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História, Ciências, Saúde-Manguinhos
Print version ISSN 0104-5970
Hist. cienc. saude vol.8 suppl.0 Rio de Janeiro 2001
http://dx.doi.org/10.1590/S0104-59702001000500017
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| Johann Baptist Ritter von Spix: primeiro zoólogo de Munique e pesquisador no Brasil Johann Baptist Ritter von Spix, the first zoologist of Munich and the first researcher of Brazil
Ernst Josef Fittkau Zoólogo, doutor pela Universidade de Kiel, Alemanha |
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| Como ex-diretor da Zoologischen Staatssammlung München, tenho particular interesse em falar sobre Johann Baptist von Spix. 1
Ficha técnica: Texto resultante de palestra proferida na Fundação Oswaldo Cruz em dezembro de 1998
Agradecimento dos editores Ao Dr. Franz Schuhwerk, curador das fanerógamas II do Botanische Staatssammlung, que gentilmente providenciou as fotos do material pertencente ao herbário de Martius; ao staff do Zoologische Staatssmmlung, pelas horas dedicadas à separação e fotografia do material zoológico coletado por Spix, e, em especial, ao Dr. Ludwig Tiefenbacher, curador chefe da Zoologia dos Invertebrados do Zoologische Staatssammlung, Munique. Dr. Tiefenbacher gentilmente providenciou a fotocópia da correspondência relativa à viagem de Spix e Martius ao Brasil, depositada no Bayerisches Hauptstaatsarchiv, em Munique, e transcreveu todos os textos para a escrita moderna para que pudessem ser traduzidos. Além disso, encarregou-se de reunir toda a documentação e iconografia selecionadas em Munique e enviá-las ao Brasil. À ele nossos sinceros agradecimentos.
Nº 149 Viena, 22 de junho de 1817 Reino da Baviera Ministério dos Assuntos Estrangeiros Ao Após a Majestade o Rei da Áustria permitir a dois sábios bávaros viajar no séquito do próximo Embaixador que parte para o Brasil, Conde v. Eltz, concedendo aos mesmos livre sustento, recebe agora o Encarregado dos Negócios Barão v. Stainlein a incumbência de expressar ao Príncipe v. Metternich, em nome de Sua Majestade, o mais vivo agradecimento por esta nova prova de amizade de sua corte, e de anunciar pelo mensageiro que retorna a época em que partirá a partida da comitiva do Embaixador e alguns detalhes sobre a própria viagem, para que o Acadêmico e Conservador da coleção zoológico-zootômica, Doutor Spix, e o Adjunto da Academia e Botânico Dr. Martius possam chegar antes do referido dia a Viena. Munique, 19 de janeiro de 1817 Pelo Ministro
Nº 971 Vossa Excelência Teve a bondade de nos enviar o outro decreto supremo com relação à viagem com o Sr. Conde von Wrbna. Apressamo-nos em transmitir aqui os primeiros relatos sobre nossa chegada, já anunciada através de Londres, e rogamos a Vossa Excelência que deduza dos relatos aqui remetidos as nossas condições atuais, e que repasse logo em seguida, por obséquio, os mesmos lacrados a lugar e repartição. Com a fragata Áustria esperamos enviar, tão logo ela parta, o primeiro frete; este deve levar também o vinho para nós comprado na Madeira pelo sr. barão von Neven, 250 garrafas em parte para o nosso Rei e para V. Excelência. Neste país magnífico só falta o homem europeu, sobretudo o alemão, para nos alegrar com sua companhia. Até o momento tivemos de restringir a circulação de nossos pensamentos a nós mesmos. Aliás, mesmo entre os estrangeiros toda indústria é nacional e destinada a bastante estoque. O conde v. Fläming é muito obsequioso conosco. Com que freqüência erramos neste paraíso despovoado pensando no Senhor e no iniciador e patrono desta viagem, desejando estar com o Senhor! O final desta viagem mostrará que, com esta viagem, Vossa Excelência não apoiou um empreendimento pequeno. Entregamo-nos à vossa mais distante benevolência e subscrevemo-nos com a mais alta atenção Rio Janeiro11, 07 de setembro de 1817 O Conde v. Fläming e Sr. Barão v. Neven Com obediência
