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Anais Brasileiros de Dermatologia

On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.78 no.2 Rio de Janeiro Mar./Apr. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962003000200014 

INFORMES

 

Teses

 

Neurofibromatose: estudo genético-clínico, avaliação quantitativa dos mastócitos e dos componentes da matriz extracelular em neurofibromas, de João Roberto Antônio. Tese apresentada à Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, para obtenção do Título de Doutor em Biologia Médica. São José do Rio Preto - 2001.

 

Orientadora: Profª. Dra. Eny Maria Goloni-Bertollo

 

RESUMO

A neurofibromatose (NF), é uma anormalidade neuroectodérmica constituída por um conjunto de condições com manifestações clínicas que comprometem principalmente a pele, olhos, ossos, sistema nervoso e, eventualmente, com repercussões aos outros órgãos internos. Seu padrão de herança é autossômico dominante e tem sido considerada uma das mais freqüentes na espécie humana com penetrância elevada e expressividade variável. No presente trabalho, estudou-se os aspectos genéticos-clínicos, realizou-se a avaliação quantitativa dos mastócitos e da matriz extracelular em neurofibromas de um grupo de 30 pacientes diagnosticados como NF-1 e comparou-se com o grupo controle constituído de 10 indivíduos normais. A avaliação genético-clínica confirmou o diagnóstico de NF-1 em todos os pacientes. As características principais ou "major" foram os neurofibromas MCCL, nódulo de Lisch e sardas axilares ou inguinais. Os neurofibromas múltiplos e os nódulos de Lisch foram considerados exclusivos de NF-1. A macrocefalia, quando isoladamente, não demonstrou ser suficiente para o diagnóstico de NF-1 e as outras características foram consideradas como complicações.em material obtido de biópsias de pele normal e de neurofibromas desses pacientes, realizou-se 10 cortes histológicos os quais foram submetidos às técnicas de coloração pela hematoxilina-eosina, tricômio de gomori, tricômio do pricrosirius-hematoxilina, impregnação pela prata e hematoxilina-férrica para a avaliação dos componentes da matriz extracelular e pela coloração com o azul de toluidina para a contagem de mastócitos. Houve diferença significativa no número dos mastócitos que encontraram-se aumentados e, quanto a matriz extracelular, apresentou-se alterada em comparação com a pele normal pela alta celularidade associada à elevada densidade dos componentes fibrosos, particularmente do colágeno tipo III, com escassez ou quase ausência de substância fundamental amorfa e ausência de material elástico. Tais achados parecem ter um papel significativo na formação dos neurofibromas e podem colaborar na terapêutica da NF.

 


 

Sífilis e infecção pelo HIV: avaliação dos pacientes cadastrados no laboratório de carga viral do HUCFF - UFRJ de outubro de 1998 a março de 2001, de Giselle Ribeiro Pereira Seabra. Tese apresentada à Universidade Federal do Rio de Janeiro, para obtenção do Título de Mestre em Dermatologia. Rio de Janeiro - 2002.

 

Orientadora: Profa. Dra. Márcia Ramos-e-Silva

 

RESUMO

INTRODUÇÃO: a sífilis e a infecção pelo HIV caminham juntas desde o início da epidemia da SIDA. As interações entre as duas doenças são numerosas.
OBJETIVOS: Avaliar a prevalência da sífilis nos pacientes HIV positivos. Estudar as manifestações clínicas, laboratoriais, o tratamento, a evolução pós-tratamento da sífilis nestes pacientes e correlacionar os achados encontrados com o perfil imunológico - CD4. Avaliar a prevalência acumulada de outras DST.
DELINEAMENTO DO ESTUDO: Coorte retrospectiva.
MATERIAL E MÉTODO: foram pesquisados 1444 prontuários. Destes, foram selecionados e estudados aqueles prontuários de pacientes HIV positivos e com sífilis, que preenchiam os critérios de inclusão preestabelecidos.
RESULTADOS: A prevalência da sífilis nesta população foi de 8,09% (114 prontuários). Noventa e sete prontuários preenchiam os critérios de inclusão e foram estudados. Sífilis latente foi diagnosticada em quase 50% dos casos. O secundarismo foi a apresentação clínica, quando presente, mais freqüente. A associação da sífilis com outras condições ocorreu em 38,1% dos casos, sendo gravidez a mais prevalente. A maioria dos pacientes (60,6%) apresentou VDRL entre 1/16 e 1/64. A evolução pós-tratamento se caracterizou pelo alto número de recaídas (36,2%). Os pacientes classificados como SIDA tiveram mais sífilis clínica, sífilis terciária e neurossífilis; apresentaram titulagens do VDRL mais altas e maior número de paraefeitos com o tratamento instituído. Os pacientes que ainda não tinham evoluído para SIDA tiveram mais sífilis tardia latente, maior número de grávidas e maior abandono. A prevalência acumulada de outras DST nos pacientes portadores de HIV/SIDA e sífilis foi de 61,9%.
CONCLUSÕES: a prevalência da sífilis é alta nesta população. Uma rotina de avaliação do VDRL deve ser sempre seguida. As manifestações clínico-laboratoriais da sífilis, quando presentes, não foram diferentes das comumente observadas de modo geral. Os pacientes classificados como SIDA evoluíram de maneira diferente dos pacientes que ainda não tinham evoluído para SIDA. A prevalência acumulada de outras DST nos pacientes HIV positivos e portadores de sífilis é extremamente alta.

Unitermos: HIV, sífilis, doenças sexualmente transmissíveis.

 


 

Presença do vírus do papiloma humano (HPV) e sua relação com o fenótipo do infiltrado inflamatório em lesões pré-malignas e malignas da mucosa oral, de Shirley Braga Gamonal. Tese apresentada à Fundação Oswaldo Cruz, para obtenção do Título de Mestre em Biologia Parasitária. Rio de Janeiro - 2001.

 

Orientadoras: Dra. Maria da Glória Bonecini de Almeida

Dra. Maria Clara Gutierrez Galhardo

 

RESUMO

O câncer oral atinge cerca de 7% da população mundial. Recentemente, o vírus do papiloma humano (HPV) tem sido associado à carcinogênese oral. O objetivo desse trabalho foi pesquisar o HPV nas lesões pré-malignas da cavidade oral, assim como a relação entre a presença do vírus e o tipo de infiltrado inflamatório dessas lesões. Foram selecionados e incluídos 19 pacientes de um total de 2438 atendimentos, os quais foram divididos de acordo com o diagnóstico clínico e histopatológico: grupo I - lesões malignas, 11 pacientes com carcinoma epidermóide (CEC) e no grupo II - lesões pré-malignas, 8 pacientes, sendo 4 com líquen plano e 4 com leucoplasia. As células do infiltrado inflamatório foram analisadas pela técnica de imunohistoquímica para identificação dos linfócitos T CD4+, linfócitos T CD8+; células dendríticas (D1), macrófagos (D7) e monócitos (M1). A pesquisa do HPV foi realizada através da imunohistoquímica para o HPV 6, 11 e 18 e, pela reação da cadeia de polimerase (PCR). A identificação do sotipo foi através da análise do padrão de polimofirsmo dos fragmentos dos produtos da PCR pelas enzimas de restrição (RFLP). O fenótipo das células inflamatórias foi inespecífico, compatível com processo inflamatório crônico. Não houve diferenças no padrão das células inflamatórias entre os casos positivos e negativos para o HPV. O HPV foi detectado em dois casos de CEC (18,2%). A imunohistoquímica para HPV mostrou co-infecção no caso 4 (9,05%) para o HPV 11 e 18. A PRC detectou um caso (9,05%) positivo (paciente 2). O padrão da RFLP foi compatível com o HPV 26, não havendo realtos prévios de isolamento desse último em CEC oral. Nas lesões pré-malignas não foi evidenciada a presença do vírus. A associação do HPV com o carcinoma epidermóide oral foi compovada, sendo que os dois casos positivos apresentaram um curso mais agressivo e evoluíram para o óbito. O HPV 26, um tipo não isolado previamente na mucosa oral, foi detectado em um carcinoma sem outros fatores de risco envolvidos, devendo dessa forma ser melhor elucidado o papel desse vírus na carcinogênese oral.

 


 

PVitiligo: áreas tratadas por enxertia com raspado cutâneo e estudo da reação de polimerase em cadeia de RNA mensageiro de tirosinase por transcritase reversa, de Carlos D'Apparecida Santos Machado Filho. Tese apresentada à Universidade Federal de São Paulo, para obtenção do Título de Doutor em Dermatologia. São Paulo - 2000.

 

Orientador: Prof. Dr. Fernando Augusto de Almeida

 

RESUMO

Quarenta pacientes com vitiligo - 22 com vitiligo generalizado, 16 com vitiligo segmentar e dói com vitiligo peri-névico submeteram-se a enxertos de pele com uma nova técnica de implante (por raspagem) cutânea) de execução simples. Estudou-se o comportamento da RT-PCR de RNAm em áreas de vitiligo antes e após curetagem ou enxertiade pele. Para análise quantitativa de melanócitos empregou-se a contagem de células claras. Observou-se na evolução que as áreas tratadas com enxertia apresentaram 100% de repigmentação a partir do 30º dia,enquanto as áreas controle apresentaram pigmentação discreta a partir do 4º mês sem significância clínica. Observou-se o aumento estatisticamente significante do número de melanócitos nas áreas enxertadas e aumento sem significância estatística nas áreas controles. A RT-PCR de RNAm de tirocinase mostrou-se negativa em 93,75% das 32 áreas de vitiligo examinadas previamente. Não se observaram diferenças estatisticamente significantes entre a positividade da RT-PCR nas áreas enxertadas (100%) e nas áreas controle curetadas (82,4%). Conclui-se da análise dos resultados que a técnica de enxertos proposta se mostra eficaz na indução da repigmentação através da adição de melanócitos e que mesmo em indivíduos portadores de vitiligo de longa duração, permanecem células inativas capazes de produzir RNAm de tirocinase após estímulo adequado.