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Pró-Fono Revista de Atualização Científica

versão impressa ISSN 0104-5687

Pró-Fono R. Atual. Cient. vol.22 no.4 Barueri out./dez. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-56872010000400008 

ARTIGOS ORIGINAIS DE PESQUISA

 

Limiar da função de crescimento das emissões otoacústicas - produto de distorção em neonatos*

 

 

Patricia Pinheiro de AlmeidaI, **; Seisse Gabriela Gandolfi SanchesII; Renata Mota Mamede CarvalloIII

IFonoaudióloga. Mestre em Ciências da Reabilitação - Comunicação Humana pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)
IIFonoaudióloga. Doutora em Ciências da Reabilitação - Comunicação Humana pela FMUSP. Fonoaudióloga do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da FMUSP
IIIFonoaudióloga. Livre-Docente da FMUSP. Professora Associada do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da FMUSP

 

 


RESUMO

TEMA: as medidas das emissões otoacústicas-produto de distorção (EOAPD) possibilitam verificar o surgimento e o crescimento da resposta das EOAPD de acordo com a intensidade do estímulo sonoro apresentado (curva de crescimento).
OBJETIVO: estimar o limiar das EOAPD por meio da curva de crescimento das EOAPD nas freqüências de 2kHz e 4kHz, com apresentação do estímulo entre 35 e 70dB NPS em neonatos.
MÉTODO: foram estudados 51 neonatos, de 24 a 84 horas de vida sem indicador de risco para deficiência auditiva. Foram registradas as EOAPD na função curva de crescimento em 2kHz e 4kHz. Os neonatos foram avaliados no período de internação após nascimento. Foram considerados três possíveis limiares (LIM 1, LIM 2 e LIM 3) a partir da presença de resposta considerada 3dBNPS na relação sinal/ruído.
RESULTADOS: as intensidades médias dos limiares variaram de 47,55 a 49,85dB em 2kHz e de 55,52 a 59,94dB em 4kHz. As médias das amplitudes de resposta nos limiares variaram de 6,67 a 8,27dB para 2kHz e de 6,99 a 11,35dB para 4kHz. Houve diferença estatística entre os três limiares considerados para as duas frequências pesquisadas.
CONCLUSÃO: o procedimento foi viável para a população neonatal que revelou limiares médios de até 60dB para as duas frequências estudadas. Para esta população foi evidenciado que mesmo apresentando limiares elevados foram observadas amplitudes de respostas robustas.

Palavras-Chave: Emissões Otoacústicas Espontâneas; Testes Auditivos; Recém-Nascido; Audição.


 

 

Introdução

A membrana basilar tem importante papel na função de não-linearidade da cóclea, que está relacionada à compressão na amplificação coclear, sugerindo forte ligação entre fisiologia periférica e percepção final auditiva1.

A não-linearidade da cóclea está relacionada à diferença da taxa de amplificação relacionada ao nível de estímulo. Whitnell2 ressaltou que o processo que propicia a amplificação coclear é fisiologicamente vulnerável e dependente do nível de estímulo.

A presença das emissões otoacústicas indica atividade de mecanismos biológicos ativos dentro da cóclea, ou seja, a função de células ciliadas externas. As emissões otoacústicas por produto de distorção (EOAPD) são originadas da interação de dois tons puros simultâneos em duas frequências diferentes, tipicamente denominadas de f1 e f2 (f2 f1) e a resposta é o produto de distorção dos dois estímulos, com frequência distinta das iniciais, sendo costumeiramente analisado o 2f1 - f2. As EOAPD são mais vantajosas para avaliar a função coclear, uma vez que possibilita verificar o crescimento da resposta de acordo com a intensidade do estímulo sonoro apresentado (curva de crescimento). Estudos têm utilizado a curva de crescimento das EOAPD com uma medida indireta da não linearidade coclear em humanos3-8.

Uma grande dificuldade na avaliação neonatal é a interpretação das amplitudes de respostas. Diferentes níveis de resposta em EOAPD podem estar associados a diferentes limiares de surgimento das EOAPD, identificados pela curva de crescimento em menor nível de intensidade de estímulo. Assim sendo, o objetivo deste estudo foi determinar o limiar das EOAPD em neonatos por meio da função curva de crescimento das EOAPD nas frequências de 2kHz e 4kHz.

