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Pró-Fono Revista de Atualização Científica

Print version ISSN 0104-5687

Pró-Fono R. Atual. Cient. vol.22 no.4 Barueri Oct./Dec. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-56872010000400025 

ARTIGOS ORIGINAIS DE PESQUISA

 

Escalas de avaliação da leitura e da escrita: evidências preliminares de confiabilidade*

 

 

Adriana de Souza Batista KidaI, **; Brasília Maria ChiariII; Clara Regina Brandão de ÁvilaIII

IFonoaudióloga. Doutoranda em Distúrbios da Comunicação Humana pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Pesquisadora Associada do Núcleo de Ensino, Assistência e Pesquisa em Escrita e Leitura (Neapel) do Departanmento de Fonoaudiologia da Unifesp
IIFonoaudióloga. Livre-Docente pela Unifesp. Professora Titular da Disciplina dos Distúrbios da Comunicação Humana da Unifesp
IIIFonoaudióloga. Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana pela Unifesp. Professora Associada do Departamento de Fonoaudiologia da Unifesp

 

 


RESUMO

TEMA: confiabilidade de Instrumentos de avaliação da leitura e escrita. Objetivo: investigar a confiabilidade de duas escalas elaboradas para a avaliação da leitura e escrita de crianças de 08 a 11:11 anos.
MÉTODO: foram elaboradas duas escalas: de leitura, composta por doze itens de testes organizados em quatro campos de competências (conhecimento de letras e relação fono-grafêmica, decodificação de itens isolados, fluência de leitura de textos, compreensão de leitura), e de escrita com cinco itens organizados em três campos (escrita de letras e relação grafo-fonêmica, codificação de itens isolados, construção escrita). Selecionaram-se 100 escolares (64 meninas) de rede pública com idade de 8 a 11:11 anos. Vinte (12 meninas) participaram do estudo de aplicabilidade, que resultou na versão de estudo das escalas, posteriormente aplicadas aos demais 80 escolares (52 meninas). As respostas obtidas foram analisadas e computadas para atribuição dos escores de itens, escores por campo de competência (ECC) e do escore bruto da escala (EBE). Os dados foram analisados estatisticamente, obtidos o coeficiente alpha de Cronbach e, complementarmente, as correlações entre os itens (coeficiente de correlação de Pearson). Adotou-se nível de significância de 0,05.
RESULTADOS: Obtiveram-se
α = 0,866 e α = 0,461 para as escalas de leitura e escrita, respectivamente. Correlações entre os itens foram observadas, variando de fracas a fortes e corroboraram os valores de alpha.
CONCLUSÃO: a escala de leitura mostrou-se confiável, atingindo níveis admissíveis para instrumentos diagnósticos, enquanto que a escala de escrita não apresentou nível de confiabilidade admissível para mensurar o desempenho das crianças da amostra.

Palavras-Chave: Leitura; Escrita; Avaliação; Fonoaudiologia.


 

 

Introdução

A identificação clínica dos Transtornos de Leitura e de Escrita, como a de qualquer outro distúrbio, necessita de instrumentos válidos, fidedignos, padronizados e normatizados, capazes de apoiar o diagnóstico, a definição de condutas e a organização de programas de intervenção1. Protocolos que não atendam a essas especificações podem comprometer a confiança nas evidências clínicas necessárias ao diagnóstico2. Dentre testes nacionais disponíveis3-8; alguns avaliam desde aspectos de processamentos subjacentes até competências leitoras e de escrita. Entretanto, não apresentam normas de referência, e não possibilitam a comparação dos desempenhos avaliados. Outros se restringem a avaliar, especificamente, as capacidades de reconhecimento e decodificação na leitura e de codificação na escrita de itens isolados sob ditado, sem, contudo, apresentarem normas de referência e dados de confiabilidade. Há ainda testes com normas de referência que, entretanto, não apresentam dados de confiabilidade.

Esta pesquisa teve como objetivo investigar a confiabilidade de duas escalas elaboradas para avaliarem a leitura e a escrita de crianças de 8 a 11:11anos, assumindo como hipótese que ambas as escalas apresentariam características de mensuração de instrumentos diagnósticos. Para mostrar a importância do estudo das propriedades de mensuração do material proposto para testes diagnósticos, serão apresentadas as escalas e, sobretudo, o método adotado para a elaboração e pesquisa de confiabilidade desses instrumentos.

 

Método

Pesquisa aprovada pelo CEP Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) (número 11.111/05) realizada em seis etapas, segundo normas para construção de testes de avaliação cognitiva1: elaboração das escalas; seleção da amostra; estudo prévio de aplicabilidade; aplicação das escalas e coleta das respostas; atribuição dos escores; estudo da consistência interna.

A elaboração das escalas de leitura (EL) e de escrita (EE) ateve-se às normas quando considerou: os objetivos definidos, o levantamento bibliográfico de métodos de avaliação, a definição do formato do teste, a seleção de materiais de avaliação, estímulos de teste e procedimentos de análise.

A priori, definiu-se que as escalas avaliariam o desempenho de escolares de 8 a 11:11 anos, quanto às competências envolvidas no aprendizado e capacidades da leitura e da escrita. A seguir, levantaram-se indicadores de desempenho em leitura2,9-11 e escrita12-15 apropriados às faixas etárias definidas, e testes e métodos de avaliação da leitura4,16-20 e da escrita3-4,16,21-23. A partir das competências a serem investigadas, delimitaram-se campos de competências: de conhecimento de letras e da relação grafo-fonêmica; de decodificação de itens isolados; de fluência da leitura de texto e de compreensão leitora da EL; e de conhecimento da relação fono-grafêmica; de codificação e de construção da escrita, da EE.

Definiram-se itens de teste para cada escala e selecionaram-se: o material lingüístico, os procedimentos de avaliação (incluindo instruções de aplicação) e critérios de análise do desempenho para cada item.

Na versão piloto, a EL continha doze itens de teste e a EE, cinco (Quadro 1).

Participaram 100 escolares (64 meninas) entre 8 e 11:11anos de idade, de segundo ao sexto ano do ensino fundamental de escolas da rede pública, selecionados dentre 132 indicados pelos professores por apresentarem bom desempenho acadêmico. Seguiram-se os critérios inclusivos: ausência de queixas ou indicadores de déficits auditivos e/ou visuais, de distúrbios neurológicos, comportamentais ou cognitivos; queixas de dificuldades ou transtornos do aprendizado ou do aproveitamento escolar; ausência de retenção no histórico escolar; assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido; aprovação em triagem fonoaudiológica6,24-25: provas de emissão e recepção oral e escrita. Foram subagrupados segundo faixas etárias: 8 a 8:11anos; 9 a 9:11anos; 10 a 10:11anos; 11 a 11:11anos. Cinco de cada faixa, selecionados ao acaso, integraram a amostra do estudo prévio de aplicabilidade1 que avaliou a primeira versão das Escalas e indicou a necessidade de modificações. Aplicaram-se as escalas nos 20 escolares para observação: do tempo de aplicação das escalas; da efetividade de compreensão das instruções pelos estudantes; do grau de dificuldade dos estímulos de teste propostos por faixa etária, e da funcionalidade das folhas de registro de desempenho (FRD). Dois itens de teste da EE e da FRD de ambas as escalas foram modificados.

Obtida a versão final, avaliou-se, individualmente, cada um dos 80 participantes, em duas sessões (35 minutos cada), nas escolas, em salas com níveis de ruído que não interferiram na compreensão das instruções.

Adotou-se um sistema de escores que uniformizou a análise dos desempenhos e possibilitou o estudo de confiabilidade: o escore por itens, o escore por campo de competência (ECC) e o escore bruto por escala (EBE).

Os escores por itens variaram de 2 a 0 e representaram, respectivamente, do melhor ao pior desempenho. Os desempenhos, quantificados segundo os critérios de análise (Quadro 1) foram tabulados por criança e tratados estatisticamente. Estabeleceram-se medidas de tendência central, adotando-se a mediana e terceiro quartil como parâmetros. Definiram-se critérios de atribuição dos escores por itens para cada faixa etária. A mediana representou o escore 2, valores compreendidos entre a mediana e terceiro quartil o escore 1, e valores inferiores ao terceiro quartil o escore zero. Os ECC (soma dos escores por itens) informaram sobre o desempenho em cada Campo de Competência e permitiram analisar se os itens de cada campo examinaram uma mesma competência. Os EBE (soma dos ECC), informaram sobre o desempenho total nas Escalas. Permitiram verificar se todos os itens selecionados relacionaram-se ao constructo da leitura ou da escrita.

