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Pró-Fono Revista de Atualização Científica

versão impressa ISSN 0104-5687

Pró-Fono R. Atual. Cient. vol.22 no.2 Barueri abr./jun. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-56872010000200011 

ARTIGOS ORIGINAIS DE PESQUISA

 

Eficácia do programa de remediação fonológica e leitura no distúrbio de aprendizagem*

 

 

Cláudia da SilvaI,1; Simone Aparecida CapelliniII

IFonoaudióloga. Doutoranda em Educação pela Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista (FFC - Unesp) - Marília - SP
IIFonoaudióloga. Doutora em Ciências Médicas pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM - Unicamp) - Campinas - SP. Docente do Departamento de Fonoaudiologia e do Programa de Pós-Graduação em Educação da FFC - Unesp - Marília - SP

 

 


RESUMO

TEMA: Programa de Remediação Fonológica e Leitura no distúrbio de aprendizagem.
OBJETIVO: verificar a eficácia terapêutica do Programa de Remediação Fonológica e Leitura em escolares com distúrbio de aprendizagem.
MÉTODO: participaram deste estudo 40 escolares, sendo que estes foram divididos em: GI, subdivididos em GIE (10 escolares sem dificuldade de aprendizagem submetidos ao Programa de Remediação Fonológica e leitura), GIC (10 escolares sem dificuldade de aprendizagem não submetidos ao Programa de Remediação Fonológica e Leitura) e GII, subdividido em GIIE (10 escolares com distúrbio de aprendizagem submetidos ao Programa de Remediação Fonológica e Leitura), GIIC (10 escolares com distúrbio de aprendizagem não submetidos ao Programa de Remediação Fonológica e Leitura). Como procedimento foi aplicado o Teste de Desempenho Cognitivo-Linguístico, em situação de pré e pós-testagem antes da realização do Programa de Remediação Fonológica e Leitura.
RESULTADOS: os resultados evidenciaram diferença estatisticamente significante entre os GIE e GIC e GIIE e GIIC indicando que os escolares submetidos ao programa obtiveram melhor desempenho em situação de pós-testagem se comparado a pré-testagem.
CONCLUSÃO: a realização deste estudo evidenciou que o Programa de Remediação Fonológica e Leitura foi eficaz, pois proporcionou melhora na percepção, produção e manipulação dos sons e sílabas, interferindo diretamente na habilidade de leitura e compreensão dos escolares com distúrbio de aprendizagem.

Palavras-Chave: Intervenção; Transtornos de Aprendizagem; Escolaridade.


 

 

Introdução

O distúrbio de aprendizagem é um diagnóstico diferencial da dislexia do desenvolvimento e da dificuldade de aprendizagem e vem sendo estudado ao longo dos anos sob a perspectiva do diagnóstico e da intervenção. Os estudos realizados nos últimos 20 anos têm demonstrado que o escolar com distúrbio de aprendizagem apresenta falhas no processamento cognitivo, linguístico, auditivo e visual e que, em decorrência destas, o acionamento de mecanismos cognitivos para analisar, sintetizar, manipular, estocar e evocar informações linguísticas encontra-se alterado, prejudicando, assim, a aprendizagem de sistemas de escrita com base alfabética1-3.

Dessa forma, na literatura, a intervenção proposta para escolares com distúrbio de aprendizagem tem por base o ensino de estratégias metafonológicas que objetivam desenvolver a atenção e a percepção do som da fala em associação ao domínio do mecanismo de conversão grafema-fonema necessário para a aprendizagem da leitura e da escrita3-5.

A associação de procedimentos que envolvem consciência fonológica e leitura tem se tornado foco de trabalhos realizados com indivíduos com dificuldades e distúrbio de aprendizagem. Esses estudos têm indicado a eficácia desses programas de remediação associados a estratégias de leitura6-9. Entretanto, apesar da literatura internacional recomendar o uso destes programas remediais, na literatura nacional, as pesquisas ainda são escassas quando se trata de programa de intervenção com escolares que apresentam distúrbio de aprendizagem. Em decorrência do exposto acima, este estudo teve como objetivo verificar a eficácia terapêutica do Programa de Remediação Fonológica e Leitura em escolares com distúrbio de aprendizagem.

