SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.18 número37Campos de ajuda e modos de pertencimento: um mapa moral da representação política em campanha eleitoral"Os charruas vivem" nos Gaúchos: a vida social de uma pesquisa de "resgate" genético de uma etnia indígena extinta no Sul do Brasil índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Artigo

Indicadores

Links relacionados

  • Não possue artigos similaresSimilares em SciELO

Bookmark


Horizontes Antropológicos

versão impressa ISSN 0104-7183

Horiz. antropol. vol.18 no.37 Porto Alegre jan./jun. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-71832012000100014 

ESPAÇO ABERTO

 

Nota introdutória

 

 

Os geneticistas, os antropólogos e a vida dos Charrua

No Espaço Aberto deste número de Horizontes Antropológicos estamos publicando um debate interdisciplinar. Os antropólogos Michael Kent (University of Manchester, Inglaterra) e Ricardo Ventura Santos (Escola Nacional de Saúde Pública/Fundação Oswaldo Cruz) analisam uma pesquisa coordenada pela geneticista Maria Cátira Bortolini (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) sobre os Charrua, povo indígena considerado extinto e que habitava a região do Pampa do Rio Grande do Sul e do Uruguai. A pesquisa da professora Bortolini assinala a continuidade da presença genética charrua no Rio Grande do Sul e sublinha a importância que ela teria para a identidade de parcelas da população do estado e para a própria identidade gaúcha. O trabalho de Kent e Santos se insere no que é chamado de antropologia da ciência, em que antropólogos realizam etnografias em laboratórios e procuram compreender como outros cientistas desenvolvem suas pesquisas e formulam suas teorias. Decidimos publicar o artigo de Kent e Santos, a réplica de Bortolini e a tréplica dos dois primeiros autores, como forma de incentivar um debate entre antropólogos e geneticistas.