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Pró-Fono Revista de Atualização Científica

versão impressa ISSN 0104-5687

Pró-Fono R. Atual. Cient. vol.22 no.4 Barueri out./dez. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-56872010000400005 

ARTIGOS ORIGINAIS DE PESQUISA

 

Narrativas orais de crianças com desenvolvimento típico de linguagem*

 

 

Priscila Artioli CavalcanteI, **; Patrícia Pupin MandráII

IFonoaudióloga. Graduanda do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP)
IIFonoaudióloga. Doutora em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Docente do Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da FMRP - USP

 

 


RESUMO

TEMA: desenvolvimento da narrativa oral.
OBJETIVO: verificar o tempo de narrativa e de pausa, o número de palavras e de intervenções do interlocutor em narrativas orais de crianças com desenvolvimento típico.
MÉTODO: participaram do estudo 31 crianças divididas em quatro grupos etários: GI (3:1 a 4:0 anos), GII (4:1 a 5:0 anos), GIII (5:1 a 6:0 anos) e GIV (6:1 a 7:0 anos). Amostras de narrativa espontânea e narrativa com livro sem palavras foram coletadas em vídeo, transcritas e analisadas estatisticamente por meio de teste exato de Fisher (não-paramétrico) e modelo de regressão linear com efeitos mistos.
RESULTADOS: os valores de tempo de pausa, tempo de narrativa, e o número de palavras no contexto de livro foram significativamente maiores em relação à narrativa espontânea (p-valor < 0,01). Quanto ao número de intervenções, houve correlação (p-valor = 0,03) entre idade e intervenção no contexto de livro com diminuição da intervenção na media que aumentou a idade.
CONCLUSÃO: as crianças apresentaram uma narrativa mais extensa no contexto de relato com livro sem palavras em relação ao contexto de narrativa espontânea, porém, sem diferenças significativas entre as idades. O estudo permitiu ainda concluir que a participação do interlocutor faz-se menos necessária conforme aumenta a idade do narrador.

Palavras-Chave: Desenvolvimento Infantil; Linguagem Infantil; Narrativa; Fonoaudiologia.


 

 

Introdução

Durante o desenvolvimento lingüístico a criança compreende as regras referentes aos planos semântico, fonológico, morfossintático e pragmático, incluindo as habilidades orais de narrar, argumentar, justificar e explicar1-3. O estudo da narrativa decorre da sua importância para a inserção da criança no contexto familiar, educacional e social1-2,4-5. Pressupõem-se a existência de uma rede complexa de fatores de ordem cognitiva e lingüística para que haja a estruturação, o processamento, a compreensão e o compartilhamento da experiência pessoal e de eventos interligados por relações lógicas e cronológicas6-11.

Por volta de 2:0 anos as crianças começam a explorar o relato de suas próprias experiências, evocando e discutindo eventos passados, nesta fase não possuem todos os elementos cognitivos e linguísticos para organizar a estrutura da narrativa e dependem da intervenção do interlocutor em co-autoria para contextualizar, ordenar os acontecimentos e fornecer a estrutura de coerência e de coesão textual1-2,4,11-15.

Até mais ou menos três o adulto fornece um modelling para as narrativas posteriores da criança em desenvolvimento11,16. A partir de três a quatro anos de idade os relatos passam a ser compostos de um número maior de sentenças encadeadas com a presença de alguns marcadores de narrativa11-12. Na narrativa fictícia observa-se a presença de elementos secundários, inserção de fatos não verdadeiros, mas ainda pode ocorrer o auxílio esporádico do adulto relacionado a coerência e a coesão do discurso9,11,17.

Entre quatro anos e um mês e 6 anos a aquisição da estrutura do texto narrativo esta completa11,1,12 e as crianças passam a narrar com coerência histórias conhecidas, relatos pessoais e histórias inventadas de forma detalhada e sem apoio do interlocutor. Contextualizando o interlocutor quanto aos personagens, ações, onde e quando ocorreram os fatos e quando estão narrando com apoio visual podem ainda acrescentar relações intermediárias e não visíveis11-12,15. Com o aumento da idade e escolaridade, maturação cognitiva e o desenvolvimento lingüístico da criança, a complexa estrutura narrativa se torna familiar fazendo com que decresça a freqüência de produção de rupturas (pausas e interjeições) no discurso, tornado a narrativa mais complexa e elaborada4,18-19. Espera-se que crianças em idade escolar compreendam as explicações de seus professores, contem e recontem histórias e as interpretem1,4,20.

Autores4 consideram que produzir e compreender narrativas orais é importante para o sucesso acadêmico da criança e seu bem estar sócio-emocional. Ao revisar a literatura nacional e internacional não foram encontrados estudos sobre o tempo de narrativa, tempo de pausa e número de palavras e intervenções do adulto durante a produção de relato pessoal e com apoio visual.

Assim, o objetivo do estudo foi verificar o tempo de narrativa, o tempo de pausa, o número de palavras e de intervenções do interlocutor em narrativas orais de crianças pré-escolares com desenvolvimento de linguagem típico.

