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Revista Brasileira de Saúde Ocupacional

Print version ISSN 0303-7657

Rev. bras. saúde ocup. vol.34 no.119 São Paulo Jan./June 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0303-76572009000100011 

COMUNICAÇÕES BREVES

 

Qualidade de sono, atividade física durante o tempo de lazer e esforço físico no trabalho entre trabalhadores noturnos de uma indústria cerâmica*

 

Sleep quality, physical activity during leisure time and physical effort at work among night workers of a ceramic industry

 

 

Elaine Cristina MarquezeI, II; Marcelo Just da SilvaII; Claudia Roberta de Castro MorenoI

IDepartamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo - USP
IIUniversidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

Contato

 

 


RESUMO

Este estudo teve o objetivo de verificar a relação entre qualidade do sono e atividade física durante o tempo de lazer entre trabalhadores noturnos com um elevado esforço físico no trabalho (média de 14.245; DP 3.456 kcal/semana). Também foi avaliada a relação entre a qualidade do sono e o nível do esforço físico no trabalho. Um total de 19 trabalhadores noturnos de uma indústria cerâmica respondeu o índice da qualidade do sono de Pittsburgh (PSQI) e o questionário internacional da atividade física (IPAQ). Foi calculado o dispêndio calórico total por semana para cada trabalhador através do equivalente metabólico (METs). Os trabalhadores foram distribuídos em dois grupos, de acordo com os escores do PSQI. Foi realizada a análise descritiva dos dados por meio de médias, valores mínimo e máximo, proporções e desvios-padrão. A relação entre qualidade do sono e atividade física foi avaliada pelo teste Mann-Whitney. O grupo de qualidade do sono ruim mostrou nível mais elevado de gasto energético no trabalho que o outro grupo, o que sugere uma relação entre gasto energético no trabalho e qualidade de sono. Distúrbios do sono e sonolência diurna também contribuíram para a qualidade de sono ruim. Esses resultados, embora preliminares, revelam uma tendência de que o elevado esforço físico no trabalho noturno contribui para baixa qualidade de sono.

Palavras-chave: qualidade do sono, atividade física, trabalhadores noturnos.


ABSTRACT

This study aimed at verifying the relationship between sleep quality and physical activity during leisure time among night workers with high physical effort at work (average 14,245; SD 3,456 kcal/week). Also, the relationship between sleep quality and level of physical effort at work was evaluated. A total of 19 night workers of a ceramic industry filled in the Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI) and the International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). The total energy expenditure per week for each worker was expressed by the metabolic equivalent (METs). Workers were distributed in two groups, according to the PSQI scores. We performed the descriptive analysis of data, calculating average, minimum and maximum values, percentages and standard deviations. The relationship between quality of sleep and physical activity was assessed by Mann-Whitney Test. The poor sleep quality group showed higher level of energy expenditure at work than the other group, suggesting a relationship between energy expenditure at work and sleep quality. Sleep disorders and diurnal sleepiness contributed to the poor sleep quality as well. Although these are preliminary results, they indicate that higher physical effort exerted at night work contributes to low sleep quality.

Keywords: sleep quality, physical activity, night workers.


 

 

Introdução

A crescente demanda por trabalhadores do turno noturno vem atender os países industrializados que necessitam de produção e serviços ininterruptamente. Como consequência, trabalhadores invertem o dia pela noite, alterando, assim, seu ciclo vigília-sono. A inversão dos horários de dormir e acordar leva à privação de sono, uma vez que trabalhadores do turno noturno tendem a dormir cerca de duas horas a menos que os do turno diurno (COREN, 1996).

Além de efeitos nocivos à saúde, Reilly e Edwards (2007) afirmam que, quando há privação de sono, episódios de comportamento bizarros ou alucinações são frequentemente percebidas. O trabalho noturno também tem sido com frequência associado a distúrbios de sono (AKERSTEDT et al., 2002). Na população em geral, a prevalência desses distúrbios está entre 35% e 41% (SHERRILL; KOTCHOU; QUAN, 1998).

