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Anais Brasileiros de Dermatologia

On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.78 no.4 Rio de Janeiro July/Aug. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962003000400005 

INVESTIGAÇÃO CLÍNICA, LABORATORIAL E TERAPÊUTICA

 

Estudo retrospectivo de 288 lipoaspirações realizadas no serviço de dermatologia do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo*

 

Retrospective study of 288 liposuctions carried out at the dermatology service of the "Hospital do Servidor Publico Municipal de São Paulo"*

 

 

Yassunobu UtiyamaI; Nilton Di ChiacchioII; Vânia YokomizoIII; Tânia Maria BenemondIII; Ursula MetelmannIV

IMédico Assistente da Clínica de Dermatologia do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo
IIMédico Assistente da Clínica de Dermatologia do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo
IIIMédicas voluntárias da Clínica de Dermatologia do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo
IVMédica residente da Clínica de Dermatologia do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTOS: A lipoaspiração ou lipossucção consiste na remoção cirúrgica de gordura subcutânea. Inicialmente foram realizadas pelo método "seco", sem nenhuma infiltração local de solução anestésica com sérias complicações pós-operatórias. Após a introdução da técnica "tumescente" com a utilização da solução de Klein tornou-se possível realizar cirurgias de lipoaspiração de forma segura.
OBJETIVO: Analisar as cirurgias de lipoaspiração pela técnica tumescente quanto a sexo, idade, localização, volume aspirado, quantidade de gordura retirada, volume de solução anestésica de Klein utilizado e possíveis complicações.
MATERIAL E MÉTODOS:Trata-se de estudo retrospectivo, desenvolvido no período de 1994 a 2000, de 288 cirurgias de lipoaspiração realizadas em 266 pacientes, no ambulatório na Clínica de Dermatologia do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo.
RESULTADOS: Houve nítido predomínio do sexo feminino em relação ao sexo masculino, sendo a faixa etária mais freqüente a de 30-50 anos de idade. As regiões mais freqüentemente lipoaspiradas foram: abdômen, região trocantérica e flancos. A quantidade de gordura aspirada e o volume da solução de Klein injetado variaram conforme a região operada. Não foram observadas complicações no trans e pós-operatório.
CONCLUSÃO: A cirurgia é segura, podendo ser realizada em ambulatório. A solução de Klein permite realizar a cirurgia com anestesia local oferecendo suficiente analgesia intra e pós-operatória, com rápida recuperação. Quando a lipoaspiração é realizada com anestesia tumescente, obedecendo a uma seleção criteriosa dos pacientes, os riscos cirúrgicos são extremamente raros.

Palavras-chave: cirurgia; lipectomia.


SUMMARY

BACKGROUND: Liposuction consists in the surgical removal of subcutaneous fat. Initially, liposuction used to be performed by the "dry" method, without the local infiltration of any anesthetic solution, which led to serious postoperative complications. The introduction of the tumescent technique through the use of Klein solution made it possible to perform safe surgical liposuction.
OBJECTIVE: To analyze liposuction surgery performed through the tumescent technique regarding sex, age, body regions operated upon, quantity of suctioned fat, quantity of removed fat, volume of Klein anesthetic solution injected, and eventual complications.
MATERIAL AND METHOD: This is a retrospective study of 288 liposuction surgeries performed on 266 patients from 1994 to 2000. The surgeries were performed in the ambulatory surgical center of the Dermatology Clinic of Hospital do Servidor Publico Municipal de São Paulo.
RESULTS: Patients' age ranged from ages 20 to 50, and female patients clearly outnumbered male patients. The abdomen (including flanks) and trochanteric region were the most liposuctioned body sites. The quantity of excised fat and the volume of Klein solution injected varied according to the body region operated upon. No complications were observed during intraoperative and postoperative phases.
CONCLUSION: Liposuction is a safe surgical procedure that can be performed in ambulatories. Klein solution permits local anesthesia, providing sufficient anesthesia during intraoperative and postoperative phases as well as quick recovery. When liposuction is performed with the use of tumescent anesthetic upon carefully selected patients, surgical risks are extremely rare.

Key words: surgery; lipectomy.


 

 

INTRODUÇÃO

A lipoaspiração ou lipossucção consiste na remoção cirúrgica de gordura subcutânea, por meio de cânulas submetidas a uma pressão negativa e introduzida por pequenas incisões na pele.1

A lipossucção foi desenvolvida por Giorgio Fisher e seu pai, Arpad, entre 1974 e 1976, quando publicaram seu primeiro trabalho. Mais tarde foi aprimorada e divulgada por Illouz e Fournier, em Paris. Lawrence Field em 1977 foi o primeiro norte-americano a visitar a Europa para estudar a lipoaspiração.2

A lipoaspiração corresponde atualmente a uma técnica simples, rápida, pouco dispendiosa e, quando bem indicada, isto é, em adultos saudáveis com gordura localizada, apresenta excelentes resultados.

No passado as lipoaspirações eram realizadas pelo método "seco", sem nenhuma infiltração líquida, provocando sangramento intenso, com sérias complicações pós-operatórias - hematomas, infecções, embolia gordurosa, trombose e perfurações. Em 1987 Jeffrey Klein publicou a técnica "tumescente" com a utilização da solução de Klein, tornando possível realizar cirurgias de lipoaspiração com anestesia local, de forma segura, dispensando a anestesia geral, de maior risco cirúrgico, dispendiosa e que demanda sofisticada retaguarda técnica e profissional.

Objetivo

O presente estudo visa avaliar as cirurgias de lipoaspiração pela técnica tumescente quanto às variáveis sexo, idade, localização, volume aspirado, quantidade de gordura retirada, volume de solução anestésica de Klein utilizado, possíveis complicações e resultados terapêuticos.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Foi desenvolvido um estudo retrospectivo de 288 lipoaspirações realizadas no Serviço de Dermatologia do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo, no período de 1994 a 2000, todas no ambulatório do hospital.

Os pacientes eram saudáveis, com idade variando de 15 a 78 anos; 261 eram do sexo feminino, e cinco, do masculino.

Foram requisitados os seguintes exames de rotina: ECG, glicemia, uréia, creatinina, hemograma completo com contagem de plaquetas, tempo de sangramento, tempo de coagulação, tempo de protrombina e tempo de tromboplastina parcial ativado. Foram excluídos pacientes diabéticos, hipertensos não controlados, hepatopatas crônicos, nefropatas, cardiopatas, com distúrbios da coagulação ou alguma alteração anatômica importante no local da cirurgia.

Todos foram medicados com antibióticos por via oral entre duas e 12 horas antes da cirurgia e mantidos durante cinco ou sete dias. Os mais utilizados foram do grupo das cefalosporinas e, com menor freqüência, a amoxacilina.

Os locais lipoaspirados foram: abdômen, região trocantérica (culote), flanco, região submentoniana, região interna da coxa, axilas, região interna do joelho, dorso e braço (Gráfico 3).

 

 

 

 

 

 

Alguns pacientes sofreram mais de uma lipoaspiração, enquanto outros combinaram em uma mesma sessão mais de um local como: abdômen + flanco, flanco e região supratrocantérica, etc. Esta casuística inclui 288 procedimentos em 266 pacientes, pois 22 foram aspirados em dois locais.

Foram utilizadas cânulas, que variavam de dois a 4mm, e aparelho de lipoaspiração para as áreas maiores. Para locais de menores proporções, como região submentoniana, axilar e região interna de joelhos, a cirurgia foi realizada por seringa com bico de cateter de 60ml.

Em todos os procedimentos foi feita anestesia local com a técnica tumescente, utilizando a solução de Klein como se segue:

- 1.000ml de soro fisiológico gelado a 0,9%

- 1ml de adrenalina 1/1000

- 25ml de lidocaína a 2% sem vasoconstrictor

- 10ml de bicarbonato de sódio a 10%

Foram quantificados o total da gordura aspirada correspondente ao sobrenadante, a quantidade total aspirada e o volume de solução anestésica utilizada.

Os pacientes foram fotografados antes e 30 dias após o procedimento.

