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Pró-Fono Revista de Atualização Científica

versão impressa ISSN 0104-5687

Pró-Fono R. Atual. Cient. vol.22 no.2 Barueri abr./jun. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-56872010000200009 

ARTIGO ORIGINAL DE PESQUISA

 

Medida angular para aferição do tônus muscular na paralisia facial*

 

 

Adriana TessitoreI,1; Luis Alberto MagnaII; Jorge Rizzato PaschoalIII

IFonoaudióloga. Doutoranda em Ciências Médicas pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Coordenadora do Setor de Reabilitação Orofacial do Ambulatório de Paralisia Facial do Hospital de Clínicas da Unicamp
IIMédico. Professor Titular do Departamento de Genética Médica - Faculdade de Ciências Médicas - Unicamp
IIIMédico Otorrinolaringologista. Livre-Docente na Área de Otorrinolaringologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Chefe do Ambulatório da Base do Crânio e Paralisia Facial da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp

 

 


RESUMO

TEMA: na paralisia facial periférica, a diminuição dos movimentos faciais e as sequelas estéticas resultantes podem ter repercussões emocionais importantes consequentes ao déficit funcional, na dependência da intensidade do quadro clinico. A reabilitação orofacial visa otimizar os movimentos residuais, na paralisia incompleta, e as suas adequações e/ou adaptação às funções orofaciais e da expressividade facial. Entretanto, quantificar o resultado terapêutico é um desafio. Em geral, as graduações utilizadas são generalistas esubjetivas.
OBJETIVO: propor o Ângulo da Comissura Labial e avaliar sua confiabilidade como recurso objetivo na avaliação da modificação do tônus da musculatura facial na evolução da paralisia facial.
MÉTODO: foram estudados 20 pacientes com paralisia facial periférica - grau IV. O estudo se fez sob imagens da documentação fotográfica de pacientes com paralisia facial, tomadas a partir de quinze dias de instalação e ao final de um ano de acompanhamento clínico. Mediu-se o ângulo por meio de traçados determinados por pontos faciais antropométricos pré-estabelecidos, como a linha entre a glabella e gnation e o cruzamento com os pontos chelion direito e esquerdo, determinando um ângulo medidomanualmente com um transferidor na fotografia.
RESULTADOS: a média do Ângulo da Comissura Labial foi de 101,70 nas tomadas iniciais, diminuindo para 93,80 (desvio padrão = 4,3) após um ano de evolução. O teste estatístico revelou diferença estatisticamente significante (P < 0,001).
CONCLUSÃO: os resultados obtidos sugerem que o Ângulo da Comissura Labial permite a avaliação objetiva da modificação do tônus da musculatura facial.

Palavras-Chave: Paralisia Facial; Tono Muscular; Face; Terapia Miofuncional.


 

 

Introdução

O controle preciso da musculatura facial permite variações sutis na fisiologia muscular, necessárias para a expressividade facial e para as funções mastigação, deglutição e fala1. Nos casos de Paralisia Facial Periférica (PFP), a diminuição dos movimentos faciais, além das sequelas cosméticas, pode desencadear repercussões emocionais importantes e alterações funcionais evidentes. A alteração na propriocepção muscular e o desvio do filtro nasolabial podem interferir na articulação dos fonemas bilabiais e labiodentais. A pressão intraoral diminuída pela flacidez da musculatura facial dificulta a retenção de líquido na cavidade bucal e causa estase de alimentos no vestíbulo oral no lado paralisado2-5. Nos casos graves, pode ocorrer disfagia com alimentos sólidos em decorrência da diminuição da produção salivar6-7.

A necessidade de caracterizar-se a evolução da PFP levou ao desenvolvimento de métodos para quantificá-la clinicamente. Métodos subjetivos e objetivos têm sido propostos para essa avaliação8. Os métodos subjetivos baseiam-se no comportamento de movimentos faciais préestabelecidos. Dentre eles, o sistema de graduação de House-Brackmann é o mais utilizado mundialmente (HB)9-11. Nessa escala, a PFP é graduada em seis categorias: (I) normal, (II) deformidade leve, (III) deformidade moderada, (IV) disfunção moderada grave, (V) disfunção grave e (VI) paralisia total12. A avaliação do tônus muscular é subjetiva, dificilmente quantificável. Segundo o dicionário médico Stedman13 tônus muscular referese a um estado de atividade contínua ou tensão além daquela relacionada às propriedades físicas,i.e., resistência ativa ao estiramento; no músculo esquelético, depende da inervação eferente.

O objetivo deste estudo é o de propor o Ângulo da Comissura Labial (ACL) como recurso objetivo na avaliação da modificação do tônus da musculatura facial, no acompanhamento clínico de pacientes com PFP.

 

Método

Estudo prospectivo longitudinal desenvolvido na Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), São Paulo, Brasil. O estudofoi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa dessa faculdade (protocolo - 514/2003). Todos os sujeitos envolvidos no estudo assinaram o "Termo de Consentimento Livre e Esclarecido".

Vinte pacientes (14 homens e 6 mulheres) foram incluídos no estudo na faixa etária entre 20 e 60 anos. Dez pacientes apresentavam PFP à direita e dez à esquerda. Os critérios de inclusão contemplaram pacientes com PFP incompleta (HB-IV), selecionados independentemente da etiologia com nervo facial (NF) anatomicamente íntegro e com tempo mínimo de instalação da PFP de 15 dias. Como critérios de exclusão, foram eliminados os pacientes com secção do NF, os portadores de doença sistêmica, potencialmente agravante da PFP (neurológicas, degenerativas, endocrinológicas), e os pacientes com outra graduação da PFP e os portadores de PFP de longa data. Toda a caracterização da amostra e as medições constam na Tabela 1.

Todos os pacientes foram acompanhados clinicamente segundo a rotina do Serviço no período de um ano.

Para avaliação do repouso facial (tônus), utilizou-se a documentação fotográfica13, segundo o protocolo: registro fotográfico do repouso facial no primeiro atendimento fonoaudiológico, somente para registro do ACL. Os pacientes foram documentados fotograficamente com a cabeça na posição de repouso em relação ao plano de Frankfurt (paralelo ao solo), no repouso facial absoluto, antes e após um ano de seguimento. Utilizou-se câmera Cânon Digital Power Shot S3 IS (6.0 mega pixels), fixada em tripé, luminosidade ambiente padronizada, sem flash, e com distância de um metro entre a objetiva e o paciente. Nas revelações 15 cm x 21 cm das fotografias em preto e branco, foram feitos os traçados dos ângulos ACL, que foi medido com o uso de um transferidor.

Para avaliação do grau da PFP, utilizou-se a documentação em vídeo, como avaliação dos movimentos faciais e graduação pela escala HB9 segundo o protocolo: mesma distância, luminosidade e posicionamento do registro fotográfico; repetição de cada movimento duas vezes:

1. Falar o nome completo e contar de 1 a 10.

2. Elevar as sobrancelhas e relaxar ("expressão de espanto").

3. Aproximar as sobrancelhas ("expressão de bravo").

4. Piscar os olhos suavemente.

5. Cerrar as pálpebras suavemente (aproximar a imagem).

6. Cerrar as pálpebras com força.

7. Contrair a musculatura nasal - "expressão de cheiro ruim".

8. Fazer um bico e relaxar.

9. Inflar as bochechas.

10. Esboçar um sorriso fechado e relaxar.

11. Abaixar os cantos da boca e relaxar.

12. Esboçar um sorriso aberto e relaxar.

Para as mensurações do ACL nas fotografias iniciais e após um ano de tratamento (Figuras 1 e 2) e registro das medidas angulares: o ACL foi medido por meio da linha mediana facial, determinada pela linha que liga os pontos antropométricos14-15 glabela (ponto determinado no ponto mais saliente entre as duas sobrancelhas, ou entre os dois epicantos dos olhos), até o ponto gnathion (ponto determinado na junção das duas heimandibulas, formando uma pequena fossa). Transversalmente a esta linha, foi traçada uma linha que passa pelo ponto cheilion direito ao cheilion esquerdo (determinados pela junção que forma a comissura labial). Os pontos glabela e gnathion são fixos e o ponto cheilion do lado paralisado é um ponto móvel. O entrecruzamento destas linhas forma o ACL. Esta medida está sendo sugerida como recurso quantificador de um aspecto habitualmente referido descritivamente, segundo interpretações pessoais (subjetividade).

 

 

 

 

As medições efetuadas inicialmente e após evolução (Tabela 1) foram comparadas estatisticamente mediante teste pareado t-Student. Para testar a confiabilidade dos resultados obtidos para os ângulos, três especialistas fizeram as medições conforme os procedimentos descritos previamente. Cada especialista trabalhou independentemente, sem conhecimento dos valores registrados pelos demais.

A confiabilidade dos ângulos em graus, que foram medidos no nosso Protocolo, é uma variável numérica contínua, e não uma variável categórica. A abordagem estatística utilizada para avaliar os resultados interobservadores foi feita mediante o coeficiente de correlação de Pearson's: quanto maior a concordância entre os observadores, maior a confiabilidade dos valores obtidos.

 

Resultados

A média da idade dos casos estudados foi de 47,65 anos, e desvio padrão (DP) de 13,50.

A média do ACL inicialmente foi de 101,7 º ( DP= 5,6). A média do ACL após evolução foi de 93,8 º (DP = 4,3). Portanto, a redução média no ACL foi de 7,9 º. (Teste t - Student) (p < 0,001).

A correlação do coeficiente de Pearson's para as medições angulares iniciais dos três observadores especialistas demonstrou que a média das medidas do observador 1 versus a do observador 2 foi de 0,978; para as medidas finais, a média foi de 0,962 (p < 0,001). A correlação desse coeficiente para as medidas iniciais do observador 1 versus as do observador 3 foi de 0,964 e a das medidas finais foi de 0,959 (p < 0,001). A mesma correlação entre a média das medidas iniciais do observador 2 e a do observador 3 foi de 0,979 e para a média das medidas finais foi de 0,964 e no ângulo final foi de 0,959 (p < 0,001). A correlação da média das medidas iniciais entre o observador 2 versus a do observador 3 foi de 0,979 e das medidas finais foi de 0,941 (p < 0,001). Estes resultados demonstram uma boa correlação entre os ângulos para os três observadores, no nível de significância p < 0,001.

 

Discussão

O tônus muscular da face é exibido naturalmente pelas linhas de expressão, que via de regra, sugerem a idade cronológica e as diferentes emoções do indivíduo. Sua importância pode ser interpretada conforme o grau de atenuação dessas linhas naturais. Mesmo com a face em repouso, o tônus é o aspecto muscular que constitui o primeiro impacto no estabelecimento da comunicação social.

A reabilitação visa, principalmente, implementar o trofismo muscular comprometido. Envolve, também, a otimização funcional das fibras nervosas residuais, além do treinamento de manobras compensatórias. Sua estratégia varia conforme a natureza da lesão nervosa, idade do paciente e envolvimento do mesmo no processo terapêutico. O terapeuta age como facilitador e provedor de apoio físico e aporte emocional16.

Conquanto o tônus muscular facial seja subjetivamente referido, sua mensuração objetiva é praticamente impossível. Mensuração precisa da PFP seria indicador que poderia caracterizar sua severidade e evolução. A graduação House-Brackmann9 , subjetiva, é o meio mais utilizado, mesmo apresentando algumas deficiências.

As escalas de avaliação foram estudadas na tentativa de estabelecer um método preciso e objetivo, com análises quantitativas computadorizadas17-23. Entretanto, estas tendem a ser complicadas, de custo elevado e não fornecem o resultado imediato.

A necessidade de um referencial mais apropriado leva a considerar a variação do tônus facial em repouso como o aspecto facial livre da interferência do paciente, uma vez que independe totalmente da sua atuação física e consequente variação ou deficiência na execução do movimento solicitado. No repouso facial, chama-se atenção à variação na queda do canto labial segundo a intensidade da paralisia facial. Isso leva a considerar o ACL como caracterizador dessa queda e, consequentemente, como indicador da evolução favorável ou desfavorável da paralisia, segundo a diminuição ou persistência, respectivamente, dos valores desse ângulo. Ao se basear em pontos antropométricos absolutamente estáticos e consagrados na literatura14-15,24-26, como os pontos que determinam as linhas desse ângulo, parte-se de uma característica comum a todos indivíduos, independente das características raciais, faixa etária, sexo, entre outras.

Os resultados da Tabela 1 demonstram que houve uma diminuição nas medidas do ACL na maioria dos casos estudados, enquanto que a classificação HB não apresentou modificação em sua graduação.

O uso da eletrofisiologia também está sendo estudado como possível marcador e quantificador dos resultados de reabilitação nas PF27-28.

Na fase com tônus e mobilidade normais, o ACL é de aproximadamente 90º (Figura 2). Na PFP, tende a ser mais obtuso (Figura 1).

Embora o objetivo deste trabalho não seja estudar a reabilitação em si, o grupo estudado refere-se a pacientes submetidos à terapia conforme protocolo do Serviço. O fato de todos os pacientes continuarem HB-IV ao longo de um ano e de somente o ACL modificar-se nesse tempo, aponta para o tônus muscular como aspecto central da reabilitação. A reversão da hipotonicidade, aliada à melhora funcional observada e relatada pelos pacientes corroboram essa hipótese. A evolução progressiva do ACL , de obtuso para agudo, seria um indicador eficaz da melhora do quadro, espontâneo ou miofuncionalmente. O valor do ACL pode ser considerado um dado objetivo sobre o aspecto muscular habitualmente descrito subjetivamente nas PFP.

Outras pesquisas sobre reabilitação orofacial na PFP também demonstraram resultados positivos, conforme a literatura sobre o tema1-5,29. Contudo, em nenhuma relatada foi encontrada uma proposta de um marcador objetivo desses resultados.

Fica claro também um bom nível de concordância nas medições do ângulo, sugerindo a confiabilidade na medida proposta. Os resultados, em ângulos, podem ser empregados na evolução de cada paciente.

A mensuração do ACL foi o dado que concebemos como elemento aferidor do tônus muscular neste trabalho. Os resultados obtidos apontam para sua objetividade como ferramenta utilizada com essa finalidade, além de demonstrar a eficácia ou não de qualquer protocolo de reabilitação das PFP empregado, não demandando alto custo e risco à saúde.

 

Conclusão

Os resultados obtidos sugerem que o Ângulo da Comissura Labial permite a avaliação objetiva da modificação do tônus da musculatura facial.

 

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Recebido em 08.05.2009.
Revisado em 01.10.2009; 16.11.2009; 08.01.2010, 12.02.2010.
Aceito para Publicação em 22.04.2010.
Conflito de Interesse: não

 

 

Artigo Submetido a Avaliação por Pares
* Trabalho Realizado no Ambulatório de Paralisia Facial do Hospital de Clínicas da Unicamp; Disciplina de Otorrinolaringologia.
1 Endereço para correspondência: Rua Boaventura do Amaral, 736 - Apto. 91 - Campinas - SP -CEP 13015190 (dritessi@hotmail.com).

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