Services on Demand
Article
Indicators
Related links
Bookmark
Anais Brasileiros de Dermatologia
On-line version ISSN 1806-4841
An. Bras. Dermatol. vol.77 no.6 Rio de Janeiro Nov./Dec. 2002
http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962002000600002
EDUCAÇÃO MÉDICA CONTINUADA
Nevo melanocítico congênito*
Francisco Macedo Paschoal
Auxiliar de Ensino da Disciplina de Dermatologia da Faculdade de Medicina do ABC. Mestre em Dermatologia pela UNIFESP - EPM
RESUMO
O nevo melanocitico congênito está presente em aproximadamente 1% dos recém nascidos. As lesões classificadas como pequenas e medias são relativamente comuns, ao passo que o nevo gigante, maior que 20 cm no maior diâmetro, é uma condição mais rara cuja a incidência esta estimada em 1 para cada 20 mil nascimentos. As lesões melanociticas congênitas pequenas e médias têm um risco de degeneração maligna baixo, raramente ocorrendo na infância. Por outro lado, estima-se um risco entre 5 a 12 % de um melanoma se desenvolver a partir ou relacionado com um nevo gigante, e de regra, metade dos casos ocorrem antes dos 3 anos de idade. Alem da possibilidade de degeneração maligna, o acometimento neurológico e as implicações psicológicas devido ao aspecto estético são dois aspectos importantes relacionados com as lesões gigantes, influindo também na decisão e na abordagem terapêutica.
Palavras-chave: melanoma; nevo pigmentado.
INTRODUÇÃO
Corresponde ao nevo melanocítico presente desde o nascimento ou que se desenvolve durante a infância a partir de células névicas preexistentes.1 O nevo congênito está presente em aproximadamente 1% dos recém-nascidos. Enquanto os nevos pequenos e médios são relativamente comuns, o nevo gigante, conhecido como nevo em "calção de banho" em sua localização mais típica é uma condição rara, com incidência estimada em 1 para cada 20 mil nascimentos (nevos maiores que 10 cm).2 Nesta situação corresponde a verdadeiros hamartomas cutâneos de nevomelanócitos. Classificar um nevo congênito como gigante não basta para definir qual a conduta que deve ser tomada, havendo vários outros aspectos que necessitam ser levados em consideração.
DISCUSSÃO
Classicamente apresenta as seguintes características microscópicas:1
- presença nos 2/3 inferiores da derme, ocasionalmente se estendendo até o subcutâneo.
- células névicas individuais distribuídas entre as fibras colágenas.
- associação com apêndices cutâneos, nervos e vasos localizados na derme reticular.
Interessante é o fato que o envolvimento da derme está presente desde o período neonatal, contradizendo a hipótese da migração das células névicas no decorrer da infância. Estas células profundas não se modificam com o decorrer da idade.3
O nevo melanocítico congênito pode ser classificado de uma forma arbitrária conforme a medida do seu tamanho na infância: pequeno (< 1,5 cm de diâmetro), médio (1,5 - 20 cm no maior diâmetro) e gigante (> 20 cm de diâmetro).1,4 Porém o mais racional é estabelecer a proporção da superfície cutânea acometida pelo nevos, pois acredita-se que o risco de desenvolvimento de um melanoma seria diretamente proporcional ao tamanho do nevos.
Pode-se afirmar que os três principais problemas relacionados com o nevo melanocítico congênito, sobretudo o nevo gigante são: a possibilidade de transformação maligna, o acometimento neurológico e as implicações relacionadas com o aspecto estético. De todas sem dúvida alguma o mais preocupante é o potencial de malignização.
Geralmente o nevo melanocítico pequeno apresenta células névicas confinado as camadas superiores da derme, ao passo que o nevo melanocítico gigante possui as características histológicas clássicas já descritas. Dessa forma o melanoma que se origina do primeiro tem freqüentemente origem epidérmica. Em contra partida, mais de 2/3 dos melanomas oriundo do nevo gigante se desenvolvem a partir da derme. A origem desses pode ser de melanocíticos localizados em qualquer nível entre a junção dermo-epidérmica e as meninges. Tanto isso é importante que 3/4 dos tumores relacionados com os nevos gigantes não se desenvolvem a partir dos nevos cutâneos, mais sim de melanócitos localizados nos tecidos profundos, notadamente nas meninges.5 20% dos portadores de nevo melanocítico gigante localizado no dorso superior e no segmento cefálico apresentam alterações ao eletroencefalograma4, bem como a ocorrência de melanose meningea assintomática ou paucissintomática. Nesta condição, recomenda-se à realização de um exame neurológico e até mesmo um estudo radiológico (ressonância magnética).4 Infelizmente as possibilidades terapêuticas atuais para a melanose das meninges são praticamente nulas.6
Do ponto de vista prático, devido ao fato da quase totalidade dos melanomas originados dos nevos congênitos pequenos serem epidérmicos, e a incidência de degeneração ser extremamente baixa, a remoção profilática desses nevos não é essencial. De acordo com as evidências atuais, a observação clínica seria capaz de detectar esse tipo de ocorrência.7 Se a decisão for remover esse tipo de nevo, realizá-la após a puberdade seria um ato seguro, pois a transformação maligna raramente ocorre em pré-puberes.8
Todavia, pelo o alto risco de transformação maligna nos nevos melanocíticos gigantes, estimada entre 5% a 20%, a excisão profilática é com freqüência recomendada.6 Dentre as técnicas cirúrgicas de remoção e reconstrução as empregadas são: a exérese parcelada do nevo (forma mais comum quando as lesões estão presentes nas extremidades),9 reconstruções com expansores teciduais (principalmente nos nevos localizados no segmento cefálico, notadamente no couro cabeludo)9 ,10 e enxerto livre. Devemos destacar, entretanto que não raro estes procedimentos são incompletos, necessitando de múltiplas intervenções traumáticas para o portador do nevo, acarretando em alterações funcionais e deformidades secundárias graves.11
A metade dos tumores malignos aparece antes dos 3 anos e são geralmente mortais. Mesmo assim, a ocorrência do melanoma de uma forma geral, (não apenas relacionado com o nevo congênito), antes da puberdade é rara, correspondendo a 0,4% do total dos casos.12 O diagnóstico precoce de um melanoma sobre um nevo gigante é de regra difícil, muitas vezes impossível, devido à cor enegrecida das duas lesões. Outros sinais de transformação maligna, como o desenvolvimento de um tumor ou ulceração, são tardios e geralmente acompanhados de metástases. Devemos considerar também a dificuldade de se estabelecer com exatidão o diagnóstico histopatológico do melanoma na infância. Alguns critérios histológicos foram propostos relacionados com a possibilidade de malignidade:12
- epidermotropismo de células isoladas na periferia da lesão.
- número elevado de mitoses e de atípias citonucleares.
- ausência de maturação das células névicas.
- presença de invasão vascular.
Porém na maioria dos casos este diagnóstico acaba sendo de probabilidade, só podendo ser afirmado com certeza quando associado a metástases. O estudo de marcadores de células tumorais por anticorpos anti-Ki67 pode ser um argumento suplementar na orientação no sentido do diagnóstico de melanoma.7
Infelizmente, com freqüência é impossível de proceder à excisão completa por causa do tamanho desses nevos, e também por apresentarem múltiplas lesões satélites. Mesmo a excisão até a fáscia muscular não elimina completamente o risco do aparecimento do melanoma, visto que essa célula primordialmente neural freqüentemente permanece nos tecidos profundos, sobretudo nas leptomeninges.1 Diferente do nevo congênito pequeno, o risco de degeneração dos nevos gigantes é maior antes dos 10 anos de idade. Portanto para ser profilática, a remoção deverá ser realizada o mais precoce possível. Devemos considerar também a indicação de exérese dos nevos melanocíticos gigantes baseado em razões estéticas e psicológicas.7 Na verdade a maior preocupação dos pais de crianças portadoras de