e em adultos jovens14-18, ou em crianças e jovens com audição dentro dos padrões de normalidade11,19-20.

O benefício definido pela diferença no desempenho dos indivíduos, para a aplicação do questionário APHAB, foi analisado comparandose a primeira e a terceira avaliações (Tabelas 2 e 3).

Ao comparar os grupos (análise inter-grupos), verificou-se resultados estatisticamente significantes nas sub-escalas FC, RV e RA, para a segunda e para a terceira avaliações, sugerindo benefício nas situações fáceis de comunicação, em ambientes reverberantes e em locais com ruído, após a aplicação do treinamento auditivo, durante o processo de adaptação. Além disso, os valores percentuais de benefício maiores para o GE, com relação ao GS, principalmente após oito semanas de utilização das próteses auditivas, levantaram a hipótese de que parece que o efeito de aclimatização ocorreu próximo à oitava semana de utilização das próteses. A aclimatização pode ocorrer entre seis e 12 semanas de utilização das próteses auditivas21.

Na sub-escala AS, não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre a segunda e a terceira avaliações. Observou-se aumento dos valores percentuais do benefício do GE (segunda avaliação: -21,9%, e terceira avaliação: -6,81), com relação ao GS (segunda avaliação: 15,67%, e terceira avaliação: -5,90). Os dados sugerem que a aversão a sons intensos é frequente no processo de adaptação a próteses auditivas22. Considera-se um aspecto difícil de ser trabalhado podendo estar associado à presença do fenômeno do recrutamento23.

Os dados apresentados elucidaram a hipótese inicial deste estudo sobre a efetividade do programa de treinamento auditivo associado ao uso de próteses auditivas binaurais. Os resultados do GE mostraram melhora no desempenho das habilidades do processamento auditivo. Além disso, também pode-se observar melhora na compreensão da fala em ambientes ruidosos e reverberantes14-17, bem como na qualidade de vida dos idosos.

 

Conclusão

Após a análise dos resultados obtidos, podese concluir que:

. o programa de treinamento auditivo em cabina acústica auxiliou na melhora do desempenho das habilidades do processamento auditivo, pois houve diferença estatisticamente significante entre os grupos GE e GS, para os testes ED e FR, na segunda avaliação (com próteses);

. houve diferença estatisticamente significante entre os grupos GE e GS, quanto ao benefício obtido através do questionário APHAB, para as subescalas: FC, RV e RA, na segunda e na terceira avaliações (com próteses).

 

Referências Bibliográficas

1. Jerger J, Musiek F. Report of the consensus conference on the diagnosis of auditory processing disorders in schoolaged children. J Am Acad Audiol. 2000;11:467-74.         [ Links ]

2. Pereira LD, Schochat E. Processamento auditivo central: manual de avaliação. São Paulo: Lovise; 1997.         [ Links ]

3. Musiek FE, Baran JA, Schochat E. Selected management approaches to central auditory processing disorders. Scand Audiol. 1999;28(51):63-76.         [ Links ]

4. Phillips DP. Central auditory system and central auditory processing disorders: some conceptual issues. Seminars in Hearing. 2002;23(4):251-61.         [ Links ]

5. Tremblay, Kelly L.; Billings, Curtis J.; Friesen, Lendra M.; Souza, Pamela E. Neural Representation of Amplified Speech Sounds. Ear & Hearing. 2006;27(2):93-103         [ Links ]

6. Silman S, Silverman CA. Auditory diagnosis. San Diego. Academic Press, Inc. 1991.         [ Links ]

7. Cox, Robyn M.; Alexander, Genevieve C.; Gray, Ginger A. Personality, Hearing Problems, and Amplification Characteristics: Contributions to Self-Report Hearing Aid Outcomes. Ear & Hearing. 2007 April;28(2):141-162.         [ Links ]

8. Santos MFC, Pereira LD. Escuta com Dígitos. In: Pereira LD, Schochat E. Processamento Auditivo Central: manual de avaliação. São Paulo: Lovise; 1997. p. 147-150.         [ Links ]

9. Schochat E, Pereira LD. Fala com Ruído. In: Pereira LD, Schochat E. Processamento Auditivo Central: manual de avaliação. São Paulo: Lovise; 1997. p. 99-102.         [ Links ]

10. Musiek F. Assessment of central auditory dysfunction: the dichotic digits test revisited. Ear Hear. 1983;4:79-83.         [ Links ]

11. Musiek FE, Schochat E. Auditory training and central auditory processing disorders. Semin Hear. 1998;19(4):357-66.         [ Links ]

12. Luz SV, Pereira LD. Teste de escuta dicótica utilizando dígitos em indivíduos idosos. Acta Awho. 2000;19(4):180-4.         [ Links ]

13. Baran J. Managing auditory processing disordes in adolescents and adults. Semin Hear. 2002;23(4):327-35.         [ Links ]

14. Gil D. Treinamento auditivo formal em adultos com deficiência auditiva. [tese]. São Paulo: Universidade Federal de São Paulo; 2006.         [ Links ]

15. Sweetow RW, Henderson-Sabes J. The case for LACE: listening and auditory communication enhancement training. The Hearing Journal. 2004;57(3):32-8.         [ Links ]

16. Hickson, Louise; Worrall, Linda; Scarinci, Nerina A Randomized Controlled Trial Evaluating the Active Communication Education Program for Older People with Hearing Impairment. Ear & Hearing. 2007;28(2):212-30.         [ Links ]

17. Burk MH, Humes LE, Amos NE, Strauser LE. Effect of training on word-recognition performance in noise for young normal-hearing and older hearing-impaired listeners. Ear Hear. 2006;27(3):263-78.         [ Links ]

18. Merzenich M, Pandya P, Tremblay KL. Roundtable discussion: plasticity and auditory training. Semin Hear. 2005;26(3):144-8.         [ Links ]

19. Tallal P, Miller SL, Bedi G, Byma G, Wang X, Nagarajan SS, Schreiner C, Jenkins WM, Merzenich MM. Language comprehension in language-learning impaired children improved with acoustically modified speech. Science. 1996;271:81-4.         [ Links ]

20. Schochat E, Carvalho LZ, Megale RL. Treinamento auditivo: avaliação da manutenção das habilidades. Pró-Fono. São Paulo: 2002;14(1):93-8.         [ Links ]

21. Gatehouse S. The time course and magnitude of perceptual acclimatization to frequency responses: evidence from monoaural fitting of hearing aids. J Acoust Soc Am. 1992;92(3):1258-68.         [ Links ]

22. Cox RM, Alexander GC. The abbreviated profile of hearing aid benefit. Ear Hear. 1995;16(2):176-83.         [ Links ]

23. Howarth A, Shone GR. Ageing and the auditory system. Fellowship Postgrad Med. 2006;82(965):166-71.         [ Links ]

 

 

Recebido em 05.06.2009.
Revisado em 05.06.2009; 14.12.2009; 02.02.2010; 09.02.2010.
Aceito para Publicação em 22.04.2010.
Conflito de Interesse: não

 

 

Artigo Submetido a Avaliação por Pares
* Trabalho Realizado no Núcleo Integrado de Atendimento, Pesquisa e Ensino em Audição - Professor Doutor Hélio Egydio Nogueira - Disciplina dos Distúrbios da Audição - Departamento de Fonoaudiologia da Unifesp.
1 Endereço para correspondência: Rua Coelho Lisboa, 266 - São Paulo - SP - CEP 03336-000 (rlmegale@yahoo.com.br).

Creative Commons License Todo o conteúdo deste periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons