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História, Ciências, Saúde-Manguinhos

versão impressa ISSN 0104-5970versão On-line ISSN 1678-4758

Hist. cienc. saude-Manguinhos v.7 n.2 Rio de Janeiro jul./out. 2000

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-59702000000300007 

  

 

 

 

 

 

Richard Spruce, botânico e desbravador da América do Sul

Richard Spruce, botanist-South America’s explorer

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mark R. D. Seaward

Department of Environmental Science,
University of Bradford BD7 1DP, UK
m.r.d.seaward@bradford.ac.uk
Traduzido por Josino Costa Moreira
(Cesteh/Ensp/Fiocruz)

 

 

SEAWARD, M. R. D.: ‘Richard Spruce, botânico e desbravador da América do Sul’. História, Ciências, Saúde — Manguinhos, vol. VII(2): 377-88, jul.-out. 2000.

No período entre 1849 e 1864, o botânico e explorador inglês Richard Spruce promoveu minucioso estudo da flora amazônica e dos costumes dos povos que habitavam essa região. Ainda hoje, grande parte do conhecimento sobre várias famílias botânicas daquela região advém do esforço desenvolvido por esse cientista.
A amplitude de seus interesses, a meticulosidade e a exatidão de suas descrições foram fenomenais: nada parece ter escapado à sua atenção e capacidade de documentação. Spruce era não apenas notável botânico, mas também admirável antropólogo, lingüista (sabia francês, espanhol e português), geólogo, e geógrafo, bem como arguto observador sociológico dos sistemas políticos e dos hábitos das tribos amazônicas e andinas entre as quais esteve, trazendo considerável contribuição para o entendimento das crenças e práticas nativas e para o conhecimento das propriedades e usos das plantas, no contexto amazônico. Sua participação na exploração econômica de espécies locais também foi importante, particularmente em relação aos gêneros Hevea e Cinchona.

PALAVRAS-CHAVE: Richard Spruce, exploração botânica da Amazônia, plantações de quinas no Sudeste Asiático, etnobotânica amazônica.

 

SEAWARD, M. R. D.: ‘Richard Spruce, botanist-South America’s explorer’. História, Ciências, Saúde — Manguinhos, vol. VII(2): 377-88, July-Oct. 2000.

Between 1849 and 1864, the English botanist and explorer Richard Spruce carried out a detailed study of the Amazon flora and the costumes of the peoples who inhabited the region. To date a large part of the existing knowledge about several botanical families in the region stems from this scientist’s efforts. His comprehensive interests, his detailed and precise descriptions were outstanding: nothing seems to have been left out of his scrutiny and recording aptitude. Not only was Spruce a remarkable botanist but he was also a distinctive anthropologist, linguist (he knew French, Spanish and Portuguese), geologist and geographer, as well as an acute sociological observer of the political systems and habits of the Amazonian and Andean tribes in which he has been. He could thus make a considerable contribution to the understanding of indigenous beliefs and practices, as well as to the knowledge and uses of plants within the Amazonian context. Also important was his participation in the economic exploration of local species, particularly as regards the Hevea and the Cinchona genera.

KEYWORDS: Richard Spruce, botanical exploration of the Amazon, Cinchona plantations in Southeast Asia, Amazon ethnobotany.

 