 

Método

Participantes

Foram avaliados 51 neonatos com idades entre 24 e 84 horas de vida sem indicador de risco para deficiência auditiva, sendo 26 do sexo masculino e 25 do sexo feminino. Os neonatos foram avaliados no período de internação após nascimento no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo.

Foram critérios de inclusão: neonatos com Capurro maior de 37 semanas, considerados termo, adequados para a idade gestacional e sem histórico de intercorrências gestacionais maternas como fumo, ingestão de álcool, drogas ou medicamentos.

Os responsáveis pelos neonatos que participaram do estudo receberam as informações, individualmente, e deram o consentimento para participar da pesquisa (Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário da USP, protocolo número 740/07).

Equipamento

As medidas das emissões otoacústicas foram realizadas com o analisador de emissões cocleares "ILO 292 / ECHOPORT PLUS Otodynamics Analyser Versão 5.6". Foi utilizada sonda neonatal (SND - type OAE Probe) conectada ao canal A da unidade externa do equipamento. O equipamento foi conectado ao computador Toshiba portátil.

Procedimentos

Os procedimentos foram realizados em uma única sessão, em sala não tratada acusticamente, localizada junto aos quartos no alojamento conjunto da maternidade. A duração média do procedimento foi de 40 minutos. Para verificação dos critérios de inclusão e exclusão o pesquisador realizou levantamento dos prontuários disponíveis no setor onde o neonato esteve internado.

Antes de ser realizada a coleta de dados, foi realizada a calibração da sonda neonatal utilizada na captação das emissões otoacústicas.

Foram realizadas as emissões otoacústicas por estímulo transiente (EOAT), sendo também considerado critério de exclusão a ausência de respostas. O registro das EOAT foi realizado preferencialmente com o neonato dormindo após mamada, sendo inserida oliva, adaptada a sonda do equipamento, no meato acústico externo sem inspeção prévia. O procedimento foi realizado nas duas orelhas. Para a avaliação foi utilizado o programa "quickscreen".

Em seguida foi realizado o registro da curva de crescimento das EOAPD. Foram apresentadas frequências primárias relacionadas tal que f2/f1 = 1,22. A intensidade de apresentação dos estímulos f1 (L1) e f2 (L2) (sendo L1 = L2) foi de 35 a 70dB NPS com variação 5dB NPS entre as intensidades. O limiar das EOAPD foi considerado como a resposta obtida, na menor intensidade de pesquisa das EOAPD, em que a relação sinal/ruído (S/R) esteve maior ou igual a 3dB NPS em relação ao segundo desvio padrão do ruído de fundo, nas frequências de f2 de 2kHz e 4kHz.

Atualmente, muitos estudos adotam um ajuste de estímulo proposto por Kummer et al.9; para a avaliação da curva de crescimento8,10-11. Kummer et al.9 ajustaram o nível de intensidade de f1 (L1) de acordo com o nível de f2 (L2), estabelecendo a seguinte fórmula: L1 = 0,4L2 + 39. Tal ajuste não pôde ser utilizado por não ser algorítimo do equipamento. Entretanto, a coleta das respostas foi possível ser realizada em todos os neonatos estudados, sendo possível traçar todas as curvas de crescimento das EOAPD nos intervalos de intensidades já descritos anteriormente.

Ainda que a realização dos exames tenha sido com o neonato dormindo, nesta faixa etária o ruído fisiológico do neonato é facilmente captado pela sonda do equipamento. Assim, para a obtenção das respostas foram realizadas no mínimo cinco varreduras para cada intensidade pesquisada.

A finalização da captação dos dados foi definida manualmente pela pesquisadora quando o ruído de fundo ficou próximo de 0dB NPS ou menor.

Em vista da não existência de critérios para análise do registro das curvas de crescimento das EOAPD, para este estudo foram elaborados três possíveis critérios para considerar limiar das EOAPD, denominados LIM 1 (Limiar1), LIM 2 (Limiar2) e LIM 3 (Limiar3). Todos os critérios foram definidos com base no surgimento de respostas de EOAPD na relação sinal/ruído (S/R), considerando as respostas ocorridas pelo menos 3dB NPS acima do segundo desvio padrão do ruído de fundo:

LIM 1: considerado a menor intensidade pesquisada em que S/R foi maior ou igual a 3dB NPS independente do S/R nas intensidades seguintes.

LIM 2: considerado a menor intensidade pesquisada em que S/R foi maior ou igual a 3dB NPS e a resposta 2f1 - f2 captada obrigatoriamente deveria ser um valor positivo, independente do S/R nas intensidades seguintes.

LIM 3: considerado a menor intensidade pesquisada em que o S/R maior ou igual a 3dB NPS independente de 2f1 - f2, porém todas as intensidades subsequentes também apresentaram S/R maior ou igual a 3dB NPS.

Análise estatística

Os resultados obtidos por variável estudada foram submetidos à análise descritiva através das medidas de tendência central e à análise inferencial por meio dos testes não paramétricos: Teste de Wilcoxon e Teste de Mann-Whitney. Foram adotados testes não paramétricos, pois a amostra não cumpriu os requisitos para utilização de testes paramétricos: normalidade na distribuição e homogeneidade das variâncias.

Foi realizado também o teste de correlação de Spearman. Para todas as análises foi observado o nível de significância de 5%.

 

Resultados

Para este estudo, a busca pelo limiar foi realizada por meio da pesquisa da curva de crescimento das EOAPD e de acordo com os critérios criados e já descritos anteriormente.

A Figura 1 mostra os limiares considerados LIM 1, LIM 2 e LIM 3 com as respectivas distribuições. Independente do conceito pelo qual foi definido o limiar (LIM 1, LIM 2 e LIM 3), a intensidade mediana que gerou respostas foi de 50dB NPS para 2kHz e de 55 a 65dB NPS para 4kHz. Em geral, quanto a amplitude das EOAPD geradas pelas intensidades apresentadas na Figura 1 painel B, observa-se que houve diferença significante de acordo com o critério adotado para o limiar tanto para 2kHz quanto para 4kHz. Entretanto o LIM 2, para as duas frequências pesquisadas, apresentou valores maiores em relação a LIM 1 e LIM 3.

 


 

Foi realizada a comparação entre as frequências, para cada critério de limiar estabelecido. A Tabela 1 apresenta as medidas descritivas e a comparação inferencial entre 2 e 4kHz. Os limiares se apresentaram menores para 2kHz para os três critérios, com diferença estatística nos três limiares.

Quanto à amplitude das EOAPD na comparação das duas frequências, pôde-se observar que independente do limiar considerado, os valores foram maiores em 4kHz. Houve significância estatística apenas para LIM 2 (Tabela 2).

 

Discussão

O emprego da curva de crescimento das EOAPD para verificar a compressão coclear e a não linearidade de forma indireta em seres humanos tem sido objeto de estudo em publicações recentes3-4,6-7,11; porém com neonatos, este tipo de pesquisa é pouco abordada.

Neste estudo, ocorreu diferença estatisticamente significante em 2kHz e 4kHz entre os três limiares considerados LIM 1, LIM 2 e LIM 3 (Figura 1- A). Os limiares foram distintos entre eles, mesmo com valores absolutos muito próximos houve relevância estatística (p-valor < 0,001). Quando comparadas as amplitudes de resposta por meio da relação sinal/ruído (Figura 1 - B) também foi encontrada diferença estatística significante entre LIM 1, LIM 2 e LIM 3 para cada frequência.

Tais resultados, evidenciando proximidade nos níveis de intensidade dos três limiares, embora com diferença estatística, geraram a necessidade de encontrar uma condição que melhor configurasse o limiar de surgimento das EOAPD, quando realizada a curva de crescimento.

Os valores encontrados no limiar denominado LIM 2, em 2kHz e 4kHz foram maiores que LIM 1 e LIM 3 nas duas frequências, e portanto seria provável o questionamento sobre considerar LIM 2 como mais fidedigno para reproduzir o limiar das EOAPD para a população estudada. Porém vale ressaltar que LIM 2 necessariamente deve cumprir o critério de valor positivo de 2f1 - f2, independente dos valores de sinal/ruído nas intensidades seguintes.