Mesmo considerando a alta prevalência de distúrbios do sono e seus impactos negativos, o índice de pessoas que recebem tratamento ainda é baixo (MONTGOMERY; DENNIS, 2004). Os tratamentos comumente utilizados são os farmacológicos, embora sua utilização possa trazer complicações, tanto na tolerância, como na dependência (MONTGOMERY; DENNIS, 2004; PASSOS et al., 2007). Já os tratamentos não farmacológicos são indicados por não apresentarem risco de tolerância nem de dependência e também por terem um maior tempo de ação (MONTGOMERY; DENNIS, 2004). Apesar dos tratamentos não farmacológicos mostrarem-se efetivos, a falta de conhecimento e o acesso limitado a esses tratamentos são apontados como os principais motivos para sua não utilização (MONTGOMERY; DENNIS, 2004; PASSOS et al., 2007). Dentre os mais estudados estão higiene do sono, relaxamento muscular, restrição do sono, controle de estímulos, terapia cognitiva, fototerapia e exercício físico (MONTGOMERY; DENNIS, 2004; PASSOS et al., 2007). Especificamente no caso do exercício físico, diversos pesquisadores e organizações de saúde têm recomendado sua prática (LI et al., 2004).

Diversos estudos mostram que o exercício físico está associado ao aumento da duração e da qualidade de sono, bem como à diminuição da latência, da sonolência diurna, dos despertares noturnos, dos distúrbios do sono, do uso de medicamentos ou de álcool (SINGH; CLEMENTS; FIATARONE, 1997; SHERRILL; KOTCHOU; QUAN, 1998; TANAKA et al., 2002; BENLOUCIF et al., 2004; LI et al., 2004; ATLANTIS et al., 2006; GUIMARÃES et al., 2008).

Até maio de 2008, havia no Pubmed 6.732 artigos com a palavra-chave sleep quality (qualidade do sono). Na mesma época, foram encontrados 309 artigos, após a realização de um refinamento com a palavra-chave exercise (exercício). Em outra busca bibliográfica no Pubmed com o descritor Pittsburgh sleep quality índex (Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh - PSQI), que é um instrumento de avaliação da qualidade de sono comumente utilizado, foram encontrados 387 artigos. Neste caso, foi também realizado um refinamento da busca bibliográfica com a palavra-chave exercise, o qual resultou em 14 artigos. Destes 323 artigos (309 da primeira busca e 14 da segunda), apenas 16 eram estudos de campo e/ou estudavam a relação entre qualidade de sono e exercício físico em pessoas com ou sem distúrbios de sono (Quadro 1).

Esses estudos evidenciam que os principais benefícios observados no sono, decorrentes da prática de exercícios físicos, foram: melhora da qualidade do sono, diminuição do tempo de latência e da prevalência de distúrbios do sono, aumento na duração do sono e menor frequência de microdespertares (SHAPIRO; BACHMAYER, 1988; KING et al., 1997; SINGH; CLEMENTS; FIATARONE, 1997; SHERRILL; KOTCHOU; QUAN, 1998; BENLOUCIF et al., 2004; ATLANTIS et al., 2006; GUIMARÃES et al., 2008).

Outros autores, como Elavsky e McAuley (2007) e Imaki et al. (2002), não encontraram melhoras significativas na qualidade de sono relacionadas à prática de exercícios físicos. Além destes, Vuori et al. (1988) afirmam que o exercício físico vigoroso tem um efeito negativo sobre o sono. Esses autores observaram que somente exercícios físicos de intensidade leve ou moderada provocam impacto positivo na qualidade do sono. Geroldi et al. (1996) mostraram ainda que pessoas com histórico de vida profissional com baixo esforço físico apresentaram melhor qualidade de sono em comparação aos que tiveram trabalho com um esforço físico elevado. Em resumo, parece lógico supor que o esforço físico tenha uma influência na qualidade do sono, seja positiva ou não.

Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi verificar a relação entre qualidade do sono e a atividade física no lazer entre trabalhadores noturnos com um elevado esforço físico no trabalho. Também foi avaliada a relação entre a qualidade do sono e o nível do esforço físico no trabalho.