 

Método

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista (CEP - FFC -Unesp) sob o protocolo número 2596/2007.

Participaram deste estudo 40 escolares de segunda a quarta série do ensino fundamental de escolas municipais de Marília, de ambos os gêneros, na faixa etária de 8 a 12 anos de idade, distribuídos em dois grupos:

Grupo I (GI): composto por 20 escolares sem dificuldades de aprendizagem, sendo 16 (80%) do gênero masculino e 4 (20%) do gênero feminino, subdivididos em:

Grupo IE: composto por 10 escolares sem dificuldade de aprendizagem submetidos ao Programa de Remediação Fonológica e Leitura.

Grupo IC: grupo composto de 10 escolares sem dificuldade de aprendizagem não submetidos ao Programa de Remediação Fonológica e Leitura.

Os escolares com bom desempenho acadêmico foram selecionados pelos professores seguindo o critério de desempenho satisfatório em dois bimestres consecutivos em avaliação de leitura e escrita. A partir desta indicação, os escolares foram submetidos previamente às avaliações otorrinolaringológica, audiológica e oftalmológica e somente participaram deste estudo aqueles que apresentaram resultados dentro dos padrões de normalidade.

Grupo II (GII): composto por 20 escolares com diagnóstico interdisciplinar de distúrbio de aprendizagem sendo 19 (95%) do gênero masculino e 1 (5%) do gênero feminino, subdivididos em:

Grupo IIE (GIIE): composto por 10 escolares com diagnóstico interdisciplinar de distúrbio de aprendizagem submetidos ao Programa de Remediação Fonológica e Leitura.

Grupo IIC (GIIC): composto por 10 escolares com diagnóstico interdisciplinar de distúrbio de aprendizagem não submetidos ao Programa de Remediação Fonológica e Leitura.

O diagnóstico de distúrbio de aprendizagem destas crianças foi realizado por equipe interdisciplinar do Centro de Estudos da Educação e Saúde (Cees - Unesp) - Marília e Ambulatório de Neurologia Infantil - Aprendizagem do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Unesp -Botucatu, incluindo avaliação fonoaudiológica, neurológica, pedagógica, neuropsicológica e de neuroimagem (Tomografia por Emissão de FótonÚnico -Single Photon Emission Computed Tomography - Spect).

A coleta de dados foi realizada no Cees - Unesp e teve início após a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pelos pais ou responsáveis pelos escolares.

Em situação de pré e pós-testagem, todos os sujeitos deste estudo foram submetidos aos mesmos procedimentos para verificar a eficácia terapêutica do programa utilizado. A escolha dos procedimentos de pré e pós-testagem seguiram os seguintes critérios: instrumentos que verificassem a leitura de palavras e não-palavras isoladas, habilidade fonológica (rima e aliteração), leitura e compreensão de texto10. Foram utilizados os seguintes procedimentos em situação de pré e pós testagem:

. Teste de Desempenho Cognitivo-Linguístico - versão coletiva: foi aplicada a versão coletiva do Teste11-12 em todos os escolares deste estudo simultaneamente. Esta versão é composta dos seguintes subtestes: reconhecimento do alfabeto em sequência, cópia de formas, ditado e memória de curta duração;

. Teste de Desempenho Cognitivo-Linguístico - versão individual: foi aplicada a versão individual do Teste11-12 em todos os escolares deste estudo. Esta versão é composta dos seguintes subtestes: leitura, consciência fonológica, processamento auditivo, escrita, processamento visual, velocidade de processamento e sequenciamento;

. Leitura Oral e Compreensão de Texto: foram utilizados três textos, selecionados a partir da indicação de 14 professores da segunda à quarta série da Rede Municipal de Ensino de Marília - São Paulo. Os professores foram orientados a escolher um texto para cada série escolar dentre três opções de texto. Os textos com maior índice de aprovação por parte dos professores foram selecionados por série para realização da leitura oral e compreensão de textos.

