SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.78 issue6Dermatologic alterations in children with Aids and their relation to clinical-immunological categories and viral loadChronic cutaneous Lupus erythematosus: study of 290 patients author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Anais Brasileiros de Dermatologia

On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.78 no.6 Rio de Janeiro Nov./Dec. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962003000600004 

INVESTIGAÇÃO CLÍNICA, LABORATORIAL E TERAPÊUTICA

 

Avaliação do conhecimento quanto a prevenção do câncer da pele e sua relação com exposição solar em freqüentadores de academia de ginástica, em Recife*

 

 

Clarissa da HoraI; Conceição Virgínia Costa BatistaII; Patricia de Barros GuimarãesII; Roberta SiqueiraIII; Sarita MartinsIV

IMédica
IIMédicas Especialistas em Dermatologia
IIIMédica Dermatologista
IVMédica Especialista em Dermatologia, Mestra em Dermatologia

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTOS: O câncer da pele tem aumentado sua prevalência mundial. É importante saber o nível de conhecimento da população recifense.
OBJETIVOS: Diante da carência de dados estatísticos referentes ao conhecimento e prevenção relativos à exposição solar e seus danos, sendo o principal o câncer da pele; conduziu-se um estudo epidemiológico nas principais academias de ginástica da cidade de Recife, PE. O estudo teve como objetivo avaliar o conhecimento dos freqüentadores das academias de ginástica daquela cidade sobre a prevenção e conhecimento relativo ao câncer da pele.
MÉTODOS: Foram aplicados 500 questionários com 22 itens referentes à caracterização individual por meio de dados como idade, sexo, renda familiar, grau de instrução, hábitos relativos à exposição solar. Para análise estatística foi aplicado o teste Qui- quadrado de Pearson. As freqüências das respostas foram agrupadas em gráficos e tabelas que permitiram discutir os resultados e compará-los com a literatura.
RESULTADOS: Verificou-se o predomínio do sexo feminino e da faixa etária abaixo dos 40 anos na amostra. A cor branca prevaleceu em relação à negra. A renda familiar modal ficou acima dos 10 salários mínimos.
CONCLUSÃO: A maioria dos indivíduos conhece os riscos e danos relacionados à exposição solar, assim como também os meios de proteção. Porém os entrevistados expunham-se a esses riscos valendo-se de variadas medidas de proteção.

Palavras-chave: envelhecimento da pele; neoplasias cutâneas.


 

 

INTRODUÇÃO

A incidência do câncer da pele tem aumento em todo o mundo nas últimas três décadas,1,3,4 sendo essa a forma de câncer mais comum. Inúmeras causas têm sido apontadas: mudanças dos hábitos de vida com exposição solar excessiva; rarefação da camada de ozônio;3,10 envelhecimento populacional;8 diagnóstico precoce desses cânceres.8,10 Dentre os fatores fenotípicos que oferecem susceptibilidade ao câncer cutâneo destacam-se: tipo da pele, cor dos olhos e cabelos, presença de sardas e nevus, história pessoal ou familiar de câncer cutâneo.5

A radiação ultravioleta (RUV) é um carcinógeno completo. Inicia o processo de malignização por meio de mutações no DNA e promove o desenvolvimento do câncer por processo inflamatório inerente à exposição UV cumulativa.2

A RUV contribui para o desenvolvimento de ambas as formas de câncer da pele: melanoma e não-melanoma. O câncer não-melanoma está associado à ação solar cumulativa, e o melanoma, a episódios intensos de exposição solar aguda, resultando em queimadura solar.5 Observa se que as manifestações cutâneas apresentam um espectro evolutivo de aparecimento, nesta ordem: queimadura, espessamento da pele, manchas hipercrômicas, rugas finas, rugas profundas, ceratose actínica e câncer da pele.2

 

MATERIAL E MÉTODO

O estudo foi realizado no Serviço de Dermatologia do Hospital das Clínicas da UFPE. Utilizou-se um questionário contendo 22 itens, sendo três abertos e l0 de múltipla escolha. Foram coletados dados de identificação pessoal, características fenotípicas, condição socioeconômica, grau de instrução, conhecimento sobre os efeitos nocivos dos RUVs, práticas de exposição solar inadequadas e medidas preventivas relevantes à fotoexposição e câncer da pele.

Foram respondidos 1.000 questionários por freqüentadores das maiores academias de ginástica na cidade de Recife, dos quais foram analisados 500, número considerado de suficiente valor estatístico.

Realizou-se a análise descritiva dos dados, a fim de avaliar o conhecimento das medidas preventivas em relação à exposição solar a partir da amostra estudada. Foi aplicado o teste Qui-quadrado de Pearson na busca de associações entre algumas variáveis, como grupo etário, sexo e grau de instrução. Todos os testes foram aplicados com o nível de 95% de confiabilidade. Os dados foram analisados pelo software EPIINFO versão 6.00 quanto aos testes de significância.

Os autores observam que o presente trabalho, utilizando amostra de freqüentadores de academias de ginástica, lidou, portanto, com pessoas preocupadas com a saúde e que, em geral, procuram informar-se sobre assuntos a ela relacionados.

 

RESULTADOS

Dos 1.000 questionários aplicados, foram analisados 500. Nem todos os entrevistados responderam a todos os itens; conseqüentemente os percentuais são apresentados a partir do número de indivíduos que respondeu a cada questão.

A distribuição etária dos participantes revelou que 49,1% (n=245) deles estavam entre 20 e 40 anos; 32,1% (n=160) abaixo dos 20 anos; 15,2% (n=76) entre 41 e 60 anos, e 3,6% (n=18) estavam no grupo etário acima dos 60 anos. Sendo assim, a população tinha maior quantidade de adolescentes e adultos jovens, com 62,8% (n=314) mulheres e 37,2% homens (n=186).

As respostas ao item cor da pele demonstraram que 66,8% (n=334) dos entrevistados tinham pele branca, 31,0% (n=155) morena, 1,2% (n= 6) negra e 1,0% (n =5) amarela. Em relação à cor dos olhos, verificou-se que, 74,6% (n=373) dos indivíduos tinham olhos castanhos; 12,4% (n=62) olhos pretos; 10,4% (n=52) olhos verdes e 2,2% (n=11) olhos azuis. Quanto à cor do cabelo, 65,4% (n =327) dos entrevistados tinham cabelos castanhos; 23,6% (n=118) pretos; 10% (n=50) louros e 0,6% (n=3) ruivos. Observou-se, assim, o predomínio de indivíduos de cor clara com cabelos e olhos escuros.

Com relação à renda familiar, 75,4% (n=365) deles recebiam acima de 10 salários mínimos; 15,3% (n=74) entre sete e 10; 6,6% (n=32) entre quatro e seis; e 2,7% (n=13) entre um e três.

Quanto ao grau de escolaridade, somados os indivíduos que haviam cursado os ensinos fundamental, médio e superior, cerca de 99,4% (n =492) dos entrevistados tinham algum nível de instrução. Sendo insignificante o percentual de indivíduos sem escolaridade.

Quando os indivíduos foram questionados sobre danos ou conseqüências da exposição solar, 87,3% (n=426) responderam que os conheciam. Desses as mulheres representaram 65,8% (n=280), e os homens 32,2% (n=146).

Aplicou-se uma questão aberta, em que se indagou quais os efeitos deletérios do sol, e 91,1% das respostas mencionaram o câncer da pele, 19,9%, manchas na pele, e percentuais menores, envelhecimento precoce e insolação (Gráfico 1).

 

 

Quanto à freqüência de exposição solar, o resultado foi o seguinte: 48,5% (n=240) dos sujeitos expunham-se à ação solar eventual; 36,1% (n=179) nos finais de semana; e 15,5% (n=77) diariamente.

Verificou-se uma relação entre idade e freqüência de fotoexposição. À medida que aumentava a idade, decrescia o percentual de indivíduos que se expunham diariamente ao sol. Observou-se maior freqüência de fotoexposição nos indivíduos abaixo de 40 anos, sendo o risco diário mais freqüente nos menores de 20 anos (50,6%).

Observou-se que 72,2% dos entrevistados se expunham ao sol no período crítico das nove às 15h, 24% no início da manhã, e 5,2% após as 15h.

Desses, 79% expõem-se ao sol por lazer, e 10,2%, de forma ocupacional (Gráfico 2).

 

 

Dos que responderam que se protegem do sol 76% (n=368), 43,8% protegem tanto o rosto quanto o corpo, 33,4%, apenas o rosto, e 7,8%, somente o corpo.

