Services on Demand
Article
Indicators
Related links
Bookmark
História, Ciências, Saúde-Manguinhos
Print version ISSN 0104-5970
Hist. cienc. saude-Manguinhos vol.6 suppl.0 Rio de Janeiro Sept. 2000
http://dx.doi.org/10.1590/S0104-59702000000500011
|
Ciência na periferia: a Unesco, a proposta de criação do Instituto Internacional da Hiléia Amazônica e as origens do Inpa Science in the periphery: Unesco, the proposal to create the International Institute of the Hylean Amazon and the origins of Inpa
Marcos Chor Maio e Magali Romero Sá Av. Brasil, 4365 |
|
| Introdução Em meados da década de 1940, cientistas, intelectuais, militares e políticos da América Latina, dos Estados Unidos, e de países da Europa Inglaterra, França, Holanda etc. além de representantes de organizações internacionais (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura [Unesco], Organização das Nações Unidas [ONU], Organização Mundial de Saúde [OMS] etc.), voltaram suas atenções para a Amazônia, na tentativa de criar uma instituição científica na região. O mentor intelectual dessa notável rede de natureza científica e política foi o químico industrial brasileiro Paulo Estevão de Berrêdo Carneiro. O desafio euclidiano e a opção amazônica de Paulo Carneiro Nos embates pela criação de uma instituição científica na Amazônia, Paulo Carneiro mobilizou contra os oponentes o escritor Euclides da Cunha. Mas, desafortunadamente, o autor de Os sertões legou obra incompleta sobre a Amazônia. Seu prometido Paraíso perdido, a outra face do sertão brasileiro, são estudos parciais nos quais se pode inferir um esforço de generalização, de uma nova interpretação do Brasil (Santana, 1998, pp. 185-99). Com base nos relatos dos viajantes-naturalistas, Euclides diagnosticava o caráter fragmentário do conhecimento acerca da região amazônica e sua gente. Informado por um projeto civilizatório, o engenheiro positivista reivindicava estudos abrangentes, pragmáticos, para dotar a Amazônia das marcas do progresso. A seu ver, ...de toda a América a paragem mais preslustrada dos sábios é a menos conhecida. De Humboldt a Emílio Goeldi do alvorar do século passado aos nossos dias, perquirem-na, ansiosos, todos os eleitos. Pois bem, lede-os. Vereis que nenhum deixou a calha principal do grande vale; e que ali mesmo cada um se acolheu, deslumbrado, no recanto de uma especialidade. Wallace, Mawe, W. Edwards, DOrbigny, Martius, Bates, Agassiz, reduziram-se a geniais escrevedores de monografias. A literatura científica amazônica, amplíssima, reflete bem a fisiografia da Amazônia: é surpreendente, preciosíssima, desconexa. Quem quer que se abalance a deletreá-la, ficará ao cabo desse esforço, bem pouco além do limiar de um mundo maravilhoso (Cunha, 1922 [1909], p. 8). Paulo Carneiro acreditava que poderia responder ao "desafio euclidiano", a partir de uma perspectiva ampla de conhecimento e intervenção na "mancha verde". Declarava ter algumas das credenciais para isso. Cabe-nos ater, brevemente, à sua trajetória. Uma proposta de rede científica franco-brasileira na Amazônia Em agosto de 1945, três meses antes da deposição de Getúlio Vargas, Paulo Carneiro encaminhou ao Ministério da Agricultura sugestão de se criar o Instituto da Hiléia Amazônica (IIHA). A seu ver, era premente a elaboração de um plano de pesquisas botânicas, químicas e farmacodinâmicas, que abrangesse as plantas industriais, alimentares, medicinais e tóxicas, bem como a realização de pesquisas sobre o petróleo. Considerava também a importância de estudos etnográficos, sistemáticos e contínuos, acerca das comunidades indígenas. Acreditava que a amplitude, diversidade e desafios da "grande floresta marchetada de obstáculos" exigia não só a cooperação de elevado número de cientistas, mas também a captação de recursos materiais de vulto. Nessa perspectiva, países como o Brasil, a França, a Holanda, a Inglaterra, a Venezuela, o Equador, o Peru, a Colômbia e a Bolívia deveriam se associar à futura instituição, na medida em que teriam interesses imediatos vinculados ao conhecimento e à exploração da hiléia. A ciência no processo de constituição da Unesco A Unesco foi criada em novembro de 1945 num contexto histórico e político muito particular, ou seja, no intervalo entre o imediato pós-Segunda Guerra e o período que antecede a guerra fria, quando ainda não estava desenhado, em definitivo, o novo cenário das relações internacionais. Havia grande expectativa de que a Organização das Nações Unidas (ONU) e suas diversas agências especializadas criassem um sistema político estável com base na perspectiva de construção de um mundo melhor em face dos efeitos catastróficos advindos do conflito mundial de 1939-45. O projeto IIHA e as controvérsias em torno do periphery principle Em maio de 1946, Carneiro apresentou sua proposta do Instituto da Hiléia ao programa científico em elaboração pelo Comitê de Ciências Naturais da Comissão Preparatória da Unesco, sob a coordenação de Needham, que logo a incorporou. Referindo-se à magnitude da região amazônica, à importância de suas reservas hídricas, florestais e, em especial, ao seu valor científico e econômico, Carneiro falava da urgência de se realizarem pesquisas no campo da botânica, da zoologia, da química, da geologia, da meteorologia, da antropologia e da medicina. Mencionava ainda a relevância de se estudar a significativa população indígena da região ameaçada de extinção biológica e cultural sob a perspectiva da antropologia física e cultural. No final de novembro de 1946, na primeira sessão da Conferência Geral da Unesco em Paris, Needham destacou os problemas do desenvolvimento da ciência em países subdesenvolvidos (dark zones), por conta do isolamento, do reduzido número de cientistas, sem estímulo e sem interlocução, das barreiras sociais e culturais (casta, tradição e costumes) e da falta de apoio por parte do poder público. A divisão do mundo needhamiano entre "zonas iluminadas" e "zonas escuras" (Ásia, África e partes da América do Sul) devia-se apenas a circunstâncias históricas. Nesta perspectiva, caberia aos cientistas do mundo desenvolvido cooperarem na superação não somente do isolamento dos seus colegas das regiões periféricas, mas também das respectivas disparidades materiais e sociais. Dos cinco representantes brasileiros nessa conferência, três eram cientistas e mantinham estreitos laços com o Instituto Oswaldo Cruz (IOC): Miguel Osório de Almeida, Carlos Chagas Filho e Olympio da Fonseca. Pertencentes à tradição de Manguinhos, era difícil para eles entender a configuração do mundo da ciência desenhada por Needham, que desconhecia a existência, nas denominadas dark zones, de instituições científicas de excelência. Tal visão representava, na opinião de Miguel Osório, expoente da fisiologia experimental, uma espécie de "imperialismo científico" praticado por países que só valorizavam o que era realizado dentro de seus próprios limites (bright zones).11 Este diagnóstico parece ter prevalecido nos primórdios do projeto IIHA. o Brasil e os países sul-americanos que eu associei a este projeto certamente não aceitarão executá-lo e participar da primeira conferência prevista a este respeito no programa da Unesco, se a recomendação apresentada pelo senhor Parra-Perez (representante da Venezuela) e por mim mesmo ao conselho executivo não for seguida. Além disso, seria impossível para mim aconselhar-lhes uma outra atitude. Tanto para a missão científica quanto para o projeto da Amazônia, nada poderá ser feito pelo sr. Corner sem o apoio de um homem de ciência sul-americano como "consultor especial" da Unesco. Não esqueça, senhor diretor-geral, que os países sul-americanos são bastante exigentes e não apreciam ter a impressão de serem tratados como colônias às quais são enviadas missões de estudo das quais eles não façam parte desde o início. Além disso, eu creio que os sentimentos da China, do Extremo Oriente e do Oriente Próximo serão os mesmos diante das estações científicas que a Unesco tem a intenção de fundar nestes lugares.16 Carneiro havia perdido, em parte, o controle sobre o projeto, agora sob a égide do Departamento de Ciências Naturais. Vislumbrava a reedição das expedições dos viajantes-naturalistas em "terra exótica". Percebia um espírito colonialista da conexão inglesa (Huxley, Needham e Corner), que pouco conhecia a América Latina e sua comunidade de cientistas, e pretendia apenas incorporar "cientistas jovens" ao projeto, em suposta dark zone. A Conferência de Belém Para assumir suas novas funções, entre as quais a organização da Conferência científica de Belém, Corner chegou ao Rio de Janeiro em meados de maio de 1947. Antes, viajou pela Costa Leste norte-americana (Washington, Nova York, Chicago, Boston, Miami), por Porto Rico e Trinidad, buscando conhecer as relações entre os Estados Unidos e a América Latina no campo da ciência e obter o apoio de instituições científicas para o projeto IIHA. No Brasil, Corner, Paulo Carneiro e Basile Malamos, com o patrocínio do Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura (IBECC), a comissão nacional da Unesco, promoveram uma reunião no Itamaraty, com cientistas, políticos e intelectuais, para apresentarem a proposta do IIHA.18 Os embates em torno do projeto IIHA na Unesco e a Conferência do México Corner, nesse relatório, chamava atenção para as condições adversas em que a Conferência de Belém se realizou: tempo escasso, falta de logística, desinformação. Os delegados não estavam qualificados para debater questões financeiras ou legais. Os países potencialmente interessados na criação do IIHA tinham apenas uma vaga idéia do projeto. Compreendia-se que o IIHA estava indissociavelmente vinculado à Unesco e acreditavam que tomada de decisões só poderiam ocorrer após a segunda sessão da Conferência Geral, quando teriam informações e legitimidade suficientes. Enfim, os representantes latino-americanos mantinham a expectativa de que a Unesco continuasse a considerar a proposta IIHA como um dos seus projetos prioritários.28 O S em Unesco é o que todos desejamos. Se a Unesco abdicar da sua liderança, temo que prejudique o apoio regional não ao Instituto da Hiléia (que nunca seria criado) mas à Unesco. No entanto, este é um assunto para ser decidido na (segunda sessão da) Conferência Geral da Unesco. ... S representa a ciência, quer sejam abstrações sobre prótons, genética ou sistemática, e não ... tecnologia. Assim que o projeto científico for iniciado não se deve permitir sua degradação com o fim de conseguir apoio. Considero lamentável que a agricultura (que é uma política) e a educação (que é um fetiche histórico) ganhem precedência sobre a sede de conhecimentos sobre a região amazônica, a qual é uma atração interminável para cientistas.29 Corner fixava bem a distinção entre duas perspectivas presentes no projeto IIHA: a transformação da Amazônia em estação de pesquisas da região equatorial, espaço universal da ciência e dos cientistas em acordo com a direção da Unesco, e a ocupação da hiléia por meio do desenvolvimento regional, procurando conjugar pesquisa básica com ciência aplicada, mobilizando educadores, cientistas sociais e sanitaristas, como desejava o lobby latino-americano.30 conselho executivo, em tese, ... deveria ser composto por destacados homens nos campos da educação, das ciências e das artes, de regiões diversas, votando como indivíduos, e não como representantes de seus próprios países. Esta boa idéia acabou não funcionando. Embora o conselho executivo fosse composto quase sempre por homens ilustrados, seguiam, no entanto, as diretrizes dos seus governantes. O corpo dirigente da Unesco experimentou, em seus primeiros anos, uma tensão constitutiva: um híbrido de instituição intergo-vernamental e agrupamento de intelectuais internacionalistas que formavam uma espécie de intelligentsia mannheimiana, pairando acima dos Estados nacionais (Elzinga, 1996, p. 174). Huxley e Needham foram importantes expressões dessa tradição. Aos poucos, esse tipo de intelectual sairia de cena do conselho executivo, cedendo espaço aos "técnicos governamentais", porta-vozes dos Estados-membros da Unesco. A trajetória do projeto IIHA e a Conferência de Belém refletiam o novo cenário descrito por Huxley, cujo princípio do "não-governamentalismo", comungado com Needham (Finne-more, 1996, p. 51), sofreria um dos seus primeiros ataques. A Conferência de Iquitos e o primado da política No início de 1948, a Unesco demandou da ONU um especialista em direito internacional, Oscar Sachter, com experiência de trabalho em criação de organizações internacionais, para a elaboração de um projeto de convenção que daria respaldo jurídico-político ao IIHA. Contratou o ex-ministro da Justiça e Trabalho do Peru, Luiz Alaysa Paz Soldan, como consultor especial da Unesco, durante o período de organização da Conferência de Iquitos. Destacou o engenheiro Frank Malina, assistente do diretor do Departamento de Ciências Naturais, para acompanhar o trabalho de Corner. Convocou um especialista em Direito Internacional do Departamento de Relações Exteriores, Emilio Arenales, para ser uma espécie de lobista da Unesco, reforçando assim o trabalho político junto aos Estados Unidos, países europeus e latino-americanos, além de organizações não-governamentais. No período final dos preparativos da reunião, chegou à Lima P. Mathews, especialista da Unesco em logística de conferências.39 Os impasses do projeto IIHAC Quando, em junho de 1948, Corner seguiu para Paris, a fim de fazer um balanço dos trabalhos realizados em Iquitos e Manaus e de discutir com a direção geral da Unesco o programa e o financiamento do projeto da Hiléia Amazônica, o ciclo de pesquisas encontrava-se em curso. Realizou-se expedição ao rio Huallaga, na qual participaram o zoólogo mexicano Candido Bolivar, o botânico peruano Ramón Ferreyra, o antropólogo equatoriano Anibal Buitrón e o geógrafo norte-americano Edwin Doran. Um estudo de comunidade, que serviria de suporte para pesquisas mais amplas na Hiléia Amazônica foi feito em Gurupá (Pará) pelo antropólogo norte-americano Charles Wagley, e seu orientando do curso de doutorado em antropologia da Universidade de Columbia e funcionário do Museu Nacional, Eduardo Galvão. Wagley já conhecia a Amazônia desde o final dos anos 1930 e, durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou para o SESP (Wagley, 1957). Finalmente, foi realizada uma pesquisa, em Washington e Bogotá, pelo botânico colombiano Enrique Perez-Arbelaez, tendo em vista a elaboração de um índice bibliográfico sobre a Hiléia Amazônica.52 Do Instituto Internacional da Hiléia Amazônica (IIHA) ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) Em setembro de 1948, o presidente Eurico Gaspar Dutra enviou uma mensagem ao Congresso Nacional solicitando a ratificação da Convenção de Iquitos, fato que causou enorme impacto no parlamento brasileiro e na opinião pública, mobilizando militares, cientistas, jornalistas, intelectuais e entidades da sociedade civil. Radicalizaram-se as posições: de um lado, os que defendiam a importância da cooperação internacional para a Amazônia, de outro, os que concebiam o projeto IIHA como a expressão dos interesses imperialistas, não apenas sobre a região, mas também sobre o país. Artigos e dispositivos da Convenção de Iquitos eram vistos como ameaça à soberania nacional, seja em função do grau de autonomia do IIHA em relação aos Estados-membros, seja porque minimizavam o peso político do Brasil no projeto. Houve até a assinatura de um protocolo adicional ao texto