 

RESULTADOS

Dos 266 pacientes 261 (98,12%) eram do sexo feminino, e cinco (1,88%), do sexo masculino. (Gráfico 1)

A idade variou de 15 a 78 anos, e de acordo com as faixas etárias observou-se a seguinte distribuição: (Gráfico 2).

Não se observou nenhum caso de hematoma, seroma ou infecção. Pequenas equimoses consideradas normais pelo grau de manipulação cirúrgica ocorreram em 280 procedimentos (97,2%).

Houve necessidade do uso de analgésicos em apenas cinco pacientes (2%), tendo sido prescrito dipirona ou paracetamol.

Tendo sido recomendado repouso de apenas um dia, o retorno ao trabalho foi permitido entre dois e três dias para serviços que não demandam grande esforço físico.

A quantidade de gordura aspirada variou conforme o paciente e a região lipoaspirada. Foram quantificados o volume total aspirado, a gordura total aspirada (sobrenadante), bem como a quantidade da solução de Klein injetada. Os dados encontrados estão relacionados na Tabela 1 (Figuras 1, 2, 3 e 4).

 

 

 

 

 

 

 

 

DISCUSSÃO

O maior avanço em lipoaspiração ocorreu em 1987, quando Jeffrey Klein desenvolveu a técnica tumescente e o refinamento da lipossucção.3 Essa técnica envolve uma infiltração subcutânea de grande volume de solução, contendo baixa concentração de lidocaína, epinefrina e bicarbonato de sódio com objetivos anestésicos e hemostáticos.8

Foi comprovado que o limite de dose máxima de lidocaína, de 7mg/kg, não se aplicava para as anestesias locais tumescente no tecido adiposo, com a utilização da solução de Klein. O limite seguro proposto era de 35mg/kg, ou seja, cinco vezes acima do convencional. Posteriormente foi comprovado, sendo hoje aceito universalmente, que o limite seguro para lipossucção seria de 55mg/kg.10 Nesta casuística o maior volume utilizado da solução anestésica proposta por Klein foi de 3.000ml, correspondente a 1.500mg de lidocaína, muito aquém da dose máxima de 55mg/kg, se for considerado que, na maioria, os pacientes aqui relatados eram adultos e pesavam acima de 60kg.

O abdômen foi o local que consumiu o maior volume de anestésico (2.000ml em média), correspondendo a 1.000mg de lidocaína, valor que corresponderia a aproximadamente a 17mg/ kg para um paciente de 60 quilos. Não foi observado nenhum sinal de superdosagem, pois os autores utilizaram quantidades inferiores às preconizadas, valorizando a segurança da cirurgia.

Neste estudo quantificaram-se valores mínimos, máximos e médios, o volume da solução anestésica, o volume aspirado e o sobrenadante correspondente à gordura removida. O conhecimento desses dados ajuda o cirurgião a calcular a quantidade de solução tumescente a ser injetada de acordo com a região anatômica.

A liposucção tumescente especificamente utiliza tão somente a anestesia local acima relatada, excluindo o uso de qualquer recurso adicional que traga supressão de consciência ou reflexos.1 Os pacientes não utilizaram sedativo.

Sandal e cols.4 realizaram a anestesia tumescente em 25 casos e demonstraram que a perda sangüínea foi dramaticamente reduzida quando comparada com a provocada pela técnica seca, encontrando-se em média apenas 1% de sangue no volume total aspirado. Anteriormente, com a técnica seca, essa perda era de 30-45%, de tal forma que era preconizada transfusão de sangue quando se aspiravam volumes superiores a 1.500ml. Em todos os 266 pacientes operados no serviço, confirmaram-se os achados de Sandal e cols. Conseqüentemente, complicações decorrentes de sangramento, como hematoma e equimoses de grande extensão, não foram observadas.

A idade média apresentada por Hanke, Bullock e Berstem5 em uma pesquisa feita com 66 cirurgiões dermatologistas em 15.336 pacientes, mostra semelhança com os resultados obtidos pelos autores; 14 - 30 anos com média de 23 anos e 42 - 90 anos com média de 67 anos nos pacientes mais velhos. A maioria da população era do sexo feminino.