     É curioso o fato de que, enquanto a Inglaterra tem dado muito pouca atenção a Richard Spruce, o interesse internacional sobre suas contribuições para a botânica tem sido amplo, graças, principalmente, aos esforços de uns poucos entusiastas. Nosso conhecimento a respeito de Spruce deve-se principalmente a Alfred Russel Wallace, o grande evolucionista, que também pesquisou extensivamente a América do Sul, onde o conheceu. Depois da morte de Spruce, Wallace editou suas Notas de um botânico no Amazonas e nos Andes (1908), acrescentando-lhes uma introdução bibliográfica. O primeiro volume dessas Notas contém uma narrativa contínua, fluida, sobre as viagens de Spruce, mas o segundo volume é muito fragmentado, em decorrência do grande número de citações de cartas, algumas de considerável extensão, contendo anotações de Wallace. Mesmo levando em consideração que esse trabalho se desenvolve em dois volumes, Wallace utilizou em sua elaboração somente uma seleção de cartas e artigos de Spruce, abreviando muitos deles para facilitar a publicação e desprezando outro extenso material, particularmente correspondências, que nunca foram estudadas em detalhes.
     O etnobotânico norte-americano Richard Schultes, continuando o trabalho de Wallace, trouxe considerável contribuição aos nossos conhecimentos sobre Spruce. Sua reavaliação dos manuscritos utilizados na edição das Notas revela que a grande condensação editorial a que esses documentos foram submetidos obscureceu, ocasionalmente, as idéias de Spruce; Schultes ainda descobriu correspondências desconhecidas por Wallace que trazem novas luzes sobre as idéias do pesquisador, particularmente aquelas relacionadas com a teoria da evolução. Estudos mais aprofundados das correspondências de Spruce têm trazido a público outros aspectos de sua vida e de suas descobertas, particularmente seus interesses etnobotânicos e a extensão da contribuição de muitos de seus trabalhos e idéias.
     Este artigo sobre Spruce está baseado principalmente no trabalho pioneiro de Wallace e nos resultados das pesquisas de Richard Schultes. Muito trabalho ainda está para ser realizado, mas a publicação resultante da conferência comemorativa do centenário de Richard Spruce, ocorrida em York em 1993, contém uma diversidade de artigos baseados em pesquisas recentes que refletem seu gênio multifacetado. Pesquisas bibliográficas feitas pelo autor deste artigo confirmam a afirmação de Wallace constante das Notas, segundo a qual, a lista de trabalhos de Spruce nelas contida "é bastante completa". Entretanto, espera-se que outros pesquisadores produzam uma lista detalhada dos manuscritos e correspondências, publicados ou não, bem como de suas localizações.
     Richard Spruce nasceu em Ganthorpe, no norte de Yorkshire, no dia 10 de setembro de 1817, e passou a maior parte de sua vida, exceto quando em viagem, nas vilas de Welburn e Coneysthorpe. Acredita-se que ele tenha sido educado por seu próprio pai, a quem acompanhou profissionalmente, tornando-se professor. Desde pequeno mostrou interesse pela história natural. Aos 16 anos, organizou uma lista de plantas que cresciam próximas a sua casa e, aos 19, descreveu cerca de 485 espécies de plantas floríferas locais. Em 1839, começou a ensinar matemática no Collegiate School, em York, onde permaneceu até o fechamento dessa escola, em 1844. Seu tempo disponível, era devotado aos interesses botânicos.
     Spruce rapidamente adquiriu considerável conhecimento sobre plantas floríferas e briófitas. Suas excursões botânicas a várias localidades do condado de Yorkshire, no período de 1841 a 1844, eram quase semanais. Em 1843, fez numerosas visitas a Teesdale, uma das regiões botanicamente mais ricas do Norte da Inglaterra; seus estudos realizados nessa região proporcionaram-lhe a base para a publicação de um importante trabalho sobre briófitas locais. Em junho/julho de 1844 fez uma notável excursão à Irlanda, onde se encontrou com Thomas Taylor, então um dos biologistas mais famosos do mundo. A publicação de Spruce intitulada Musci and Hepaticae for Yorkshire (1845), juntamente com outros trabalhos seus, aumentou em muito o número de espécies da flora inglesa descritas local ou regionalmente.
     Spruce construiu não apenas um herbário considerável, mas também uma ampla reputação através de seus contatos com expoentes botânicos da época, cujos conselhos e auxílio permitiram-lhe uma excursão de coleta aos Pireneus, de maio de 1845 a abril de 1846. Passou a vender mudas de plantas floríferas coletadas para angariar fundos, mas o que de fato lhe aparecia irresistível era o desafio de novas descobertas. Complementou as 169 espécies de briófitas já descritas por um biologista francês. Realmente Spruce conseguiu trazer uma soberba coleção de briófitas, das quais 17 espécies, dentre 478, eram totalmente novas para a ciência. Essas descobertas foram objeto de outro trabalho científico importante.