Bahia, 14 de fevereiro de 1819 Ao ilustríssimo Senhor Barão von Stainlein, Ministro Imperial bávaro plenipotenciário na Corte Imperial austríaca em Viena Ilustríssimo, mui idolatrado Vossa Excelência receberá nossa última carta de Villa Rica, de final de abril de 1818, e verá que prosseguimos a viagem de São Paulo a Sorocaba, ao Porto de São Félix, onde pelo Tietê se aporta em Mato Grosso, Itu, Jundiaí, daí para São João del Rei e a capitania de Minas Gerais, rica em ouro. Em Villa Rica, o centro de tão ricas minas, permanecemos dois meses, sem deixar de fazer diferentes incursões para o rio da Pomba, por exemplo, onde, em meio a florestas, tivemos a oportunidade de observar os índios coroados, puri e coropos em sua condição selvagem natural; para Caupon, onde são obtidos os topásios amarelos; subimos também as serras adjacentes e medimos a majestática montanha Itacolumy, em cujo sopé ergue-se a Villa Rica. Acreditando haver examinado todos os locais de lavagem de ouro dispersos aqui e ali, e ter reunido todas as coleções devidas, partimos por Sabará, Coaes, Villa do Príncipe para Tijuco. Nada almejamos mais ardentemente do que sermos admitidos no distrito dos diamantes, cujo ponto central é o Tijuco. Infelizmente, já tínhamos escutado em Villa Rica que o Rei, no Rio Janeiro, logo depois de nos ter concedido permissão para irmos lá, expediu contra-ordem pela qual o distrito dos diamantes e as grã-províncias do Pará, Rio Negro, Matto Grosso, Rio Grande do Sul permanecem vedadas a todos os estrangeiros indistintamente. Para nossa sorte, o intendente, liberal e muito simpático à ciência, conhecido como melhor aluno de Werner, sentiu alegria de poder falar alemão conosco e descumpriu aquela determinação, permitindo sem delongas o nosso ingresso. Examinamos todas as minas possíveis, subimos a montanha mais alta de nossa viagem, Itambé, próxima do Tijuco, e tivemos a sorte de medir barometricamente esta cadeia de montanhas, tão importante para se compreender a formação dos diamantes e considerada até agora inacessível; pôde ser escalada com o maior perigo e esforço, na verdade também só com a ajuda do intendente, que mandou abrir um caminho através da floresta, ao pé da montanha. Com a permanência de um mês, acreditamos ter esgotado tudo, e deixamos os maravilhosos campos do Tijuco que, como os mais belos de toda a nossa viagem, pareceram escolhidos para guardarem as mais belas e luminosas pedras. Partimos para Minas Novas, na qual há florestas próximas ao litoral, faltam os diamantes e o ouro torna-se também mais escasso, ainda que tenha sido encontrada há alguns anos, na chapada, uma pepita inteira com 16 (quilates). Neste lugar descortinaram-se para nós outras raridades; em direção ao Alto dos Bois tivemos a oportunidade de observar uma nova tribo de índios, os macuanhys, e no Piauhy, em direção ao rio São Mateus, pudemos examinar, na própria formação geológica, o surgimento freqüente de águas marinhas, crisólitos, topásios brancos e azuis, granadas, pingos d'agua, esmeraldas. Estas excursões secundárias foram por certo muito interessantes, mas extremamente fatigantes e desfavoráveis à saude. Do Piauhy, para aonde havíamos viajado em quatro dias, em cavalos alugados (10 léguas por dia), apressamo-nos em ir ao encontro de nossa tropa, que estava em São Domingo, próxima de Arassuahy, zona rica em ouro, e do principal rio para diamantes do Jequitinhonha. Assim como os campos de Minas Gerais, repletos de ouro, compensam a pobreza da produtividade com a abundância do minério e a bela paisagem, aqui também o solo pobre em ouro avulta em fecundidade: ao redor de São Domingo todas as colinas estavam densamente cobertas por arbustos de algodão. Em Tocajos, onde o Arassuahy conflui com o Jequitinhonha, em Belmonte flui para o mar e é utilizado atualmente pelo governo daqui como via para Minas, tivemos a horrível visão dos botocudos comedores de gente: totalmente nus, arco e flecha nos ombros, lascas redondas pendentes nas orelhas e da mesma forma no lábio inferior, sobre o qual estão habituados a colocar comidas como sobre uma mesa, as partes masculinas numa cápsula de junco do pântano, assim passou diante de nós uma horda destes animais já mais mansos; uma mulher, ferida por seu marido ciumento com flechas em todas as partes do corpo, esforçava-se por seguir o cortejo. Em Tocajos passamos pelo rápido Jequitinhonha, atravessamos a serra de diamantes de Santo Antônio e avançamos sertão adentro, habitado mais por animais selvagens do que por homens. Paulatinamente nos aproximamos do fim da primeira catástrofe, isto é, pelo São Francisco, que corre na divisa entre Goiás e Minas, entre Pernambuco e Bahia, desaguando no mar em Penedo. Em importância, é o terceiro rio do Brasil, tem apenas ½ stunde12 de largura, e seria um dos rios mais belos e fecundos se o seu transbordamento anual