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Pró-Fono Revista de Atualização Científica

Print version ISSN 0104-5687

Pró-Fono R. Atual. Cient. vol.22 no.2 Barueri Apr./June 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-56872010000200008 

ARTIGO ORIGINAL DE PESQUISA

 

Representação semântica e nomeação em crianças com distúrbio específico de linguagem*

 

 

Debora Maria Befi-LopesI,1; Cintia Preto Ferreira da SilvaII; Ana Carolina Paiva BentoIII

IFonoaudióloga. Livre-Docente do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Professora Associada do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da FMUSP
IIFonoaudióloga Clínica. Especialista em Fonoaudiologia pela Universidade de São Paulo (USP)
IIIFonoaudióloga. Mestre em Comunicação Humana pela USP. Bolsista de Pós-Graduação (Nível Doutorado) pela USP - Agência de Fomento - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)

 

 


RESUMO

TEMA: crianças com distúrbio específico de linguagem (DEL) apresentam déficits lexicais como os primeiros sinais observáveis nesta desordem, caracterizado por dificuldades de acesso lexical em provas de nomeação e discurso. Estudos comparando a nomeação de figuras com desenhos parecem ideais para esclarecer os déficits lexicais.
OBJETIVO: comparar o desempenho de crianças em desenvolvimento normal de linguagem (DNL) com crianças com DEL nas tarefas de nomeação, desenho e definição, visando explorar a qualidade da representação semântica no léxico.
MÉTODO: participaram deste estudo dois grupos: grupo controle (GC), sem alterações de linguagem, composto por 40 sujeitos, e grupo pesquisa (GP), 20 sujeitos, com diagnóstico de DEL, compreendido na faixa etária de cinco a sete anos de idade. Foram realizadas tarefas de nomeação, desenho de figuras e definição em que foram utilizadas 20 figuras. Na nomeação, os tipos de erros foram analisados e classificados em: erros semânticos, fonológicos, indeterminados e outros. A análise dos desenhos e das definições foi baseada somente no correto, nos erros semânticos e nos erros indeterminados.
RESULTADOS: as crianças do GP apresentaram maior número de erros do tipo semânticos na nomeação das figuras. Além disso, as definições do GP se mostraram mais rudimentares e incompletas mesmo quando a criança foi capaz de nomear corretamente as figuras. Os desenhos de objetos nomeados corretamente foram superiores aos desenhos de objetos nomeados incorretamente.
CONCLUSÕES: foi possível diferenciar as crianças, dentro do quadro de DEL, que apresentam maiores déficits lexicais, além de possibilitar a exploração da razão das falhas em provas de nomeação.

Palavras-Chave: Transtornos do Desenvolvimento da Linguagem; Criança; Semântica; Desenho.


 

 

Introdução

Crianças com distúrbio específico de linguagem (DEL) apresentam déficits no aprendizado e no uso da linguagem, além de dificuldades morfossintáticas, entretanto, déficits lexicais são os primeiros sinais observáveis da desordem1.

Autores propuseram a hipótese da armazenagem (representação semântica) como o fator causal para os problemas freqüentes de nomeação das crianças com DEL2.

Explorar as representações armazenadas das crianças com DEL não é uma tarefa simples, pois simplesmente perguntar o que elas sabem das palavras citadas não é um método eficiente, uma vez que estas crianças, devido aos déficits de linguagem apresentados, muitas vezes não possuem conhecimento metalingüístico suficiente para definir verbalmente seu conhecimento sobre determinada palavra3.

Sendo assim, pesquisadores têm utilizado tanto tarefas de nomeação, analisando os tipos de erros (fonológico, semântico ou ambos), quanto o desenho para testar a hipótese da armazenagem (representação), já que a evidência do déficit da armazenagem pode ser obtida em duas diferentes modalidades que subjazem à mesma representação. Assim, se o foco dos erros da nomeação estiver na armazenagem, ou seja, na representação no léxico semântico, a criança deverá demonstrar problemas em ambas atividades, ou seja, tanto na nomeação quanto no desenho3.

Devido às crianças serem muito pequenas, desenhos com pouca qualidade podem ser resultado de uma habilidade artística ainda restrita, dessa forma, a chave para o estudo comparativo entre figura / nomeação e figura / desenho é a comparação dos desenhos de objetos nomeados corretamente e desenhos de objetos nomeados de forma errada3. A nomeação correta reflete uma representação adequada no locus semântico, logo, desenhos de objetos nomeados corretamente deverão ser superiores aos desenhos de objetos nomeados de forma errada, não importando a qualidade dos desenhos como um trabalho artístico.