original, com o aval das Forças Armadas, para dirimir quaisquer dúvidas quanto às supostas ameaças à segurança nacional. Em nome do internacionalismo, a Unesco passou, na realidade, a ser vista no debate público como agente de poderosas forças econômicas e políticas estrangeiras que procuravam criar raízes em solo amazônico. Como já pudemos observar, a partir de extensa documentação, a agência intergovernamental estava longe de representar tais interesses. Sua liderança esforçava-se em se situar eqüidistante do jogo das pressões dos Estados-membros, especialmente dos Estados Unidos. Contudo, em 1951, a proposta do Instituto Internacional da Hiléia Amazônica foi engavetada pelo Congresso Nacional (Crampton, 1972, caps. 6, 7). Este trabalho deve ser iniciado imediatamente, mesmo antes de se pensar em efetuar qualquer trabalho de importância, como o planejado para a Amazônia e que vem indicado no memorandum da delegação brasileira, como Hiléia Amazônica. A meu ver, o levantamento científico da Amazônia deverá ser, em grande parte, levado a cabo, com o auxílio dos nossos grandes institutos científicos, já existentes no Rio de Janeiro, São Paulo e mesmo no Norte do Brasil, para que não incorramos no erro utópico de pretender que cientistas de primeira classe se decidam a fixar residência na floresta amazônica, cortando todas as suas ligações com os centros mais importantes do país e do mundo. Como sugeriu o diretor de um dos nosso grandes institutos de São Paulo, seria cometer o erro de procurar construir um grande instituto e em seguida uma grande cidade em torno, ao invés da solução mais racional, que seria a de usar os grandes institutos já florescentes e usar as suas facilidades e técnicos, em incursões periódicas na floresta amazônica.69 O cientista não colocava em questão a natureza do projeto, mas indagava a ausência de referências à comunidade científica nacional, à sua tradição, que se encontrava sobretudo no Sudeste do país. O "nacionalismo científico" expresso na defesa do papel das instituições e da produção científica locais sinalizava para um aspecto fundamental da inviabilidade do projeto IIHA nos termos em que foi colocado. |
NOTAS
1 Este artigo faz parte de uma investigação mais ampla a respeito do papel desempenhado pelas organizações internacionais no desenvolvimento da ciência no Brasil (Dept. de Pesq./COC/Fiocruz). Ele contou com a colaboração inestimável de Mário Carneiro (filho de Paulo Carneiro); Jens Boel e M. Ghander (Arquivos da Unesco em Paris); Irène Danon (da Delegação Permanente do Brasil/Unesco); Ana Maria Ribeiro de Andrade (MAST/CNPq); Nara Azevedo, Luiz Otávio Ferreira, Fernando Dumas, Flavio Edler e Gilberto Hochman (COC/Fiocruz); Ana Maria Daou (Dept. de Geografia/UFRJ); Doralice Romeiro (Museu Goeldi); Ítalo Falesi (CPATU/Embrapa/PA); Rita Queiroz (pesquisadora do Escritório Técnico da Amazônia/Fiocruz); Peter Weigel (INPA); Alexandre Taran Sobrinho (PIBIC/Fiocruz) e dos pareceristas da revista História, Ciências, Saúde Manguinhos.
2 Algumas das informações sobre a biografia de Paulo Estevão de Berrêdo Carneiro foram extraídas das seguintes fontes: currículos nos Arquivos da Unesco; discurso do acadêmico Ivan Lins ao receber Paulo Carneiro (em Discursos na Academia Brasileira de Letras, 4.10.1971, Rio de Janeiro, pp. 42-88); entrevista com Paulo Carneiro (Arquivo do Museu da Imagem e do Som, 7.8.1979); entrevista com Trajano Carneiro (Rio de Janeiro, CPDOC/FGV, 30.9.1993); Depoimento sobre um amigo, Carlos Chagas Filho (Jornal do Brasil, 15.4.1982); entrevista com Mário Carneiro, filho de Paulo Carneiro (20.9.1995).
3 Missões Diplomáticas Brasileiras, Montevidéu, Ofícios, set.-out. 1944, 34/1/6; Missões Diplomáticas Brasileiras, Paris, Telegramas, 1945, 39/3/4, 1946, 39/3/17; Relatório de Paulo Carneiro a L. M. Souza Dantas, chefe da Delegação Brasileira à Assembléia das Nações Unidas, 24.1.1946, 4 pp. em Organização das Nações Unidas Delegação Brasileira Ofícios, jan.-fev. 1946, 78/4/2, Arquivo Histórico do Itamaraty [AHI].
4 Dasp Série: Organização e Coordenação Ministério da Agricultura. Caixa: Dasp 565 (1945-49), Cód. Fundo: 2C, Seção Guarda: SDE, Proc. PR 34289/45, p. 1-2, Arquivo Nacional. O projeto de Paulo Carneiro chegou ao Ministério da Agricultura no dia 17.8.1945. Cópias do texto foram encaminhadas para o Ministério da Educação e Saúde e a Comissão de Planejamento. Protocolo nº 34.209, Presidência da República, Arquivo Nacional, 1p.
5 Desde os anos 1930 ventilava-se a hipótese da existência de grandes jazidas de petróleo na região Norte. O Serviço Geológico e Mineralógico, órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, sugeria a eventual presença do "ouro negro" na "mancha verde", crença compartilhada pela norte-americana Standard Oil. O general Júlio Caetano Horta Barbosa, primeiro diretor do Conselho Nacional de Petróleo criado em 1938, propunha o monopólio estatal do petróleo. Primo de Paulo Carneiro, o positivista Horta Barbosa teve papel de destaque no debate sobre o petróleo entre as décadas de 1930 e 1950 (Wirth, 1973, caps. 7, 8, 9). O fato é que, fosse por laços familiares, fosse por conhecimento próprio ou por questões político-ideológicas, Paulo Carneiro apontava para a viabilidade de pesquisas petrolíferas. Procurou preencher uma lacuna, ao sugerir um centro de pesquisas em Manaus, não havendo assim, a princípio, concorrência com outros órgãos do Ministério da Agricultura.
6 Dasp Série: Organização e Coordenação Ministério da Agricultura. Caixa: Dasp 565 (1945-49), Cód. Fundo: 2C, Seção Guarda: SDE, Proc. PR 34289/45, pp. 3-8. O parecer do Dasp, indeferindo o projeto de Paulo Carneiro, foi concluído no dia 21.1.1946 e arquivado em 18.2.1946.
7 Em carta ao fisiologista francês Henri Laugier, Paulo Duarte revelou suas preocupações com o avanço da influência norte-americana no Brasil, no campo científico, especialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Chamou os cientistas brasileiros envolvidos em programas de cooperação científica com os Estados Unidos de "quinta-coluna americana". Carta de Paulo Duarte a Henri Laugier, 29.1.1946, p. 3 Fundo Paulo Duarte, CEDAE/IEL/Unicamp.
8 Sobre Paul Le Cointe, ver também entrevista de Maria Clara Pandolfo a Lúcio Flávio Pinto (Agenda Amazônica, ano 1, no 2, out. 1999, p. 5); Representações Diplomáticas Estrangeiras, França, Notas, 1945, 84/4/5, Arquivo Histórico do Itamaraty. No dia 15 de outubro de 1945 houve uma sessão do Institut Français des Hautes Études Brésiliennes, da qual fizeram parte Miguel Osório de Almeida, Rubens Borba de Morais, José Lins do Rego, Nelson Werneck de Castro, Manoel Bandeira, Paulo Duarte e Raymond Warnier, esse último adido cultural da embaixada francesa no Brasil. Nela, Paulo Duarte confirma o acordo de princípios feito entre o etnólogo Paul Rivet e o governo francês acerca do "projeto da Hiléia Amazônica" apresentado por Paulo Carneiro. Foi acertado, entre outras questões, o envio de alguns exemplares do livro Hiléia Amazônica, de Gastão Cruls, à França ata da reunião do Instituto de Altos Estudos Franco-Brasileiros, 15.10.1945, 2 p., Fundo Paulo Duarte, CEDAE/IEL/Unicamp.
9 Carta de Paulo Duarte a Henri Laugier, 29.1.1946, pp. 5-6, Fundo Paulo Duarte, CEDAE/IEL/Unicamp. Foi a apresentação (Sur les réseaux scientifiques franco-brésiliens, 1930-1950) do pesquisador Patrick Petitjean (REHSEIS/CNRS, Paris), em seminário no Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), em 9.2.2000, que me chamou atenção para a proposta de criação de uma instituição científica na Amazônia chancelada pelo Institut Français des Hautes Études Brésiliennes. Sobre a política cultural francesa para o Brasil, no intervalo entre 1940 e 1944, e a atuação de Raymond Warnier, ver Suppo (1995, pp. 75-88).
10 Unesco/Prep. Com./Nat. Sci. Com./4, 1 p.; Unesco/Prep./Com./Natural Sci. Com./S.R.1., 31/5 e 1/6/1946, p. 3 Arquivos da Unesco.
11 Unesco/C/Prog. Com./S.C.Nat.Sci./V.R.1, pp. 4-5; Unesco/C/Prog. Com./S.C.Nat.Sci./V.R.2, pp. 10-1 Arquivos da Unesco.
12 General Conference, First Session, 1946 (Paris, 1947, pp. 272, 274), Arquivos da Unesco.
13 Carta de E. B. Worthington a J. Needham, 30.7.1947, 1 p.; carta de J. Needham a E. J. H. Corner, 31.8.1947, 1 p.; carta de E. J. H. Corner para J. Needham, 3.9.1946, 2 p.; carta de J. Needham a E. J. H. Corner, 22.12.1946, 1 p.; E. J. H. Corner (Application For Employment, 4 p., 5.3.1947) em E. J. H. Corner Papers, Arquivos da Unesco.
14 Carta de J. Needham a E. J. H. Corner, 22.12.1946, 1 p., em E. J. H. Corner Papers; curriculum vitae de Basile Malamos, 2 p.; carta de J. Needham a P. E. Longley, 21.2.1947, 1 p., em Basile Malamos Papers, Arquivos da Unesco. Existiam dúvidas quanto à incorporação de outros cientistas ao projeto. Diversos nomes foram aventados: Alfred Métraux (antropologia), A. Ducke (botânica), Basile Malamos (patologia tropical) e cientistas do Museu Goeldi. Carta de E. J. H. Corner a Paulo Carneiro e Martinez Baez, 20.3.1947, 16 p., em REG 330.19 (8) A 01 I.I.H.A., Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, pasta 1), Arquivos da Unesco.
15 Unesco/Cons.Exec./2a Sess./S.R.6/1947 (rev.), 7.5.1947, pp. 1-4; Nat. Sci./Lat. Am./Hyl./1, 28.5.1947, p. 3, em REG 330.19 (8) A 01 I.I.H.A., Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, pasta 1); Unesco/Cons. Exec./2a Sess./S.R.5/1947 (rev.), 7.5.1947, pp. 13-4, Arquivos da Unesco.
16 Carta de Paulo Carneiro a Julian Huxley, 16.4.1947, pp. 2-3, REG 330.19 (8) A 01 I.I.H.A., Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, pasta 1), Arquivos da Unesco.
17 Unesco/Cons.Exec./2a Sess./S.R.5/1947 (rev.), 7.5.1947, pp. 13-4, Arquivos da Unesco; Julian Huxley, Memorandum on question of special consultant from Brazil for the Hylean Amazon Project, 25.4.1947, 2 p.; carta de J. Huxley a P. Carneiro, 12.5.1947, 2 p., em REG 330.19 (8) A 01 I.I.H.A., Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, pasta 1), Arquivos da Unesco; sobre a inserção de Alfred Métraux na fase inicial do projeto IIHA,ver Métraux (1978, pp. 193-212).
18 Carta de J. Huxley para E. J. H. Corner, 2.4.1947, 1 p.; carta de E. J. H. Corner a J. Huxley, 9.2.1947, 1 p.; E. J. H. Corner, Itinerary, ParisUSARio de Janeiro, s. d, 2 p.; Ex.Sec./IC/IIHA/7, E. J. H. Corner, Reporte sobre el dessarrollo del Proyecto de Hilea Amazónica de Unesco, 1947-48, en Sud-América presentado á La Tercera Conferencia General de la Unesco, 20.10.1948, p. 3, em REG 330.19 (8) a 01 I.I.H.A, part III b (Caixa 167, pasta 2), Arquivos da Unesco. Entre os presentes à reunião no Itamaraty, estavam: Carlos Chagas Filho, Heloísa Alberto Torres, Josué de Castro, Hilgard Sternberg, Melo Leitão, Álvaro Fagundes, João Geraldo Khulmann, Gastão Cruls, Miguel Osório de Almeida, deputado Leopoldo Peres, coronel Jaguaribe de Matos, Renato de Almeida e outros (Jornal do Commercio, 5.4.1947, p. 4).
19 Carta de Felisberto Camargo para Álvaro Fagundes, 25.8.1947, 7 p., em arquivo pessoal de Felisberto Camargo, que foi consultado por gentileza do prof. Ítalo Falesi; ver também Dean (1989, p. 162).
20 Comission Internationale Pour La Création DUn Institut International De L Hylea Amazonique. Convoquée Par LUnesco Et Le Gouvernment Brésilien À Belém do Pará, Du 13 au 18 Août 1947, 7 p. em REG 330.19 (8) A 01 I.I.H.A., Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, pasta 1), Arquivos da Unesco.
21 Não há uma tradução exata para o português para a expressão clearing house. Uma clearing house não é uma agência de fomento, mas as agências de fomento funcionam como clearing houses, na medida em que concentram recursos, e informações, para distribuí-los. Os americanos referem-se, por vezes, às suas agências, como o Social Science Research Council (SSRC), como clearing houses, justamente por isso mesmo. As fundações filantrópicas, como a Fundação Ford, a Fundação Rockefeller etc., dirigem os seus recursos para o SSRC, que os repassam aos pesquisadores, laboratórios, universidades e assim por diante. O termo clearing house é muito mais corrente no campo das transações bancárias.
22 Memorandum of Instructions to dr. Corner for guiadance at the Meeting of the Belem Commission, including Notes on the Agenda, 30.7.1947, 6 p., em REG 330.19 (8) A 01 I.I.H.A., Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, pasta 1), Arquivos da Unesco.
23 Participaram os seguintes países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Peru e Venezuela. Além da Unesco, participaram da Conferência de Belém as seguintes instituições internacionais: Organização Mundial de Saúde (OMS); Instituto Interamericano de Agricultura (IAIA); Organização para Alimentação e Agricultura (FAO); Repartição Sanitária Pan-Americana (PASB); e União Pan-Americana (PAU). Só o médico sanitarista Fred Soper representou a OMS, IAIA, PASB, e a PAU. Estiveram presentes também cientistas de instituições norte-americanas, francesas, colombianas e venezuelanas (Museu Nacional de Washington, Jardim Botânico de Nova York, Museu de História Natural de Paris, Universidade de Caracas e Universidade de Bogotá), em Arquivos da Unesco, General Conference, Second Session, Report Presented By The International Commission For The International Hylean Institute, Paris, 26.9.1947, 2C/18, pp.1-3, Arquivos da Unesco.
24 Projeto do Instituto Internacional da Hiléia Amazônica Relatório da Comissão Científica Internacional reunida em Belém de 12 a 18 de agosto de 1947, pp. 16-34, em Correspondência/Diversos No Exterior/ Unesco (Delegação Brasileira)/Ofícios (recebidos)/1947-48/AHI 80/4/01.
25 Resume of the General Proceedings of the Conference, p. 34, em REG 330.19 (8) A 01, IIHA, Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, pasta 1), Arquivos da Unesco. Alfred Métraux elaborou um relatório sobre a situação bastante adversa em que se encontrava o Museu Goeldi em 1947.
26 General Conference, Second Session, Report Presented By The International Commission For The International Hylean Institute, Paris, 26.9.1947, 2C/18, p. 11. Arquivos da Unesco.
27 Comissão Especial do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (Cepvea), reunião em 25.8.1947, Diário do Congresso Nacional, 30.8.1947, p. 5.298; carta de Felisberto Camargo a Leopoldo Neves, 13.9.1947, 2 p., Arquivo pessoal de Felisberto Camargo; carta de Paulo Carneiro a Levi Carneiro, 9.9.1947, 2 p., Fundo Família Carneiro, DAD/COC/Fiocruz; carta de Paulo Carneiro a Raul Fernandes, 12.9.1947, 4 p., em Correspondência/Diversos No Exterior/ Unesco (Delegação Brasileira)/Ofícios (recebidos)/1947-48, 80/4/01, AHI; Ata da 23a reunião do IBECC, 19.9.1947, 3 p., Arquivo do IBECC/Palácio do Itamaraty; Documento do IBECC a Cepvea, s. d., 2 p., em Correspondência/Diversos No Exterior/ Unesco (Delegação Brasileira)/Ofícios (recebidos)/1947-48, 80/4/01, AHI; Cepvea, reuniões em 3.11 e 10.11.1947, Diário do Congresso Nacional, 4 e 12.11.1947, pp. 7.643, 7.940.
28 Carta de E. J. H. Corner a Purnell, 3.9.1947, p. 2, em REG 330.19 (8) A 01, IIHA, Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, pasta 1), Arquivos da Unesco.
29 Idem, p. 4.
30 Cons. Exec./3rd. Sess., 24-29.7.1947; Hylean Amazon Project, p. 14; carta de F. Malina e W. Purnell a J. Needham, 1.9.1947, 3 p.; carta de E. J. H. Corner a W. Purnell, 3.9.1947, p. 6, em REG 330.19 (8) A 01, IIHA, Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, pasta 1), Arquivos da Unesco.
31 Carta de J. Huxley a W. Laves, 22.9.1947, 2 p., em REG 330.19 (8) A 01, IIHA, Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, pasta 1), Arquivos da Unesco.
32 Carta de F. Malina e W. Purnell a J. Needham, 1.9.1947, 3 p.; carta de E. J. H. Corner a W. Purnell, 3.9.1947, p. 4; carta de J. Huxley a W. Leland, 18.9.1947, p. 3; carta de J. Huxley a W. Laves, 22.9.1947, 2 p., em REG 330.19 (8) A 01, IIHA, Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, pasta 1); Cons. Exec./3rd. Sess./Sr 2 (ver.), 15/91947, p. 4., Arquivos da Unesco.
33 Alfred Métraux, que havia participado da organização da Conferência de Belém e conhecia bem a situação das instituições científicas locais, era reticente quanto ao êxito do projeto IIHA. Frente ao relatório da reunião de Belém, ele defendia a realização de um projeto interino mais realista em face de planos grandiosos. Métraux apresentou uma comunicação na sessão plenária do 28o Congresso Internacional dos Americanistas (25 a 30 de agosto de 1947) sobre o IIHA, na qual estava presente Miguel Osório de Almeida. Carta de Alfred Métraux a Heloísa Alberto Torres, 15.9.1947, 2 p., Arquivo Heloísa Alberto Torres, CCHAT; carta de F. Malina e W. Purnell a J. Needham, 1.9.1947, p. 3; carta de Paul Rivet a J. Huxley, 1.9.1947, 1 p.; carta de F. Malina a A. Métraux, 1 p., em REG 330.19 (8) A 01, IIHA, Parte 1 até 31/XII/1947, Arquivos da Unesco (Caixa 166, pasta 1). O norte-americano Walter Laves, diretor-geral adjunto da Unesco, era contra até mesmo a opção de Métraux de um projeto interino (Métraux, 1978, p. 214).
34 General Conference, Second Session, Statement By The Director-General Concerning the Hylean Amazon Institute, Mexico City, 2 C/72, 10.11.1947, 4 p., Arquivos da Unesco.
35 General Conference, Second Session, Report Presented By The International Commission For The International Hylean Institute, Paris, 26.9.1947, 2C/18, 20 p.; Unesco, General Conference, Second Session, International Hylean Amazon Institute, suggestion presented to the Executive Board by Paulo E. de Berredo Carneiro, Mexico City, 2C/99, 8.11.1947, 4 p.; Unesco, Executive Board, Fourth Session, Cons. Exec./e 4e Sess./SR/7, pp. 9-12; Cons. Exec./e 4e Sess./SR/7, pp. 2-8; 5.11.1947; Unesco, General Conference, Second Session, Working Party L Natural Sciences, 2C/L/SR4, 15.11.1947, pp. 2-10; Records of the General Conference of the Unesco, Second Session, Mexico, 1947, vol.1, Proceedings. Paris, Unesco, 1949, pp. 417-20, 525-30. Arquivos da Unesco.
36 Records of the General Conference of the Unesco, Second Session, vol. II, Resolutions, Paris, Unesco, 1949,v pp. 27-8.
37 Carta de E. J. H. Corner a Paulo Carneiro, 26.12.1947, 1 p., Fundo Família Carneiro, DAD/COC/Fiocruz; carta de E. J. H. Corner para W. Purnell, 14.1.1948, 5 p.; carta de E. J. H. Corner para F. Malina, 9.2.1948, 3 p.; carta de B. Malamos para W. Purnell, 29.1.1948, 2 p.; carta de B. Malamos a W. Purnell, 4.2.1948, 2 p., em REG 330.19 (8) A 01 I.I.H.A., Part II de 1.1.1948 a 28.2.1948 (Caixa 166, pasta 2), Arquivos da Unesco, Relatório de Heloísa Alberto Torres sobre reunião com o deputado Leopoldo Peres (presidente da Cepvea) sobre o andamento da votação de projetos que beneficiariam o IIHA, 15.1.1948, 1p.; carta de Paulo Carneiro a Raul Fernandes, 10.3.1948, 3 p., em Correspondência/Diversos No Exterior/ Unesco (Delegação Brasileira)/Ofícios (recebidos)/1947-48, 80/4/01, AHI.
38 Carta de E. J. H. Corner a J. Huxley, 2.12.1947, 2 p., Fundo Família Carneiro, DAD/COC/Fiocruz; carta de E. J. H. Corner a W. Purnell, 6.12.1947, 4 p., em REG 330.19 (8) A 01, International Institute of the Hylean Amazon, Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, pasta 1), Arquivos da Unesco. Neste intervalo, o Latin American Scientific Cooperation Office, com o apoio da antropóloga Heloísa Alberto Torres, transferiu-se, em caráter provisório, para o Museu Nacional. Heloísa, que fazia parte do IBECC, tornou-se, a partir da Conferência do México, o elo de ligação entre a comissão nacional da Unesco e o projeto IIHA. Ofício no 968 de 18.12.1947, AAHCMN; Ata da 27a reunião da Diretoria do IBECC, 2.1.1948, Arquivos do IBECC, Palácio do Itamaraty.
39 Arenales Report (Relatório sobre as Conferências de Iquitos e Manaus, provavelmente elaborado no final do 1o semestre de 1948), I Promotion Work, pp. 6-15, em REG 330.19 (8) A 01, IIHA, Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, pasta 1); E., Arenales, Unesco/Biographies/27, 10.10.1948, 1 p.; F. J., Malina, Unesco/Biographies/Secretariat, October, 1947, 1 p., Arquivos da Unesco.
40 Carta de E. J. H. Corner a Raul Fernandes, 26.12.1947, 1 p., Fundo Família Carneiro, DAD/COC/Fiocruz; carta de E. J. H. Corner a W. Purnell, 19.12.1947, 3 p.; carta de E. J. H. Corner a W. Purnell, 19.12.1947, 2 p., em REG 330.19 (8) A 01, IIHA, Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, pasta 1), Arquivos da Unesco.
41 Arenales Report, I Promotion Work, p. 7, em REG 330.19 (8) A 01, IIHA, Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, pasta 1), Arquivos da Unesco; Instituto Internacional da Hiléia Amazônica, Correio da Manhã, 13.3.1948, p. 1.
42 Conferência Internacional para a Criação do Instituto Internacional da Hiléia Amazônica, Iquitos, 30.4.1948 a 10.5.1948, Relatório de Heloísa Alberto Torres, Diário do Congresso Nacional, 28.1.1949, pp. 436, 438 (este relatório foi encaminhado, inicialmente, a Raul Fernandes, ministro das Relações Exteriores do Brasil em 21.9.1948). Participaram da reunião de Iquitos representantes dos seguintes países: Bolívia, Brasil, Estados Unidos, Holanda, Colômbia, Equador, França, Itália, Peru e Venezuela. Ademais, algumas organizações internacionais fizeram parte do evento, tais como: Conferência Permanente de Altos Estudos Internacionais, Conselho Internacional de Instituições Científicas, Instituto Interamericano de Ciências Agrícolas e União Pan-Americana. Foram na condição de observadores os seguintes países: Cuba, Inglaterra e Suíça.
43 Arenales Report, III The Conference, pp. 3-5, em REG 330.19 (8) A 01, IIHA, Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, pasta 1); E. H. J. Corner, Confidential Report on the Hylean Project, Conference at Iquitos and Manaus, 30.5.1948, pp. 5-6, em REG 330.19 (8) A 01 IIHA, Part III de 1/III/1948 a 30/VI/48 (Caixa 167, pasta 1), Arquivos da Unesco. Antes da partida para os encontros de Iquitos e Manaus, Heloísa Alberto Torres e Lineu Albuquerque Melo (representantes brasileiros na reunião de Iquitos) compareceram à Comissão de Organismos Internacionais do Itamaraty para receber recomendações para a conferência. As propostas do Itamaraty seguiam as seguintes diretivas: 1) o governo desejava que a sede do IIHA fosse no Brasil; 2) a presença de um brasileiro na presidência da comissão interina; 3) a proposta a ser discutida na reunião de Iquitos não deveria exceder o valor de Cr$ 5.000.000,00, embora o Ministério das Relações Exteriores tenha conseguido, em articulação com o Ministério da Educação e Saúde, Cr$ 8.000.000,00 (Relatório de Heloísa Alberto Torres, pp. 436-8).
44 General Conference, Second Session, Working Party L Natural Sciences, 2C/L/SR4, 15.11.1947, pp. 6-7; E. H. J. Corner, Confidential Report on the Hylean Project, Conference at Iquitos and Manaus, 30.5.1948, p. 7, em REG 330.19 (8) A 01 IIHA Part III de 1/III/1948 a 30/VI/48 (Caixa 167, pasta 1); Arenales Report, III The Conference, pp. 5-6, em REG 330.19 (8) A 01, IIHA, Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, pasta 1), Arquivos da Unesco, Arquivos da Unesco.
45 Relatório de Heloísa Alberto Torres, p. 437.
46 Carta de Fernando Lobo a Paulo Carneiro, 13.5.1948, 1 p.; carta de Carlos Chagas Filho a Paulo Carneiro, 24.5.1948, 1 p.; telegrama de Paulo Carneiro a Heloísa Alberto Torres, 1 p., abr. 1948, em Fundo Família Carneiro, DAD/COC/Fiocruz.
47 Arenales Report, I Promotion Work, pp. 1-6, em REG 330.19 (8) A 01, International Institute of the Hylean Amazon, Parte 1 até 31/XII/1947, Arquivos da Unesco, Relatório de Heloísa Alberto Torres, p. 436.
48 Relatório de Heloísa Alberto Torres, p. 437.
49 Na introdução ao Relatório do Exercício de 1948 (Ministério da Agricultura, CNPA/IAN) do IAN, Felisberto Camargo apresenta em detalhes as dificuldades por que passava o IAN (pp. 1-10).
50 Relatório de Heloísa Alberto Torres, p. 438.
51 Relatório de Heloísa Alberto Torres, p. 437; Arenales Report, II Organization of the Conference, pp. 1-7; Appendix I, p. 1; Appendix III, p. 2, em REG 330.19 (8) A 01, IIHA, Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, pasta 1); carta de E. J. H. Corner para F. Malina, 18.2.1948, 6 p., em REG 330.19 (8) A 01, IIHA, Part II de 1/1/1948 a 28.2.1948 (Caixa 166, pasta 2), Arquivos da Unesco.
52 Ex.Sec./IC/IIHA/7, E. J. H. Corner, Reporte sobre el Dessarrollo del Proyecto de Hilea Amazónica de Unesco, 1947-48, en Sud-América presentado á La Tercera Conferencia General de la Unesco, 20.10.1948, pp. 10-1, em REG 330.19 (8) a 01 I.I.H.A, Part III b (Caixa 167, pasta 2), Arquivos da Unesco.
53 Carta de E. J. H. Corner a P. Auger, 23.10.1948, 2 p., em REG 330.19(8) A 01 IIHA, Part IV de 1/IX/48 a 30/XII/48 (Caixa 168, pasta 1), Arquivos da Unesco. O staff da comissão interina do IIHA em Manaus era composto por: E. J. H. Corner (secretário-executivo); Célia Neves (secretária-executiva adjunta); Antonio Barsante dos Santos (assistente administrativo e fiscal); W. Anthony (secretário bilíngüe inglês-português); e A. Rivera (secretário bilíngüe espanhol-inglês), em carta de Célia Neves a J. Huxley, 6.11.1948, p. 2, em REG 330.19 (8) A 01 IIHA Part IV de 1/IX/48 a 30/XII/48 (Caixa 168, pasta 1), Arquivos da Unesco.
54 Carta de Célia Neves a J. Huxley, 6.11.1948, 8 p., em REG 330.19 (8) A 01 IIHA part IV de 1/IX/48 a 30/XII/48 (Caixa 168, pasta 1), Arquivos da Unesco. Célia Neves era funcionária do Departamento de Administração do Serviço Público (Dasp), no qual trabalhou de 1939 a 1946. Neves iniciou suas atividades na Unesco por ocasião dos trabalhos da comissão preparatória, em agosto de 1946. Ela trabalhou no setor de administração e orçamento, no qual chegou ao cargo de diretora da seção. Sobre Célia Neves, ver Application For Employment, carta de J. Huxley a Célia Neves, 25.2.1947, 2 p.; carta de J. Huxley a P. Carneiro, 24.2.1948, 1 p., em Neves Papers; carta de E. J. H. Corner a J. Huxley, 26.7.1948, 2 p.; carta de Célia Neves a E. J. H. Corner, 5.8.1948, 4 p.; em REG 330.19 (8) A 01 IIHA 18 Part III Documents and Reports Part III de 1/VI/48 a 30/VIII/48 (Caixa 169, Pasta 1), Arquivos da Unesco.
55 Carta de Célia Neves a E. J. H. Corner, 5.8.1948, 4 p., em REG 330.19 (8) A 01 IIHA 18, IIHA Documents and Reports, Part III de 1/VI/48 a 30/VIII/48 (Caixa 169, Pasta 1) Arquivos da Unesco, carta de Célia Neves a Paulo Carneiro, 3 p., 28.12.1948, Fundo Família Carneiro, DAD/COC/Fiocruz.
56 Este projeto chegou a ser debatido com membros da Cepvea no dia 22.9.1948 no Palácio do Itamaraty (Diário do Congresso Nacional, 24.11.1948, pp. 12.109-10, O Jornal [Manaus], 2.10.1948, p. 6). No orçamento de 1949 foram incluídos 36 mil dólares para o IIHA, a partir de uma articulação de Célia Neves com o deputado Amaral Murtinho, da Comissão de Finanças do Congresso Nacional, que demonstrava grande simpatia pelo projeto IIHA (carta de Célia Neves a Paulo Carneiro, p. 2, 28.12.1948, Fundo Família Carneiro, DAD/COC/Fiocruz).
57 Carta de C. Neves a E. J. H. Corner, 6.9.1948, 3 p.; carta de Célia Neves a J. Huxley, 6.11.1948, p. 4; carta de F. Malina a Célia Neves, 9.11.1948, 2 p.; em REG 330.19 (8) A 01 IIHA Part IV de 1/IX/48 a 30/XII/48 (Caixa 168, pasta 1), Arquivos da Unesco.
58 Carta de E. J. H. Corner a P. Auger, 8.11.1948, 1 p.; carta de E. J. H. Corner ao Ministro das Relações Exteriores do Brasil, 9.11.1948, 4 p., em REG 330.19 (8) A 01 IIHA Part IV de 1/IX/48 a 30/XII/48 (Caixa 168, pasta 1), Arquivos da Unesco.
59 Carta de E. J. H. Corner à direção geral da Unesco, 8.11.1948, 1 p.; carta de F. Malina a C. Neves, 22.11.1948, 3 p.; carta de Heloísa Alberto Torres a J. Huxley, 25.11.1948, 2 p.; carta de F. Malina a P. Auger, 10.12.1948, 2 p.; carta de Jaime Torres Bodet a Heloísa Alberto Torres, 29.12.1948, 2 p; carta de P. Auger a C. Neves, 29.12.1948, 2p., em REG 330.19 (8) A 01 IIHA Part IV de 1/IX/48 a 30/XII/48 (Caixa 168, Pasta 1); carta de Célia Neves ao Departamento de Ciências Naturais da Unesco, 11.1.1949, 5p., em REG 330.19(8) A 01 IIHA Part V de 1.1.1949 (Caixa 168, pasta 2), Arquivos da Unesco.
60 Carta de F. Malina a P. Auger, 19.1.1949, 4 p., em REG 330.19(8) A 01 IIHA Part V de 1.1.1949 (Caixa 168, Pasta 2), Arquivos da Unesco.
61 O Jornal, 26.1.1949, p. 4; O Estado S. Paulo, 28.1.1949, p. 16; Jornal de Notícias, 27.1.1949, pp. 2, 4.
62 Carta de Célia Neves a Paulo Carneiro, 28.12.1948, p. 3, Fundo Família Carneiro, DAD/COC/Fiocruz; telegrama de P. Auger à Unesco, 31.1.1949, 1 p.; carta de F. Malina a C. Neves, 9.3.1949, 2 p.; carta de C. Neves a F. Malina, 23.3.1949, 2 p., em REG 330.19(8) A 01 IIHA Part V de 1.1.1949 (Caixa 168, Pasta 2), Arquivos Unesco. Álvaro Barcelos Fagundes foi o primeiro diretor do Instituto de Pesquisas Agronômicas de Pernambuco, órgão criado na gestão de Paulo Carneiro na Secretaria de Agricultura, Comércio e Indústria do governo Lima Cavalcanti. Tinha larga experiência em pesquisa e em cargos executivos no Ministério da Agricultura (Carneiro, 1935).
63 Carta de C. Neves a F. Malina, 23.3.1949, 2 p., em REG 330.19(8) A 01 IIHA Part V de 1.1.1949 (Caixa 168, Pasta 2), Arquivos da Unesco.
64 Carta de W. Laves a P. Auger, 23.6.1948, 2 p., em REG 330.19 (8) A 01 IIHA 18, IIHA Documents and Reports, Part III de 1/VI/48 a 30/VIII/48 (Caixa 169, Pasta 1); carta de Carlos Martins a J. T. Bodet, 4.3.1949, 1 p.; carta de J. T. Bodet a C. Martins, 21.4.1949, 1p., em REG 330.19(8) A 01 IIHA Part V de 1.1.1949 (Caixa 168, Pasta 2); Records of the General Conference of Unesco, Third Session, Beirut 1948, vol. II, Resolutions, pp. 23, 41. Paris, Unesco, 1949; Weekly Press Review (Unesco), no 8, 18.3.1949, p. 1, Arquivos da Unesco. A declaração de W. Laves teve alguma repercussão no Itamaraty, indicando, de certo modo, as desconfianças do Ministério das Relações Exteriores com o projeto IIHA, Raul Fernandes solicitou esclarecimentos de Paulo Carneiro. Este procurou minimizar as declarações de Laves, considerando que ele apenas reiterava os limites já estabelecidos pela Unesco em relação ao IIHA, compreendendo-se, assim, não haver qualquer novidade em suas afirmações. Carta de Paulo Carneiro a Raul Fernandes, 29.4.1949, 2 p., em Diversos No Exterior/Unesco (Delegação Brasileira)/Ofícios (recebidos)/1949-54 80/4/02, AHI.
65 Carta de P. Auger a J. T. Bodet, 21.8.1949, 2 p., em REG 330.19(8) A 01 IIHA Part V de 1.1.1949 (Caixa 168, Pasta 2); Records of the General Conference of Unesco, Fourth Session, Paris 1949, Proceedings, pp. 285, 324. Paris, Unesco, 1949; Records of the General Conference of Unesco, Fourth Session, Paris 1949, Resolutions, p. 20. Paris, Unesco, 1949, Arquivos da Unesco.
66 Carta de E. J. H. Corner a W. Purnell, 3.9.1947, p. 6, em REG 330.19 (8) A 01, IIHA, Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, Pasta 1), Arquivos da Unesco; carta de Paulo Carneiro a Levy Carneiro, 9.9.1947, 2 p., Fundo Família Carneiro, DAD/COC/Fiocruz.
67 Carta de Carlos Chagas Filho a Paulo Carneiro, 24.5.1948, 1 p., Fundo Família Carneiro, DAD/COC/Fiocruz; carta de Célia Neves à direção do Departamento de Ciências Naturais da Unesco, 11.1.1949, p. 3, em REG 330.19(8) A 01 IIHA Part V de 1.1.1949 (Caixa 168, Pasta 2). No caso do Museu Nacional, houve aqueles que se envolveram diretamente com o projeto IIHA, como, por exemplo, o botânico Luiz Emydgio Mello. Outros, como os biólogos Darcy Albuquerque e o entomologista Newton Dias dos Santos, se aproximaram do projeto IIHA questionando o monopólio da diretora do Museu Nacional sobre a proposta da Unesco. Cabe lembrar a situação de outros dois cientistas (Othon Leonardos e José Candido de Melo Carvalho), que criticavam os fundamentos internacionalistas do Instituto da Hiléia. Carta de H. Balchin para Pierre Auger, 28.7.1948, em REG 330.19 (8) A 01, IIHA, Parte 1 até 31/XII/1947 (Caixa 166, pasta 1), Arquivos da Unesco; Corrêa (1997, pp. 20-4, 42-3); Carvalho (1978, pp. 321-4).
68 Carta de P. Auger a A. Establier, 21.3.1949, 2 p., em REG 330.19(8) A 01 IIHA Part V de 1.1.1949 (Caixa 168, pasta 2), Arquivos da Unesco.
69 Conferencia de Expertos Científicos de América Latina, Unesco, 6.9.1948. Montevideo, Imprensa Rosgal, 1949, pp. 13-4, 16-7. As palavras de Rocha e Silva surtiram algum efeito. Em outubro de 1948, Paulo Carneiro pronunciou conferência, patrocinada pela SBPC, intitulada A Unesco e o aproveitamento científico da Amazônia (Ciência e Cultura, vol. 1, no 1-2, p. 57).