 

Metodologia

População

Este estudo foi realizado com 19 trabalhadores do turno noturno fixo (21h às 05h) de uma indústria cerâmica. Foram incluídos na amostra os trabalhadores com mais de seis meses na empresa e que aceitaram participar voluntariamente da pesquisa.

Todos eram do sexo masculino, com idade média de 36,3 anos (DP 7,4 anos), trabalhavam na empresa em média há 7,1 anos (DP 4,7 anos) e no turno noturno em média há 6,5 anos (DP 4,2 anos). A jornada de trabalho semanal era de 48 horas e 42,1% realizavam horas extras (média de 13 horas por semana).

Os setores de trabalho dos participantes da pesquisa eram: produção (79%), mecânica (10,5%) e operação de máquinas (10,5%). A maioria não possuía outro emprego (94,7%) e era casada (73,7%).

A coleta de dados foi realizada após aprovação do Comitê de Ética da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), de acordo com as normas da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde.

Instrumentos para coleta de dados

Os trabalhadores responderam dois questionários: Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (PSQI) e o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) - versão longa.

O PSQI é um questionário com 19 questões que avalia as características do sono durante o intervalo de um mês. Dezenove itens individuais são agrupados em sete componentes, cada um avaliado em uma escala de 0 a 3 com mesmo peso. A soma dos valores desses componentes constitui o índice PSQI global, que varia entre 0 a 21 pontos. Quando o PSQI global atinge valor igual ou superior a cinco, o avaliado é classificado como portador de sono ruim (BUYSSE et al., 1989).

O IPAQ é um questionário validado no Brasil e é composto por cinco seções: atividade física no trabalho; atividade física como meio de transporte; atividade física em casa, trabalho, tarefas domésticas e cuidar da família; atividades físicas de recreação, esporte, exercício e de lazer; tempo gasto sentado (BARROS; NAHAS, 2003). Cada seção é relacionada ao tempo que o indivíduo gasta fazendo atividade física em uma semana habitual. O equivalente metabólico foi calculado pelo tempo total despendido em cada atividade registrada no IPAQ (AINSWORTH et al., 2000). Para cálculo do dispêndio energético na unidade de Kcal/min, a fórmula 0,0175 kcal/kg/min x MET x massa corporal foi utilizada, na qual 0,0175 kcal/kg/min é equivalente a 1 MET.

Para o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), foram medidas a massa corporal e a estatura dos trabalhadores. O cálculo e a classificação do IMC seguiram o proposto pela Organização Mundial da Saúde (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 1997).

Análise dos dados

Foi realizada a análise descritiva dos dados por meio de médias, valores mínimo e máximo, proporções e desvios-padrão. De acordo com os escores do PSQI, os trabalhadores foram distribuídos em dois grupos: um incluindo os que reportaram qualidade de sono boa e outro incluindo os que reportaram qualidade de sono ruim. A relação entre qualidade do sono e atividade física foi avaliada pelo teste Mann-Whitney.

 

Resultados

A partir da medição da massa corporal e da estatura, calculou-se o Índice de Massa Corporal e constatou-se que onze trabalhadores (58%) apresentaram IMC acima de 25kg/m2; entre esses, 45% foram classificados como 'sobrepeso' e 55% 'obesos grau I'.

A Tabela 1 apresenta a média do gasto energético em cada situação diária identificada pelo IPAQ.

 

 

Observou-se que os trabalhadores possuem uma atividade laboral muito intensa fisicamente, o que representa uma média de gasto energético diário de 2.374 kcal. Vale destacar que o gasto energético diário no trabalho variou entre 2.822 e 7.938 kcal. Outro dado que se destaca é o gasto energético no lazer, sendo o menor gasto energético em relação a todas as seções pesquisadas.

O índice de qualidade do sono de Pittsburgh (PSQI) é composto por sete itens, os quais são chamados de componentes. A Tabela 2 apresenta a descrição desses componentes e os respectivos resultados encontrados.

 

 

A partir da soma dos sete componentes do PSQI, calculou-se a qualidade do sono dos pesquisados. Os dados mostraram que 21% dos trabalhadores possuíam qualidade subjetiva do sono 'boa' e 79% qualidade subjetiva do sono 'ruim'.