A compreensão do texto foi realizada por intermédio do pesquisador que, logo após a leitura do texto, solicitou que o escolar respondesse a quatro perguntas. A análise da leitura dos textos foi realizada a partir da contagem dos erros das palavras lidas (exatidão de leitura), tempo total de leitura e velocidade de leitura13-14.

O Programa de Remediação Fonológica e Leitura foi realizado em 18 sessões com duração de 50 minutos cada. As etapas do programa de remediação fonológica foram trabalhadas sequencialmente na seguinte ordem: identificação do som e das letras do alfabeto, identificação de palavras dentro de uma frase, identificação e manipulação de sílabas na palavra, síntese fonêmica, rima, identificação e discriminação de fonemas, segmentação de fonemas, subtração de fonemas, substituição e transposição de fonemas (Apêndice).

O programa de leitura foi realizado por meio da introdução de um livro no início de cada sessão do programa de remediação fonológica. Este programa foi desenvolvido a partir do uso da coleção de livros Estrelinha (1995) da Editora Ática15. A escolha desta coleção foi realizada com base nos fatores facilitadores para a aquisição da leitura16, ou seja, frequência de ocorrência da palavra na escrita; regularidade na escrita e lexicalidade (vocabulário apropriado para idade e escolaridade). O nível de dificuldade do livro foi modificado quando o escolar apresentou 94% de exatidão de leitura, ou seja, um erro ou menos em cada 20 palavras lidas, desta forma, a mudança do grau da leitura de um livro para outro foi realizada após duas sessões de leitura de livros do mesmo grau. A coleta do registro sequencial da leitura foi realizada a partir de um protocolo elaborado para esta finalidade que consta de registro de informações referentes ao número de palavras de cada estória, número de palavras lidas por minuto, porcentagem de acertos e tipologia dos erros.

Os resultados foram analisados estatisticamente pelo programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS), em sua versão 13.0. Foi utilizado o Teste de Mann-Whitney, o Teste de Friedman e o Teste dos Postos Sinalizados de Wilcoxon. Foi adotado o nível de significância de 5% (0,050) para a aplicação dos testes estatísticos (*).

 

Resultados

Os resultados indicam melhora do desempenho dos escolares submetidos ao Programa de Remediação Fonológica e leitura ao compararmos os grupos GIE, GIC, GIIE e GIIC em situação de pré e pós testagem, conforme observado nas Tabelas 1, 2 e 3.

 

 

 

 

 

 

Discussão

Os resultados deste estudo revelaram que, no Teste de Desempenho Cognitivo - Linguístico, os escolares com distúrbio de aprendizagem, submetidos ao Programa de Remediação Fonológica e Leitura, apresentaram resultados estatisticamente significantes em todas as habilidades se comparada às situações de pré e pós-testagem. Estes dados estão em acordo com estudos que apontam melhora no desempenho dos escolares nas tarefas de rima, aliteração, síntese fonêmica, segmentação fonêmica e leitura de palavras, após intervenção, confirmando a influência das habilidades de consciência fonológica na leitura e na escrita5,6,18.

No Programa de Remediação Fonológica e Leitura, a melhora no desempenho dos escolares nas tarefas de reconhecimento do alfabeto, síntese, segmentação, substituição e transposição fonêmica, sugere uma relação entre o aprendizado da leitura e as habilidades fonológicas6,17,19. Estes resultados estão de acordo com estudos que referiram estreita relação entre o desenvolvimento de habilidades específicas para a leitura e a consciência fonológica, pois, verificou-se que o aumento de acertos na identificação das letras foi proporcional a melhora de desempenho em tarefas fonológicas de identificação e discriminação de fonemas e desempenho em leitura. Dessa forma, por meio dos achados deste estudo de remediação, torna-se possível sugerir que os escolares que obtiveram ganhos no conhecimento das letras, certamente apresentaram maior competência em diversas habilidades, tais como as fonológicas e a leitura6,8,18,20.