 

Método

A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRPUSP), com protocolo número 6001/2007 e obteve-se autorização do responsável pela creche onde as crianças estavam matriculadas.

Os responsáveis pelos menores selecionados foram abordados na creche para a explicação dos objetivos e riscos da pesquisa, esclarecimento de dúvidas e coleta de assinatura do termo de consentimento livre informado. Participaram do estudo 31 crianças com idades entre 3 e 7 anos matriculadas em uma creche e com desenvolvimento típico de linguagem, constatado por meio de triagem fonoaudiológica. Os participantes foram distribuídos em quatro grupos etários: GI 3:7 a 4:0 anos (n = 4) com média de idade de 3:9, GII 4:1 a 5:0 (n = 8) com média de idade de 4:7, GIII 5:1 a 6:0 (n = 9) com média de idade de 5:9 e GIV 6:1 a 7:0 (n = 10) com média de idade de 6:9.

A coleta de amostras do discurso narrativo ocorreu ordenadamente em duas situações:

1. Relato com apoio visual: as crianças foram solicitadas a relatar os fatos que compunham as figuras do livro através da seguinte instrução verbal: "conte, o que está acontecendo?".

2. Relato pessoal: solicitou-se aos participantes que relatassem um fato ocorrido em sua rotina a partir de uma questão para iniciar o discurso narrativo: "o que você fez hoje?".

Em ambas as situações a instrução poderia ser reformulada de acordo com o grau de dependência em relação ao interlocutor, e em relação aos assuntos de interesse que foram levantados previamente. Durante a coleta a examinadora interveio apenas quando a pausa se estendia por mais de 10 segundos, por meio de perguntas de caráter coesivo como, por exemplo, "e aí? O que aconteceu?". Essas intervenções foram calculadas e categorizadas em Nenhuma Intervenção (NI) para zero intervenções, Pouca Intervenção (PI) para uma a três intervenções e Muita Intervenção (MI) para quatro ou mais intervenções para aplicação estatística. Os procedimentos foram realizados em um encontro com duração média de 15 minutos, em que as amostras foram gravadas em vídeo com uma filmadora Handcam HD da marca SONY disposta em tripé e direcionada para o participante. Ao final da coleta, a examinadora mostrou um trecho da gravação feita a criança, como forma de incentivo à sua participação.

O instrumento evocativo do relato com apoio visual foi um livro de historia sem texto - "O dia-a-dia de Dáda"21. O local de coleta foi uma sala com mesa e cadeira infantil, iluminação adequada e baixo ruído externo competitivo.

Para a transcrição das amostras foram utilizados fones de ouvido, um microcomputador, monitor, caneta, papel e o protocolo de transcrição do Projeto de Estudo da Norma Lingüística Urbana Culta22. Foram realizadas duas escutas da amostra. A primeira para transcrição dos aspectos lingüísticos e a segunda para a transcrição dos aspectos extralingüísticos. Em caso de dúvida em determinado segmento, este foi escutado três vezes e então transcrito como segmento ininteligível, hipótese do que se escutou ou transcrito o segmento.

Os tempos de pausa e narrativa das duas situações foram cronometrados e registrados em segundos. Os parâmetros de tempo de narrativa, pausa e número total de palavras foram analisados estatisticamente pelo modelo de regressão linear com efeitos mistos (efeitos aleatórios e fixos). Os modelos lineares de efeitos mistos são utilizados na análise de dados em que as respostas estão agrupadas (medidas repetidas para um mesmo indivíduo) e a suposição de independência entre as observações num mesmo grupo não é adequada23. Já as intervenções do interlocutor categorizadas foram analisadas por meio de teste exato de Fisher. Este, por sua vez, consiste em um teste não paramétrico que testa diferenças entre dois grupos independentes, em relação a uma variável qualquer que só admita duas alternativas como resposta: Sim/Não, Positivo/Negativo, entre outros. Além disso, este teste é particularmente adequado para pequenas amostras24.

 

Resultados

A Tabela 1 apresenta a análise estatística para o tempo de narrativa e de pausa inter grupos e em relação aos contextos de narrativa com livro sem palavras e narrativa espontânea. Não houve diferença significativa para o tempo de narrativa e de pausa em relação aos grupos etários. Porém, o modelo de regressão linear de efeitos mistos indicou que o tempo de narrativa com livro foi significativamente maior em comparação a narrativa espontânea para os grupos GII, GIII e GIV (p-valor < 0,01). Já o tempo de pausa foi significativamente maior durante a narrativa com livro em todos os grupos (p-valor = 0,03 para G-I e p-valor < 0,01 para os demais grupos).

 

 

Na Tabela 2 são apresentados os valores estatísticos obtidos com a comparação entre o número de palavras por grupo etário e situações de narrativas. O número de palavras foi significativamente menor na situação de narrativa espontânea em relação à narrativa com livro para os grupos G-III e G-IV (p-valor < 0,01). Não houve diferença significativa entre os grupos etários.