A tabela 1 mostra que há associação entre grupo etário e proteção solar. Observou-se que, à medida que a idade aumenta, sobe o percentual de indivíduos que se protegem do sol, bem como que 40,4%(n = 63) dos indivíduos abaixo de 20 anos não utilizam medidas de proteção.

Em relação ao sexo, também encontrou-se uma diferença estatisticamente significativa, apontando que 69,8% (n=179) dos que não se protegem do sol eram do sexo masculino e que 73,4% (n=270) dos que se protegem, do feminino.

Nesse caso proteção solar foi definida como uso de protetores solares, de roupas, chapéus ou bonés.

Os indivíduos foram indagados sobre quais as medidas utilizadas para se proteger contra o sol. As medidas mais freqüentes de fotoproteção foram o protetor solar (92%), óculos escuros (63%) e chapéu (50,5%) (Gráfico 3).

 

 

Dos indivíduos que utilizavam protetor solar, 52,6% estavam no grupo etário de 21 a 40 anos, e 72,1% eram do sexo feminino.

Quanto à freqüência do uso do protetor solar, a maioria 56,8% (n=281) usava durante a exposição ao sol, e somente 29,9% (n=148) diariamente, enquanto 13,3% (n=66) dos entrevistados não o utilizavam em nenhuma ocasião.

Dos que usavam o protetor diariamente, 91,9% (n=136) eram mulheres, e, dos que não usavam em nenhuma ocasião, 80,3% (n =53) eram homens.

A respeito da fonte de orientação para a escolha do protetor solar observou-se que 44,3% seguem a orientação do dermatologista na escolha do protetor solar, e que um percentual semelhante dos indivíduos (41%) utiliza o protetor por auto-indicação (Gráfico 4).

 

 

A investigação sobre uso de bronzeador indicou que esse é um hábito que parece estar sendo diminuído; já que 88,6 (n=437) dos respondentes não usam bronzeador, e 11,4% (n=61) usam. Dos que usam bronzeador, 83,6% (n=51) eram do sexo feminino, apontando diferença estatisticamente significativa em relação ao sexo masculino (Gráfico 5). Em relação ao grupo etário, a maioria (57,4%) está entre 21 e 40 anos (Gráficos 5 e 6).

Quanto ao histórico familiar, 83,9% (n=417) dos entrevistados não apresentavam antecedentes de câncer cutâneo, e 16,1% (n=80) tiveram casos de neoplasias dermatológicas na família.

 

DISCUSSÃO

No presente estudo observou-se o predomínio do sexo feminino, 62,8%, em relação ao sexo masculino, 31,2%. A maioria dos entrevistados era da cor branca com olhos e cabelos escuros (66,8%). A idade predominante estava abaixo dos 40 anos. A renda familiar foi superior a sete salários mínimos em 90,7% dos casos.

Quanto ao conhecimento dos danos relacionados à exposição solar, observou-se que 87,3% dos entrevistados se diziam conhecedores dos efeitos maléficos dessa exposição. Esses resultados foram semelhantes aos obtidos por Martin em seu trabalho realizado no sul da Austrália, segundo o qual 91,5% dos indivíduos sabiam apontar algum dano provocado pelo sol: câncer da pele e, entre suas variações, melanoma.1

Gebert,7 em estudo realizado no Instituto Nacional do Câncer dos EUA, encontrou 77% dos participantes sabedores de que a luz solar aumenta os riscos de câncer cutâneo. Entretanto, nesse mesmo estudo, apenas 10% dos respondentes reduziam ou evitavam a exposição solar.7

À medida que aumenta o nível de escolaridade, do ensino fundamental ao superior, eleva-se o percentual de indivíduos conhecedores dos danos ou conseqüências da fotoexposição.

Dos indivíduos que conheciam os fotodanos, 65,8% eram mulheres. Dos que não conheciam, 58,1% eram homens. Talvez esse fato se deva à maior preocupação do sexo feminino com a estética e os cuidados com a pele.

Na amostra analisada apenas 14% dos entrevistados citou o envelhecimento cutâneo precoce como sendo conseqüência da exposição solar. Porto e Tarlé, citados por Garrido et al., aconselham associar a exposição indevida ao sol às manifestações cutâneas do envelhecimento extrínseco, pela importância social atribuída a essas manifestações, e, por meio de sua prevenção, diminuir os riscos do câncer cutâneo.8

Foi analisado ainda o motivo da exposição solar, se por lazer ou ocupacional, verificando-se que 79% dos participantes tomavam sol em momentos de lazer, e 10,2% por necessidade de trabalho. Correlacionando-se esses resultados com a variável sexo, tem-se que a maioria dos que se expõem por lazer é do sexo feminino (65,9%) e que, dos que se expõem por trabalho, do masculino, embora este último resultado não tenha sido estatisticamente significativo (p < 0,05). Pensa-se que, embora sendo pequena a diferença no percentual, exista realmente uma tendência de a exposição ocupacional ser mais freqüente em indivíduos do sexo masculino.

No presente trabalho 76% das pessoas, de alguma forma, se protegem do sol, enquanto 24% não usam nenhuma medida de proteção solar. Um estudo realizado em clubes de natação nos EUA mostrou que 91% dos clubes tinham um ou mais itens de proteção próximo à piscina (protetor solar, guarda-sol, cobertura...).3

Observou-se que de uma forma geral os adolescentes e jovens não se protegiam ou o faziam de forma inadequada, pois nos resultados apresentados 40,4% dos indivíduos abaixo de 20 anos não usavam nenhuma medida de proteção. Com relação aos que não usavam especificamente o protetor solar, 65,2% tinham abaixo de 20 anos.

Rosemberg et al.3 demonstraram que as crianças não são adequadamente protegidas contra o sol. Esses autores apontam a necessidade de proteção solar adequada na infância e na adolescência. Devido à longa fase de latência para carcinogênese e envelhecimento precoce relacionados à exposição aos RUVs, a intervenção parece ser mais efetiva se iniciada na infância.3,10

A freqüência de exposição solar foi correlacionada com as variáveis idade e sexo. Com relação à faixa etária, observa-se que, à medida que a idade aumenta, o percentual de indivíduos susceptíveis à radiação solar diária diminui. Obteve-se que 83% dos que se sujeitavam à radiação solar diária e 76% dos que se expunham nos finais de semana tinham menos de 40 anos. Esses resultados são preocupantes, pois sabe-se que, embora o aparecimento clínico dos tumores da pele ocorra predominantemente em idades avançadas, é a fotoexposição o maior fator de risco ambiental para o desenvolvimento das neoplasias cutâneas.11,12

Segundo a variável sexo, demonstrou-se que 59,7% dos que se exibem à RUV diariamente eram homens, podendo esse resultado estar relacionado à exposição ocupacional que geralmente é maior nesse gênero.

Entrevistas realizadas em Marseille, a respeito dos hábitos das crianças e adolescentes revelaram que 35% dos infantis com três anos de idade e 45% dos adolescentes passavam mais de 15 horas por semana expostos ao sol no período crítico entre 11 e 16h. Esse trabalho mostrou que 78% das mães de crianças pequenas e 61% dos adolescentes sabem que exposição solar causa fotoenvelhecimento e câncer da pele.13 Esses dados mostram que conhecimento não necessariamente leva a cuidados de segurança relativos à exposição solar.

No presente estudo a principal medida de proteção utilizada foi o protetor solar (92,7%), seguida de óculos escuros (63%) e sombra (50,5%). Um trabalho semelhante realizado na Austrália também obteve como principal medida de proteção utilizada o filtro solar (73,7%), seguido de roupas apropriadas (53,9%) e sombra (15,5%). Nesse trabalho a maior utilização de protetor como medida de prevenção foi atribuída ao baixo custo, ao fato de ser um método simples, fácil de ser utilizado e efetivo.1

No trabalho aqui apresentado também pode ser feita a mesma correlação, já que protetor solar foi a medida mais utilizada, e 70,4% dos entrevistados responderam que o fator preço não interferia na compra do mesmo.

Foi analisada ainda a freqüência do uso do protetor solar, sendo observado que, apesar de um percentual alto (92,7%) usar protetor solar, a freqüência maior de utilização é apenas durante a exposição intencional ao sol (56,8%). Porém, sabe-se que no Nordeste do Brasil o sol é prevalente o ano inteiro, e, mesmo em dias nublados, as nuvens permitem a passagem de 80% da radiação solar, sendo prudente a utilização diária de proteção, que ocorreu em apenas 29,9% dos indivíduos entrevistados.

Verificou-se uma tendência a se reconhecer a importância da indicação dermatológica na escolha do protetor solar, já que 44% dos respondentes seguiram as orientações de seus dermatologistas. Porém, muitas pessoas ainda escolhem sozinhos o protetor solar que utilizam.

Atualmente parece estar sendo abandonado o uso de produtos bronzeadores. Observou-se que apenas 11,4% da amostra os utilizava, e, desses, 83,6% eram mulheres. Essas pessoas provavelmente ainda se prendem ao velho conceito de pele bronzeada ser considerada bonita e "saudável".6

 

CONCLUSÕES

Numa visão geral os indivíduos têm noção dos efeitos maléficos decorrentes da excessiva exposição ao sol, embora se exponham em diferentes freqüências e em horários críticos, havendo maior exposição da população mais jovem e do sexo masculino.

Embora medidas de proteção sejam utilizadas pela maioria da amostra, isso se fez de maneira pouco regular e somente em exposições intencionais ao sol. Já se percebem, entretanto, os resultados dos esforços dos dermatologistas, seja em contato individual nos consultórios ou por meio de campanhas educativas. É preciso aprofundar os conceitos e conhecimentos preventivos e diminuir a incidência e a mortalidade do câncer da pele na população.

Este trabalho traz dados a respeito de uma situação pouco conhecida no Brasil, apesar de ser bastante estudada em outros países.

 

REFERÊNCIAS

1. Martin RH: Relationship between risk factors, knowledge and preventive behaviour relevant to skin cancer in general practice patients in south Australia. Br J Gen Pract. 1995 Jul; 45(396): 365 - 7.        [ Links ]

2. Bergfeld WF. The aging skin. Int J Fertil Womens Med. 1997 Mar - Apr; 42(2): 57 -66.        [ Links ]

3. Rosemberg C; Mayer JÁ; Eckhardt L. Skin cancer education; A national survey of YMCAs. J Community Health. 1997 Oct; 22(5): 373 - 385.        [ Links ]

4. Souvignier ST; Mayer JÁ; Eckhardt L: Educating the public about skin cancer prevention: A role for pharmacists. J Clin Pharm Ther. 1996 Dec; 21(6): 399 - 406.        [ Links ]

5. Armmings SR; Tripp MK; Hermann NB: Approaches to the prevention and control of skin cancer. Cancer Metastasis Rev. 1997 Sep - Dec; 16(3 - 4): 309 - 22        [ Links ]

6. Boutwell WB: The under cover skin cancer prevention project. A community based program in four Texas cities. Cancer 1995 Jan 15; 75(2 Suppl): 657 - 60.        [ Links ]

Gerbert B; Jonhston K; Bleecker T; Mcphee S: Attitudes about skin cancer. Prevention: A qualitative study. J Cancer Educ. 1996 Summer; 11(2): 96 - 101.        [ Links ]

8. Garrido, Lupi, Talhari: Câncer da pele. Copyright by MDSI editora médica e científica LTDA.        [ Links ]

9. Robin mards M.B.B.S., M.P.H., F.R.A.C.P., F.A.C.D.: An Overview of Skin Cancers: Incidence and Causation. Cancer 1995 jan 15; 75(2 suppl): 607-12.        [ Links ]

10. Rhodes AR. Public education and cancer of the skin. What the people need to know about melanoma end non-melanoma skin cancer? Cancer 1995; 75:613-36.        [ Links ]

11. Harper J. Genetics and genodermatoses. Inc: Champion RH, Burton JL, Ebling FSG, editors. Textbook of dermatology . 5th ed. Oxford: Blackwell Scientific Publications, 1992;348-52.        [ Links ]

12. Marks R, Jolley D, Lecatsas S, Foley P. The role of childhood sunlight exposure in development of solar Keratoses and non-melanocytic skin cancer. Med J Aust 1990;152:62-5 .        [ Links ]

13. Grob JJ, Guglielmina C, Gouvernet J, Zarour H, Noé C, Bonerandi JJ. Study of sunbathing habits in children and adolescents: Application to the prevention of melanoma. Dermatol 1993;186:94-8.        [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência
Patricia de Barros Guimarães
Rua da Harmonia 430 / 804
Casa Amarela Recife 52051-390
Tel/Fax: (81) 3441-5792
E-mail: patriciagui@ig.com.br

Recebido em 28.06.2002
Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 08.07.2003

 

 

*Trabalho realizado no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco.