SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.78 issue3 author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Anais Brasileiros de Dermatologia

On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.78 no.3 Rio de Janeiro May/June 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962003000300016 

INFORMES

 

Doações

 

A Biblioteca da Sociedade Brasileira de Dermatologia agradece as seguintes doações:

 

Dra. Evódie Inês Fernandes

Fernandes EI. Mastocitose na infância: estudo anátomo-patológico e imuno-histoquímico. Tese de mestrado. Área de concentração: Pediatria. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2002.

Dra. Bertha Miyuki Tamura

Tamura BM. Cantotomia da unha encravada do hálux: estudo imuno-histoquímico da matriz retirada. Tese de mestrado. Área de concentração: Dermatologia. São Paulo: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 2001

Dra. Gisele Bernstein

Bernstein GD. selenium, vitamin E and ultrviolet light on the skin of chicks and hairless mice. Tese de doutorado. Cornell University, 2002.

Dr. Andrelou Fralete Ayres Vallarelli

Vallarelli AFA. Prevenção do câncer da pele: criação de um banco de dados obtidos através do exame dermatológico numa comunidade holandesa no Brasil. Tese de mestrado. Área de concentração: Clínica Médica. Campinas: UNICAMP, 2002.

 

Teses

Mastocitose na infância: estudo anátomo-patológico e imuno-histoquímico, de Evódie Inês Fernandes. Tese apresentada à Universidade Federal do Rio Grande do Sul, para obtenção do Título de Mestre em Pediatria. Porto Alegre - 2002.

 

Orientadora: Dra. Tânia Ferreira Cestari

 

RESUMO

INTRODUÇÃO: A matocitose abrange um grupo heterogêneo de condições crônicas caracterizado pela proliferação excessiva de mastócitos nos tecidos. Os sinais e sintomas clínicos são decorrentes da distribuição anatômica dos mastócitos e do efeito funcional dos mediadores produzidos e liberados por estas células. Na infância, a doença é considerada uma condição benigna na maioria dos casos, cujo comprometimento característico é o cutâneo. As mais freqüentes manifestações na pele são os mastocitomas e a urticária pigmentosa. Lesões cutâneas bolhosas podem manifestar-se e acompanhar todas as formas de mastocitose e quando esta apresentação é a predominante, é denominada de mastocitose bolhosa. O diagnóstico de mastocitose é suspeitado clinicamente e confirmado pela histologia. A demonstração do aumento do número de mastócitos nas lesões cutâneas características se constitui no principal critério diagnóstico. Contudo, este método tem dificuldades técnicas que impedem a adequada reprodutibilidade dos achados, dificultando a elucidação de casos duvidosos e retardando seu tratamento. Considerando as propriedades imunológicas e a importância cínica dos mastócitos reveste-se de maior importância compreender o papel destas células nas doenças, sendo indispensável identificá-las e enumera-las com acurácia nos tecidos.
OBJETIVOS: Quantificar o número de mastócitos marcados com anticorpo monoclonal antitriptase, através de técnica imuno-histoquímica e análise de imagem, em biópsias cutâneas de crianças, com diagnóstico clínico de mastocitose. Descrever os achados histológicos; quantificar o número de mastócitos marcados com o anticorpo antitriptase entre as diferentes expressões clínicas da mastocitose cutânea; comparar o número de mastócitos entre os casos de mastocitose cutânea e mastocitose associada à sintomas sistêmicos e correlacionar as contagens de mastócitos entre os dois diferentes métodos (coloração por Giemsa com contagem manual e marcação com anticorpo antitriptase e análise digital).
MATERIAL E MÉTODO: Foram incluídas no estudo biópsias cutâneas de crianças de 0 a 14 anos, com diagnóstico clínico e histológico de mastocitose. Os casos foram classificados de acordo com a apresentação clínica cutânea em mastocitoma, urticária pigmentosa ou mastocitose bolhosa e assinalada a presença de sintomas sistêmicos associados. Os fragmentos de pele fixados em formalina e embocados em parafina foram cortados e utilizados para diagnóstico histopatológico convencional, corados com hematoxilina-eosina e Giemsa, e para análise imuno-histoquímica com estreptavidina peroxidase marcados com anticorpo antitriptase. A densidade de mastócitos ( número de células por área) foi realizada por um único observador na técnica histológica e através de um sistema de análise de imagem de vídeo no método imuno-histoquímico.
RESULTADOS: Foram avaliados 33 casos de mastocitose, sendo 212 do sexo masculino. Dez casos (30,3%) apresentavam mastocitoma, 21 (63,6%) urticária pigmentosa e 2 (6,1%) mastocitose bolhosa. Todos os casos da amostra foram classificados como tendo mastocitose incipiente e em 6 (18,8%) pacientes pode ser identificada a associação com sintomas sistêmicos. Prurido foi o sintoma mais freqüente, sendo relatado em 21 casos. Em 21 dos 33 casos foi identificada a infiltração de mastócitos na derme, havendo predominância pela região perivascular (p=0,001, teste exato de Fischer). Não houve diferenças significativas entre a presença de infiltrado mastocitário e as várias formas cutâneas de mastocitose ou a mastocitose sistêmica. A presença de eosinófilos foi identificada em 15 casos (45,5%) e em 10 casos associadamente ao infiltrado perivascular de mastócitos. A densidade de mastócitos na técnica histológica, incluindo-se todos os casos, foi 50,00 células/mm2 Não houve diferença significativa das contagens entre os pacientes com mastocitoma e aqueles com urticária pigmentosa, assim como entre pacientes com e sem sintomas sistêmicos associados aos cutâneos. A densidade de mastócitos encontrada com a técnica imuno-histoquímica e contagem por análise de imagem 158,85 células/ mm2. Não houve diferença significativa das contagens entre os pacientes com mastocitoma e aqueles com urticária pigmentosa, assim como entre aqueles com e sem sintomas sistêmicos. Comparando-se a contagem por área (densidade) entre a histologia e a imuno-histoquímica houve uma diferença significativa (p=0,0001 teste não paramétrico de Wilcoxon). A média da diferença entre as contagens foi 199,98 células/mm2 (+ 365,31 DP). Também não houve semelhança, entre os dois métodos, nos grupos mastocitoma e urticária pigmentosa (p=0,005 e p=0,01, respectivamente, teste não-paramétrico de Wilcoxon). Puderam ser identificados 518% a mais de mastócitos com a técnica imuno-histoquímica quando comparada com a histológica.
CONCLUSÕES: O presente estudo permite concluir que: 1) a localização preferencial de infiltração de mastócitos é dérmica e perivascular, não sendo possível identificar diferenças histológicas entre casos de urticária pigmentosa e mastocitoma; 2) o número de mastíocitos marcados com o anticorpo monoclomal antitriptase e contados com análise digital de imagem, em biópsia de pele de crianças com diagnóstico clínico de mastocitose, foi 159 células por milímetro quadrado; 3) a densidade de mastócitos, foi semelhante entre os casos de urticária pigmentosa e mastocitoma e entre os casos com e sem sintomas sistêmicos associados nas duas diferentes técnicas empregadas; 4) o número de mastócitos por milímetro quadrado com a técnica imuno-histoquímica e a contagem através de análise de imagem foi significativamente maior quando comparada com a coloração através de Giemsa e a contagem manual, com uma diferença média entre os dois métodos de 200 células por milímetro quadrado; 5) a densidade de mastócitos com a técnica imunohistoquímica foi significativamente maior tanto nos casos com urticária pigmentosa quanto nos com mastocitoma, quando comparada com a técnica empregada rotineiramente e 6) com a técnica imuno-histoquímica e a contagem através de imagem foi possível identificar 518% a amais de mastócitos quando comparada com a técnica histológica.

 


 

Cantotomia da unha encravada do hálux: estudo imuno-histoquímico da matriz retirada, de Bertha Miyuki Tamura. Tese apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, para obtenção do Título de Mestre em Dermatologia. São Paulo - 2001.

 

Orientador: Dr. Benjamim Golcman

 

RESUMO

Avaliamos 60 pacientes com unha encravada, na faixa etária entre oito e 57 anos (média de 23,3 anos), 31 mulheres e 29 homens e suas profissões. Após as cantotomias, obtivemos 21 peças do primeiro pododáctilo direito lateral, medial 12, esquerdo lateral 36, medial 14, e quatro foram desprezadas por falta da matriz ungueal, totalizando 83 peças cirúrgicas. Preparamos 273 lâminas com coloração hematoxilina e eosina, para controle, e selecionamos 198 lâminas para a imuno-histoquímica. Vinte e uma peças cirúrgicas apresentavam todas as áreas para o estudo e foram marcadas adequadamente pelo marcador imuno-histoquímico Ki-67. calculamos o índice de proliferação celular da pele, de suas matrizes dorsal e ventral, e dorsal e ventral do ângulo. Aplicamos a análise de variância proposta por Friedman, com o objetivo de comparar as cinco regiões. Quando mostrou diferença significante, esta análise foi complementada pelo teste de comparações múltiplas. Concluímos que o número de células proliferativas da matriz ventral é maior que o da pele, que o da matriz dorsal e que o da matriz dorsal do ângulo. A matriz ventral do ângulo possui atividades proliferativas que influem de maneira importante na taxa de recidivas das cirurgias de cantotomia. A cantotomia realizada sem a retirada de toda a região matricial, inclusive no ângulo lateral ou medial, explica porque alguns casos evoluem após alguns meses com o surgimento de um corno cutâneo de características compatíveis com uma acessória lateral à cicatriz cirúrgica anterior.

 


 

Selenium, vitamin E and ultrviolet light on the skin of chicks and hairless mice, of Gisele Bernstein Dietary. Tese apresentada à Cornell University para obtenção de Título de Doutora em Filosofia. Cornell - 2002.

 

RESUMO

In the first study, a basal diet with low levels os Se (0.02 ppm) and no vitamin E (VE) or the same diet supplemented with Se (0.2 ppm) and VE (100 IU/Kg) was fed to chicks to investigate whether dietary Se could reduce skin lipid preoxidation induced by artificial sources of ultraviolet UV light. Chicks fed the supplemented diet had skin and plasma lipid peroxide levels lower when compared to the basal dietary group anda that UV-irradiation did not influence the generation of lipid peroxides in skin and aplasma of chicks. Therefore, these results suggested that dietary supplementation of Se and VE had a protective role against the generation of lipid peroxides in skin and plasma of chicks. In the second study, animals were fed two levels of Se ( 0.02 or 0.2 ppm) and VE ( 0 or 100 IU/Kg ) in a two x two complete factorial desing. Lipid peroxides levels in skin were higher in Se-fed ckicks, when compared to both Basal and VE treatments. Therefore, our results indicate that both antioxidant and prooxidant properties may exist for Se in skin of chicks. Consequently, the next experiment was designed to examine whether selenite and other Se-compounds were capable of including lipid peroxidation in skin. In the third study, chicks were fed two forms of Se (o.2 ppm as Na2SO3 or SeCys ) and VE ( 0,10 or 100 IU/Kg) in a two x three factorial desing. Skin lipid peroxidation in chicks was not affected by dietary treatments. In the fourth study, hairless mice were fed two levels of Se (0.02 or 0.2 ppm ) and VE (10 or 100 IU/Kg ) in a two x two complete factorial desing and were exposed to a single dose of UV light irradiation. Vitamin E-supplemented animals had lower levels of lipid peroxides and increased apoptotic cells in skin. The fifth study was designed to investigate whether adequate (0.2 ppm) or supranitricional (2.5 ppm) dietary Se could affect the generation of skin lipid peroxides. Hairless mice were fed a low-Se basal diet (0.02 ppm) or the same diet supplemented with Se (0.2 or 2.5 ppm) and exposed to either an acute dose or to repeated multiple UV exposures. Dietary se did not reduce the oxidation of protein and lipids in skin. These results may suggested that the antitumorigenic effect of this element might not be through its antioxidative effects.

 


 

Prevenção do câncer da pele: criação de um banco de dados obtidos através do exame dermatológico numa comunidade holandesa no Brasil, de Andrelou Fralete Ayres Vallarelli. Tese apresentada à UNICAMP, para obtenção de Título de Mestre em Clínica Médica. Campinas - 2002.

 

Orientador: Dr. Elemir Macedo de Souza

 

RESUMO

Realizou-se exame dermatológico em duzentos e oitenta e dois alunos com idade entre três e dezessete anos de uma escola particular composta, na sua maioria, por holandeses e descendentes de holandeses, no período de 25 de agosto de 1999 a 30 de maio de 2001. Foi criado um banco de dados após registrarem-se e catalogarem-se as manifestações dermatológicas encontradas no exame. Analisaram-se estatisticamente os resultados e as variáveis de interesse para os riscos que esta população ­ que se manteve fechada, miscigenou a partir da terceira geração com a população autóctone e vive fora do seu habitat natural ­ tem para desenvolver fotoenvelhecimento e câncer de pele. Estabeleceu-se um programa de prevenção contra o câncer da pele após aceitação e interesse demonstrado pela comunidade. Os elementos encontrados neste trabalho estarão à disposição da comunidade e de outros pesquisadores.