Com relação à região aspirada, o estudo também assemelha-se com os dados obtidos na literatura. Pollack,6 em um estudo de 154 casos, relata a maior incidência de lipoaspirações no abdômen, tanto em homens como em mulheres.

Em relação ao volume aspirado, observou-se que a maior quantidade em uma única sessão foi de 1.900ml, na região abdominal. O culote demonstrou-se o local de onde se retirou o maior volume de gordura (sobrenadante) em uma sessão, correspondendo a 1.520ml. O abdômen correspondeu ao local de onde o volume total aspirado (média de 1.000ml) e o sobrenadante (média de 600ml) foram maiores. Pode-se afirmar que as lipoaspirações desse porte (relativamente pequenas e regionalizadas) são bastantes seguras. Berggren9 preconiza a remoção de até 2.000ml de gordura em salas cirúrgicas ambulatoriais. Refere que acima desse valor a cirurgia deve ser efetuada em centro cirúrgico hospitalar, com seleção rigorosa do paciente e maior atenção aos volumes de fluidos de reposição no intra e pós- operatório.

Apesar de a literatura mostrar intercorrências e fatalidades em procedimentos de lipoaspiração Coleman e cols.7 concluem que procedimentos em consultórios privados, com as mesmas condições ambulatoriais, com lipossucção tumescente, têm menor risco de complicações, quando comparados aos efetuados em hospitais. Nesta casuística observaram-se apenas dor e equimose localizada, e os pacientes retornaram para seu domicílio no mesmo dia da intervenção e à atividade profissional em três ou quatro dias. Não se verificou formação de hematomas ou seromas, devido ao cuidado rigoroso de uma tumescência bem feita e à prática de curativo compressivo adequado.

Devido à intensa drenagem que ocorre nas primeiras 24 horas, esses curativos eram trocados no primeiro pós-operatório e mantidos até o sétimo dia de pós-operatório. Os autores acreditam que a segurança do procedimento não está relacionada inteiramente ao local em que são realizadas as cirurgias, mas também à qualidade da técnica tumescente, ao porte da cirurgia e à seleção adequada dos pacientes.

Sabe-se que os acidentes mais sérios relacionados à lipoaspiração são: embolia gordurosa, trombose venosa e perfurações. Essas complicações são mais freqüentes quando se utilizam cirurgias combinadas como a lipoaspiração e dermolipectomia - remoção do panículo adiposo e o excesso da pele. O calibre das cânulas, a tumescência inadequada e erros técnicos podem facilitar a ocorrência de perfurações.

A infecção com a técnica tumescente é rara, devido ao menor sangramento e também à atividade antibacteriana da lidocaína. Embora de uso controverso, utilizou-se antibiótico profilático, principalmente as cefalosporinas. Na maioria das cirurgias administrou-se a cefalexina por via oral na dose de 2g/dia, com início duas a 12 horas antes do procedimento e manutenção por período que variou de cinco a sete dias. Neste estudo não houve caso de infecção.

Foram utilizadas cânulas com calibres variando de dois a 4mm e com comprimento de 13 a 25cm aproximadamente. Em áreas mais extensas, como abdômen e culotes, das quais a retirada de gordura era mais volumosa, utilizou-se o aparelho elétrico de sucção e as cânulas de três a 4mm, com comprimentos de 15 a 20cm, podendo-se em alguns casos utilizar cânulas de 25cm. Observou-se que cânulas abaixo de 3mm não devem apresentar extensão maior do que 15-16cm devido ao constante entupimento, prejudicando assim o andamento da cirurgia.

Para os procedimentos em áreas de menores dimensões, como região submentoniana, axilas, braços e região interna dos joelhos, a sucção é realizada manualmente, utilizando seringas tipo bico de cateter de 60ml, com travas compatíveis para obtenção do vácuo. As cânulas variaram de dois a 3mm de diâmetro com comprimento de 13 a 15cm.

Os resultados obtidos pela avaliação pessoal dos pacientes, por meio de fotos e pelo cirurgião foram considerados como bons e ótimos. Os autores ressaltam, no entanto, que não fizeram uma mensuração padronizada para essas avaliações.