em Três Lagoas não tornasse suas margens quase inabitáveis, e as estações as primaveras frias13 e os tipos daí decorrentes tão mal afamados. As lagoas são muito apreciadas pelos animais selvagens; estão coalhadas de pássaros que, aos milhares, marcham como que alinhados numa ordem de batalha através das lagoas já bem ressecadas, e assim pescam em harmonia; os crocodilos nadam em bandos de 100, despreocupados, com a cabeça à flor da água, espreitando continuamente o gado sedento para apanhar e devorar um bocado dele; as piranhas, que são um tipo de peixe, nadam em cardumes, e aparecem ruidosamente na água, para, por exemplo, consumir num instante alguma criatura que queira atravessar a nado. No dia 1° de junho, deixamos este rio em geral belo, mas horrível pelas doenças e animais, e partimos para as montanhas de Goiás que despontavam à distância. Chegando nas proximidades de Lagoa Feia, da qual surgem o Paraná, Maranhão e Tocantins a correr para o Pará rumo à grande corrente do Amazonas, decidimos iniciar viagem de volta à Bahia, pois a época das chuvas se avizinhava e tendo em vista que todo o dinheiro havia sido mandado para lá. Bordejando a fronteira sul de Pernambuco e o rio Carunanha chegamos, com muito esforço, ao Arraial Carinnaha, e durante esse trajeto ficamos freqüentemente de 8 a 10 dias sem ver uma única casa. Atravessamos novamente o rio São Francisco, e prosseguimos viagem para a Bahia por Caethete, Villa do Rio das Contas, Maracas. Nunca tivéramos de suportar tantos rigores quanto nesta jornada de 200 léguas, em vista de não ter chovido aqui no ano passado; o flagelo da fome foi então muito grande, a falta de pasto e água foi tanta que tudo estorricava, não se podia ver nem mesmo um talo de grama ou uma folha verde, e ficávamos contentes ao achar, a cada 8 10 léguas, uma cisterna com água turva. Assim, com nossa saúde enfraquecida e com a perda de alguns animais de carga, chegamos no dia 5 de novembro deste ano a esta cidade que ainda continua a enriquecer com o comércio de algodão, açúcar e tabaco. Desde então, estivemos inspeccionando a região circundante, fizemos uma excursão a Ilhéus, 30 léguas ao sul, e agora aguardamos os florins bávaros chegados ao Rio Janeiro em abril deste ano, via Londres, obsequiosamente enviados pelo senhor barão v. Neven, para realizarmos nossa última viagem por Oeiras para o Maranhão ou Pará, pelo rio São Francisco. Os nossos tesouros recolhidos desde Villa Rica 12 caixas partiram no final de janeiro deste ano rumo a uma embarcação inglesa em Hamburgo, destinados a H. Schroeter e Compania, em 2 diferentes navios. Em alguns dias iniciaremos a última viagem para, em Joazeiros, novamente num estreito, atravessarmos o rio São Francisco. Daí tomaremos o caminho, ou por Oeiras para o Maranhão, ou através de Goiás pelo rio Tocantins rumo ao Pará. É certo que o Rei, num novo édito, proibiu a entrada a todos os estrangeiros na grã-província do Pará, Rio Negro, Matto Grosso, Rio Grande do Sul e mais tarde no Tijuco; mas nós solicitamos a permissão de moto próprio, e esperamos que não se tire de sábios a oportunidade de poderem ser úteis à ciência, e com isso à humanidade, se conseguirmos ter a felicidade de completar esta última viagem, especialmente pelo mundialmente famoso rio Amazonas, que parece correr no meio da superfície terrestre, recebendo, como veias, a maior parte dos rios da América do Norte e do Sul, atraindo, assim, o mar do mundo para si; aqui, sob a linha, como aquele que sobre a rocha solitária escreve sua poesia, tencionamos concluir nossa pesquisa e registrá-la novamente em um pequeno documento, como resultado da primeira expedição bávara nos anais de nossa era. Grande parte dos frutos que advirão de nossa viagem devemos a Vossa Excelência, que sempre nos apoiou decididamente, e, após o nosso retorno, esperamos ter com o a oportunidade de expressar o nosso agradecimento. Pedimos ademais que nos guardem com bondosa recordação, e que nos recomendem, o mais submissos, ao Príncipe v. Metternich, ao qual a época atual saberá agradecer o fato de ter sido a principal mola propulsora desta expedição. Com a mais alta consideração, temos a honra de nos subscrevermos a Vossa Excelência
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NOTAS
1 Depoimento resultante de palestra proferida na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em dezembro de 1998.
2 A revista Spixiana foi criada em 1977 em homenagem a Johann Baptist von Spix, tendo como seu idealizador e editor-chefe Ernst J. Fittkau. Em 1983, foi publicado um número especial, com artigos de especialistas que participaram do simpósio ocorrido em Munique em 1981, em homenagem ao segundo centenário de nascimento de Spix.
3 Helmut Sick (1910-1991) nasceu em Leipzig, Alemanha. Ornitólogo, chegou ao Brasil em 1939 como membro da expedição do Museu de Berlim chefiada por Adolf Schneider. Radicou-se no país e trabalhou para a Fundação Brasil Central e, posteriormente, para o Museu Nacional do Rio de Janeiro, como pesquisador. Promovido a professor titular da Universidade do Brasil, atualmente UFRJ, e aposentou-se em 1981 (Pacheco & Bauer, 1995). Ver também Sick (1983, pp. 29-31).
4 O Reise in Brasilien... foi publicado em três partes: o primeiro volume saiu em 1823, com 412 páginas; o segundo, em 1828, estendeu-se até a página 884; e o terceiro, em 1831, totalizando 1.388 páginas. Acompanhavam um atlas e um anexo musical. A primeira tradução para o português foi promovida pelo IHGB, em comemoração ao seu centenário, e publicada pela Imprensa Nacional em 1938. Cf. von Spix & von Martius (1823).
5 O material etnográfico reunido por Spix encontra-se depositado no Staatliches Museum für Völkerkunde, em Munique. Já as coleções zoológicas estão sob a guarda do Zoologishe Staatssammlung München.
6 No ano do falecimento de Spix (1826), a Universidade de Landshut foi transferida de Ingolstadt para a capital do reino da Baviera, Munique (Lisboa, 1997).
7 A documentação de Martius encontra-se depositada na Biblioteca Estadual de Munique. Sua produção intelectual abrange, entre outros, trabalhos em etnografia, lingüística, medicina indígena, cartografia e estudos botânicos. Entre seus trabalhos mais importantes, estão suas obras botânicas, como Nova Genera et Species Plantarum Brasiliensium, publicada em três volumes entre 1823 e 1831; Historia Naturalis Palmarum; e o ambicioso projeto da publicação da Flora Brasiliensis, em que colaboraram 66 botânicos de vários países, num total de quarenta volumes, com a descrição de 22.767 espécies de plantas. O último volume da Flora foi publicado em 1906.
8 Johann Natterer (1787-1843), naturalista austríaco, chegou ao Brasil em 1817 com a comitiva que acompanhava a arquiduquesa Leopoldina. Passou 35 anos no país, coletando material zoológico, botânico e etnográfico para o governo austríaco. O material coletado por Natterer no Brasil encontra-se atualmente depositado no Museu de Viena. Maximiliano von Wied-Neuwied (1782-1867) chegou ao Brasil, com o pseudônimo de Max von Braunsberg, em 1815. Durante dois anos pesquisou a suas expensas o litoral do Rio de Janeiro, Espírito Santo e o sul da Bahia, alcançando Salvador. Reuniu, entre outros objetos etnológicos, vocabulários de tribos indígenas, plantas e animais. Seu livro de viagens foi publicado em 1820-21.