Comparando o valor de intensidade do estímulo necessário para obter o limiar das EOAPD registrado em cada freqüência (Tabela 1) para cada critério de limiar considerado (LIM 1, LIM 2 e LIM 3), foi observado valor mais elevado para 4kHz em relação as intensidades encontradas em 2kHz. Entretanto quando analisadas as amplitudes de respostas obtidas pela relação sinal/ruído nas mesmas condições (Tabela 2), houve diferença significante nas duas frequências apenas em LIM 2. Isto pode ser justificado talvez pelo ruído de fundo ter sido menor em 4kHz do que em 2kHz, e, assim a amplitude obtida na relação sinal/ruído se apresentou maior. É importante ressaltar que em LIM 2, o valor de 2f1 - f2 além de atingir a amplitude mínima de 3dB NPS acima do ruído de fundo, deveria ser positivo (maior ou igual a 0dB). Assim, em 2kHz, o 2f1 - f2 se apresentou positivo já intensidades mais baixas, e portanto se comparadas as amplitudes das respostas das EOAPD, obtidas pela relação sinal/ruído ,na intensidade do limiar LIM 2 (em torno de 60dB) em 4kHz, os valores das amplitudes foram maiores. Em estudo com neonatos termo e pré termo, Ribeiro et al.12 avaliando a amplitude de respostas auditivas evocadas de estado estável encontrou no grupo de neonatos pré termo amplitude menor de resposta, porém na análise do sinal\ruído esta condição se apresentou próxima das respostas do grupo de neonatos a termo, pela diferença no nível de ruído que foi menor no grupo de pré termo.

Analisando os três critérios previamente propostos para avaliar o limiar das EOAPD, o LIM 3 pareceu mais adequado e estável. O LIM 3 foi determinado como a presença de resposta em amplitude de no mínimo 3dB NPS acima do segundo desvio padrão do ruído de fundo e que esta amplitude se repetiu nas intensidades subsequentes.

Este critério, que foi delineado na fase de elaboração deste estudo e está de acordo com proposta de estudos recentes, que também consideram a ocorrência de limiar a presença de EOAPD, 3dB NPS acima do ruído de fundo, em no mínimo três intensidades consecutivas7,13. Esta concordância confirma a condição como a mais adequada para ser determinada como limiar das EOAPD, quando pesquisada a função curva de crescimento. A linha de raciocínio que motivou esta escolha partiu também da analogia com conceitos de limiar em psicoacústica, segundo o qual o limiar seguro para delimitar o "status" auditivo parte da consistência de respostas do indivíduo avaliado. O limiar deve ser fixado na intensidade acima da qual o organismo sempre responde e abaixo da qual ele nunca responde. É necessário que o indivíduo responda no mínimo 50% das vezes em que o estímulo sonoro foi apresentado14.

Para a população pesquisada, a curva de crescimento parece ser um procedimento viável a ser realizado juntamente a bateria de testes audiológicos. Outro aspecto ao qual este procedimento pode ser útil, é que o traçado da curva de crescimento pode elucidar dados sobre a não linearidade coclear pela mudança no crescimento da resposta e portanto também fornece informações sobre a integridade coclear. Em estudo recente com adultos, Hatzopoulos et al.15 comparando a curva de crescimento com amplitude de respostas auditivas evocadas de estado estável sugere que estudos adicionais sejam realizados para que o procedimento curva de crescimento possa ter confirmada sua utilidade na avaliação de neonatos e lactentes.

Uma característica relevante para a população estudada foi que o limiar se mostrou elevado. Porém é digno de nota a grandeza da magnitude da resposta (amplitude) no limiar considerado, acima dos 3dB NPS de relação sinal/ruído acima do segundo desvio padrão do ruído de fundo, preconizado como critério mínimo de presença de resposta7,13.

 

Conclusão

Os resultados sugerem que o limiar de surgimento seja determinado na menor intensidade de estímulo capaz de gerar uma resposta acima de 3dB NPS do ruído de fundo e que a resposta se mantenha presente para intensidades de estímulo mais elevadas. Pode-se utilizar a curva de crescimento das EOPD para a obtenção dos limiares de surgimento das emissões otoacústicas, sendo um procedimento adicional na verificação da integridade auditiva em neonatos.

 

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Recebido em 11.06.2010.
Revisado em 12.11.2010.
Aceito para Publicação em 30.11.2010.
Conflito de Interesse: não

 

 

Artigo Submetido a Avaliação por Pares
* Trabalho Realizado no Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia ocupacional da FMUSP e no Hospital Universitário da USP.
** Endereço para correspondência: R. Cipotânea, 51 - São Paulo - SP - CEP 05360-160 (patriciapalmeida@gmail.com).

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