um nevo gigante, principalmente quando localizado em uma área mais exposta do corpo, é com o aspecto estético e seu impacto psicossocial, sobretudo em meninas. Este problema em geral assume uma magnitude tão importante que o médico não pode subestimar. Apesar da impossibilidade da remoção cirúrgica de boa parte dos nevos gigantes, a melhora do aspecto estético por outros meios a serem descritos a seguir pode contribuir na melhora da qualidade de vida, considerando-se, porém as dúvidas que ainda imperam quanto às repercussões sobre o risco de transformação maligna. Os principais métodos empregados para a melhoria do aspecto estético são: a dermoabrasão, a curetagem, o peeling químico com fenol e o laser. Todos produzem a remoção de células névicas presentes na junção dermo-epidermica e na derme superficial. Os que advogam a favor desses métodos justificam que, além da possibilidade de melhoria do aspecto estético, a remoção da pigmentação mais superficial facilitaria o diagnóstico do melanoma que porventura se desenvolva na derme profunda. A recomendação é que se realize o procedimento o mais precoce possível, durante as duas primeiras semanas de vida. Publicações apresentando os resultados com a curetagem,13, 14, 15 dermoabrasão,16 e peeling de fenol17 (fórmula de Baker) não relataram a ocorrência de degeneração maligna nas áreas da pele tratadas. Todavia esses tratamentos não foram isentos de complicações, sendo as principais a cicatrização hipertrófica, a repigmentaçao, e uma porcentagem de resultados estéticos aquém do desejável. Porém existem citações na literatura tentando relacionar o desenvolvimento do melanoma com esses métodos de tratamentos não ortodóxicos,18 sem contar o alto risco do procedimento em si, principalmente quando efetuados em neonatos (hemorragia, infecção secundária, toxicidade cardíaca e renal pelo fenol, etc). Provavelmente as maiores esperanças no tratamento dos nevos gigantes atualmente recaiam sobre o laser. Na literatura encontramos citações do emprego de varias modalidades de laser, desde os ablativos como o CO2,19, 20 aos métodos não ablativos que produzem uma fototermólise seletiva do pigmento melanico, com destruição secundaria da célula nevica, como o Q-switched ruby laser, Nd:YAG laser e Alexandrite laser.21,22,23 Estes produzem um efeito clareador superficial que, apesar da melhora cosmética, dados quanto à taxa de recidiva, podendo mimetizar um melanoma, e o potencial de transformação maligna, ainda demandam estudos de seguimento em longo prazo.21,24,25,26
Possivelmente a melhor conduta frente ao nevo melanocítico congênito intermediário é a realização de uma pequena biopsia incisional ou punch com a finalidade de determinar o padrão histológico de crescimento do nevo. Caso este seja igual ao do nevo adquirido (variante superficial do nevo congênito), a possibilidade de degeneração será muito pequena e, caso ocorra, será epidérmica, podendo ser detectada provavelmente através do seguimento clínico. Porém caso o padrão histológico seja a de um tumor dérmico profundo, um risco significativo estará presente, indicando assim a excisão da lesão o mais precoce possível.
No tocante a dermatoscopia, esta tem um papel limitado na abordagem dos nevos melanocíticos congênitos gigantes. Devido a grande quantidade de pigmento melânico presente nesses nevos, fica sensivelmente prejudicados a observação da lesão com o dermatoscópio, somada ao fato dos nódulos malignos se desenvolverem em uma profundidade não acessível ao dermatoscópio.27 Nos nevos congênitos pequenos e intermediários, quanto maior for o componente superficial (juncional e derme papilar) e mais clara for à lesão, melhores são as possibilidades de seguimento clínico e dermatoscópico com o objetivo de detectar mudanças que podem ou não estar relacionadas com a degeneração maligna da lesão.27
CONCLUSÃO
Pode-se afirmar que a abordagem dos nevos melanocíticos congênitos, em especial dos nevos gigantes, representa um dos grandes desafios a serem vencidos pela ciência no futuro. A criação de organizações congregando pacientes, familiares e simpatizantes sensibilizados pelo problema podem ser úteis no sentido de oferecer um suporte aos portadores das lesões, proporcionar uma melhor compreensão da doença pelos paciente e familiares, e estimular o desenvolvimento de pesquisas.4 
REFERÊNCIAS
1. Kanzler MH, Mraz-Gernhard S. Primary cutaneous malignant melanoma and its precursor lesions: Diagnostic and therapeutic overview. J Am Acad Dermatol 2001;45:260-76. [ Links ]