70 Anais da 105a sessão do Conselho Deliberativo do CNPq em 13.8.1952, pp. 14-5 (Arquivo CNPq/MAST). Velho (1995, p. 598) indica que o INPA tem acolhido um significativo contingente de pesquisadores estrangeiros, sendo que seria a instituição científica brasileira a ter o maior número de projetos de pesquisa em parceria com instituições estrangeiras.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Andrade, Ana Maria Ribeiro 1999 Físicos, mésons e política: a dinâmica da ciência na sociedade. São Paulo, Hucitec/Mast/CNPq. tr> [ Links ]
Bassalo, José M. F. e Lima, Waterloo Napoleão de 1996 Pesquisadores franceses em Belém do Pará: Escola de Chimica Industrial. Em Amélia I. Hamburguer et alii (orgs.), A ciência nas relações Brasil-França. São Paulo, Edusp/Fapesp. [ Links ]
Bernardes, Arthur 1951 Internacionalização da Amazônia com o disfarce do Instituto da Hiléia. Rio de Janeiro, Jornal do Commercio, 21p. [ Links ]
Camargo, Felisberto 1948 Sugestões para o soerguimento do vale amazônico. Belém, s. e. [ Links ]
Campos, André Luiz Vieira de 1997 International health policies in Brazil: the Serviço Especial de Saúde Pública, 1942-1960. Tese de doutoramento. Austin, The University of Texas. [ Links ]
Carneiro, Paulo E. de Berrêdo 1970 Des faits nouveaux sur le curare et la curarisation. Vers un nouvel humanisme. Paris, Seghers, pp. 5-9. [ Links ]
Carneiro, Paulo E. de Berrêdo 1951 O Instituto Internacional da Hiléia Amazônica: razões e objetivos de sua criação. Rio de Janeiro, s. e. [ Links ]
Carneiro, Paulo E. de Berrêdo 1945 O curare, veneno das flechas na Amazônia. Lisboa, Biblioteca de Altos Estudos, 62 p. [ Links ]
Carneiro, Paulo E. de Berrêdo 1938 Chimie biologique les principes actifs du curare. Comptes Rendus des Séances de LAcademie des Sciences. Paris, Gauthier-Villars, p. 1.202. [ Links ]
Carneiro, Paulo E. de Berrêdo 1935 Discurso do secretário de Agricultura, Indústria e Comércio, dr. Paulo E. de Berrêdo Carneiro. Em Instituto de Pesquisas Agronômicas. Pernambuco, Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio, pp. 7-14. [ Links ]
Carneiro, Paulo E. de Berrêdo 1931 Le guarana et cupana H. B. & K. contribuition a létude des plantes a caféine. Paris, Jouve & Cie. Editeurs, 121p. [ Links ]
Carvalho, José Candido de Melo 1978 Obituário: Olympio Oliveira Ribeiro Fonseca (1895-1978). Acta Amazônica, vol. 8, no 2, pp. 321-4. [ Links ]
Corrêa, Mariza 1997 D. Heloísa e a pesquisa de campo. Revista de Antropologia, vol. 40, no 1, pp. 11-54. [ Links ]
Crampton, Esther L. 1972 Brazilian nationalism and the defeat of the Internacional Institute of the Amazon Hylea. Tese de doutoramento, The American University. [ Links ]
Cunha, Euclides da 1922 [1909] À margem da história. Porto, Livraria Lello & Irmão Editores. [ Links ]
Cunha, Oswaldo R. da 1986 Histórico do Museu Paraense EmÍlio Goeldi. Em O Museu Paraense Emílio Goeldi. Belém, Banco Safra, pp. 7-19. [ Links ]
DAraújo, Maria Celina jun. 1992 Amazônia e desenvolvimento à luz das políticas governamentais:a experiência dos anos 50. Revista Brasileira de Ciências Sociais, ano 7, no 19, pp. 40-55. [ Links ]
Dean, Warren 1989 A luta pela borracha no Brasil. São Paulo, Nobel. [ Links ]
Elzinga, Aant 1996 Unesco and the politics of international cooperation in the realm of science. Patrick Petitjean (org.), Les sciences coloniales: figures et institutiones. Paris, Orstom, pp. 163-202. [ Links ]
Ferreira Filho, Cosme maio. 1949 A ilusão amazônica. Boletim da Associação Comercial do Amazonas, ano VIII, no 94, pp. 3-5. [ Links ]
Finnemore, Martha 1996 National interests in international society. Ithaca, Cornell University Press. [ Links ]
Fonseca, Olympio Oliveira Ribeiro da 1958 Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia: Relatório Geral. Rio de Janeiro, s. e. [ Links ]
Gama, William Nazaré Guimarães 1997 O Projeto Dinâmica Biológica de Fagmentos FlorestaisPDBFF (INPA/Smithsonian): uma base científica norte-americana na Amazônia. Dissertação de mestrado Belém/NAEA/UFPa, 223p. [ Links ]
Góes Filho, Paulo de 1997 O Brasil no biotério: o Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho e um jeito brasileiro de fazer ciência. Dissertação de mestrado, Rio de Janeiro, PPGAS/Museu Nacional. [ Links ]
Grupioni, Luís Donisete Benzi 1999 Coleções e expedições vigiadas: os etnólogos no conselho de fiscalização das expedições artísticas e científicas no Brasil. São Paulo, Hucitec/Anpocs. [ Links ]
Huxley, Julian 1973 Memories II. Nova York, Harper & Row. [ Links ]
Maio, Marcos Chor 1998 O Brasil no concerto das nações: a luta contra o racismo nos primórdios da Unesco. História, Ciências, Saúde Manguinhos, vol. 5(2), pp. 375-413. [ Links ]
Malan, Pedro Sampaio 1984 Relações econômicas internacionais do Brasil. Em HGCB, tomo III, vol. 4, pp. 53-106. [ Links ]
Métraux, Alfred 1978 Itinéraires 1 (1935-1953). Paris, Payot. [ Links ]
Moura, Gerson 1990 O alinhamento sem recompensa: a política externa do governo Dutra. Rio de Janeiro, CPDOC/FGV, 113p. [ Links ]
Needham, Joseph 1949 Science and international relations. Oxford, Blackwell Scientific Publications. [ Links ]
Nunes, Osório 1949 Introdução ao estudo da amazônia brasileira. Rio de Janeiro, Imprensa Nacional. [ Links ]
Pereira, Osny Duarte 1954 Desnacionalização da Amazônia. Prefácio de Arthur Bernardes. Rio de Janeiro, Atualidades. [ Links ]
Petitjean, Patrick 1999 Needham, Anglo-French civilities and ecumenical science. Em S. Irfan Habibi e Dhruv Raina, Situating the history of science: dialogues with Joseph Needham. Nova Delhi, Oxford University Press, pp. 153-97. [ Links ]
Reis, Arthur Cezar Ferreira 1972 [1960] A Amazônia e a cobiça internacional. 4a ed., Rio de Janeiro, Companhia Editora Americana. [ Links ]
Santana, José Carlos Barreto 1998 A contribuição das ciências naturais para o consórcio da ciência e arte em Euclides da Cunha. Tese de doutoramento, São Paulo, Departamento de História da Universidade de São Paulo, 223p. [ Links ]
1946 Science and Unesco: International Scientific Cooperation. Londres, The Pilot Press, 63p. [ Links ]
Schwartzman, Simon 1979 Formação da comunidade científica no Brasil. São Paulo, Editora Nacional/Finep. [ Links ]
Sewell, James P. 1975 Unesco and world politics: engaging in international relations. Princeton, Princeton University Press. [ Links ]
Soper, Fred Lowe 1977 Ventures in world health: the memories of Fred Lowe Soper. Washington, Pan-American Health Organization. [ Links ]
Suppo, Hugo 1995 Intelectuais e artistas nas estratégias francesas de propaganda cultural no Brasil (1940-1944). Revista de História, 133, 2º semestre, pp. 75-88. [ Links ]
Vargas, Getúlio D. 1941 A nova política do Brasil vol. VIII ferro, carvão e petróleo (7. 8. 1940 a 9. 7. 1941). Rio de Janeiro, José Olympio. [ Links ]
Velho, Lea 1995 International scientific collaboration in Brazil, the case of Amazonia National Research Institute. Proceedings, Fifht International Conference of the International Society For Scientrometrics and Informetrics. Nova Jersey, Learned Information Inc. [ Links ]
1946 Unesco and Science (Unesco/Prep. Com./Nat.Sci. Com./12). Londres, The Pilot Press. [ Links ]
Wagley, Charles 1957 Uma comunidade amazônica. São Paulo, Companhia Editora Nacional. [ Links ]
Weigel, Peter 1994 Ciência e desenvolvimento: dificuldade de diálogo na experiência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Dissertação de mestrado, Belém, Núcleo de Altos Estudos Amazônicos/UFPA, 896p. [ Links ]
Weinstein, Barbara 1993 A borracha na Amazônia: expansão e decadência (1850-1920). São Paulo, Hucitec/Edusp. [ Links ]
Werskey, Gary 1988 [1978] The visible college: a collective biography of British scientists and socialists of the 1930s. Londres, Free Association Books. [ Links ]
Wirth, John 1973 A política do desenvolvimento na era Vargas. Rio de Janeiro, Fundação Getúlio Vargas. [ Links ]
Recebido para publicação em maio de 2000.
Aprovado para publicação em julho de 2000.











Curriculum ScienTI