Sendo assim, o objetivo deste estudo é comparar o desempenho de crianças normais e crianças com DEL nas tarefas de nomeação, desenho e definição, com o intuito de explorar a qualidade da representação semântica no léxico destas últimas, partindo do pressuposto de que objetos nomeados corretamente apresentam melhor representação semântica no léxico das crianças, tanto normais quanto com DEL.

 

Método

Participaram deste estudo dois grupos de crianças: grupo controle (GC) e grupo pesquisa (GP), na proporção de 2-1(controle-pesquisa).

Esta pesquisa foi analisada e aprovada peloComitê de Ética do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), sob o número 044/05. Os termos de consentimento Livre e Esclarecido foram assinados pelos responsáveis em ambos os grupos estudados.

O GC foi composto por 40 crianças, de ambos os gêneros, com faixa etária média de 6,34 anos (5:3 e 7:11 anos), pertencentes a uma Escola Estadual da região Norte da Cidade de São Paulo.

Os critérios de seleção para o GC foram: ausência de queixa ou tratamento fonoaudiológico anterior, bom padrão comunicativo e desempenho escolar satisfatório segundo as professoras. Além disso, deveriam apresentar desempenho adequado em prova de Fonologia4, Vocabulário Expressivo5 e Vocabulário Receptivo6.

O GP foi composto por 20 crianças com diagnóstico de distúrbio específico de linguagem (DEL) de ambos os gêneros, com faixa etária média de 6,34 anos (5:0 e 7:8 anos), que frequentavam terapia fonoaudiológica no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica em Desenvolvimento da Linguagem e suas Alterações (LIF-ADL) do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Este é um estudo que utilizou como base uma pesquisa realizada em 2002, por McGregor et al.7, realizada na Northwestern University Evanston, que pesquisou a representação semântica e a nomeação em crianças com DEL.

O material utilizado para eliciar a nomeação, os desenhos e as definições foram 20 figuras de objetos, em preto e branco, da padronização brasileira realizada por Pompéia et al.8-9, do corpus do Snodgrass e Vanderwart10 que foram escolhidas de acordo com a frequência de ocorrência no Português Brasileiro. O material utilizado foi escolhido por se tratar de uma padronização Brasileira do corpus do Snodgrass and Vanderwart10, usado na pesquisa que tomamos como base para a realização deste estudo.

Para balancear a necessidade de eliciar erros com a probabilidade de que a criança tivesse algum conhecimento sobre o estímulo, foram selecionadas figuras que representam palavras de média freqüência de ocorrência, mas apropriadas para a idade. A complexidade visual dos 20 estímulos utilizados foi analisada, a fim de garantir que as respostas de nomeação e os desenhos não seriam influenciados pela complexidade visual das figuras.

Os participantes foram testados individualmente em suas escolas, no caso das crianças do grupo controle, ou no LIF ADL do Curso de Fonoaudiologia da FMUSP, pela pesquisadora executante desta pesquisa.

As provas utilizadas como critério de inclusão para o grupo controle foram realizadas na primeira sessão, a nomeação na segunda sessão, metade das tarefas de desenhos e definições na terceira sessão, e o restante das tarefas de desenhos e definições na quarta sessão.

No grupo pesquisa, seguiu-se esta mesma ordem, no entanto, com uma sessão a menos, uma vez que as provas de inclusão não foram utilizadas para este grupo. Os itens desenhados e definidos durante cada sessão foram selecionados de forma randomizada, a fim de garantir que os participantes não desenhassem e definissem o mesmo objeto na mesma sessão. O intervalo entre as sessões foi de dois a quinze dias.

As respostas nas provas de nomeação foram classificadas de acordo com os tipos de erros. Assim, as respostas foram classificadas em quatro tipos: erros semânticos, erros fonológicos, erros indeterminados e outros3:

Os erros semânticos foram divididos em:

1A. Taxonômicos: erros que envolviam associações dentro da categoria semântica.

1.1 Substituições coordenadas: utilizando termos semanticamente próximos.

1.2 Substituições superordenadas: ao haver a substituição de um vocábulo por outro semanticamente mais abrangente.

2A. Temáticos: erros que envolviam associações fora da categoria semântica.