2. Castilla EE, Dutra MDG, Orioli-Parreiras IM. Epidemiology of congenital pigmented nevi. Incidence rates and relative frequencies. Br J Dermatol 1981;104:307-15. [ Links ]
3. Fenton DA, Mayou B, Atherto D, et al. Histopathology of giant congenital melanocytic naevi: implications for treatment [Abstract]. Br J Dermatol 1987;117(suppl 32):40. [ Links ]
4. Ruiz-Maldonado R, Tamayo L, Laterza AM, Durán C. Giant pigmented nevi: Clinical, histopathologic, and therapeutic considerations. J Pediatric 1992;120:906-11. [ Links ]
5. Rhodes AR, Wood WC, Sober AJ. Nonepidermal origin of malignant melanoma associated with giant congenital nevocellular nevus. Plast Reconstr Surg 1974;53:421-8. [ Links ]
6. Ruiz-Maldonado R. Conduite à tenir vis-à-vis des naevus géants congénitaux. Ann Dermatol Venereol 1999;126:792-4. [ Links ]
7. Benoit-Durafour F, Michel JL, Godard W, et al. Mélanome néonatal sur naevus géant congénital. Ann Dermatol Venereol 1999;126:813-6. [ Links ]
8. Chun K, Vázquez M, Sánchez JL. Malignant melanoma in children. Int J Dermatol 1993;32:41-3. [ Links ]
9. Gosain AK; Santoro TD; Larson DL; Gingrass RP. Giant congenital nevi: a 20-year experience and an algorithm for their management. Plast Reconstr Surg 2001;108(3):622-36. [ Links ]
10. Bauer BS; Few JW; Chavez CD; Galiano RD. The role of tissue expansion in the management of large congenital pigmented nevi of the forehead in the pediatric patient. Plast Reconstr Surg 2001; 107(3):668-75. [ Links ]
11. Perlyn C; Meara JG; Smith JD; Breuing KH; Bartlett R. Secondary reconstruction of a giant congenital lentiginous dermal nevus with serial, large-volume tissue expansion. Ann Plast Surg 1999; 43(5):546-50. [ Links ]
12. Taieb A, Bioulac-Sage P, Maleville J. Mélanoma de l'enfant. Ann Dermatol Venereol 1990;117:139-48. [ Links ]
13. De Raeve LE; Roseeuw DI. Curettage of giant congenital melanocytic nevi in neonates: a decade later. Arch Dermatol 2002; 138(7):943-7. [ Links ]
14. De Raeve LE; De Coninck AL; Dieerickx PR; et al. Neonatal Curettage of Giant Congenital Melanocytic Nevi. Arch Dermatol 1996; 132:20-2. [ Links ]
15. Casanova D; Bardot J; Andrac-Meyer L; et al. Early Curettage of Giant Congenital Naevi in Children. Br J Dermatol 1998; 138:341-5. [ Links ]
16. Rompel R; Moser M; Petres J. Dermabrasion of Congenital Nevocellular Nevi: Experience in 215 Patients. Dermatology 1997; 194:261-7. [ Links ]
17. Hopkins JD; Smith AW; Jackson IT. Adjunctive Treatment of Congenital Pigmented Nevi with Phenol Chemical Peel. Plast Reconstr Surg 2000; 105:1-11. [ Links ]
18. Hori Y; Nakayama J; Okamoto M; et al. Giant Congenital Nevus and Malignant Melanoma. J Invest Dermatol 1989; 92:310S-314S. [ Links ]
19. Kay AR; Kenealy J; Mercer NSG. Successful treatment of a giant congenital melanocytic naevus with the high energy pulse CO2 laser. Br J Plast Surg 1998; 51:22-4. [ Links ]
20. Michel JL; Caillet-Chomel L. Traitment of giant congenital nevus with high-energy pulsed CO2 laser. Arch Pediatr 2001; 8(11):1185-94. [ Links ]
21. Reda AM; Taha IR; Riad HA. Clinical and histological effect of a single treatment of normal mode alexandrite (755 nm) laser on small melanocytic nevi. J Cutan Laser Ther 1999; 1(4):209-15. [ Links ]
22. Imayama S; Ueda S. Long- and short-term histological observations of congenital nevi treated with the normal-mode ruby laser. Arch Dermatol 1999; 135(10):1211-8. [ Links ]
23. Nelson JS; Kelly KM. Q-switched ruby laser treatment of a congenital melanocytic nevus. Dermatol Surg 1999; 25(4):274-6. [ Links ]
24. Duke D; Byers HR; Sober AJ; et al. Treatment of benign and atypical nevi with the normal-mode ruby laser and the Q-switched ruby laser: clinical improvement but failure to completely eliminate nevomelanocytes. Arch Dermatol 1999; 135(3):290-6. [ Links ]
25. Dummer R; Kempf W; Burg G. Pseudo-melanoma after laser therapy. Dermatology 1998; 197(1):71-3. [ Links ]
26. Waldorf HA; Kauvar AN; Geronemus RG. Treatment of small and medium congenital nevi with the Q-switched ruby laser. Arch Dermatol 1996; 132(3):301-4. [ Links ]
27. Stolz W; Braun-Falco O; Bilek P; et al. Atlas Colorido de Dermatoscopia. 2sd ed. Rio de Janeiro. Di-Livros Editora Ltda. 2002:86-8. [ Links ]
Endereço para correspondência
Dr. Francisco Macedo Paschoal
Rua Cardoso de Almeida, 788 cj. 103/104
São Paulo SP 05013 001
frpasch@uol.com.br
Recebido em 30.10.2002.
Aprovado pelo Conselho Editorial e aceito para publicação em 08.11.2002.
* Trabalho realizado no Serviço de Dermatologia da Faculdade de Medicina do ABC
Questões e Resultado das Questões
Assinale a alternativa correta:
1. O nevo melanocítico congênito gigante:
a) Está presente em aproximadamente em 1% dos recém- nascidos
b) É relativamente comum conhecido também como nevo em "calção de banho"
c) Corresponde a verdadeiros hamartomas cutâneos de nevomelanocítos
d) É uma condição rara com incidência estimada e 1 para cada 200 mil nascimentos
e) Desenvolve-se a partir do nascimento
2. O envolvimento da derme no nevo melanocítico congênito gigante:
a) Geralmente se estende aos 2/3 inferiores, ocasional- mente acometendo o subcutâneo
b) Apresenta padrão histológico semelhante ao observa- do no nevo melanocítico adquirido
c) Ocorre após a migração das células névicas localiza das na junção dermo-epidérmica
d) Caracteristicamente os ninhos de células névicas estão distribuídos entre as fibras colágenas
e) Não apresenta associação com os apêndices cutâneos
3. O nevo melanocítico pequeno apresenta de regra a seguinte característica microscópica:
a) Associação com apêndices cutâneos, nervos e vasos
b) Ocasionalmente se estende até o subcutâneo
c) Células névicas individuais distribuídas entre as fibras colágenas
d) Células névicas confinadas as camadas superiores da derme
e) Acometimento dos 2/3 inferiores da derme
4. O estudo radiológico do Sistema Nervoso Central está indicado em qual circunstancia:
a) Em todos os nevos melanocíticos congênitos
b) Em todos os nevos melanocíticos congênitos gigantes
c) Nos nevos gigantes localizados no dorso superior e no segmento cefálico
d) Quando associado a manifestações neurológicas
e) Quando associado a alterações eletroencefalográficas
5. A degeneração maligna no nevo gigante:
a) Geralmente ocorre a partir de células névicas localizadas na junção dermo-epidérmica
b) Raramente desenvolve a partir de células névicas localizadas na derme
c) Apresenta um risco estimado entre 5 a 20%
d) Raramente ocorre em pré-puberes
e) De regra o diagnóstico precoce é fácil de se proceder
6. Possivelmente a melhor conduta frente ao nevo melanocítico congênito intermediário é:
a) A exérese sistemática e precoce
b) Proceder inicialmente uma biopsia incisional
c) Seguimento clínico até a puberdade
d) Caso o padrão histológico seja igual ao de um nevo melanocítico adquirido proceder a exérese o mais precoce possível
e) Seguimento clínico e dermatoscópico
7. A dermatoscopia na abordagem dos nevos melanocíticos congênitos:
a) Apresenta um grande valor, sobretudo no seguimento dos nevos gigantes
b) Método sensível em detectar o processo de degenera- ção ocorrendo nos nódulos profundos
c) Quanto mais profundo for o componente névico mais fácil é a visualização das estruturas pigmentadas como o auxílio do dermatoscópio
d) A grande quantidade de pigmento melânico presente nos nevos gigantes facilita a visualização dermatoscópica
e) Apresenta um papel limitado no nevo gigante
Assinale a alternativa incorreta:
8. Classifica-se nevo melanocítico congênito conforme a medida do tamanho na infância em:
a) Pequeno (< 1,5 cm)
b) Médio (1,5 a 20 cm)
c) Intermediário (10 a 20 cm)
d) Gigante (> 20 cm)
e) NDA
9. Os principais problemas relacionados com o nevo melanocítico congênito gigante são:
a) Dificuldade na abordagem terapêutica
b) Possibilidade de transformação maligna
c) Implicações relacionadas com o aspecto estético
d) Acometimento neurológico
e) Traumatismos e infecções recorrentes
10. O nevo melanocítico congênito pequeno:
a) Apresenta um risco baixo de degeneração maligna
b) Geralmente os melanomas oriundos dos mesmos são epidérmicos
c) A transformação maligna raramente ocorre em pré- puberes
d) A excisão após a puberdade seria um ato seguro