     É impressionante que Spruce, de saúde delicada, tenha podido realizar uma excursão de 12 meses aos Pireneus. Essa façanha o animou a embarcar para a demorada expedição que empreenderia a à América do Sul. Não se sabe exatamente quando ele passou a se interessar por explorar terras tão distantes, mas é certo que, tão logo terminou de organizar as plantas coletadas nos Pireneus, ele começou a se preparar para essa viagem, estudando plantas exóticas no Kew e no Museu de História Natural de Londres. Em 1849, acreditando que seus constantes problemas brônquicos poderiam ser resultantes de tuberculose, mas desejando acima de tudo ver e coletar plantas em uma floresta tropical, antes que fosse demasiadamente tarde, ele decidiu viajar ao Amazonas. Parece que o interesse de Spruce pela flora sul-americana é anterior à sua escolha por sir William Hooker, então diretor do Jardim Botânico Real, Kew, para realizar a exploração botânica do vale do rio Amazonas. Hooker concordou em vender para herbários da Inglaterra e da Europa espécimes secos, coletados por Spruce, para financiar a viagem.
     Spruce embarcou para a América do Sul em 1849. O principal objetivo de sua viagem era investigar a flora do vale do Amazonas e enviar espécimes para a coleção de Kew. Assim, de 1855 até seu retorno à Inglaterra em maio de 1864, ele explorou vários tributários do rio Amazonas e trabalhou nas cabeceiras desse rio, no norte dos Andes peruanos e no Equador. Enviou para a Inglaterra, além de vários milhares de espécimes de angiospermas, numerosos exemplares de liquens, fetos, musgos e hepáticas. De todas as regiões exploradas, foi a do rio Negro que mais o encantou. Foi ali que coletou o maior número de espécies e gêneros desconhecidos. Segundo seus cálculos, existiriam entre cinqüenta mil e oitenta mil espécies de angiospermas na floresta amazônica; atualmente estima-se que a flora amazônica encerre oitenta mil espécies. Ainda hoje essa região é um repositório de espécies novas, não descritas, mas ainda continua sendo de difícil acesso mesmo para os botânicos modernos. É interessante imaginar como um homem como Spruce foi capaz de conduzir um programa tão longo e produtivo em uma região tão inóspita, sem as facilidades de que dispomos hoje em dia.
     Depois de alguns meses explorando a região da foz do rio Amazonas, dirigiu-se a Santarém, na foz do Tapajós, onde encontrou Wallace. Dali, Spruce explorou o rio Trombetas quase até a fronteira com a Guiana Inglesa, chegando a Manaus no final de 1850. No ano seguinte, depois de explorar a floresta ao redor de Manaus, embarcou na direção da nascente do rio Negro, onde permaneceu por cerca de três anos, cruzando o Orinoco em Casiquiari e penetrando na Venezuela. Quando retornou a Manaus, no final de 1854, Spruce subiu o Amazonas até Tarapoto (Peru) no sopé dos Andes. Nessa região permaneceu por dois anos, armazenando uma grande coleção de plantas, que incluía 250 espécies de fetos coletadas em um raio de apenas 40km.
     Em 1857, ele empreendeu uma viagem de retorno pelo rio Amazonas, navegando até Postasa e Canelos no Equador, em uma jornada de 14 dias (cerca de 800km). A última parte dessa viagem, através das florestas de Banos, aos pés do vulcão Tunguragua, foi a mais árdua e perigosa: grande parte de sua bagagem foi perdida ou abandonada nas torrentes e cataratas do rio Topo. Seis meses depois, chegou a Ambato, que foi seu quartel-general por dois anos. Ali, mesmo enfrentando o início de uma guerra civil, explorou a região do Chimborazo, fazendo visitas a Quito e a outras áreas elevadas próximas. O período gasto nos sopés dos Andes, especialmente em Tarapoto e na floresta de Banos, resultou na mais rica coleção de briófitas de todas as suas jornadas.
     Os achados de Spruce foram também de importância econômica. Ele estabeleceu as bases botânicas para o estudo do gênero Hevea, fonte de grande parte da borracha ainda hoje utilizada. Durante sua permanência no Peru, foi comissionado pela Secretaria de Estado para a Índia, a fim de localizar e estudar o gênero Cinchona, a fonte de quinina — naquele tempo o único antimalárico conhecido — e coletar sementes e plantas jovens para iniciar as plantações dessa espécie nas colônias britânicas da Ásia. Quando Spruce recebeu essa incumbência, encontrava-se a cerca de 800km das florestas de cinchona; entretanto, não hesitou em empreender a viagem a pé, pensando no número de doentes que poderiam ser salvos. Nessa viagem, Spruce sofreu mais privações físicas do que em qualquer outro tempo em seus dez anos anteriores.
     Apesar das severas leis e penalidades aplicadas no caso de exportação de sementes de cinchona e de plantas existentes de alguns países sul-americanos, Spruce foi hábil em persuadir as autoridades equatorianas e os proprietários das florestas a permitirem a realização de seu trabalho, que consistia em identificar as melhores florestas, encontrar áreas onde pudesse trabalhar, esperar até que as árvores produzissem sementes no ponto ideal para o plantio, compreender como cultivá-las e, finalmente, o mais complicado, organizar a exportação de todo o material coletado. Na face oeste do Chimborazo, em função das enormes dificuldades enfrentadas, demorou dois anos nesse trabalho: seus estudos e coleções foram feitos na área mais rica do melhor e mais produtivo tipo de cinchona. Ali, ouviu os madeireiros nativos, verificou informações folclóricas sobre as árvores e coletou uma quantidade sem precedentes de informações etnobotânicas e ecológicas sobre essa espécie. Teve sucesso em enviar cerca de cem mil sementes, que, embarcadas no porto de Guaiaquil, chegaram à Índia em perfeito estado de conservação. Retornando às áreas de elevada produtividade, preparou 637 mudas de plantas que ele próprio havia plantado, enviando-as através de Guaiaquil em 1861. Foi com esse material que a indústria de quinina do Sudeste da Ásia se desenvolveu — uma aventura econômica que contribuiu para a saúde financeira dos países asiáticos envolvidos, mas que, a Spruce, rendeu apenas uma modesta pensão anual de cem libras, após seu retorno à Inglaterra. Como decorrência desse incansável trabalho de Spruce nos Andes equatorianos, as plantações de cinchona da Índia e do Ceilão salvaram milhões de vidas no mundo inteiro por muitos anos.
     Nessa época, a saúde de Spruce já estava seriamente abalada. Além disso, ele perdera praticamente todas suas economias quando o estabelecimento equatoriano Gutierrez & Co. faliu, em 1861. Mesmo assim, continuou a exploração da costa do Pacífico do Equador e do Peru por mais três anos, antes de seu retorno à Inglaterra, onde chegou em 27 de maio de 1864, após uma ausência de 15 anos.
     As coleções de Spruce sobre a América do Sul — com mais de sete mil espécies de angiospermas — foram estudadas por Bentham e outros. As palmeiras foram objeto de estudos detalhados pelo próprio Spruce, resultando na publicação, em 1869, de importante monografia, Palmae Amazonicae, em que ele enumera e caracteriza 118 espécies, das quais, mais da metade, nunca antes descritas, foram descobertas por ele mesmo. Seus fetos, musgos, liquens e fungos foram classificados e denominados pelos maiores especialistas da época, enquanto seu grupo favorito, as hepáticas, foi trabalhado por ele mesmo, inicialmente em Welburn e depois em Coneysthorpe onde, já então um inválido crônico, permaneceu pelo resto da vida. Sua monumental Hepaticae Amazonicae et Andinae, publicada em 1884 e 1885, contém a descrição de mais de setecentas espécies, cerca de quinhentas coletadas por ele mesmo, quatrocentas das quais novas para a ciência. Até hoje esse livro constitui o maior trabalho sobre briologia sul-americana.
     Sua coleção sul-americana de musgos foi enviada para o briologista William Mitten, em 1863. Em seu retorno à Inglaterra, Spruce decepcionou-se ao verificar em que condições essa coleção se encon-trava: Mitten tivera cerca de dois anos e meio para estudá-la, mas nada fizera e tampouco procurara alguém interessado. Ficou, entretanto, com os melhores espécimes, ignorando todos os nomes manuscritos por Spruce. Substituiu-os por nomes de sua própria lavra. Na primavera de 1866, Spruce distribuiu a vários estudiosos grupos de musgos que ele próprio preparou: os primeiros grupos foram enviados sem nomes e com a composição muito variada. Os grupos enviados posteriormente receberam as denominações dadas por Mitten. Esse material foi, inclusive, uma fonte essencial para o trabalho publicado por Mitten, ‘Musci Austro-americani’ (1869).
     Todos os botânicos interessados no estudo das plantas tropicais sul-americanas e de seus usos deveriam consultar os espécimes coletados por Spruce, bem como suas notas detalhadas. O valor desses trabalhos nos campos da fitoquímica, etnotoxicologia, alucinógenos, narcóticos e economia botânica é imenso. Seus espécimes, contidos nos herbários, são sempre citados nas investigações taxonômicas, freqüentemente como material de referência. Em muitos casos, Spruce não apenas descreveu pela primeira vez uma determinada planta, mas também reconheceu seu potencial econômico através de uma cuidadosa observação de como os nativos a utilizavam, o que geralmente incluía comunicação com os habitantes locais, em sua própria língua. Fez prodigioso esforço para aprender essas línguas e publicou, pela primeira vez, um vocabulário de 21 diferentes dialetos amazônicos. Em 1852, por exemplo, após testemunhar uma cerimônia do culto Yurupari, investigou a bebida