9 Georg Heinrich von Langsdorff (1774-1852), alemão formado em medicina e ciências naturais em Göttingen. Após uma rápida passagem pelo Brasil em uma viagem de circunavegação em 1803, retornou em 1813 como cônsul-geral da Rússia, permanecendo no país por sete anos. Durante sua estada, ajudou e orientou os naturalistas estrangeiros que aqui chegavam. Promoveu expedição científica sob os auspícios da coroa russa, percorrendo o interior do país entre 1824 e 1828. Wilhelm Ludwig von Eschwege (1777-1855) alemão natural de Aue, perto de Eschwege, no Hesse-Nassau, contratado pela coroa portuguesa para desenvolver pesquisas mineralógicas em Portugal, foi transferido para o Brasil em 1811, com a incumbência de se ocupar da exploração do solo e aproveitamento do carvão e minério de ferro.
10 Thomas Ender (1793-1875), chegou ao Brasil em novembro de 1817, acompanhando a comitiva da arquiduquesa austríaca Leopoldina de Habsburgo. Durante sua estada de oito meses, produziu oitocentos desenhos, aquarelas e guaches da paisagem e cotidiano da época. Sua obra brasileira encontra-se atualmente na biblioteca da Academia de Viena.
11 Conforme o original (N. do. Trad.).
12 Nota do tradudor, medida equivalente 4 a 5 km
13 No original kalt. F. Desconheço terminologia. (N. do Trad.). Traduziria por primavera fria caso seja kalter Frühling.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Pacheco, J. F. e Bauer, C. 1995 'Adolf Schneider (1881-1946)'. Atualidades ornitológicas, no 65, pp. 10-3.
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Spix, J. B. 1825 Animalia nova sive species novae lacertarum, quas in itinere per Brasiliam annis MDCCCXVII-MDCCCXX jussu et auspiciis Maximiliani Josephi I Bavariae Regis suscepto collegit et descripsit. Monachii, Typis Francisci Seraphi Hyschmanni, pp. 1-26, 28 Taf.
Spix, J. B. 1824a Animalia nova sive species novae testudinum et ranarum, quas in itinere per Brasiliam annis MDCCCXVII-MDCCCXX jussu et auspiciis Maximiliani Josephi I Bavariae Regis suscepto collegit et descripsit. Monachii, Typis Francisci Seraphi Hybschmanni, pp. 1-29, 22 Taf.
Spix, J. B. 1824b Avium species novae, quas in itinere per Brasiliam annis MDCCCXVII- MDCCCXX jussu et auspiciis Maximiliani Josephi I Bavariae Regis suscepto collegit et descripsit. Monachii, Typis Francisci Seraphi Hybschmanni, I, pp. 1-90, 91 Taf.; tom. II, pp. 1-85, 109 Taf.
Spix, J. B. e 1829-1831 Selecta genera et species piscium quos in itinere per Brasiliam annis Agassiz, L. R. MDCCCXVII-MDCCCXX jussu et auspiciis Maximiliani Josephi I. Bavariae regis augustissimi peracto colleget et pingendos curavit dr. J. B. de Spix, ... digessit, descripit et observationibus anatomicus illustravit dr. L. Agassiz, praefatus est et edidit itineris socius dr. F. C. Ph. de Martius. Monachii, I-xvii + i-ii + 138 pp., 101 pls.
Spix, J. B. e 1824c Serpentum Brasiliensium species novae ou histoire naturelle des espèces Wagler, J. G. nouvelles de serpens recueillies et observées pendant le voyage dans l'ntérieur du Brésil dans les années 1817, 1818, 1819, 1820. Monachii, Typis Francisci Seraphi Hybschmanni, pp. 1-75, 26 Taf.
Spix, J. B. 1823 Simiarum et vespertilionum Brasiliensium species novae ou histoire naturelle des espéces nouvelles des singes et de chauves-souris observées et recueillies pendant le voyage dans l'intérieur du Brésil. Monachii, Typis Francisci Seraphi Hybschmanni, I-VIII, pp. 1-72, 28 Taf.
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Spix, J. Von. 1814b 'Abhandlung über die Affen der alten und der neuen Welt im Allgemeinen, insbesondere über den schwarzen Heulaffen (Simia belzebul Linné) und über den Molch (Simia Moloch Hofmannsegg) nebst den Abbildungen der beiden Letzten und einem Verzeichnis aller bis jetzt bekannten Affenarten'. Denkschr. D. Kgl. Akad. d. Wiss. Munique, pp. 321-42.
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