e) A observação clínica raramente diagnóstica a degener ação maligna em fases precoces
11. O melanoma relacionado com o nevo congênito gigante:
a) 3/4 não se desenvolvem a partir dos nevos cutâneos
b) É exclusivamente cutâneo
c) Metade se manifesta antes dos 3 anos de idade
d) Os sinais de transformação maligna são tardios e geralmente acompanhados de metástases
e) Desenvolve-se com freqüência de melanócitos localizados nos tecidos profundos
12. Os critérios histológicos relacionados com a possibilidade de malignidade de um nevo gigante são:
a) Epidermotropismo de células isoladas na periferia da lesão
b) Número elevado de mitoses
c) Número elevado de atípias citonucleares
d) Maturação de células névicas
e) Presença de invasão vascular
13. A abordagem terapêutica do nevo gigante:
a) visa à excisão profilática do nevo
b) elimina completamente o risco de desenvolvimento do melanoma
c) A exérese deverá ser o mais precoce possível
d) Deve considerar as razões estéticas e psicológicas
e) na maioria das vezes os procedimentos cirúrgicos são incompletos
14. Os principais métodos empregados para a melhoria do aspecto estético do nevo gigante com exceção da exérese cirúrgica tradicional são:
a) Dermoabrasão
b) Curetagem
c) Peeling químico com fenol
d) Laser
e) Radioterapia
15. Os métodos terapêuticos empregados para melhoria do aspecto estético dos nevos gigantes:
a) Estão diretamente relacionados com um aumento do risco de degeneração maligna.
b) Recomenda-se a sua realização o mais precoce possível.
c) As principais complicações são a cicatriz hipertrófica e a repigmentação.
d) São procedimentos de alto risco, principalmente quando realizados em neonatos.
e) Demandam estudos clínicos de seguimento a longo prazo
16. O uso do Laser no tratamento dos nevos congênitos:
a) Produzem um efeito clareador superficial e profundo
b) Há citações de uso de Laser ablativos e não ablativo
c) Os métodos não ablativos produzem uma fototermólise seletiva do pigmento melânico
d) Os métodos não ablativos produzem destruição secundária da célula névica
e) Ainda faltam dados quanto à taxa de recidiva e o potencial de indução de transformação maligna
17. A melanose das meninges:
a) corresponde a uma das principais causas de degener ação maligna associada com o nevo gigante
b) pode ser assintomática ou paucissintomática
c) O estudo radiológico está sempre indicado visto as boas possibilidades terapêuticas desta condição
d) Pode estar presente principalmente no nevo gigante localizado no segmento cefálico e dorso superior
e) Corresponde ao principal foco de melanocíticos extra cutâneos
18. Os nevo melanocítico congênito pequeno:
a) Apresenta o mesmo padrão histológico que os nevo gigante
b) Sua medida na infância é inferior ou igual a 1,5 cm no maior eixo
c) A dermatoscopia apresenta-se útil principalmente quanto mais clara e superficial for à lesão
d) A transformação maligna raramente ocorre antes da adolescência
e) a incidência de degeneração maligna é extremamente baixa
19. A classificação do nevo melanocítico congênito pode ser feita de acordo com:
a) o seu tamanho na infância
b) o seu padrão histológico
c) a proporção da superfície cutânea acometida pelo nevo
d) o acometimento extracutâneo
e) NDA
20. O envolvimento da derme no nevo congênito:
a) está presente desde o período neonatal.
b) confinado as camadas superiores no nevo pequeno.
c) corresponde a origem de mais de 2/3 dos melanomas oriundos dos nevos gigantes.
d) é a causa principal de recidiva após tratamento por métodos terapêuticos não convencional.
e) apresenta padrão histológico indistinguível do nevo melanocítico adquirido
Gabarito
Genética Molecular das Epidermólises Bolhosas
2002; 77(5): 519-532
| 1.a | 11.d |
| 2.b | 12.a |
| 3.a | 13.d |
| 4.d | 14.e |
| 5.c | 15.c |
| 6.b | 16.d |
| 7.c | 17.d |
| 8.a | 18.a |
| 9.d | 19.e |
| 10.c | 20.c |










text in English
Curriculum ScienTI