narcotizante utilizada nesse ritual, conhecida como caapi, e verificou que era preparada a partir de uma espécie desconhecida de cipó que ele denominou Banistera caapi (denominação posterior-mente alterada para Banisteriopsis caapi). Interessado em determinar os constituintes químicos dessa bebida, ele enviou boa quantidade de plantas para Kew, em 1853, mas, infelizmente, as péssimas condições do material, quando recebido, impediram as análises. Cem anos depois, Richard Schultes redescobriu essas espécies em suas viagens, confirmando suas propriedades alucinógenas. Realizou nova análise do material originalmente enviado por Spruce e verificou que ainda retinha sua potência, contendo 0,4% de seus alcalóides, comparados com 0,5% do material recentemente coletado.
     Não sendo um homem forte, as limitações físicas de Spruce foram superadas por sua grande força de vontade. Poucos viajantes têm demonstrado maior determinação, interesse e dedicação à sua missão no enfrentamento das prolongadas privações e das duras circunstâncias. A amplitude de seus interesses, a exatidão da descrição de suas observações e a meticulosa descrição de tudo que viu foram fenomenais. Era também um artista: desenhou vilas e países pelos quais passou, fazendo mapas de rios nunca antes explorados. Nada parece ter escapado à sua atenção e capacidade de documentação. Aqueles que já tiveram acesso às Notes of a botanist on the Amazon and Andes saberão que Spruce era não apenas um notável botânico, mas também um admirável antropólogo, lingüista (dominava o francês, espanhol e português), geólogo e geógrafo, bem como um arguto observador sociológico dos sistemas políticos e hábitos das tribos amazônicas e andinas entre as quais esteve. Spruce tinha certeza de que a chave para o entendimento das crenças e práticas nativas era o conhecimento das propriedades e usos das plantas, e de que qualquer aspecto da sociedade nativa tradicional deveria ser visto no contexto de seu ambiente natural.
     De 1864 até sua morte, Spruce ajudou e orientou muitos botânicos em todo mundo, principalmente através de ativa troca de correspon-dências, em cartas de notável clareza de expressão e caligrafia. Sempre foi objetivo em suas cartas e escritos: jamais pensou em impressionar dramatizando suas experiências ou em despertar admiração pela narrativa das descobertas feitas durante suas viagens ou dos problemas enfrentados depois de seu retorno.
     Spruce nunca se casou. Morreu em Coneysthorpe em 28 de dezembro de 1893, aos 76 anos, dos efeitos de uma gripe, a que seu corpo fraco não pôde resistir. Foi enterrado ao lado de sua mãe e de seu pai em um tranqüilo cemitério de Terrington.
     Três gêneros botânicos são denominados sua homenagem: Sprucea, Sprucella e Spruceanthus. Recebeu poucas honrarias oficiais — o título honorário de doutor em filosofia em Berlim (1864), uma bolsa honorária da Royal Geographic Society (1866), um título de membro honorário do Yorkshire Naturalists’ Union (1891) e o de associado da Linnean Society (1893) — e duas pequenas pensões dos governos britânico e indiano, de cinqüenta libras por ano, cada uma, atribuídas em 1865 e 1877, respectivamente.
     Em 1970, foi feito um apelo internacional no sentido de angariar contribuições para um fundo, cujo objetivo era colocar uma placa sobre a porta da casa em Conrysthorpe onde Spruce viveu seus últimos 17 anos. Desse apelo redundou uma doação de 12 países, culminando com a colocação da placa em cerimônia presidida por Richard Schultes, em 3 de setembro de 1971. A placa celebra o amor desse genial pesquisador-explorador pela pacífica tranqüilidade rural de Yorkshire, para onde retornou após muitos anos na Amazônia selvagem, a fim de devotar seus últimos anos às suas coleções. A simples inscrição constante nessa placa é o memorial para um homem multitalentoso.

 

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Bibliografia adicional da contribuição de RICHARD SPRUCE para a botânica sul-americana e outros.

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1850 ‘Voyage up the Amazon river’. Hooker’s J. Bot., 2: 73-178.        [ Links ]

1850 ‘Journal of an excursion from Santarem, on the Amazon river, to Obidos and the rio Trombetas’. Hooker’s J. Bot., 2: 193-208, 225-32, 266-76, 298-302.        [ Links ]

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(c.1874) Lichenes Amazonici et Andini. Exsiccata, distribuído antes ou no início de 1874; 851 fascículos não consecutivos, alguns sem numeração, também distribuídos como Lichenes Amazonici, coll. R. Spruce, 1849, determinn. C. Montagne et C. Babington.

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Recebido para publicação em setembro de 1999.
Aprovado para publicação em junho de 2000.

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