 

CONCLUSÕES

- Houve predomínio do sexo feminino em relação ao masculino. Foram 261 (98,12%) mulheres e cinco (1,88%) homens.

- A idade variou de 15 a 78 anos, sendo que a maior procura por esse procedimento ocorreu na faixa de 30-50 anos, correspondendo a 68,83% dos casos.

- O local mais solicitado para essa intervenção foi o abdômen, com 154 (53,18%) pacientes, seguido dos flancos 41 (14,13%) e região trocantérica 36 (12,41%).

- A maior quantidade de solução anestésica utilizada foi de 3.000ml, em lipoaspiração realizada no abdômen, local que também consumiu em média o maior volume da solução anestésica. Em todos os casos não foram observados nenhum sinal clínico de superdosagem nem efeitos colaterais, caracterizando como muito seguro o volume utilizado da solução de Klein.

- A maior quantidade de gordura retirada em uma única sessão foi 1.520ml (sobrenadante), na região dos culotes (trocantérica). O abdômen correspondeu em média ao local de maior volume retirado de gordura.

- Os resultados terapêuticos avaliados clínica e fotograficamente foram considerados muito bons pelo cirurgião, e o mesmo ocorreu quanto ao grau de satisfação do paciente.

- A cirurgia regionalizada com essa técnica é bastante segura, não tendo havido complicação intra ou pós-operatória.

 

REFERÊNCIAS

1. Coleman WP, Glogau RG, Klein JA, Moy RL, Narins RS, Chuang TY, Farmer E R, Lewis C W, Lowery BJ. Guidelines of care for liposuction. J. Am. Acad. Dermat. 2001; 45 (3): 438-447.        [ Links ]

2. Bank DE, Perez MI. Skin retraction after liposuction in pacients over the age of 40. Dermatol Surg. 1999; 25(9): 673-6.        [ Links ]

3. Lillis PJ. Tumescent Anesthesia. In Roenick and Roenigk's Dermatologic Surgery Principles and Practice. 1996; 2ª ed Ed. Dekker, New York: 41-52.        [ Links ]

4. Sandal F, Amland PF, Bugge JF. Blood loss during liposuction using the tumescent Technique. Aesth Plastic Surg 1994; 18: 157-160.        [ Links ]

5. Hanke CW, Bullock S, Bernstein G. Current status of Tumescent Liposuction in the United States. Dermatol Surg 1996; 22: 595-598.        [ Links ]

6. Pollack S V. Liposuction of the abdomen.The basics . Dermatol Clin 1999; 17 (4): 823-34.        [ Links ]

7. Coleman W P, Hanke W, Lillis P, Bernstein G, Narius R. Does the Location of the Surgery or the Specialty of the Physician Affect Malpractice Claims in Liposuction? Dermatol Surg. 1999; 25 (5): 343-347.        [ Links ]

8. Klein JA. Tumescent Technique for Regional Anesthesia Permits Lidocaine Doses of 35 mg/kg for Liposuction. J Dermatol Surg Oncol 1990;16:248-263.        [ Links ]

9. Ostad A, Kageyama N , Moy R L Tumescent Anesthesia with a lidocaine dose of 55 mg/kg is safe for liposuction. Dermatol Surg 1996;22:921-7.        [ Links ]

10. Berggren RB Liposuction - What it will and won't do. Liposuction Post Graduate Medicine. 1990; 87 (6): 187-195.        [ Links ]

11. Tsai R Y , Lin J Y . Experience of tumescent liposuction in the treatment of osmidrosis. Dermatol Surg 2001; 27 (5): 446-8.        [ Links ]

12. Commons GW, Halperin B, Chang CC. Large volume liposuction: a review of 631 consecutive cases over 12 years. Plast Reconstr Surg 2001; 108 (6): 1753-63.        [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência
Nilton Di Chiacchio
Rua Dr. Cesar, 62 - cj. 12
São Paulo SP 02030-000
Tel.: (11) 6979-8931

Recebido em 05.08.2002
Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 14.05.2003

 

 

* Trabalho realizado no Serviço de Dermatologia do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo.