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Pró-Fono Revista de Atualização Científica

Print version ISSN 0104-5687

Pró-Fono R. Atual. Cient. vol.22 no.3 Barueri July/Sept. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-56872010000300006 

ARTIGOS ORIGINAIS DE PESQUISA

 

Competência lexical e metafonológica em pré-escolares com transtorno fonológico*

 

 

Ranilde Cristiane Cavalcante CostaI,**; Clara Regina Brandão de ÁvilaII

IFonoaudióloga. Mestranda em Distúrbios da Comunicação Humana pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Professora Auxiliar da Faculdade de Fonoaudiologia de Alagoas da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal)
IIFonoaudióloga. Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana Unifesp. Professora Associada do Curso de Fonoaudiologia da Unifesp

 

 


RESUMO

TEMA: competência lexical e metafonológica em pré-escolares com transtorno fonológico
OBJETIVO: investigar, em um grupo de pré-escolares a influência do transtorno fonológico sobre as competências lexical e metafonológica e a existência de correlações entre ambas.
MÉTODO: a amostra foi composta por 56 pré-escolares, 32 meninos e 24 meninas, entre 4:0 a 6:11 anos, que constituíram dois grupo: o Grupo Pesquisa, composto por 28 pré-escolares com transtorno fonológico e o grupo de comparação, composto por 28 pré-escolares com fala normal e sem quaisquer queixas relacionadas à comunicação oral, pareados aos primeiros por sexo e idade. Todos os 56 pré-escolares foram inicialmente avaliados por meio do Teste ABFW - Fonologia. Após, foram avaliados em suas competências lexical e metafonológica, por meio do Teste ABFW - Vocabulário e do teste consciência fonológica: instrumento de avaliação sequencial, CONFIAS - tarefas de identificação e produção de rima e aliteração, respectivamente.
RESULTADOS: em relação à competência lexical, os pré-escolares dos dois grupos apresentaram comportamento semelhante. Os pré-escolares com transtorno mostraram pior desempenho na análise geral da competência metafonológica. A idade influenciou o desempenho na competência lexical em ambos os grupos e na metafonológica apenas no de comparação. Identificaram-se correlações, positivas, em sua maioria, de boas a moderadas, entre as competências lexicais e as metafonológicas.
CONCLUSÃO: a influência do transtorno fonológico pôde ser observada somente sobre o desempenho metafonológico. O transtorno fonológico não interferiu no desenvolvimento da competência lexical desse grupo de pré-escolares. Identificaram-se correlações positivas entre ambas as competências na faixa etária estudada.

Palavras-Chave: Pré-Escolar; Transtornos da Articulação; Vocabulário.


 

 

Introdução

Consensualmente, a literatura especializada relata que crianças com transtorno fonológico apresentam alteração de fala por dificuldades de uso, produção, organização e/ou representação mental dos sons da fala1-4. Considerando que o déficit primário desse tipo de alteração de fala é de natureza fonológica, poder-se-ia esperar que os demais subsistemas da linguagem não apresentassem déficits em seus processamentos. Entretanto, ainda existem divergências entre os estudos que investigaram, por exemplo, a competência lexical de pré-escolares com transtorno fonológico5-8. Por outro lado, a influência do déficit de organização e representação mental dos sons sobre os processos de percepção, análise e manipulação consciente de sílabas e fonemas é referência unânime nas pesquisas3-4,9-15. Algumas investigaram a repercussão do Transtorno Fonológico em respostas a tarefas que avaliam a competência metafonológica e, de fato, encontraram desempenhos inadequados4,9-15. Outras agregaram a concepção de que a terapia do transtorno fonológico deve contemplar atividades metalinguísticas que envolvam a consciência fonológica16-17.

Encontram-se ainda estudos que investigaram a relação entre consciência fonológica e vocabulário expressivo, que têm referido a presença de correlações positivas entre essas variáveis em crianças sem alteração de fala18-19, mostrando que o desempenho em consciência fonológica também pode ser influenciado pelo vocabulário e não somente pela integridade do sistema fonológico3,20-21.

Diante dessas colocações, a presente pesquisa teve o objetivo de investigar, em um grupo de pré-escolares, a influência do transtorno fonológico sobre as competências lexical e metafonológica e a existência de correlações entre ambas.

 

Método

A pesquisa foi aprovada pelos Comitês de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - UNCISAL (número 718) e da Universidade Federal de São Paulo (número 0300/09). Todos os responsáveis pelos sujeitos envolvidos assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, consentindo, desta forma, com a realização e divulgação desta pesquisa e seus resultados conforme resolução 196/96. Tratou-se de estudo observacional transversal, desenvolvido na Unidade de Tratamento em Fonoaudiologia Professor Jurandir Bóia Rocha (UTFONO), da UNCISAL e na escola municipal de educação infantil Escola Parque Monsenhor Luiz Barbosa (Maceió - AL).

Foram avaliados 56 pré-escolares, 32 meninos e 24 meninas, na faixa etária entre 4:0 a 6:11 anos, todos regularmente matriculados em escolas de educação infantil da rede pública de Alagoas. Destes, 28 apresentavam transtorno fonológico e constituíram o grupo pesquisa (GP) e 28, com fala normal e sem quaisquer queixas relacionadas à comunicação oral, formaram o grupo de comparação (GC). Os pré-escolares deste grupo foram pareados aos do GP, na proporção de 1:1, pelas variáveis idade e sexo, sendo semelhantes em relação à escolaridade.

Para a composição do GP, definiram-se os critérios de inclusão: faixa etária entre 4:0 a 6:11 anos; matrícula em escola de educação infantil; audição normal para fala; desenvolvimento global, inclusive o de linguagem, sem alterações; normalidade estrutural e funcional dos órgãos fonoarticulatórios; fala com transtorno fonológico. Adotaram-se os mesmos critérios para a composição do GC, com exceção do transtorno fonológico. Estabeleceram-se os seguintes critérios de exclusão, para ambos os grupos: pré-escolares que estivessem realizando ou que tivessem realizado intervenção fonoaudiológica anterior; pré-escolares que não tivessem o consentimento dos pais e/ou responsáveis para a participação na pesquisa.

Para garantir que os critérios de inclusão fossem rigorosamente seguidos, realizaram-se os procedimentos: triagem do desenvolvimento, por meio da escala de desenvolvimento infantil - Denver I; avaliação audiométrica (limiares tonais, SRT e IPRF), com o objetivo de excluir pré-escolares que apresentassem perda auditiva; avaliação estrutural e funcional do sistema motor oral - SMO, com inspeção da cavidade nasal, oral e orelha, por meio de exame otorrinolaringológico (apenas os pré-escolares do GP foram submetidos a esse exame); avaliação fonológica, realizada por meio das provas de nomeação e imitação do teste de linguagem infantil / ABFW - fonologia22. Cada um dos procedimentos adotados para a seleção da amostra foi realizado em uma sessão que durou, em média, 20 minutos.

A avaliação da competência lexical foi realizada por meio da aplicação do teste de linguagem infantil / ABFW - vocabulário23. A avaliação da competência metafonológica foi realizada por meio da aplicação das tarefas de identificação e produção de rimas e aliterações contidas no teste consciência fonológica: instrumento de avaliação sequencial - CONFIAS24. Ambas as avaliações foram realizadas em uma única sessão que durou, em média, 30 minutos.

Todas as avaliações foram realizadas individualmente, em sala silenciosa, na UTFONO e na própria escola de educação infantil, respeitando-se a disposição e o ritmo de desempenho de cada pré-escolar. Após as avaliações, os pré-escolares com transtorno fonológico iniciaram tratamento fonoaudiológico na UTFONO.

 

Resultados

O tratamento estatístico foi realizado com Statistical Package for Social Sciences (SPSS) versão 16.0. Para a comparação das competências lexical e metafonológica entre os grupos aplicou-se o teste de Mann - Whitney U e para a comparação entre as idades aplicou-se o teste de Kruskal Wallis. Para correlacionar as competências lexical e metafonológica entre si, tanto no GP quanto no GC aplicou-se um teste de correlação bivariada, o Coeficiente de Spearman. Considerou-se intervalo de confiança de 95% para todos os resultados.

A Tabela 1 mostra que o GP e o GC apresentaram comportamento semelhante em relação à Designação por Vocábulo Usual (DVU) e ao Processo de Substituição (PS), sendo encontrada diferença para Não Designação (ND), com maior número de não designações do GP. Em relação à competência metafonológica observou-se diferença entre os grupos, com melhor desempenho para o GC.

 

 

Na Tabela 2 observa-se diferença de DVU e PS entre as faixas etárias, tanto no GP quanto no GC, não sendo verificada diferença de ND em nenhum dos grupos. Para a competência metafonológica foi verificada diferença entre as faixas etárias apenas no GC.

 

 

Na Tabela 3 verifica-se correlação entre as variáveis estudadas para os pré-escolares do GP e do GC. A análise mostrou que a DVU apresentou correlação negativa ótima com PS em ambos os grupos e correlação positiva com a competência metafonológica, sendo boa para GP e moderada no GC. PS apresentou correlação negativa com a competência metafonológica, sendo boa no GP e moderada no GC. A ND não apresentou correlação com nenhuma variável no GP e apresentou correlação negativa fraca com DVU no GC.

 

 

Discussão

Os resultados da Tabela 1 mostraram que não houve diferença entre o GP e o GC quanto à capacidade de DVU e de utilização dos PS, corroborando resultados de pesquisas anteriores5-6. Contrariamente, outros estudos afirmaram que crianças com desvio fonológico apresentam alterações de domínio lexical7-8. A discrepância encontrada entre os resultados deste trabalho (baixos valores) e os demais realizados com crianças brasileiras, indicam que mais pesquisas, em todo o território brasileiro deveriam investigar o vocabulário expressivo em crianças com transtorno fonológico trazendo novos resultados para discussão dessa questão.

A comparação dos resultados de ND mostrou diferença entre os grupos, com pior desempenho para o GP que teve maior média de ND. Embora essa diferença tenha sido verificada, os valores de ND foram baixos considerando-se o total de 118 figuras que compõem o teste. Portanto, essa diferença pode ter ocorrido por efeito do tamanho da amostra ou por influência de características do próprio teste, especialmente no que se refere ao campo semântico locais, onde a maior porcentagem de ND foi verificada, como aponta a literatura7.

Neste estudo, portanto, pode-se dizer que o GP comportou-se de forma semelhante ao GC na avaliação da competência lexical. Esse resultado pôde mostrar que a alteração de fala presente nos pré-escolares com transtorno fonológico não envolveu prejuízos de competência lexical, reafirmando a possibilidade de existirem características estritamente de uso, organização e representação fonológicos, sem associação com dificuldades lexicais em certos casos de transtorno fonológico expresso na fala5-6.

Uma vez que o teste de vocabulário expressivo utilizado para avaliação da competência lexical foi padronizado na cidade de São Paulo22 esta pesquisa definiu a presença do grupo de controle, de forma a permitir a caracterização do GP, pois diferenças regionais poderiam influenciar o resultado. Foi possível, assim, caracterizar o desempenho de um grupo de 56 pré-escolares, com ou sem transtorno fonológico, o que resultou em um perfil da competência lexical de pré-escolares, meninos e meninas, de 4:0 a 6:11 anos, matriculados na rede pública de ensino da capital Alagoana. A média de desempenho obtida pelo grupo - que já havia passado por triagem de seu desenvolvimento motor, cognitivo e de linguagem (Escala de Desenvolvimento Infantil - Denver I), e por avaliação auditiva (limiares tonais, SRT e IPRF), mostrando bons desempenhos, até então, mostrou-se abaixo do padrão estabelecido pelo teste. Ao se considerarem as dimensões do Brasil e suas diferenças regionais, e os resultados encontrados neste estudo, torna-se evidente a importância de trabalhar pela padronização de testes de linguagem que possam abranger diferentes estados e regiões, na tentativa de obter valores que representem a média de desempenho nacional para crianças com desenvolvimento típico.

Os dados da competência metafonológica mostrados na Tabela 1 revelaram melhor desempenho do GC, com diferença estatisticamente significante quando comparado ao GP. Estes resultados estão de acordo estudos que analisaram as habilidades de consciência fonológica, incluindo nestas os segmentos de rima e aliteração9-12,14. O déficit de representações fonológicas deve ter influenciado o desempenho dos pré-escolares com transtorno fonológico.

