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Pró-Fono Revista de Atualização Científica

Print version ISSN 0104-5687

Pró-Fono R. Atual. Cient. vol.22 no.3 Barueri July/Sept. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-56872010000300023 

ARTIGOS ORIGINAIS DE PESQUISA

 

Caracterização das puérperas assistidas pela fonoaudiologia de uma maternidade escola*

 

 

Maria da Conceição Carneiro Pessoa de SantanaI,**; Bárbara Niegia Garcia de GoulartII; Brasília Maria ChiariIII

IFonoaudióloga. Mestre em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Preceptora de Estágio da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal)
IIFonoaudióloga. Doutora e Pós-Doutoranda em Ciências pela Unifesp. Professora Adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
IIIFonoaudióloga. Doutora em Distúrbios da Comunicação pela Unifesp. Professora Titular do Departamento de Fonoaudiologia da Unifesp

 

 


RESUMO

TEMA: puérperas atendidas por serviço de Fonoaudiologia.
OBJETIVOS: caracterizar a população de puérperas assistidas pelo Serviço de Fonoaudiologia, participantes da segunda etapa do Método Mãe-Canguru, em uma Maternidade Escola referência em alto risco, no ano de 2006.
MÉTODOS: estudo descritivo analítico retrospectivo desenvolvido através da análise de 204 prontuários. Foram utilizadas técnicas de estatística descritiva, testes de Mann-Withney para comparação das variáveis sem distribuição normal, considerando significativos valores de p < 0,05.
RESULTADOS: a idade média das genitoras foi 24,61 anos (dp = 7,36), sendo 125 (61,27%) oriundas do interior do estado e 102 (50%) solteiras. A maioria da população atendida referiu 4 a 7 anos de estudo (35,29%), ocupação principal atividades domésticas (76,47%) e ausência de experiência prévia quanto ao aleitamento materno (53,43%). O tipo de parto predominante foi cesárea em 98 (48,03%) mulheres e 89 (43,62%) mencionaram a realização de um a três consultas no pré-natal.
CONCLUSÃO: a população assistida pelo Serviço de Fonoaudiologia se caracterizou por predominantemente primíparas solteiras, do interior do estado, de baixa renda familiar, sem trabalho remunerado, porém elevada escolaridade, em anos de estudo. Também foram detectados baixo número de consultas pré-natais, tipo de parto cesárea, idade gestacional baixa e elevado tempo de internação hospitalar.

Palavras-Chave: Epidemiologia; Aleitamento Materno; Fonoaudiologia; Nutrição do Lactente; Serviços de Saúde da Criança.


 

 

Introdução

A epidemiologia é a área do conhecimento que possibilita descrever, explicar e intervir nos problemas de saúde. Os estudos epidemiológicos são importantes para a tomada de decisões mais adequadas com relação à saúde da população, já que permitem um maior conhecimento das reais necessidades da comunidade1-2. Assim sendo, o fonoaudiólogo, como os demais profissionais de saúde, deve aliar-se à epidemiologia visando conhecer melhor a população a que atende.

A prática do aleitamento materno pode ser influenciada pelos aspectos culturais2. O desmame precoce é um importante problema de saúde pública em todo o mundo, relacionado a muitos fatores como idade materna, primiparidade, baixo nível de escolaridade, uso precoce de fórmulas lácteas e chupetas, trabalho materno, urbanização, tabagismo, falta de incentivo da família e da sociedade, além de deficiências na atenção à saúde e a condições de parto3. Alguns estudos, entretanto, não apontam relação significante entre escolaridade materna e desmame precoce4-6.

Considera-se importante conhecer o perfil de puérperas atendidas pela Fonoaudiologia para obter informações e ferramentas que direcionem uma melhor abordagem na avaliação, nas intervenções preventivas e terapêuticas. Os estudos epidemiológicos são fundamentais para fundamentar as tomadas de decisão mais adequadas em relação à saúde da população. Possibilitam um maior entendimento das reais necessidades da comunidade e dos fatores determinantes dos agravos. Além disso, dados sistematizados relacionados às características de populações específicas atendidas em serviços de saúde devem ser sistematicamente avaliados quando da proposição de ações para prevenção, diagnóstico e tratamento.

Levando-se em consideração que o fonoaudiólogo, como os demais profissionais da área de saúde, deve aliar-se à epidemiologia com o propósito de conhecer melhor a população que atende, objetivou-se neste estudo caracterizar a população de puérperas orientadas pelo Serviço de Fonoaudiologia participantes da segunda etapa do Método Mãe-Canguru, em uma Maternidade Escola, referência em alto risco.

Inicialmente, levantaram-se as seguintes hipóteses, levando-se em consideração a literatura pesquisada sobre a temática: as puérperas atendidas eram, em sua maioria, muito jovens (idade inferior a 20 anos), casadas, multíparas, de escolaridade baixa, procedentes da capital e realizaram, pelo menos, três consultas de pré-natal.

 

Método

O protocolo desta pesquisa está baseado na legislação pertinente, Resolução número 196/96, do Conselho Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde, para estudos com seres humanos, e foi aprovado pelo Comitê de Ética sob protocolo nº 843 / 2007.

Foi realizado um estudo descritivo analítico retrospectivo em uma Maternidade Escola na cidade de Maceió (AL), instituição de referência no atendimento a gestantes e bebês de alto risco, por meio da análise de prontuário das puérperas participantes da segunda etapa do método mãe-canguru, no ano de 2006, orientadas pelo Serviço de Fonoaudiologia. O protocolo utilizado para a coleta foi composto pelos dados: idade, procedência, escolaridade, ocupação, estado civil, tipo de parto, número de consultas no pré-natal, idade gestacional, experiência quanto ao aleitamento materno e tempo de internação.

O número total de puérperas orientadas pelo serviço, nesse período, correspondeu a 204 prontuários. Não foi realizado cálculo do tamanho da amostra, visto que foram utilizados todos os prontuários das puérperas internas na Enfermaria Canguru no ano de 2006, não havendo critérios de exclusão para inclusão no levantamento objeto deste estudo. Os documentos foram disponibilizados pelo Serviço de Arquivo Médico (SAME) da instituição, após aprovação do estudo pelo Comitê de Ética e autorização da direção da maternidade. Foram realizados testes de aderência de Kolmogorov-Smirnov e de Shapiro-Wilk para a verificação da normalidade amostral. A análise da distribuição das variáveis não demonstrou distribuição normal, de forma que testes não-paramétricos foram utilizados.

Os dados foram armazenados em planilha eletrônica (Microsoft Excel 2003® Redmond, WA, EUA). Para realização da estatística descritiva e testes estatísticos, foi utilizado o software SPSS® (versão 15.0 for Win, SPSS Inc). Para as variáveis numéricas, calculados média, desvio padrão e erro padrão. As correlações entre as variáveis foram avaliadas pelo grau de relacionamento linear (teste de Spearman). Os valores foram considerados significativos para p menor que 0,05 (p < 0,05).

 

Resultados

A idade média das puérperas foi 24,61 anos (dp = 7,36), sendo que 26,60% (N = 54) com idade igual ou inferior a 18 anos, 125 (61,27%) oriundas do interior do estado e 102 (50%) de estado civil solteira.

Quanto à escolaridade, 72 (35,29%) referiram, em anos de estudos, o grupo de 4 a 7 anos, sendo significantemente mais baixa nas adolescentes (p < 0,001). A ocupação principal referida foi atividades domésticas em 156 mulheres (76,47%). A renda familiar mensal geral encontrada foi baixa, com 72,06% das famílias ganhando menos que dois salários mínimos.

Quanto ao número de consultas no pré-natal, 89 (43,62%) realizaram de uma a três consultas. O tipo de parto predominante foi cesárea em 98 (48,03%), porém a incidência foi significativamente maior (p = 0,009) no grupo das puérperas adultas, conforme a Tabela 1.

 

 

A idade gestacional média foi de 30 semanas e 109 (53,43%) não apresentaram experiência quanto ao aleitamento materno. O tempo médio de internação foi de 39,8 dias.

No ano de 2004, das 140 mães que receberam alta hospitalar, 100 (71,43%) estavam amamentando exclusivamente. Em 2005, das 143 que receberam alta, 128 (89,51%) estavam em aleitamento exclusivo e no ano de 2006, das 210 altas hospitalares, 194 (92,3%) genitoras amamentavam exclusivamente seus bebês ao seio.

Após alta hospitalar, o recém-nascido continua sendo acompanhado periodicamente durante o primeiro ano de vida, no ambulatório de egresso. Toda a equipe encontra-se à disposição para quaisquer necessidades apresentadas pelo recém-nascido e sua família.

 

Discussão

A literatura brasileira é extensa ao evidenciar os benefícios do Método Mãe Canguru no desenvolvimento do recém-nascido prematuro de baixo peso7-10, porém pouco se discute sobre as características epidemiológicas das puérperas participantes do método.

Nesta pesquisa, foram estudadas apenas puérperas participantes da segunda etapa do Método Canguru. As mesmas, na alta hospitalar, encontravam-se amamentando exclusivamente, o que pode ter sido ocasionado pelos cuidados realizados durante o período de internação hospitalar, considerando que o Método Mãe Canguru prioriza o aleitamento materno exclusivo11.

Com relação à idade média das puérperas, observou-se que está acima das relatadas em outros estudos realizados com puérperas também de maternidades públicas8,12. Porém, é importante mencionar que 26,60% das puérperas tinham idade igual ou inferior a 18 anos. Um estudo também realizado na referida maternidade5, no período de fevereiro a junho de 2006, que pesquisou a prevalência e causas de desmame precoce em recém-nascidos participantes do Método Mãe-Canguru, revelou que não foi observada relação significante entre a idade materna e ocorrência de desmame precoce. Todavia, um estudo anterior13 revelou que mulheres primíparas e com idade inferior a 20 anos têm 1,2 vezes mais chances de abandonar o aleitamento materno exclusivo antes que a criança complete quatro meses.

Ao confrontar os resultados deste estudo com os de outros nacionais12-13, foram verificadas diferenças quanto à variável escolaridade. A escolaridade da população estuda foi mais elevada do que as dos estudos citados, o que pode ser considerado positivo porque, segundo outros autores, a variável escolaridade materna mostrou ter relação com o desmame precoce, isto é, quanto maior o tempo de escolaridade da mãe maior a duração do aleitamento natural8-9.

A maioria das puérperas do estudo procedeu de municípios do interior do estado, diferente das de outros estudos8-9, o que pode ser explicado pela carência de maternidades no interior do estado de Alagoas com capacidade de atender gestantes de alto risco. A maternidade do presente estudo é referência nesse tipo de atendimento.

Puérperas adolescentes e adultas em maternidades públicas, teoricamente, estão no mesmo nível socioeconômico8-9, o que também ficou evidenciado nessa pesquisa, constituindo um fator desfavorável principalmente às adolescentes, já que menor renda familiar, baixo número de consultas no pré-natal, baixa escolaridade e primiparidade são os fatores que poderão expor a saúde das adolescentes e a dos seus filhos a maiores riscos de doença e morte9.

Como em outras pesquisas8-9, observou-se que a maioria das mulheres não apresenta trabalho remunerado, sendo mais dependentes financeiramente, seja da família, seja do companheiro. Paralelamente, a tendência para estabelecer uniões com homens desempregados e, muitas vezes, adolescentes, deixa-as em uma situação sócio-econômica mais precária, o que pode torná-las mais expostas a outras situações de risco social13.

A constatação de que a maioria das puérperas apresentou estado civil solteira é preocupante, considerando que a situação conjugal pode influenciar no modo como a gestação é percebida pela família e pela própria adolescente, chegando mesmo a alterar padrões relacionais e a interferir nos comportamentos ao longo da gestação e, conseqüentemente, afetar o resultado gestacional12. Esse achado sinaliza a importância de uma assistência pré e perinatal que inclua não somente a gestante, mas todos os envolvidos, como o companheiro e as famílias de origem de ambos. Tais medidas favoreceriam o estreitamento do vínculo com o pai do bebê e a criação de uma rede social mais efetiva de apoio à puérpera, principalmente as adolescentes.

A aderência às consultas pré-natais foi baixa e possivelmente influenciada pela ausência de uma união consensual, assim como em outro estudo5. Considera-se esse dado relevante porque o pré-natal é apontado na literatura como um dos mais importantes fatores de proteção quanto a efeitos adversos para o bebê11-12. Ainda em relação à freqüência do pré-natal, quando comparados com resultados de outros estudos, verifica-se que o percentual de gestantes que se beneficia da atenção é geralmente maior do que o encontrado em nosso estudo9.

Quanto ao tipo de parto, o predominante foi cesárea, diferente do verificado em outra pesquisa9, na mesma cidade, porém, a incidência de cesariana foi significativamente maior (p = 0,009) no grupo das mães adultas jovens.

O percentual maior de primíparas, 53,43%, em nossa pesquisa é concordante com mais pesquisadores12-13. A primiparidade está relacionada a um maior risco de complicações para mãe (doença hipertensiva da gestação e anemia, por exemplo) e para o recém-nascido (prematuridade e baixo peso ao nascer)13. Levando-se em consideração que a pesquisa foi realizada em uma maternidade referência em alto risco, onde a maior demanda é prematuros, também já era esperada uma média de idade gestacional baixa (30 semanas), além de um período elevado de internação hospitalar (39,8 dias).

Tem-se discutido sobre a consideração dos determinantes psicossociais e culturais nas práticas de educação em saúde. Propõe-se que estas sejam sensíveis às necessidades subjetivas e culturais dos usuários. A atuação fonoaudiológica nessa área é uma tarefa importante desencadeadora de estratégias que poderão trazer benefícios à qualidade do serviço e também à melhor qualidade de cuidados e de vida à puérpera, além do importante trabalho em conjunto com outros profissionais da equipe, que são fundamentais na atuação com a mulher hospitalizada.

O desmame precoce é um importante problema de saúde pública em todo o mundo, relacionado a fatores como idade materna, primiparidade, baixo nível de escolaridade, trabalho materno, urbanização, falta de incentivo da família e da sociedade, além de deficiências na atenção à saúde e a condições de parto. As características socioculturais, demográficas e epidemiológicas das genitoras atendidas no serviço devem ser consideradas, principalmente, no que se refere à linguagem utilizada nas conversas e trocas de experiências entre a equipe de saúde e as puérperas. As informações sistematizadas quanto ao histórico e às características das pacientes foram utilizadas para adequar as ações e, em especial, as orientações. Assim, através do conhecimento de que a maioria das mães era do interior, o contato com o Serviço Social da Maternidade tornou-se imprescindível no sentido de facilitar os retornos para acompanhamento ambulatorial, o que, infelizmente, pela carência de unidades especializadas, não poderia ser feito nos seus locais de origem. Para as mães sem experiência prévia em aleitamento, atividades práticas quanto ao manejo da amamentação em prematuros foram propostas sistematicamente, o que facilitou o entendimento das primíparas. Considerando a informação de que a maior parte das mães não residia com os pais das crianças, estas foram encorajadas a buscar algum familiar mais próximo para auxiliar nos cuidados da criança e de seus outros filhos, quando fosse o caso, incluindo também este familiar no aconselhamento realizado pela equipe de fonoaudiologia no hospital.

 

Conclusão

A população assistida pelo Serviço de Fonoaudiologia se caracterizou por predominantemente primíparas solteiras, do interior do estado, de baixa renda familiar, sem trabalho remunerado, porém elevada escolaridade, em anos de estudo. Também foram detectados baixo número de consultas pré-natais, tipo de parto cesárea, idade gestacional baixa e elevado tempo de internação hospitalar.

Traçar o perfil epidemiológico das puérperas orientadas pelo Serviço de Fonoaudiologia numa maternidade referência em alto risco foi de grande importância para o planejamento de ações. As ações de prevenção e intervenção foram adequadas às características da população assistida, objetivando-se alcançar resultados mais efetivos em médio prazo, seja em relação à manutenção do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, bem como aos cuidados relacionados à estimulação da comunicação e interação entre mãe e recém-nascido.

 

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Recebido em 29.06.2009.
Revisado em 04.03.2010; 22.04.2010; 22.07.2010.
Aceito para Publicação em 16.08.2010.
Conflito de Interesse: não

 

 

Artigo Submetido a Avaliação por Pares
* Trabalho Realizado na Enfermaria Canguru da Maternidade Escola Santa Mônica da Uncisal.
** Endereço para correspondência: Serviço de Fonoaudiologia, Maternidade Escola Santa Mônica, Uncisal. Av. Comendador Leão - S/N Maceió - AL CEP 57025-200 (cpessoafono@yahoo.com.br)