A partir da observação de características dos trabalhadores dos dois grupos (boa qualidade de sono e qualidade de sono ruim), notou-se maior gasto energético na atividade física realizada no trabalho, na atividade física habitual total e no escore global do PSQI entre os trabalhadores do grupo de má qualidade do sono. Os resultados da análise mostraram não haver diferenças entre os grupos em relação à idade, IMC, tempo no trabalho noturno e gasto energético no lazer (Tabela 3).

 

 

Os componentes do PSQI que mais contribuíram para a qualidade de sono ruim foram os distúrbios do sono e a sonolência diurna (Tabela 4).

 

 

Discussão

Os resultados deste estudo sugerem que o índice de qualidade do sono varia de acordo com o gasto energético médio no trabalho e nas atividades habituais totais, ou seja, revelam uma tendência de que maior gasto energético contribua para piores índices de qualidade de sono. Essa tendência corrobora o pressuposto de que um elevado gasto energético no trabalho prejudica a qualidade de sono (VUORI et al., 1988; GEROLDI et al., 1996).

O esforço físico dos trabalhadores estudados foi muito elevado no trabalho, uma vez que sua atividade é de alta demanda física. No entanto, no lazer, momento no qual o exercício físico é recomendado para se alcançar bons níveis de condicionamento e consequente melhora da saúde, os pesquisados apresentaram valores inferiores ao recomendado, que é de 2.000 Kcal/semana (NAHAS, 2003). Vale ressaltar que este gasto energético foi o mais baixo em comparação com as demais atividades pesquisadas pelo IPAQ. Este fato talvez ocorra por cansaço excessivo decorrente do trabalho, bem como pela realização do trabalho noturno. Reilly e Edwards (2007) destacam que os trabalhadores em turnos frequentemente possuem dificuldades em organizar suas atividades domésticas e atléticas.

Outro dado relevante é sobre a duração do exercício físico no lazer e sua relação com a melhora do sono. Sherrill, Kotchou e Quan (1998) encontraram, em sua meta-análise sobre o tema qualidade de sono e exercício físico, que o efeito do exercício físico no sono é observado somente entre os que o praticam com mais de uma hora de duração. Shapiro e Bachmayer, já em 1988, publicaram os dados de um estudo transversal realizado com 800 adultos, em que verificaram que o exercício físico praticado pelo menos duas vezes por mês já é fator de proteção para o sono (SHAPIRO; BACHMAYER, 1988).

A não realização de exercício físico no lazer também pode implicar em outros problemas, como, por exemplo, distúrbios músculo-esqueléticos, posto que o trabalho dos pesquisados é essencialmente físico o que exige um bom condicionamento, situação essa provavelmente não presente e corroborada pelo elevado número de trabalhadores classificados como 'sobrepesos' e 'obesos'.

Verificou-se que, dos componentes do PSQI, os distúrbios do sono e a sonolência diurna foram os que mais contribuíram para uma qualidade do sono ruim. Esses dados se assemelham aos encontrados por Konrad (2005) e Osório et al. (2002), que também encontraram esses mesmos componentes influenciando a qualidade do sono.

É importante ressaltar que o tamanho da amostra de trabalhadores estudados e o uso de instrumentos subjetivos, tanto para a qualidade de sono, quanto para o gasto energético, devem ser considerados uma limitação deste estudo.

A má qualidade de sono parece estar relacionada ao maior gasto energético realizado no trabalho. Em outras palavras, os resultados deste estudo, embora preliminares, sugerem a necessidade de se avaliar o gasto energético no trabalho em estudos sobre a qualidade do sono de trabalhadores.

 

Referências

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Contato:
Claudia Roberta de Castro Moreno
Av. Dr. Arnaldo, 715 - São Paulo, SP
CEP 01246-904
E-mail: crmoreno@usp.br

Recebido: 04/06/2008
Revisado: 03/12/2008
Aprovado: 09/12/2008

 

 

* Trabalho apresentado no XI Congresso Brasileiro de Sono, em Fortaleza/CE, de 11 a 14/11/07.

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