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Anais Brasileiros de Dermatologia

On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.79 no.5 Rio de Janeiro Sept./Oct. 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962004000500015 

INFORMES NEWS

 

 

Doações

 

A Biblioteca da Sociedade Brasileira de Dermatologia agradece as seguintes doações:

Dr. Marco Andrey Cipriani Frade
Úlcera de perna: caracterização clínica e perfil imunohistopatológico da cicatrização na presença da biomembrana de látex natural da seringueira Hevea brasiliensis. Tese de doutorado. Área de concentração: Clínica Médica. Ribeirão Preto, SP: USP, 2003.

Dra. Nora Elizabeth Lorea Gonçalves
Fitofotodermatite experimental em modelo animal. Dissertação de mestrado. Área de concentração: Saúde e Comportamento. Pelotas, RS: Universidade Católica de Pelotas, 2004.

 


 

Teses

 

Úlcera de perna: caracterização clínica e perfil imunohistopatológico da cicatrização na presença da biomembrana de látex natural da seringueira Hevea brasiliensis, de Marco Andrey Cipriani Frade. Tese apresentada a Universidade de São Paulo para obtenção do título de Doutor em Clínica Médica. Ribeirão Preto - 2003.

Orientadora: Profª. Drª Norma Tiraboschi Foss

RESUMO

Úlcera de perna é uma doença muito freqüente na população idosa. Inúmeros são os tipos de curativos atualmente usados para tratamento das úlceras de perna, com diferentes indicações, vantagens e desvantagens, cuja eficácia não está bem esclarecida devido à descontinuidade dos tratamentos e os custos envolvidos em algumas situações. Para avaliar a ação da biomembrana de látex (BML) no tratamento de úlceras de perna, que se comportou como eficiente indutora do tecido de cicatrização. Foram realizadas avaliações clínicas e imunohistopatológicas em 21 doentes, casualmente selecionados, submetidos à aplicação da biomembrana (14 pacientes), comparando com o tratamento clássico (07 pacientes) constituído de pomada com cloranfenicol e enzimas proteolíticas (Fibrase®) com o objetivo de analisar e comparar as alterações histopatológicas e imunohistoquímicas relacionadas aos diferentes tratamentos. Foram coletadas biópsias da lesão antes e 30 dias após os tratamentos. As biópsias foram divididas em dois fragmentos, um deles para o estudo histopatológico e outro congelado a -70°C para análise imunohistoquímica. Os resultados mostram que o uso da biomembrana de látex facilitou os cuidados à lesão aliada ao baixo custo e praticidade de sua aplicação. Adicionalmente, foi observado que a BML induz a uma diferenciação clínica e histopatológica do tecido de cicatrização, com aumento da detecção de fatores de crescimento como VEGF (vascular endothelial growth factor) e TGFb1(transforming growth factor 1) , associada à redução da expressão da enzima iNOS (óxido nítrico-sintase induzida), quando comparado ao tratamento controle. A análise global dos dados sugere que o tratamento com a biomembrana conduz a organização do tecido cicatricial conseqüente à maior produção de fatores de crescimento celular. Dessa forma, a biomembrana se caracteriza como uma boa opção terapêutica para úlcera de perna, devido à praticidade de sua aplicação, baixo custo e alta potencialidade na indução da cicatrização.

 

  Fitofotodermatite experimental em modelo animal, de Nora Elizabeth Lorea Gonçalves. Tese apresentada a Universidade Católica de Pelotas para obtenção do título de Mestre em Saúde e Comportamento. Pelotas - 2004.

Orientador: Prof.º Dr Hiram Laranjeira de Almeida Jr.

RESUMO

FUNDAMENTOS: A fitofotodermatite é definida como uma reação inflamatória e pigmentar da pele, quando ocorre contato com substâncias fotossensibilizantes derivadas de plantas e posterior exposição à luz solar. É uma doença bastante freqüente no nosso meio nos meses de verão, geralmente causada pelo contato com o limão Taiti.
OBJETIVOS: Reproduzir experimentalmente a fitofotodermatite em ratos; identificar se tempos mínimos de exposição de luz solar, quais os tipos de limão e qual a parte do limão (suco ou sumo da casca) a desencadeiam; se o uso de protetor solar impede a reação; se o intervalo de tempo de 24 horas  entre o contato com o limão e a luz solar modifica a reação; realizar estudos histopatológicos.
MÉTODOS: Estudo experimental sendo utilizados ratos albinos (Rattus norwegicus), sempre em número de três. Após pincelar o suco e o sumo da casca estes foram expostos à luz solar durante os tempos de dois e meio, cinco, sete e meio e dez minutos sempre no horário entre 11 e 11:30 horas, na segunda quinzena de fevereiro. Foram utilizados no experimento dois tipos de limão, o Taiti e o Siciliano. Para cada tempo de exposição foram realizadas biópsias com punch de 3mm. Áreas somente com exposição solar e somente com aplicação da fruta foram utilizados como controles.
RESULTADOS: Nos três animais testados sempre houve reação onde foi aplicado o sumo da casca tanto do limão Taiti quanto do Siciliano, e não foi evidenciada  reação onde se aplicou o suco dos limões, nos tempos testados. A reação só foi vista 48 horas após a aplicação. O tempo de dois minutos e meio já foi suficiente para desencadeá-la, a qual foi tempo-dependente (quanto maior o tempo de exposição, mais intensa foi a reação). Os estudos histopatológicos mostraram agressão ao epitélio também tempo-dependente, ocorrendo degeneração hidró­ pica dos queratinócitos. O uso de filtro solar diminuiu a intensidade da reação. A exposição após 24 horas de contato com o limão não reproduziu a reação.
DISCUSSÃO: A fifofotodermatite pode ser reproduzida em modelo animal. No nosso meio a reação é mais freqüente pelo limão Taiti por razões culturais, pois foi também reproduzida com o limão Siciliano. Pelo fato de pouquíssimo tempo de exposição (dois minutos e meio) ser suficiente para desencadear a fitofotodermatite, deve-se alertar a população em geral, do extremo cuidado necessário ao manusear limões, principalmente ao ar livre, pois o uso de filtros solares não a impedem.  Histologicamente é vista degeneração hidrópica dos queratinócitos, sendo compatível com os aspectos clínicos da doença em humanos.