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Pró-Fono Revista de Atualização Científica

Print version ISSN 0104-5687

Pró-Fono R. Atual. Cient. vol.22 no.4 Barueri Oct./Dec. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-56872010000400013 

ARTIGOS ORIGINAIS DE PESQUISA

 

Variáveis extralinguísticas, sexo e idade, na consciência do próprio desvio de fala*

 

 

Roberta Freitas DiasI, **; Roberta Michelon MeloII; Carolina Lisbôa MezzomoIII; Helena Bolli MotaIV

IFonoaudióloga. Mestre em Distúrbios da Comunicação Humana pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Professora do Curso de Fonoaudiologia da UFSM
IIFonoaudióloga. Mestranda em Distúrbios da Comunicação Humana pela UFSM. Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
IIIFonoaudióloga. Doutora em Linguística Aplicada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC - RS). Professora Adjunta do Curso de Fonoaudiologia e do Programa de Pós-Graduação em Distúrbios da Comunicação Humana da UFSM
IVFonoaudióloga. Doutora em Linguística Aplicada pela PUC - RS. Professora Associada do Curso de Fonoaudiologia e do Programa de Pós-Graduação em Distúrbios da Comunicação Humana da UFSM

 

 


RESUMO

TEMA: a consciência do próprio desvio de fala de acordo com as variáveis extralinguísticas, sexo e idade.
OBJETIVO: investigar a influência das variáveis sexo e idade no desempenho em consciência do próprio desvio de fala.
MÉTODO: o grupo pesquisado constitui-se de 24 crianças com diagnóstico de desvio fonológico, 15 meninos e 9 meninas, na faixa etária de 5:0 a 7:7. Neste grupo, foi realizado a avaliação da consciência do próprio desvio de fala.
RESULTADOS: observou-se que 45,83% das crianças do grupo pesquisado apresentaram consciência do próprio desvio de fala estabelecida. Não houve diferenças estatisticamente significantes entre as variáveis extralinguísticas pesquisadas e a consciência do próprio desvio de fala. Contudo, notou-se maiores escores de consciência do próprio desvio de fala no desempenho das crianças representantes da faixa etária de 6 anos e do sexo masculino.
CONCLUSÃO: crianças com desvio fonológico podem ter consciência do próprio desvio de fala e as variáveis extralinguísticas sexo e idade não são fatores intervenientes no desenvolvimento dessa habilidade.

Palavras-Chave: Fala; Distúrbios da Fala; Percepção da Fala; Distribuição por Idade e Sexo.


 

 

Introdução

A consciência do próprio desvio de fala (CPDF) refere-se à capacidade que algumas crianças com desvio fonológico apresentam de reconhecer as trocas em sua fala1. Esta habilidade tem sido objeto de estudo de pesquisadores que a consideram de grande importância na evolução terapêutica e, sobretudo, na redução de problemas futuros de leitura e escrita1-2.

Considerada pelos autores deste estudo como uma habilidade metalinguística, a CPDF demonstra que existem crianças com desvio fonológico que parecem ter acesso a representações fonológicas normais. Esse fato também pode ser observado na capacidade que estes sujeitos apresentam de resolver tarefas envolvendo consciência fonológica1.

Consciência linguística ou metalinguagem refere-se à capacidade do falante de tratar a linguagem como objeto de reflexão. Para isso, estão envolvidas habilidades como: segmentar e manipular a fala em suas diversas unidades (palavras, sílabas, fonemas); separar as palavras de seus referentes (estabelecer diferenças entre significados e significantes) e julgar a coerência semântica e sintática de enunciados3.

Diversas pesquisas estudaram a influência da variável extralinguística sexo no desempenho das habilidades de consciência fonológica, que é um dos componentes de consciência linguística. Alguns destes estudos demonstraram que a variável sexo não determina desempenho significativamente distintos nestas habilidades4-5; enquanto outros mostraram uma superioridade das meninas em determinadas tarefas6-7.

Outro fator relevante no estudo da metalinguagem é a idade. Alguns estudos, apontam esta variável como favorecedora no desenvolvimento da consciência fonológica3, 5.

Com isso, este trabalho teve como objetivo investigar a possível influência das variáveis extralinguísticas, sexo e idade, no desempenho da CPDF.

 

Método

Este é um estudo exploratório de corte transversal em que participaram 24 sujeitos com diagnóstico de desvio fonológico e idades entre cinco anos a sete anos e sete meses, sendo 15 do sexo masculino e 9 do sexo feminino.

Antes de serem avaliadas quanto à CPDF, para que se confirmasse o diagnóstico de desvio fonológico, as crianças passaram por um procedimento de seleção da amostra através da realização das seguintes avaliações: avaliação do sistema estomatognático, avaliação da linguagem e da fala, além de triagem auditiva.

Para que as crianças participassem do estudo foi necessário que tivessem autorização dos pais/responsáveis por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido; apresentassem diagnóstico de desvio fonológico; não tivessem recebido algum tipo de terapia fonoaudiológica; não tivessem história de repetência escolar e não apresentassem presença de comprometimentos evidentes nos aspectos neurológico, cognitivo ou psicológico.

Após realização da triagem fonoaudiológica, foi realizada a coleta dos dados com a avaliação da CPDF, que tem como finalidade fazer com que a criança ouça e julgue as alterações fonológicas existentes em sua própria fala. Esta foi avaliada de acordo com as instruções disponibilizadas no trabalho em que propõe esse teste1.

Inicialmente 10 palavras produzidas com desvio foram selecionadas de uma amostra de fala de cada criança. Os dados de fala foram coletados por meio do gravador digital Powerpack - Digital Voice Recorder DRV-800III em ambiente silencioso e, posteriormente, foram armazenados em um computador com o programa Recorder V2.0 Digital Voice. Com isso, as gravações foram editadas usando o programa GoldWave audio digital editor e gravadas em um mp3 ou no próprio computador. Depois de armazenadas as gravações editadas foram apresentadas para cada criança por meio de fones de ouvido.

Foi elaborado um instrumento individual, conforme o sistema fonológico de cada criança. Figuras correspondentes às palavras editadas da amostra de fala de cada uma delas foram selecionadas para que fossem mostradas no momento da aplicação do teste.

Após um período de aproximadamente uma semana, as palavras foram apresentadas à criança de forma descontextualizada no intuito de dificultar que ela percebesse que se tratava de palavras produzidas por ela mesma. Para isso, foi explicado que seriam apresentadas palavras faladas "por uma outra criança" e que ela deveria julgar se eram produzidas de forma correta ou incorreta.

Uma figura correspondente para cada uma das dez palavras selecionadas foi mostrada, logo após a criança escutava e julgava, sendo perguntado a ela se a palavra foi ou não produzida de maneira correta. Seguindo instruções das autoras, a pergunta à criança foi feita da seguinte forma: Essa criança está falando "direitinho" a palavra?

As dez palavras selecionadas da amostra de fala foram julgadas duas vezes por cada uma das crianças, sendo que em momento algum elas foram avisadas de que as palavras foram produzidas por si para evitar, segundo as autoras, que fatores emocionais interferissem no teste.

O teste de CPDF é valorado, sendo que julgamentos corretos valem 1 (um) e julgamentos incorretos valem 0 (zero). O máximo de pontos que pode ser obtido é 20 (vinte). Após a contagem de pontos de cada uma das crianças que compuseram a amostra desse trabalho foi realizada uma média geral do grupo.

Para a análise individual das crianças, foi estipulado para esta pesquisa que porcentagens iguais ou maiores que 50% de acertos nos julgamentos indicariam o estabelecimento da CPDF. Já resultados abaixo de 50% de acertos foram considerados indicativos de que a criança não teria estabelecida a CPDF.

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Instituição de Ensino Superior de origem (número do cadastro: 0103.0.243.000-07). A pesquisa foi desenvolvida na Clínica Escola da Instituição de origem e em uma escola estadual da mesma cidade, tendo a concordância dos responsáveis através da assinatura do Termo de Consentimento Institucional.

Os dados desta pesquisa foram submetidos à análise estatística através do programa estatístico Statistica 7.0 e o teste empregado foi Teste t para comparação de dois grupos independentes. O nível de significância foi fixado em 0,05 (p < 0,05).

Salienta-se que na comparação entre idades e desempenho em CPDF, foram excluídos da análise estatística duas crianças representantes da faixa etária de 7 anos em razão de representarem um número pequeno de sujeitos neste grupo. Sendo assim, a amostra submetida ao tratamento estatístico, confrontando as variáveis idade e CPDF, foi composta de 22 sujeitos e a amostra submetida ao tratamento estatístico, no confronto do sexo com a CPDF, foi composta de 24 sujeitos.

 

Resultados

Na Figura 1 é apresentado o desempenho de todas as crianças do grupo estudado, conforme o estabelecimento ou não estabelecimento da CPDF, considerando-se a porcentagem de 50%. Foi possível observar que 45,83% das crianças apresentaram CPDF estabelecida, sendo oito meninos e três meninas. Sete meninos e seis meninas compuseram o grupo que apresentou CPDF não estabelecida, ou seja, 54,17% dos participantes.

 

 

No que se refere à idade, o grupo com CPDF estabelecida foi formado por três crianças na faixa etária de cinco anos de idade, seis crianças com seis anos de idade e duas com sete anos de idade. Para CPDF não estabelecida, o grupo foi formado por seis crianças na faixa etária de cinco anos de idade e sete crianças com seis anos de idade.

No que se refere à comparação entre a variável extralinguística sexo e o desempenho (média de acertos) no teste de CPDF (Tabela 1), verificou-se que não houve diferença significante entre meninos e meninas. Contudo, de modo qualitativo observou-se que o sexo masculino apresentou uma média de acertos superior ao sexo feminino.

 

 

Ao analisar a Tabela 2 pode-se verificar a comparação entre a variável extralinguística idade e o desempenho (média de acertos) no teste de CPDF. O estudo comparativo entre essas duas variáveis não mostrou diferença estatisticamente significante, porém qualitativamente, notou-se uma média de acertos superior na faixa etária de seis anos.

 

 

Discussão

Como pode-se observar, crianças com desvio fonológico podem ter CPDF, ou seja, podem ter consciência das trocas na fala produzidas por elas mesmas, pois no grupo estudado esta habilidade aparece estabelecida para 45,83% dos sujeitos. Observou-se que este grupo esteve composto principalmente por meninos e crianças com idade na faixa etária de seis anos.

Esses resultados concordam com estudos que evidenciaram que crianças que não apresentam o mesmo padrão fonológico de sua comunidade linguística podem ser capazes de refletir sobre os sons de sua língua1-2.

No que se refere à variável sexo, observou-se que não houve diferença significante entre meninos e meninas quanto a CPDF. Por outro lado, as médias de acertos demonstraram que os meninos obtiveram um resultado melhor, comparado às meninas. Pode-se inferir, com isto, que sujeitos do sexo masculino são mais hábeis em refletir e realizar julgamentos a cerca do sistema linguístico de sua comunidade.

Este fato vai de encontro a pesquisas que investigaram a variável sexo e revelaram uma superioridade feminina na resolução de tarefas relacionadas à linguagem e as habilidades de fala8. Tais resultados podem ser justificados pela anatomofisiologia do sistema nervoso central, uma vez que foram observadas diferenças entre os sexos através de exames de neuroimagem, onde as mulheres demonstraram utilizar os dois hemisférios cerebrais para processar a linguagem, diferentemente do sexo oposto o qual para realizar a mesma tarefa pareceu utilizar áreas específicas do hemisfério dominante9; além de outros indícios como o fato de que nas mulheres as áreas de Broca e de Wernicke, relacionadas à fala, apresentar-se-iam maiores10.

A consciência fonológica, que também é um tipo de consciência linguística amplamente estudada, mostrou-se indiferente de modo significante entre meninos e meninas em pesquisas em que foi considerada a variável sexo. Por outro lado, os mesmos autores observaram que há uma tendência das meninas em apresentar melhor desempenho nas avaliações que envolvem consciência fonológica6-7.

Quando consideradas pesquisas sobre aquisição fonológica normal em relação à variável sexo, nota-se que os meninos apresentam maior probabilidade de produção correta dos fonemas do que as meninas11. Além disso, há estudos que demonstram que os meninos produzem significantemente mais linguagem do que as meninas12; o que leva a crer que eles podem ser mais perspicazes para resolver determinadas tarefas relacionadas a habilidades de fala, como a CPDF.

Em relação à variável idade, apesar de não ter resultado em uma diferença estatisticamente significante em relação ao estabelecimento da CPDF, as médias obtidas demonstraram que crianças na faixa etária de seis anos apresentaram melhor desempenho do que as crianças na faixa etária de cinco anos.

O desempenho em habilidades de consciência fonológica está relacionado com a idade cronológica e consequente maturidade cognitiva, o que concorda com os resultados obtidos no presente estudo em relação à CPDF. Uma melhora conforme a progressão da idade nas habilidades de consciência fonológica foi observada em crianças de quatro a oito anos e com desenvolvimento típico de fala3.

A aquisição lexical em crianças com desvio fonológico também está relacionada ao aumento da idade. Estudos demonstraram que há uma melhora no desempenho em provas de vocabulário com o aumento da idade13-14. Pode-se pensar que crianças mais velhas, pelo fato de conhecerem um maior número de palavras, podem estar mais bem preparadas no julgamento da produção correta das estruturas linguísticas.

O desempenho distinto das crianças com relação à CPDF atenta o clínico para a necessidade de um diagnóstico completo, capaz de embasar um bom planejamento terapêutico. Deste modo, a fim de potencializar o tratamento, pode ser realizado concomitante um trabalho de consciência do sistema fonológico considerado normal, já que tal necessidade já foi apontada em muitos estudos os quais verificaram a dificuldade da população com desvio fonológico, e outros transtornos de articulação e/ou linguagem, em raciocinar sobre os sons de sua língua15-20.

Em decorrência dos resultados encontrados e da escassa literatura a cerca do assunto abordado neste estudo, sugere-se que novas pesquisas sejam desenvolvidas, a fim de contribuir para uma melhor conduta terapêutica e prognóstico mais preciso nos casos de desvio fonológico.

 

Conclusão

Os resultados demonstraram que crianças com desvio fonológico podem ter consciência das trocas em sua fala. Esta consciência independe do sexo e da idade, uma vez que não houve diferença significante entre os grupos estudados.

Entretanto, notou-se que os meninos e as crianças de seis anos com desvio fonológico obtiveram uma média de acertos na CPDF melhor que as meninas e que as crianças de cinco anos de idade, respectivamente. Apesar de não serem diferenças significantes, podem contribuir no planejamento terapêutico, de forma a otimizar o tratamento fonológico.

 

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Recebido em 27.04.2010.
Revisado em 18.11.2010.
Aceito para Publicação em 18.11.2010.
Conflito de Interesse: não

 

 

Artigo Submetido a Avaliação por Pares
* Trabalho Realizado no Departamento de Fonoaudiologia da UFSM.
** Endereço para correspondência: R. Antero Corrêa de Barros, 244 - Santa Maria - RS - CEP 97010-120 (robertafdias@hotmail.com).