O estudo da consistência interna das escalas atendeu ao objetivo de analisar a confiabilidade1;26: diferentes itens de teste deveriam medir uma mesma variável2,26. Optou-se por analisar a consistência interna inter itens26,28. Reavaliaram-se as respostas de cada participante, as quais, receberam um escore (escore por item). Os demais escores (ECC e EBE) também foram computados por participante para análise.

 

Resultados

Utilizou-se o Statistical Analysis System em sua versão 13.0. Aplicaram-se as Análises do Coeficiente alpha de Cronbach (α), utilizado para analisar a consistência interna, por meio do estudo do grau de covariância dos itens entre si. Verificou-se a congruência de cada item de uma escala com os demais itens que a compuseram e o efeito de cada item sobre o instrumento, por meio do estudo complementar da confiabilidade após a supressão de itens de teste. Valores de α inferiores a 0,6 indicaram grau de covariância em níveis inadmissíveis; valores entre 0,6 e 0,7 indicaram covariância fraca; entre 0,7 a 0,8 covariância aceitável; entre 0,8 e 0,9 grau de covariância bom e acima de 0,9 indicaram covariância muito boa.

O nível de significância adotado para este estudo foi de 0,05.

A consistência interna da EL e de seus campos de competências (Tabela 1) mostrou bom grau de covariância para os campos de decodificação de itens isolados, de fluência de leitura de texto e para o total da Escala. O campo de compreensão da leitura mostrou grau de covariância muito baixo.

 

 

A supressão de itens revelou que os valores de α mantiveram boa covariância para decodificação de itens isolados (supressão do item 3: α = 0,848; item 4: α = 0,855; item 5: α = 0,870; item 6: α = 0,896), fluência de leitura de texto (supressão do item 7: α = 0,855; item 8: α = 0,812; item 9: α = 0,893; item 10: α = 0,848) e para o total da EL (supressão do item 2: α = 0,887; item 3: α = 0,843; item 4: α = 0,840; item 5: α = 0,846; item 6: α = 0,848; item 7: α = 0,842; item 8: α = 0,835; item 9: α = 0,853; item 10: α = 0,838; item 11: α = 0,882; item 12: α = 0,871). Em razão dos campos de conhecimento de letras e da compreensão da leitura constituírem-se de dois itens, suas consistências internas mediante a supressão de itens não pôde ser analisada.

A consistência interna da EE e de seus campos de competências (Tabela 2) mostrou níveis de covariância muito baixos. A consistência interna do campo de construção da escrita não foi analisada por este se constituir de um único item de teste.

 

 

A exclusão dos itens 1 e 2, aumentou a covariância para esta escala, que, contudo, não elevou o coeficiente da EE a níveis aceitáveis, mantendo variância muito fraca (α = 0,506).

 

Discussão

A reconhecida importância dos testes e procedimentos de avaliação na prática clínica indica que testes de avaliação cognitiva devem apresentar características que demonstrem suas propriedades de mensuração: validade e confiabilidade. Devem proporcionar informações precisas e estáveis sobre desempenhos em determinada habilidade; sensibilidade e especificidade, na identificação apropriada de sujeitos saudáveis e de portadores de alterações; e parâmetros normativos, essenciais ao diagnóstico1-2,26-27.

Buscando atender essas determinações, a elaboração das Escalas de Leitura e de Escrita seguiu as normas de construção de testes1. O estudo da confiabilidade evidenciou que as diferentes tarefas selecionadas nem sempre examinaram um mesmo conteúdo ou processamento pretendido, indicando que nova seleção de procedimentos de avaliação deve ser realizada, o que proverá maior segurança na coleta e análise de evidências que deem suporte a raciocínios científico e clínico2.

O estudo da consistência interna inter itens, adotada como forma de avaliação das escalas, foi realizado para responder se os itens selecionados estavam relacionados a um mesmo constructo teórico, compreendido ora como leitura ora como escrita, representados pelos ebe de cada escala ou ainda como cada um dos campos de competências, representados pelos ECC. A presença de valores admissíveis de covariância, superiores a 0,728; era desejada para atestar a confiabilidade dos instrumentos quanto a propriedades de mensuração do desempenho, por faixa etária.

A seleção de escolares da rede pública de mesma região da cidade de São Paulo visou a um mesmo perfil sócio-cultural, e a indicação dos melhores escolares buscou minimizar a influência de possíveis efeitos de alterações de linguagem e aprendizagem sobre a avaliação das capacidades de mensuração dos instrumentos.

A adequação da EL para fins diagnósticos foi atestada, pela consistência interna da escala e dos campos de decodificação de itens isolados e fluência da leitura de texto. Os itens selecionados mediram o mesmo constructo demonstrando sua confiabilidade26,28-29. O campo de conhecimento de letras, que não teve seu α calculado, apresentou um efeito teto que impossibilitou a análise da consistência interna.

O campo de compreensão da leitura foi o único a não atingir níveis de confiabilidade diagnóstica. Contudo, a exclusão dos itens 11 e 12 não alterou a consistência da EL, sugerindo que ambos contribuam para a avaliação da capacidade leitora. A utilização de diferentes procedimentos de avaliação pode requerer diferentes competências e habilidades para responder ao teste26; interferindo nos valores de consistência interna. Assim, os baixos valores de α para o Campo de Compreensão podem ter sido determinados pela variabilidade das demandas impostas pelos procedimentos de avaliação2: de reconto do texto lido e de resposta a questões de múltipla escolha.

A consistência interna da EE revelou inadequação do instrumento para fins diagnósticos29 ou de rastreamento26. Assim, a concepção teórica que norteou a construção da EE não foi apropriadamente representada pelos itens selecionados para compor este instrumento. Dois fatores podem ter interferido: a heterogeneidade de procedimentos de avaliação dos itens de teste e a ausência de dados de validade atestando a confiabilidade dos itens selecionados, a partir da literatura, para avaliar um determinado constructo.

A presente pesquisa demonstrou a importância do estudo e adoção dos parâmetros de confiabilidade na construção de instrumentos de avaliação clínica. Os dados indicaram, como continuidade, que a EL deve ser submetida a estudos complementares sobre sua propriedade discriminativa, sensibilidade e especificidade, que atestem sua acurácia para uso clínico. Posteriormente, deve-se proceder ao estudo da normatização, que fornecerá parâmetros de desempenho de crianças típicas segundo a escolaridade e idade, critérios diagnósticos estabelecidos pelo DSM IV30. Já a EE deve ter seus itens revistos e sua confiabilidade reestudada. Somente estes estudos atestarão ao clínico a qualidade dos instrumentos na obtenção de dados confiáveis para o diagnóstico e planejamento terapêutico em leitura e escrita.

 

Conclusão

O estudo da confiabilidade das Escalas de Leitura e de Escrita indicou a possibilidade de utilização da EL para avaliar e diagnosticar as competências relacionadas ao conhecimento de letras e relação fono-grafêmica, a decodificação e a compreensão leitora. Já a EE mostrou-se inapropriada para mensuração do desempenho de escolares para o conhecimento da relação fono-grafêmica, a codificação e a construção da escrita, necessitando de revisões substanciais e reavaliação de suas propriedades de mensuração.

 

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Recebido em 01.12.2009.
Revisado em 06.10.2010.
Aceito para Publicação em 30.11.2010.
Conflito de Interesse: não

 

 

Artigo Submetido a Avaliação por Pares
* Trabalho Realizado na Unifesp sendo parte da Tese de Doutorado apresentada ao Departamento de Fonoaudiologia da Unifesp - Escola Paulista de Medicina, para Obtenção do Título de Doutor em Ciências, com Fomento da Agência Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
** Endereço para correspondência: R. Vitorino Carmilo, 606 - Apto. 63 - São Paulo - SP CEP 01153-000 (adrianabatista@gmail.com).