2.1 Novos derivados: substituições por diminutivos, aumentativos ou por qualquer derivação da palavra alvo.

3A. Descritivos.

3.1 Circunlóquio: quando foram utilizadas paráfrases repetidas ao invés do nome do objeto.

Erros que não são de natureza semântica foram classificados como:

1B. Erros Fonológicos: quando a substituição da palavra alvo ocorreu por uma palavra real ou não palavra que se aproximasse na forma da palavra alvo.

1C. Erros Indeterminados: como as respostas do tipo "não sei".

1D. Outros: quando não foi possível localizá-las em nenhuma classificação anterior ou fossem respostas ininteligíveis.

A análise dos desenhos e das definições foi baseada somente no correto, nos erros semânticos e nos erros indeterminados.

A informação incluída nas definições foi explorada para determinar se houve diferenças qualitativas no tipo de armazenamento semântico associado com acertos e erros na nomeação e foram levados em consideração a quantidade e o tipo de informação dada em cada definição. Cinco adultos que não conheciam as respostas da prova de nomeação constituíram os juízes da pesquisa. Esta norma foi utilizada para evitar que se confunda uma habilidade manual restrita para desenho e uma representação semântica restrita. Esses juízes marcaram a precisão de cada desenho através de uma escala de concordância e discordância com a sentença "O desenho desta criança reflete precisão e conhecimento completo de X". A escala utilizada varia de 1 a 7. A pontuação de 1-2 reflete uma forte discordância entre os juízes sobre a acuidade do desenho e o que ele representa, de 2.01 - 5.99 existe uma concordância moderada, e de 6-7 há uma forte concordância. As discordâncias foram resolvidas pelo bom senso.

 

Resultados

Para análise estatística dos dados foram utilizados os seguintes testes: ANOVA, teste t para amostras independentes e qui-quadrado. O nível de significância adotado foi de 5%.

As Tabelas 1 e 2 apresentam os valores de média, mediana e desvio padrão geral e por idade para cada um dos grupos.

 

 

 

 

Os sujeitos do GC não apresentam variação no desempenho com mudança da tarefa (F = 0,88; p = 0,417), enquanto que os sujeitos do GP apresentam desempenho significativamente superior em nomeação, quando comparada com a definição e desenho (F = 7,70; p = 0,001). Comparando os dois grupos para cada uma das tarefas, observa-se desempenho estatisticamente superior para GC em nomeação (T = 4,50; P < 0,001), desenho (T = 6,39; P < 0,001) e definição (T = 4,26; P < 0,001).

Comparando o desempenho por tarefa e por idade, em nomeação os grupos não se diferenciam para os sujeitos de 5 anos (T = 1,89; p = 0,155), ao passo que aos 6 anos (T = 2,41; p = 0,039) e aos 7 anos (T = 4,18; p = 0,009) o desempenho do GC é superior . Para as tarefas de definição e desenho o mesmo acontece, desempenho igual aos 5 anos (T = 2,57; p = 0,083; e T = 1,84; p = 0,163) e superior para GC aos 6 anos (T = 5,77; p = 0,0,001; e T = 5,76; p = 0,001), e 7 anos (T = 5,29; p = 0,013; e T = 3,62; p = 0,036).

Em relação aos tipos de erro da tarefa de nomeação, no GC 35,7% (11) são do tipo semântico, 3,6% (1) do tipo fonológico e 57,14% (16) do tipo indeterminado. Para o GP, 65,1% (28) são do tipo semântico, 46,4% (13) indeterminado e 4,6% (2) do tipo outros. Desta forma, para o GC predominam os erros do tipo indeterminado e para o GP os do tipo semântico, sendo tal diferença estatisticamente significante (X2 = 5,052; n.g.l.= 1; p = 0,025).

Quanto à tipologia de erros da tarefa de desenho, no GC 83,3% (36) são do tipo semântico e 16,7% (6) indeterminado. Para o GP, 80,2% (69) são do tipo semântico e 19,77% (17) indeterminado. Sendo assim, os grupos não se diferenciam quanto à tipologia de erros nos desenhos (X2 = 0,159; n.g.l. = 1; p = 0,690).

Na análise dos erros da tarefa de definição, no GC 65,7% (23) são do tipo semântico e 34,4% (12) do tipo indeterminado. Para o GP, 70,2% (66) do tipo semântico e 29,8% (28) do tipo indeterminado. Da mesma forma que para a tarefa de desenho, os grupos não se diferenciam quanto à tipologia de erros nas definições (X2 = 0,241; n.g.l. = 1; p = 0,623).

 

Discussão

Tipos de erros

Analisando os resultados observou-se que o GP apresentou maior número de erros semânticos para todas as tarefas realizadas enquanto que o GC apresentou maior número de erros semânticos nas tarefas de definição e desenho. Além disso, o número de erros semânticos se mostrou significativamente maior para o GP.

Estes resultados corroboram outros estudos em que crianças com DEL cometem mais substituições semânticas que fonológicas em tarefas de nomeação3,7,11-12.

De acordo com outros estudos crianças com DEL cometem mais substituições fonológicas durante a nomeação que seus pares de mesma idade em desenvolvimento normal13. No presente estudo o GP não apresentou erros fonológicos enquanto que o GC apresentou ocorrência deste tipo de erro.

Pesquisadores exploraram a razão do maior número de substituições semânticas. Eles encontraram evidências em três hipóteses. Primeiro, as crianças fariam as substituições semânticas para preencher lacunas lexicais (a representação semântica é ausente no léxico mental). Para completar a tarefa de nomeação, eles usariam palavras que abrangem as características do alvo. Segundo, as crianças não conhecem a palavra alvo suficientemente para nomeá-la corretamente (há uma representação semântica frágil no léxico mental). Com o conhecimento parcial eles não são capazes de escolher corretamente entre o alvo e as palavras relacionadas. Finalmente, em casos raros, as crianças esquecem temporariamente o alvo, no entanto há o conhecimento da palavra (há boa representação semântica no léxico mental) 7.

Além disso, os grupos se diferenciaram a partir da faixa etária de 6 anos mostrando que o desenvolvimento nestas habilidades ocorre de forma mais atrasada para crianças com DEL. Estes dados estão de acordo com pesquisas realizadas recentemente14-15.

Nomeação / desenho

A presente pesquisa mostrou que as figuras nomeadas corretamente foram desenhadas adequadamente com detalhes.

Outros estudos também encontraram significativa relação entre a nomeação e o desenho7. O desenho, sendo uma modalidade visual, se mostrou um potencial de avaliação válido a cerca do conhecimento semântico das crianças especialmente nos casos em que o conhecimento é restrito e não disponível verbalmente16.

Nomeação / definição

A definição nos mostra informações a respeito das representações semânticas realizadas pelas crianças. Grande parte das definições descreveu propriedades físicas e funcionais dos objetos. Estudos mostraram que as propriedades físicas e funcionais são as bases para a categorização de objetos na infância17-18.

Os resultados mostraram que há forte relação entre a definição dos objetos e a nomeação correta do mesmo, já que os objetos nomeados corretamente foram definidos de forma mais completa. Estes dados concordam outros autores que relacionam a representação semântica adequada às tarefas de nomeação e definição dos objetos bem como sua representação gráfica pelo desenho7.

 

Conclusão

Os resultados enfatizaram a natureza dinâmica dos léxicos mentais das crianças e esclareceram algumas questões a cerca das representações semânticas.

A análise dos desenhos e definições sugeriu que as propriedades funcionais e físicas são aspectos centrais das representações semânticas.

Analisando os tipos de erros pudemos verificar que as representações semânticas parecem ser organizadas e acessadas de acordo com a hierarquia taxonômica.

Foi possível diferenciar as crianças, dentro do quadro de DEL, que apresentam maiores déficits lexicais, além de possibilitar a exploração da razão das falhas em provas de nomeação.

Com esta avaliação podemos ter uma visão tanto quantitativa quanto qualitativa da performance das crianças. Isso nos possibilita um caminhar com dados cada vez mais fidedignos para direcionar melhor o foco de nossa reabilitação, a fim de garantir um melhor desempenho destas crianças no convívio social.

 

Referências Bibliográficas

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Recebido em 15.05.2009.
Revisado em 01.12.2009; 10.03.2010; 30.03.2010.
Aceito para Publicação em 22.04.2010.
Conflito de Interesse: não

 

 

* Trabalho Realizado no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica em Alterações do Desenvolvimento da Linguagem.
1 Endereço para correspondência: Rua Cipotânea, 51- São Paulo - SP - CEP 05360-000 (dmblopes@usp.br).

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