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História, Ciências, Saúde-Manguinhos

versão impressa ISSN 0104-5970versão On-line ISSN 1678-4758

Hist. cienc. saude-Manguinhos v.12 n.1 Rio de Janeiro jan./abr. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-59702005000100009 

IMAGENS

 

Instituições de assistência social e imigração judaica

 

Social assistance institutions and Jewish immigration

 

 

Roney Cytrynowicz

Pesquisador do Arquivo Histórico Judaico Brasileiro (SP)Rua Pedro Américo, 32/14B, 01045-010 São Paulo – SP Brasil roncytryn@cwaynet.com.br

 

 


RESUMO

Entre as décadas de 1910 e 1930, foram fundadas várias instituições assistenciais ligadas à imigração judaica em São Paulo, que definiram, de certa forma, os contornos de uma 'comunidade'. A primeira instituição assistencial foi a Sociedade Beneficente das Damas Israelitas, fundada em 1915, e a ela se seguiram várias outras com diferentes perfis e modelos de atendimento, incluindo dois 'lares' de criança, uma policlínica e um sanatório para tuberculosos. Essas instituições ocuparam um espaço de assistência não preenchido pelo Estado, e sua atuação esteve na linha de frente das discussões e tensões em torno do modelo e da problematização do viver em 'comunidade' (entre a filantropia e o controle social) e de diferentes projetos de inserção social e cultural dos imigrantes no Novo Mundo.

Palavras-chave: história da assistência social, história do serviço social, imigração, imigração judaica, historiografia da imigração, história das entidades assistenciais judaicas.


ABSTRACT

Between the 1910s and 1930s, a number of social assistance institutions with links to Jewish immigration were founded in São Paulo, to some extent sketching the outlines of a 'community'. The first of these was the Israelite Ladies' Beneficent Society, founded in 1915, which was followed by a number of others with different profiles and models of assistance, including two children's 'homes', a polyclinic, and a tuberculosis sanatorium. These institutions fulfilled a role ignored by the State, and their activities kept them on the front lines, both in discussions and tensions surrounding the model and issue of living in 'community' (between philanthropy and social control) and also in different projects for helping New World immigrants achieve social and cultural integration.

Keywords: history of social assistance, history of social service, immigration, Jewish immigration, historiography of immigration, history of Jewish social assistance bodies.


 

 

Entre as décadas de 1910 e 1930 foram fundadas diversas instituições assistenciais ligadas à imigração judaica em São Paulo. Definindo, de certa forma, os contornos de uma comunidade, estas instituições ocupavam um espaço de assistência social não preenchido pelo Estado, que começava a organizar estes serviços, até então dependente de instituições privadas de caridade. A implantação do serviço social em São Paulo deu-se com a urbanização e a industrialização, a partir dos anos 1910, antes que se definisse uma legislação trabalhista. Paralelamente à repressão contra os sindicatos livres, a assistência social era executada nos marcos da caridade e do assistencialismo, diante da miséria e das más condições de trabalho, moradia, alimentação e higiene da maioria da população (Iamamoto e Carvalho, 1998).

A imigração judaica ao Brasil é um pequeno capítulo na história da imigração ao Brasil e da história da imigração judaica contemporânea. No chamado período da grande imigração, entre 1881 e 1942, quando entraram no Brasil cerca de quatro milhões de imigrantes, um número de cerca de 65 mil judeus emigrou (Lesser, 1995). Os judeus que deixaram a Europa Oriental a partir do último quartel do século XIX imigraram principalmente para os Estados Unidos, destino preferencial até que leis restritivas nos EUA nos anos 1920 (também no Canadá e Argentina) tornaram o Brasil um destino viável. A maior parte dos imigrantes judeus chegados nos anos 1910 e 1920 vinha ao país auxiliado por organizações judaicas da Europa e dos Estados Unidos, como Jewish Colonization Association (JCA), Joint (depois JDC – Joint Distribution Committee for the Relief of Jewish War Sufferers) e Hebrew Immigrant Aid Society (HIAS).

O processo de urbanização e de industrialização em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro tornou o Brasil atraente para imigrantes que tinham, em geral, ofícios urbanos e conhecimentos de práticas técnicas e comerciais. O Brasil tinha a imagem de país liberal e inexistia qualquer lei racista ou restritiva, permitindo aos imigrantes liberdade religiosa e mobilidade social. O período posterior a 1937 constitui um capítulo claramente diferenciado, no qual a 'questão judaica' tornou-se uma problemática política visível no jogo de poder do Estado Novo e leis anti-imigratórias foram decretadas (Lesser, 1998; Cytrynowicz, 2000).

A fundação das entidades assistenciais no Brasil a partir da Primeira Guerra Mundial evidencia uma imigração contínua e, ao mesmo tempo, engendra os primórdios de formação de uma vida judaica institucionalizada em São Paulo. A ação das entidades assistenciais comunitárias (locais e internacionais, além de entidades como uma cooperativa de crédito), junto às habilidades e conhecimentos profissionais dos imigrantes e às oportunidades objetivas de trabalho na cidade, resultaram em uma combinação que definiu a inserção social e econômica. O modelo de comunidade estabelecido em São Paulo é semelhante ao do Rio de Janeiro e ao de outras capitais.

A primeira instituição assistencial fundada na capital paulista foi a Sociedade Beneficente das Damas Israelitas, em 1915, que auxiliava mulheres grávidas e providenciava cuidados ao recém-nascido. A Sociedade Beneficente Auxílio aos Pobres Ezra, criada em 1916, providenciava cartas de chamada, recebia os imigrantes no porto de Santos, mantinha pensões, ministrava aulas de português e ensino profissionalizante e encaminhava os imigrantes ao mercado de trabalho. Em 1924, a Ezra fundiu-se com a Sociedade Pró-Imigrante para tornar-se Sociedade Beneficente Israelita Ezra. Em 1929 foi fundada a Sociedade Beneficente Linath Hatzedek (auxílio santo, em idish), depois chamada Policlínica, um ambulatório para consultas e procedimentos como curativos e pequenas cirurgias. Estas entidades seguiam modelos comunitários da Europa Oriental e também padrões locais, como é o caso das Damas Israelitas (que, inclusive, apoiaram o esforço bélico paulista durante a chamada Revolução de 1932).

Em 1936 a Ezra fundou um sanatório para tuberculosos em São José dos Campos. O elevado número de casos fazia com que o custo da internação em sanatórios privados e pensões em São José dos Campos e em Campos de Jordão, as 'zonas climatéricas', fosse alto, tornando necessária a construção de um sanatório próprio. O sanatório teve 120 leitos e mantinha um convênio com o instituto de previdência do Estado. Imigrantes judeus de todo o país eram enviados para lá, o que mobilizou campanhas em várias cidades para manter os conterrâneos de cada cidade e equipar a instituição. O sanatório funcionou até 1966, quando o número de casos de tuberculose diminuiu significativamente. Foi desapropriado em 1966 pela prefeitura de São José dos Campos. A Ezra cogitou construir um hospital psiquiátrico ou uma casa de repouso, projetos que não foram levados à frente.

Nos anos 1930, três entidades foram criadas especificamente para crianças: Lar das Crianças da Congregação Israelita Paulista (CIP), em 1937, Lar da Criança das Damas Israelitas, em 1939, e a Gota de Leite da B'nei B'rith. O Lar da CIP estava ligado à imigração de refugiados da Alemanha nazista, a partir de 1933, ano em que foi fundada a Comissão de Assistência aos Refugiados Israelitas da Alemanha (Caria).1 Já o Lar das Damas atendia imigrantes da Europa Oriental, e também do Líbano e da Síria. No Rio de Janeiro, a colônia israelita fundou em 1932 um Beith Ietomin central (casa de órfãos), um "azylo central para creanças israelitas pobres, orphans e abandonadas de todo o Brasil" (Ata de diretoria da Sociedade Beneficente Israelita Ezra de 30.4.1932 – Fundo Ezra/Arquivo Histórico Judaico Brasileiro). Em 1937 foi inaugurado no Rio de Janeiro um Lar das Crianças, a Sociedade de Proteção à Infância Israelita Desamparada.

Em 1940, a partir da fusão entre a Sociedade Beneficente das Damas Israelitas, Lar da Criança das Damas e Gota de Leite, foi estabelecida a Organização Feminina de Assistência Social (Ofidas). Definindo por estatuto que só mulheres podiam ser diretoras, a Ofidas tinha uma concepção de auxílio social distinta da Ezra, dirigida por homens. Enquanto a Ezra entendia que a ajuda deveria ser dada diretamente ao homem, pai-chefe da família, por meio de emprego ou pequeno empréstimo para iniciar um negócio (como comprar mercadorias para mascatear), a Ofidas olhava para a problemática da mulher, da família e da criança, estendendo sua assistência para questões de gênero que não envolviam apenas auxílio monetário e consolidando uma tradição de trabalho dirigido por mulheres no interior do grupo. Em outra frente de trabalho assistencial, em 1942 foi estabelecido em São Paulo um Asylo dos Velhos.

As entidades assistenciais ligadas aos imigrantes e seus descendentes estiveram sempre na linha de frente das discussões e tensões em torno do modelo de 'comunidade'. Enquanto entidades como a Sociedade das Damas Israelitas e a Ezra atuavam em um enquadre de caridade, o Lar das Crianças das Damas (depois Ofidas) e o Lar da Criança da CIP procuravam promover educacional e economicamente as crianças e os jovens, de forma a incluí-los na comunidade. Assim, o objetivo de ajudar o outro ultrapassa o marco de caridade para torná-lo um igual, um membro da comunidade. São dois modelos de assistência (e de comunidade) contrastantes, em que pesem os matizes intermediários apresentados pela multiplicidade de instituições.

O estudo destas instituições pode combinar pelo menos duas diferentes perspectivas de interpretação do ponto de vista da história da imigração e da assistência social: a que valoriza o altruísmo e a filantropia, como valores de um grupo imigrante que se organiza de forma autônoma em 'comunidade', e a que segue uma trilha mais crítica dos processos de disciplina e de controle, no sentido de inserir e de enquadrar os imigrantes e não deixar que sua presença coloque em risco o status dos chegados há mais tempo e já integrados à sociedade. O próprio conceito de 'comunidade' pode ajustar-se a uma linha mais apologética ou a uma matriz mais crítica. Nos anos 1920, por exemplo, com o aumento da imigração, houve conflitos entre a Ezra, representando os interesses da comunidade 'local', em São Paulo e no Rio de Janeiro, e entidades internacionais, como a JCA e Hicem (organização criada em 1927 cujo nome reuniu as iniciais das três entidades que a fundaram para coordenar a assis-tência aos refugiados: Hebrew Sheltering and Immigrant Aid Society – Hias, Jewish Colonzation Association – JCA e Emigdiretc), que procuravam trazer ao país o maior número possível de imigrantes e reivindicavam maior apoio e recursos locais para receber novos imigrantes e refugiados.

 

 

 

 

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Durante a Segunda Guerra Mundial e no imediato pós-guerra, várias campanhas uniram as entidades locais para auxiliar sobreviventes e refugiados. A comunidade judaica no Rio de Janeiro e em São Paulo foi ativa em campanhas como o Comitê Central Israelita de Socorro às Vítimas da Guerra, autorizado pela Cruz Vermelha Brasileira, o Escudo Vermelho de David e o Comitê para Angariação de Roupas em Prol dos Israelitas Vítimas de Guerra, fundado em São Paulo em 1944. Além disso, várias 'Campanhas Unidas' centralizaram os esforços de angariação de recursos. Em 1947, havia na Europa cerca de 250 mil sobreviventes do genocídio, incluindo milhares de crianças órfãs, vivendo em campos de refugiados, os displaced persons camps, e as organizações de auxílio aos refugiados procuravam países e entidades para recebê-los.

Entre as décadas de 1950 e 1960, as entidades assistenciais em São Paulo passaram a contar com o trabalho profissional de assistentes sociais, que profissionalizaram e tecnificaram o atendimento. Os conceitos de 'serviço social' tornaram-se diretrizes centrais nestas entidades, e também definiram uma crítica ao modelo de caridade, no qual os diretores filantropos recebiam pessoalmente os necessitados.

O trabalho dos assistentes sociais foi induzido pela Federação Israelita de São Paulo, fundada em 1946, em parte motivado pelas correntes imigratórias que chegaram ao país nos anos 1950, originárias da Hungria, Egito e Líbano, e também de países da Europa Oriental e de Israel. Enquanto a Ezra, fundada em 1916, dizia respeito às necessidades iniciais de inserção no país, a Federação representava os 'judeus-brasileiros', com suas preocupações de imagem pública como grupo frente à sociedade. Entre esses dois momentos há certamente um processo no qual os imigrantes vão se tornando 'brasileiros-judeus', com uma identidade hifenizada (Lesser, 1998).

O processo de introdução dos assistentes sociais, no entanto, não foi linear e sem resistências. Diretores filantropos resistiram ao que consideravam impessoalidade do atendimento e perda do controle sobre o processo de assistência. Há também registros de auxiliados que resistiram ao enquadre técnico imposto pelo assistente social, em uma comunidade na qual o contato direto, paternalista e os critérios subjetivos funcionavam tanto do ponto de vista do filantropo como do assistido. Pode-se dizer que este modelo de caridade era um dos pilares do próprio conceito de 'comunidade'.

Dos anos 1940 em diante, observa-se um processo de ascensão social de parcelas dos imigrantes e seus descendentes, que se consolidará a partir dos anos 1950 e 1960 e cuja evidência mais visível será a mudança da geografia de muitos na cidade de São Paulo, primeiro rumo ao bairro de Higienópolis e, depois, para Pinheiros, Vila Mariana, Jardim América e outros.

A valorização da profissão de assistente social e o novo modelo de serviço social implantado no país, especialmente a partir dos anos 1940, eram coerentes com a organização por parte do Estado de vários serviços antes exercidos segundo um modelo privado de caridade. O serviço social foi introduzido em várias instâncias do Estado, e a carreira de assistente social passou a ser valorizada, atraindo, nos anos 1950, jovens de classe média que buscavam afirmação profissional e prestígio social. A profissão deixou de ter também uma marca central ligada ao catolicismo e desligou-se em parte da imagem de personagens como Darcy Vargas, esposa de Getúlio Vargas, e toda a moldura de assistencialismo patrocinado pelo Estado com a primeira grande instituição nacional de assistência social, a Legião Brasileira de Assistência (LBA), criada em 1942, no bojo da mobilização do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

A implantação do serviço social, com suas críticas ao modelo de caridade, à sobreposição de funções entre as várias entidades e à falta de sistematização técnica, levaram à criação, na comunidade judaica, do Serviço Social Unificado, em 1966, uma tentativa de estabelecer uma rede assistencial que integrasse as entidades assistenciais e inúmeros serviços assistenciais promovidos por outras entidades, como as sinagogas. Talvez a conseqüência mais importante deste movimento tenha sido a criação, em 1976, da União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social (Unibes), fusão de Ezra, Ofidas e Policlínica – no momento a mais importante entidade assistencial ligada ao grupo em São Paulo, com vários programas de assistência pública e convênios com a prefeitura.

Atualmente, as instituições assistenciais judaico-brasileiras mantêm uma extensa gama de trabalhos assistenciais e parte das entidades prestam serviços à população paulistana em geral por meio de diversos convênios e programas com os poderes públicos e parcerias privadas. O agravamento da crise econômica a partir dos anos 1990 intensificou a demanda interna à comunidade e fez aumentar os serviços, mas produziu também uma série de projetos publicamente reconhecidos e voltados para a população como um todo, definindo um modelo de assistência peculiar dentro e fora do grupo. A compreensão deste modelo implica entender a problemática social e econômica e, igualmente, a inserção de um grupo originalmente imigrante e suas questões de identidade e relação com a sociedade.

 

Acervos e documentos

A história das entidades assistenciais ligadas à imigração judaica deixou uma consistente documentação disponível em acervos públicos e institucionais, entre documentos, publicações e fotografias. Estas fontes primárias foram muito pouco pesquisadas até o momento.

O interesse de pesquisa nestas fontes não se restringe, de forma alguma, à história da imigração judaica, mas pode abranger uma série de outros temas, como história (também sociologia, política, antropologia e outros campos do conhecimento) da saúde e das políticas públicas, de instituições da área de saúde, da filantropia e do serviço social, história da infância e da família, questões de gênero; enfim, uma série de temas perpassados pela história de um grupo imigrante e seus descendentes, bem como seus mecanismos institucionais de inserção e definição de identidade.

A documentação da Ezra inclui atas completas entre 1916 e 1976, além de uma série de outros registros documentais. A documentação da Policlínica, que inclui atas de reunião de diretoria de 1929 a 1976 mostra, especialmente nos anos 1940 e 1950, um lento processo que se poderia chamar de privatização dos serviços médicos. A documentação da Ofidas contém atas de diretoria e de conselho entre 1940 e 1976. A documentação do Lar das Crianças da Congregação Israelita Paulista é bastante completa, com coleções de atas e relatórios. Várias publicações judaicas em português, entre elas Crônica israelita e Aonde vamos? publicavam artigos sobre estas instituições e temas polêmicos.

O Arquivo Histórico Judaico Brasileiro, onde a maior parte desta documentação está disponível (há também documentação nas entidades, como Unibes e Lar das Crianças da CIP), mantém ainda um acervo fotográfico das instituições. Pelo menos sete monografias de conclusão de curso de assistente social de profissionais (da Escola de Serviço Social da PUC-SP), que estudaram as entidades assistenciais, constituem uma fonte única para a história do serviço social e da imigração, pois revelam um complexo universo das dificuldades sociais e culturais que os imigrantes passaram ao chegar ao Brasil e o esforço de adequação realizado pelos assistentes sociais. Em síntese, este tema da história da assistência social, mesmo restrito a um grupo, é uma porta de entrada para uma série de interesses e pesquisas.

 

Referências bibliográficas

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1 Outras entidades assistenciais foram fundadas a partir dos anos 1950, entre as quais podem-se destacar: Centro Israelita de Assistência ao Menor (Ciam), em 1959, Oficina Abrigada do Trabalho, em 1966, depois, Departamento de Voluntários da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein e Ten Yad.

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