 

 

A Tabela 3 representa a freqüência de sujeitos em relação às categorias de intervenção do interlocutor nos dois contextos narrativos analisados segundo teste exato de Fisher. No contexto de narrativa com livro sem palavras em G-I 25% dos sujeitos apresentaram a categoria N.I., 25% apresentaram P.I e 50% M.I. Em G-II foram 38% N.I, 50% P.I e 12% M.I. Em G-III foram 89% N.I., 0% P.I. e 11% M.I. Por fim em G-IV foram 70% N.I., 30% P.I. e 0% M.I. No contexto de narrativa espontânea os valores foram: G-I, 0% N.I., 100% P.I. e 0% M.I. G-II, 62% N.I., 38% P.I. e 0% M.I. G-III, 56% N.I., 44% P.I. e 0% M.I. G-IV, 60% N.I., 30% P.I. e 10% M.I.

 

 

Discussão

Com relação ao tempo de narrativa os grupos etários não diferiram significativamente, mas em situação de produção de narrativa com apoio visual (livro sem texto) o tempo foi maior sugerindo que esse apoio em ilustrações e a questão utilizada para iniciar o relato pessoal são variáveis importantes. Assim sendo, o uso de ilustrações poderia desencadear narrativas mais extensas, e para narrar espontaneamente deve existir intenção, iniciativa e interesse do narrador em evocar e transmitir lingüísticamente a experiência vivenciada11. Aos quatro anos as relações intermediárias não visíveis na figura estão presentes nas narrativas infantis12,15,11. Para iniciar o relato pessoal, nessa pesquisa, foi realizada a questão "o que você fez hoje?", considerando que as crianças falam inicialmente sobre fatos rotineiros e familiares relatando suas próprias experiências a partir de 2 anos15,11,14,12. As situações de interação em grupo e lúdicas já foram mencionadas como promotoras de aumento do tempo e da complexidade da estrutura narrativa11.

O maior tempo de pausa em narrativa com livro estaria relacionado a lacunas cognitivas e lingüísticas evidenciando o processo gradual de formação de conceitos, itens lexicais e assimilação de regras sintáticas para a estruturação do discurso narrativo18,6,11. Essa também seria uma estratégia para que o narrador tivesse maior tempo para buscar reparações de erros na produção discursiva ou mesmo para acompanhar ações como mudanças de página do livro18.

A ausência de significância estatística nos grupos etários considerando o valor do tempo de narrativa e de pausa é um resultado que não corrobora estudos anteriores18-19 que indicaram uma relação inversamente proporcional entre o processo gradual de desenvolvimento linguístico e a interrupção do discurso narrativo.

O número de palavras foi significativamente menor nas amostras de narrativa espontânea em comparação com a narrativa com apoio visual para os grupos G-III e G-IV, sugerindo novamente que para narrar espontaneamente é preciso ter intenção e motivação aliados as habilidades cognitivas e linguísticas. As ilustrações contribuiriam para a construção do sentido da história e sua estruturação linguística, pois poderiam ampliar as possibilidades semânticas e facilitar o acesso lexical, visto que o narrador teria na ilustração o seu referente25. Aos três anos os relatos deveriam ser compostos por períodos simples e complexos, por marcadores de narrativa e palavras de com significado lexical, gramatical relacional e contextual11-12.

Constatou-se que com o aumento da idade diminui-se a intervenção do interlocutor com maior freqüência de indivíduos dos grupos mais novos (G-I e G-II) na categoria "Muita Intervenção" (M.I) e menor número de indivíduos destes mesmos grupos etários na categoria "Nenhuma Intervenção" (N.I) no contexto de narrativa com apoio visual (livro sem texto) com p-valor = 0,03. Esse dado já foi discutido na literatura11 e explica que o grau de participação do adulto é maior na fase inicial do desenvolvimento do discurso narrativo onde há a construção conjunta e com o aumento dos recursos lingüísticos e cognitivos vai diminuindo até a criança chegar a narrar sozinha. Em relação à narrativa espontânea os achados não foram significativos. Na narrativa fictícia observa-se a presença de elementos secundários, inserção de fatos não verdadeiros, mas ainda pode ocorrer o auxílio esporádico do adulto relacionado a coerência e a coesão do discurso17,9,11.

 

Conclusão

As crianças apresentaram uma narrativa mais extensa no contexto de relato com livro sem palavras em relação ao contexto de narrativa espontânea, porém, sem diferenças significativas entre as idades. Este fato mostra que diferentes contextos narrativos influenciam na produção desta. Assim, na prática clínica, a coleta de várias situações narrativas para comparação entre elas pode ser um procedimento eficaz para avaliação e diagnóstico do aspecto narrativo e da linguagem como um todo. O estudo permitiu ainda concluir que a participação do interlocutor faz-se menos necessária conforme aumenta a idade do narrador.

 

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Recebido em 18.06.2010.
Revisado em 16.09.2010; 14.11.2010.
Aceito para Publicação em 30.11.2010.
Conflito de Interesse: não

 

 

Artigo Submetido a Avaliação por Pares
* Trabalho Realizado na FMRP - USP
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