Os resultados encontrados evidenciaram que essa dificuldade em manipular conscientemente os sons está presente até mesmo em tarefas de manipulação de segmentos maiores estendendo-se desde as atividades com rima e aliteração até as ulteriores, com fonemas. As habilidades iniciais de consciência fonológica se desenvolvem precocemente e, em alguma proporção, independem da instrução formal iniciam-se pelas habilidades de percepção global do tamanho das palavras e/ou de semelhanças fonológicas entre elas e seguem até a efetiva segmentação e manipulação de sílabas e fonemas. É durante os anos pré-escolares e início da escolarização que as crianças aprendem a ler e escrever desenvolvendo a capacidade de prestar atenção à fala analisando-a em seus diversos segmentos, a saber, fonemas, sílabas e palavras25- 26.

Até há pouco tempo o processo de reabilitação do transtorno fonológico permanecia baseado em uma perspectiva de articulação, sendo desconsiderada a organização fonológica27. Atualmente, as pesquisas têm indicado a eficácia da combinação de estratégias de estimulação da consciência fonológica com a de sons alvos de produção de fala, citando que esta abordagem traz benefícios preventivos para pré-escolares com transtorno fonológico, pois pela terapia metafonológica atinge-se a organização fonológica, que favorece o desenvolvimento normal da leitura e escrita15-16.

Na Tabela 2, o estudo realizado por idade mostrou a melhora do desempenho da competência lexical para DVU e PS em ambos os grupos. O vocabulário expressivo da amostra estudada desenvolveu-se em função do aumento de idade, assim como em estudos anteriores4-5. Em relação à competência metafonológica o aumento etário influenciou apenas o desempenho do GC, concordando, igualmente, com os resultados de outras pesquisas21,25. A idade não influenciou o desempenho da competência metafonológica nos pré-escolares com transtorno fonológico corroborando estudo anterior11.

A análise da Tabela 3 mostrou correlações entre as competências lexical e metafonológica, sendo positivas para DVU e negativas para PS, com grau de correlação bom no GP e moderado no GC. Essas correlações indicam que, quanto maior o número de designações vocabulares usuais e menor o número de processos de substituição na avaliação da competência lexical, melhor o desempenho dos pré-escolares na competência metafonológica. Estudos anteriores confirmaram essa relação entre o vocabulário expressivo e habilidades de consciência fonológica18-19. Esse resultado de correlação entre as competências apontou a existência de relação entre habilidades linguísticas e metalinguísticas, pois quanto mais os pré-escolares se apropriaram do código linguístico, melhor foi o desempenho em tarefas que exigiram domínio metalinguístico, uma vez que eles usaram a competência linguística para as reflexões metalinguísticas.

Observou-se também correlação negativa ótima entre DVU e PS no GP e no GC, mostrando que o número de ND não interferiu nos resultados de competência lexical em nenhum dos grupos. Neste estudo os resultados de DVU e PS mostraram-se inversamente proporcionais, como esperado. Apenas no GC foi observada fraca correlação negativa entre ND e DVU.

 

Conclusão

Ao estudar a influência do transtorno fonológico sobre as competências lexical e metafonológica foi possível, por meio da caracterização dos pré-escolares concluir que, com relação aos pré-escolares sem alteração de fala, o grupo com transtorno fonológico apresentou desempenho semelhante quanto à competência lexical e pior quanto à competência metafonológica. Portanto, pode-se dizer que o transtorno fonológico não interferiu no desenvolvimento da competência lexical nessa faixa etária. Apesar das correlações positivas encontradas entre ambas as competências, a influência do transtorno sobre o desempenho metafonológico pôde ser observado.

 

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Recebido em 22.03.2010.
Revisado em 29.06.2010; 17.08.2010.
Aceito para Publicação em 01.09.2010.
Conflito de Interesse: Não

 

 

Artigo Submetido a Avaliação por Pares
* Trabalho Realizado na Faculdade de Fonoaudiologia de Uncisal e na Unifesp.
** Endereço para correspondência: R. João Gualberto Pereira do Carmo, 343, Apto. 1006 - Maceió - AL - CEP 57035-270 (ranilde@yahoo.com.br)