Os escolares do GIE e GIIE apresentaram melhor desempenho nas tarefas de identificação e manipulação silábica desde as sessões iniciais do Programa de Remediação indicando que a consciência de sílabas é mais perceptível que a dos fonemas, conforme descrito na literatura6,17,19.

Estes achados corroboram com estudos descritos na literatura5,10,19-20, uma vez que após a realização de um Programa de Remediação Fonológica associada a Leitura, os escolares com distúrbio de aprendizagem apresentaram desempenho superior em tarefas de consciência fonológica, leitura de não-palavras, nomeação automática rápida e memória de trabalho fonológica.

O desempenho dos escolares deste estudo nestas tarefas se modificou após este tipo de intervenção combinada, porque a cada novo livro, um novo vocabulário visual associado ao vocabulário auditivo é introduzido e por isto há uma facilitação no domínio da consciência fonológica e da retenção na memória de curta duração. De acordo com a literatura citada, a visualização do léxico propicia uma melhor compreensão da segmentação e manipulação da informação fonológica, o que para estes escolares com distúrbio de aprendizagem é necessário, uma vez que os mesmos apresentam dificuldade no uso de mecanismos gerativos de memória fonológica para a percepção e produção da palavra falada e lida.

Estes resultados indicam que os grupos que foram submetidos ao Programa de Remediação Fonológica e Leitura, GIE e GIIE, apresentaram aumento da média de acertos em relação ao desempenho nas atividades de leitura e compreensão do texto, se comparados com GIC e GIIC, o que sugere que atividades dirigidas de consciência fonológica (correspondência fonema / grafema) associada à leitura, facilitam a aprendizagem inicial de leitura de palavras e da leitura e compreensão de textos, conforme descrito na literatura18-19.

Sendo assim, conforme verificado nos dados deste estudo, entre os escolares submetidos ao Programa de Remediação Fonológica e Leitura pode-se afirmar que houve uma relação entre o melhor desempenho sobre o conhecimento das letras, a habilidade fonológica e o desempenho em leitura quer seja para palavras, não-palavras e texto, uma vez que ocorreu significância estatística entre os dois momentos de testagem. Estes achados devem chamar a atenção de fonoaudiólogos para o uso de programas terapêutico que tenham abordagem integrativa como o apresentado neste artigo, ou seja, que enfatizem o uso do estímulo auditivo associado ao estímulo visual para proporcionar ao escolar com distúrbio de aprendizagem melhor formação e retenção lexical necessário para a aprendizagem da leitura e compreensão de texto, conforme proposto na literatura3,5-6.

 

Conclusão

Os resultados deste estudo permitem concluir que:

. os escolares do GIE e GIIE, submetidos ao Programa de Remediação Fonológica e Leitura, apresentaram diferença estatisticamente significante ao compararmos o desempenho da prétestagem com a pós-testagem nas habilidades de leitura, escrita, consciência fonológica, processamento auditivo, processamento visual, velocidade de processamento, leitura e compreensão do texto; . a realização deste estudo evidenciou que o Programa de Remediação Fonológica e Leitura foi eficaz, pois proporcionou melhora na percepção, produção e manipulação dos sons e sílabas, o que interferiu diretamente na habilidade de leitura e compreensão de textos dos escolares com distúrbio de aprendizagem.

 

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Recebido em 30.04.2009.
Revisado em 20.12.2009; 12.02.2010.
Aceito para Publicação em 22.04.2010.
Conflito de Interesse: não

 

 

Artigo Submetido a Avaliação por Pares
* Trabalho Realizado no Centro de Estudos da Educação e Saúde - FFC - Unesp - Marília SP. Apoio: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
1 Endereço para correspondência: Rua Cláudio Manuel da Costa, 76 - Apto. 304 - Marília - SP - CEP 17515-460 (claudiasilvafono@yahoo.com.br).

 

 


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