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Anais Brasileiros de Dermatologia

On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.78 no.5 Rio de Janeiro Sept./Oct. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962003000500009 

CASO CLÍNICO

 

Tinea nigra: relato de seis casos no Estado do Paraná*

 

Tinea nigra: six cases in Parana state*

 

 

Susana GiraldiI; Leide Parolim MarinoniII; Jeanine BertognaIII; Kerstin Taniguchi AbbageI; Vânia Carvalho de OliveiraIII

IMédicas Pediatras com área de atuação em Dermatologia
IIChefe do Serviço de Dermatologia Pediátrica
IIIEx-especializandas em Dermatologia Pediátrica

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Seis casos de Tinea nigra diagnosticados no Serviço de Dermatopediatria do Hospital de Clínicas de Curitiba, UFPR, no período entre 1978 e 2001 são descritos. Trata-se de quatro crianças em idade escolar que tiveram contato com areia da praia e dois adolescentes. Em um dos casos as lesões são de localização plantar bilateral, configurando o primeiro desse tipo relatado na literatura nacional.

Palavras-chave: adolescente; criança; exophiala; fungos; micoses; tinha.


SUMMARY

Six cases of Tinea nigra attended at our Pediatric Dermatology Clinic in Hospital de Clínicas de Curitiba - UFPR from 1978 to 2001 are presented. Four cases are schoolchildren and had contact with sand on a beach and two are adolescents. One with bilateral plantar lesions represents the first case reported in national literature.

Key-words: adolescent; child; exophiala; fungi; mycoses; tinea.


 

 

INTRODUÇÃO

A Tinea nigra (TN) é micose superficial causada por fungo demáceo denominado Phaeoannellomyces werneckii. Esse fungo determina infecção crônica da camada córnea da epiderme, caracterizando o aparecimento de máculas castanho-enegrecidas, de limites bem definidos e assintomáticas. Acomete mais freqüentemente indivíduos jovens, do sexo feminino, e sua localização mais comum é a palmar.1,2

Considerada doença de climas tropicais, a TN foi primeiramente observada no Brasil, no Estado da Bahia, por Alexandre Cerqueira em 1891. Castro Pinto Cerqueira relata casos em 1916. Em 1921, Parreira Horta isola o fungo, denominando-o Cladosporium werneckii em homenagem a Werneckii Machado, dermatologista brasileiro. Em 1970 Von Arx, com base em estudos de conidogênese, modifica o nome do fungo para Exophiala wernekii. Mc Ginnis e cols., em 1985, propuseram um novo gênero para o fungo, denominando-o Phaeoannellomyces wernekii.1,2,3

Neste trabalho relatam-se seis casos de TN no Estado do Paraná e o levantamento bibliográfico dos casos na infância e adolescência publicados na literatura nacional até o ano 2001.

 

RELATO DE CASOS

Caso 1

Paciente do sexo feminino, cinco anos e oito meses, branca, procedente de Campo Largo, município do Paraná. Há seis meses surgiu mancha negra na palma direita, assintomática. Permanecera alguns dias em cidade litorânea do Estado do Paraná, meses antes do aparecimento da lesão. Ao exame, apresentou mancha enegrecida de 0,5cm de diâmetro na palma da mão direita.

Caso 2

Paciente do sexo feminino, 12 anos e três meses, branca, procedente de Navegantes, cidade litorânea de Santa Catarina. Apresenta há dois anos mancha negra na palma da mão direita e há três meses lesão semelhante no terço inferior do antebraço direito, ambas assintomáticas. Ao exame, verificaram-se mancha enegrecida de 4x3cm na palma da mão direita e outra de 2cm de diâmetro no terço inferior do antebraço direito.

Caso 3

Paciente do sexo masculino, quatro anos e 10 meses, branco, procedente de Paranaguá, cidade litorânea do Paraná. Há cinco meses surgiu na palma da mão direita mancha acastanhada de 2,5cm e assintomática.

Caso 4

Paciente do sexo masculino, seis anos, branco, procedente de Curitiba, Paraná. Há quatro meses apresenta na palma da mão direita mancha acastanhada, assintomática, medindo 2,5x1,5cm de diâmetro.

Caso 5

Paciente destra, do sexo feminino, 19 anos, branca, procedente de Curitiba, Paraná. Há seis meses apresenta duas manchas acastanhadas e assintomáticas na planta do pé direito. Ao exame, verifica-se a presença de duas manchas acastanhadas de 3x5 e 3x2cm na planta do pé direito e uma terceira, de 2cm de diâmetro, na planta do pé esquerdo (Figura 1). Permanência prévia de seis semanas em cidade do litoral paranaense.

 

 

Caso 6

Paciente destra do sexo feminino, oito anos, com história de aparecimento, há um ano, de mancha acastanhada e assintomática na palma da mão direita. Ao exame, observa-se mancha acastanhada de 2cm de diâmetro na palma da mão direita. Antecedentes: freqüenta anualmente cidade do litoral paranaense por período de duas semanas.

 

ESTUDO MICOLÓGICO

Em todos os casos o exame micológico direto das escamas das lesões, após clarificadas com KOH 10%, mostrou hifas demáceas, septadas e ramificadas, fragmentos de hifas e células leveduriformes alongadas (Figura 2).

 

 

A cultura em ágar Sabouraud (fase leveduriforme) mostrou na macromorfologia colônias escuras, úmidas e pálidas. Com o envelhecimento da colônia houve o desenvolvimento de uma fase filamentosa, de coloração variando entre oliva e negra. Na micromorfologia (fase leveduriforme) havia presença de blastoconídeos bicelulares pigmentados; e na fase filamentosa, grande quantidade de hifas demáceas septadas (Figura 3). Esses achados confirmam o diagnóstico de feo-hifomicose superficial por Phaeoannalomyces werneekii.

 

 

O raspado das lesões com a cureta em alguns dos casos determinou seu desaparecimento.

Todos os casos foram tratados com derivados imidazólicos tópicos, havendo desaparecimento das lesões em 30 dias.

 

DISCUSSÃO

A TN, micose superficial causada pelo fungo demáceo Phaeoannalomyces werneekii, é considerada doença de climas tropicais. Foi descrita nas Américas do Sul, Central e do Norte, bem como na África e Ásia.2 O fungo da TN pode ser encontrado no solo,2 na areia da praia4-7 e na vegetação.2

Sessenta e cinco casos de TN foram relatados na literatura nacional até o ano 2.001. Deles, 37 foram publicados, e 28 apresentados em congressos. Em 18 desses casos não há menção à idade dos pacientes, demonstrando a dificuldade na obtenção de dados em nosso país.8-12

Dos casos da literatura nacional 31 pacientes tinham idade inferior a 19 anos (Tabela 1), sendo 18 escolares (entre cinco e 13 anos), oito adolescentes (entre 14 e 19 anos) e cinco pré-escolares (entre um e quatro anos). A TN predominou na faixa etária pediátrica, sendo mais freqüente em colegiais.13 Nos casos da literatura mundial, a TN é descrita como sendo mais freqüente em adultos jovens apesar de poder acometer qualquer idade.2,4,5,14 Dos 33 casos estudados por Severo e col., 20 tinham entre quatro e 19 anos, concordando com os achados dos autores.14 A menor idade de acometimento da TN citada na literatura é de dois anos, coincidindo com a literatura nacional.15

No levantamento dos casos revisados houve predomínio do sexo feminino na proporção de 3,1:1 (22 meninas e sete meninos). Dois relatos não faziam constar o sexo do paciente. Os achados dos autores em relação ao sexo são concordantes com a literatura mundial, em que o predomínio da TN é no feminino.2,4,14

Quanto à variável cor, a branca foi a mais freqüente (26 pacientes), o que é concordante com a literatura,2,4,14 seguida da parda (três) e da negra (dois).

Em 23 dos 31 casos estudados, o acometimento era na palma das mãos (direita ou esquerda), em cinco, palmar bilateral, em dois, plantar e em um, no espaço interdigital da mão (Tabela 1). A região mais freqüentemente acometida pela TN, segundo a literatura, é a palmar, o que coincide com os achados do presente estudo.1,2 Mais raramente, outras localizações do corpo, como pescoço,17,18 punho,19 perna,6 região lombar20 e pênis,21 podem ser acometidas.

O Caso 2 aqui relatado apresentava lesão no terço inferior do antebraço, e o Caso 5, na planta dos pés, localização essa muito rara.24 As lesões isoladas são as mais freqüentes,17 embora sejam relatadas na literatura lesões múltiplas de localização palmar.4

Na maioria dos casos descritos de TN as crianças provinham de regiões de clima tropical, ou tinham estado em regiões litorâneas.18,19,20

Três dos casos relatados no Paraná, incluindo os aqui relatados, referiam permanência no litoral paranaense, Baía e praia de Guaratuba e Antonina.17 O Estado do Paraná está localizado na Região Sul do Brasil, de clima subtropical, com várias cidades balneárias em sua extensão litorânea. Dos casos descritos, um residia em Paranaguá, PR e outro em Navegantes, SC, ambas cidades litorâneas. Neste estudo há a possibilidade de os pacientes se terem contaminado pelo contato com a areia da praia. Na literatura internacional os casos descritos nos países de clima temperado relatavam permanência em regiões tropicais, sugerindo que a contaminação pelo fungo se dera nessas regiões.2,15,21

Os diagnósticos diferenciais da TN devem ser realizados com doenças da pele que cursam com manchas de cor castanho-enegrecidas, como impregnação por corantes químicos, graxa ou piche, dermatose negligenciata, lentigos, nevos melanocíticos, melanoma, fitofotodermatose, eritema pigmentar fixo, pinta e doença de Addison.1,2,22

A TN por ser uma micose superficial assintomática pode ser facilmente eliminada pela coleta das escamas e ou fricção durante a higiene, sendo muitas vezes subdiagnosticada. Em alguns dos casos apresentados, o raspado com cureta das lesões determinou seu desaparecimento.42,43

Na publicação de casos isolados na literatura nacional, que incluem os deste relato, a TN foi mais freqüentemente encontrada na idade escolar, o que contrasta com as citações de livros textos. Os achados quanto a sexo, cor e localização foram concordantes com a literatura. Salienta-se a importância da investigação na história clínica da procedência ou permanência em cidades litorâneas, onde possivelmente poderia ocorrer contaminação da pele pelo contato com a areia da praia.

O Caso 5, com lesões plantares bilaterais é o primeiro descrito com essa localização na literatura nacional.

 

AGRADECIMENTOS

Nossos agradecimentos à equipe do Serviço de Análises Clínicas do Hospital de Clínicas - UFPR - Setor de Micologia.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência
Susana Giraldi
Rua Carmelo Rangel,1478 - Seminário
Curitiba PR 80440-050
Tel/Fax: (41) 242-5266
E-mail: sgiraldi@hc.ufpr.br

Recebido em 14.08.2000
Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 14.12.2002

 

 

* Trabalho realizado no Serviço de Dermatologia Pediátrica do Departamento de Pediatria, do Hospital de Clínicas da UFPR, Curitiba, Paraná.