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Soldagem & Inspeção

versão impressa ISSN 0104-9224

Soldag. insp. vol.19 no.2 São Paulo abr./jun. 2014

http://dx.doi.org/10.1590/0104-9224/SI1902.01 

EDITORIAL FORWORDS

 

 

É com muita satisfação que recebi o convite para escrever este editorial. Senti que seria uma boa oportunidade para falar um pouco do que tenho observado na área de soldagem nos últimos anos e lembrar um pouco do histórico da nossa revista Soldagem & Inspeção que por incrível que pareça estará completando 12 anos daqui 4 meses. A circulação atual começou em setembro de 2002 (ano 7 nº 1).

Bem, quanto a área, eu só tenho elogios. Pode até ser que eu seja um pouco otimista mas acredito que quem entrou na área de soldagem nos últimos 10 anos não se arrependeu. Eu mesmo formei vários engenheiros, mestres e doutores que hoje estão na área. Pelo que me falam não saem mais. É lógico que alguns comentam que estão tendo que buscar informações em outras áreas mas isto só mostra que a soldagem é multidisciplinar. Isto é muito bom e deve motivar e fazer com que as pessoas não fiquem ou cheguem em zona de conforto. Aliás, quem trabalha com soldagem não deve se preocupar com isto. Cada dia é uma novidade. A aleatoriedade na soldagem é muito grande, por isto tem-se uma novidade a cada solda. Apesar do eletrodo de baixíssimo hidrogênio já ter sido descoberto ainda existe o arame tubular e o fluxo de arco submerso para serem descobertos. Apesar do robô orbital já ser uma realidade, diga-se de passagem, brasileira, ainda existe o robô para soldagem subaquática e o nano-robô para soldagem para serem desenvolvidos. Apesar disto, é uma pena que ainda existam algumas pessoas que confundem informação com conhecimento. Elas acham que o fato de terem uma ou outra informação tem conhecimento. Nós sabemos que não é bem assim, não é? Informação é saber onde comprar ou o tamanho do martelo. Conhecimento é onde e como batê-lo. Por outro lado, quando surgem os problemas gerados por estas pessoas surge ai uma grande oportunidade de ensinar. Explicar como a coisa funciona na verdade. Nada se perde.

Quanto a revista, sinto me como um pai. Ainda lembro do dia que marquei com o Ronaldo Paranhos em São Paulo para conversarmos com a ABS para reativar a revista. A revista tinha sido descontinuada por falta de artigos. Uma pena, e para nós pareceu uma loucura perder um meio de comunicação tão importante. De lá para cá foram vários editores, eu inclusiv, errando e acertando mas estamos ai. Concorrendo para ficar no topo da lista. Com artigos de qualidade. Reclamando dos revisores que sempre atrasam e procurando correr atrás no instante de mandar os artigos para a gráfica. Sempre foi assim e por isto acho que deve ser assim mesmo. Sempre foi e é com a Ana Sofia, a atual Editora. Talvez ai é que esta o charme da revista. O fato de estarmos sempre envolvidos e preocupados para que a revista saia. E sempre vai sair! Sempre vamos dar um jeito. Sempre vamos revisar 2, 3, 4 ... de uma só vez para ajudar. Todos vamos. A revista é nossa e não podemos deixá-la. Nunca!

Me agradou muito a oportunidade de falar rapidamente aqui sobre soldagem e sobre a revista. É uma coisa que me agrada muito além, obviamente, de ensinar.

Desejo a todos uma boa leitura do conteúdo da revista.

Um abraço.

Alexandre Queiroz Bracarense
bracarense@ufmg.br

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