SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.79 issue6Immune response mechanisms to infectionsExpression of the cytokeratins in infectious and parasitic skin diseases associated with epidermal hyperplasia author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Anais Brasileiros de Dermatologia

On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.79 no.6 Rio de Janeiro Nov./Dec. 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962004000600003 

INVESTIGAÇÃO CLÍNICA, EPIDEMIOLÓGICA, LABORATORIAL E TERAPÊUTICA

 

Epidemiologia dos cânceres espinocelulares - Blumenau (SC) - Brasil, de 1980 a 1999*

 

 

Nilton Nasser

Doutor em Dermatologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista em Dermatologia pela SBD e professor titular da disciplina de Dermatologia do Curso de Medicina da Universidade Regional de Blumenau

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTOS: A morbidade dos carcinomas espinocelulares da pele vem aumentando no mundo. No Brasil não existem dados sobre coeficientes de morbidade desses cânceres.
OBJETIVOS: Detectar a morbidade, analisar e classificar os cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio em Blumenau, de 1980 a 1999, segundo as principais características clínicas e histológicas.
MÉTODOS: Foram utilizados exames histopatológicos oriundos dos laboratórios de Blumenau, revisados quanto às variáveis sexo, idade, localização primária e tipo histológico. Os coeficientes de morbidade anuais foram calculados utilizando o número de casos de neoplasias encontradas e a população anual estimada entre 1980 e 1999.
RESULTADOS: Identificaram-se 2.195 tumores, com maior freqüência em homens e na faixa etária acima de 60 anos. A localização primária em áreas expostas foi predominante. Os coeficientes de morbidade encontrados variaram entre 31,1 casos por 100.000 habitantes em 1980 e 86,3 casos por 100.000 habitantes em 1989.
CONCLUSÃO: Os cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio encontrados em Blumenau, de acordo com a idade, localização anatômica e tipos histológicos, têm semelhança com os da literatura, e os coeficientes de morbidade são os únicos encontrados na literatura brasileira pesquisada.

Descritores: carcinoma de células escamosas; epidemiologia; morbidade; neoplasias.


 

 

INTRODUÇÃO

Os cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio ocupam o segundo lugar na incidência dos tumores malignos da pele, aparecendo em todas as estatísticas como responsáveis por cerca de 20% de seu total.1,2,3

Esse é o tumor mais comum em pacientes mais velhos e freqüentemente é o resultado da radiação solar cumulativa durante toda a vida. Outros agentes causais, entretanto, podem dar origem aos cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio.4-7

Devido a essa alta incidência, os estudos de seus tipos, do grau de comprometimento e de sua epidemiologia são importantes para a prevenção e o tratamento precoces desses tumores.

As estatísticas vitais têm seu foco em doenças quase sempre fatais e não incluem muitos dados sobre os cânceres da pele não melanomas: cânceres basocelulares e espinocelulares. Praticamente não há registros de medidas básicas populacionais de morbidade desses cânceres na literatura mundial, pois os cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio aparecem nas estatísticas somados aos cânceres basocelulares e classificados como cânceres da pele não melanoma.8

Scotto, Fears & Fraumeni, em 1983, encontraram 233 casos de cânceres não melanomas/100.000 habitantes/ano, sem especificar os coeficientes relativos aos carcinomas basocelulares e espinocelulares.2

Esperava-se em 1994, nos Estados Unidos da América, que entre 900.000 e 1.200.000 pessoas poderiam desenvolver os cânceres não melanomas da pele.9

No Norte da Austrália foram encontrados coeficientes de morbidade de cânceres não melanomas que variaram de 1.000 a 2.000 casos/100.000 habitantes/ano entre os anos de 1988 e 1990.10-13 Houve aumento da ordem de 51% no número de casos de cânceres espinocelulares da pele entre 1985 e 1990.14

Neste trabalho são analisados os cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio diagnosticados em Blumenau, no período de 1980 a 1999, segundo as principais características clínicas e histológicas, levando em consideração as variáveis sexo, idade, localização primária e tipos histológicos. Foram calculados os coeficientes de morbidade do câncer espinocelular da pele no período entre 1980 e 1999, que, no entanto, devem ser considerados subestimados, uma vez que só foram utilizados dados de exames anatomopatológicos, excluindo-se casos clínicos não verificados laboratorialmente.

Os resultados encontrados permitem mostrar dados inéditos para o Brasil e referenciais para quase toda a Região Sul do país, posto que apresenta população predominante de raça branca exposta a uma grande intensidade de radiação ultravioleta.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Os coeficientes de morbidade de cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio para a cidade de Blumenau foram calculados com base na população anual de 1980 a 1999 estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)15 e levantamento dos casos da doença diagnosticados histopatologicamente nos laboratórios de anatomia patológica da cidade, Laboratório de Citologia, Imunopatologia e Anatomia Patológica (Cipac) e Laboratório Beatriz Moreira Leite (BML Patologia), de 1980 a 1999, no total de 2.195 casos de cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio. Na seleção dos casos foram considerados somente os provenientes do Município de Blumenau para maior fidelidade no cálculo do coeficiente de morbidade.

 

RESULTADOS

Foram encontrados 2.195 casos primários de cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio da pele nos laboratórios de anatomia patológica do município de Blumenau, SC.

A distribuição dos casos segundo o sexo foi de 1.320 casos para o masculino - 60,1% - e de 875 casos para o feminino - 39,9 %.

Os coeficientes de morbidade por 100.000 habitantes/ano relativos aos cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio, entre os anos de 1980 a 1999, são apresentados na tabela 1.

 

 

A tabela 2 evidencia os coeficientes de morbidade de cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio conforme o sexo, notando-se significativa diferença da incidência (cerca de 20% a mais) no sexo masculino em relação ao feminino.

 

 

A idade variou de 19 a 86 anos, e a distribuição por faixa etária mostra maior porcentagem dos tumores acima dos 60 anos (Tabela 3).

 

 

Na tabela 4 verifica-se a percentagem dos cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio conforme a localização primária na pele: 47% dos casos foram encontrados na face, atingindo o total de 78% na cabeça e 22% dos casos no tronco e membros.

 

 

Deve-se observar que a incidência de cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio encontrados na orelha atinge 85% no homem e somente 15% na mulher.

Os cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio encontrados no lábio inferior aparecem com freqüência bem maior nos homens — 87% — em comparação com as mulheres —13%.

A tabela 5 mostra a percentagem de cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio de acordo com o grau de comprometimento encontrado no estudo, tendo sido mais encontrado o bem diferenciado, com 72,3% dos casos, e o moderadamente diferenciado tendo atingido 19,1%; o grau de comprometimento pouco diferenciado somou 5,9% dos casos estudados e o in situ (Bowen), 2,7%.

 

 

As tabelas 6 e 7 mostram a distribuição percentual e numérica dos casos de cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio conforme o grau de comprometimento e segundo sua localização primária.

 

 

 

 

No caso dos cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio com graus de "bem diferenciados" notam-se grande freqüência na face, região pré-auricular (23%) e, altamente diferenciado entre os sexos, a maior no masculino, orelha (90,5%) e lábio inferior (84%).

Quanto aos cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio "moderadamente diferenciados", chama atenção o fato de 100% dos casos encontrados localizados no lábio inferior corresponderem ao sexo masculino.

 

DISCUSSÃO

Encontraram-se 2.195 casos diagnosticados histopatologicamente nestes 20 anos. Trata-se de números absolutos e, portanto, não podem ser comparados com outros números absolutos encontrados em estudos nacionais e estrangeiros.

Foram calculados então os coeficientes de morbidade por 100.000 habitantes/ano, o que permite comparar com outros coeficientes nacionais, até agora inexistentes, e estrangeiros, principalmente os referentes à Austrália e aos Estados Unidos da América.16

Os dados deste estudo não permitem, porém, comparação específica com dados desses países, pois seus coeficientes não são resultado da diferenciação de cânceres não melanomas e de cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio. Os coeficientes aqui obtidos são bem inferiores aos encontrados na Austrália devido ao fato de esse país ter um eficiente registro dos casos de câncer da pele.17

Os coeficientes de morbidade permitem avaliar o aumento ou diminuição da incidência do câncer espinocelular como também de outros, como o basocelular e o melanoma maligno.

Foi detectada neste estudo, relativo ao período entre 1980 e 1999, a diminuição da incidência de 1989 a 1996, de 86,3 para 35,9 casos por 100.000 habitantes. A partir de 1997 e até 1999, houve aumento gradativo, passando de 30,5 para 43,8 casos por 100.000 habitantes por ano.

Essa diminuição pode ser atribuída ao impacto da educação sanitária da população para a prevenção por fotoproteção, mediante campanhas nacionais e locais, lideradas no Brasil pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, entre os anos de 1985 a 1999. Poderia também ter acontecido uma evasão dos pacientes portadores de cânceres da pele para municípios e estados vizinhos ou uma diminuição da realização de exames anatomopatológicos, que são a base numérica deste estudo.

A literatura nacional e internacional mostra que o câncer espinocelular é mais freqüente no homem do que na mulher e chega a afetar os homens até duas vezes mais do que as mulheres.18,19,20

Foram encontrados 60,1% dos cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio em homens, contra 39,9% em mulheres, resultado compatível com a literatura mundial e nacional.18,19,20

A incidência dos cânceres não melanomas aumenta significativamente com a idade, principalmente os espinocelulares da pele e semimucosa do lábio,16 que em Blumenau foram encontrados em 63,7% na população acima de 60 anos e somente 18,3 % abaixo de 50 anos de idade. Nenhum caso foi registrado abaixo de 18 anos, confirmando a raridade de sua ocorrência na infância e adolescência.

Prado encontrou 311 casos de cânceres espinocelulares em seu estudo no Piauí, em 1987, e desses 51,4% em pacientes acima de 60 anos.19

A maioria dos cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio foi encontrada em áreas expostas (78%): cabeça, face e pescoço (Tabela 4), confirmando a literatura mundial encontrada.16-23

Zonas expostas em homens mostram incidência bem maior do que zonas cobertas em mulheres: 85% dos casos de cânceres espinocelulares da pele encontrados na orelha apresentam-se em homens, e 15% em mulheres, o que é devido a um fator epidemiológico importante: o comprimento dos cabelos que cobrem a orelha da mulher, ou seja, proteção natural contra a radiação ultravioleta, principal fator causal na gênese desses tumores.16,18, 21,22,23

Tem-se a ressaltar que os cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio tendem a desenvolver-se em áreas previamente inflamadas ou com cicatrizes.16

Chama atenção (Tabela 4) o fato de que o câncer espinocelular é muito mais comum nos lábios dos homens do que no das mulheres (87% contra 13%), provavelmente ligado ao hábito de fumar, que aumenta o risco desse tipo de câncer da pele, conforme estatísticas24 dos últimos oito anos. Todavia, deve-se lembrar que o uso do batom pelo sexo feminino representa grande proteção à radiação ultravioleta, podendo constituir-se em fator epidemiológico importante na prevenção desse câncer no lábio inferior das mulheres.

A população estudada, residente no Município de Blumenau, SC é em sua maioria caucasiana, descendente de alemães e italianos do norte da Itália; portanto, os tipos de pele mais encontrados são o I e o II (segundo Fritzpatrick).

A radiação ultravioleta que atinge a população de Blumenau, medida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) durante o verão, mostra o UVB-Index de 11,5, mais alto do que em cidades do Brasil mais próximo à linha do Equador, tabela 8, e considerado muito alto, conforme a tabela 9.

 

 

 

 

A radiação ultravioleta é o mais importante fator de risco.16 Os cânceres espinocelulares da pele e semimucosa do lábio são devidos à radiação solar cumulativa, ao contrário dos cânceres basocelulares que são causados por radiações solares intermitentes, particularmente em pessoas com menos de 40 anos, conforme Karagas em 1994.18

O risco do desenvolvimento do câncer espinocelular é maior em brancos, com dificuldades para bronzear, tendência a queimaduras solares, cabelos claros e olhos azuis.4,8,11,18,22,25,26

Quanto maior a radiação UVB maior a incidência dos cânceres da pele, e essa radiação também depende da camada de ozônio, que filtra a radiação ultravioleta.25-28

 

CONCLUSÃO

Em amostra de 2.159 casos de cânceres espinocelulares primários da pele e semimucosa do lábio diagnosticados num período de 20 anos e com os coeficientes de morbidade determinados anualmente foi possível constatar:

1. aumento dos coeficientes de morbidade nos últimos anos;

2. predomínio relevante do sexo masculino;

3. maior incidência acima dos 60 anos de idade e ausência abaixo dos 18 anos;

4. localização primária predominante em áreas expostas;

5. maior freqüência de casos com grau de comprometimento bem diferenciado.

Segundo os dados encontrados neste estudo, conclui-se que a população de Blumenau, branca de fototipos I e II, exposta à intensa radiação solar apresenta grande risco de desenvolver câncer espinocelular.

Esses tumores constituem problema de saúde pública no Município de Blumenau, sugerindo diversas ações no campo da Educação Sanitária para prevenção, diagnóstico e tratamento precoce da doença, aumentando a resolução e evitando casos mais avançados que possam apresentar metástases.

 

REFERÊNCIAS

1. Moan J, Dahlback A, Henriksen T, Magnus K. Biological amplification factor for sunlight induced non-melanoma skin cancer at high latitudes. Cancer Res. 1989;49:5207-5212.        [ Links ]

2. Scotto, J., T. R. Fears, and J. F. Fraumeni. 1983. Incidence of non-melanoma skin cancer in the United States. NIH Pub. no. 83-2433. Bethesda, MD: U.S. Dept. of Health and Human Services, National Institutes of Health.        [ Links ]

3. Wingo PA, Tong T. Cancer statistics. CA Cancer J Clin. 1995; 45:12-3.        [ Links ]

4. Marks R. The epidemiology of non-melanoma skin cancer: who, why and what can we do about it. J Dermatol. 1995;22:853-7.         [ Links ]

5. Gloster HM, Brodland DG. The epidemiology of skin cancer. Dermatol Surg. 1996;22:217-26.         [ Links ]

6. Marks R. Squamous cell câncer. Lancet. 1996;347:735-8.         [ Links ]

7. Goldman GD. Squamous cell cancer: a practical approach. Semin Cutan Med Surg. 1998;17:80-95.        [ Links ]

8. Weinstock MA. Ultraviolet radiation and skin cancer: epidemiologic data from the United States and Canada. In: Young AR, Bjorn LO, Moan J, et al. eds. Environmental UV photobiology. New York: Plenum Press 1993:295-344.        [ Links ]

9. Boring CC, Squires TS, Tong T. Cancer statistics, 1993. CA Cancer J Clin. 1993;43:7-26.        [ Links ]

10. Kricker A, English DR, Randell PL, et al. Skin cancer in Geraldton, Western Australia: a survey of incidence and prevalence. Med J Aust. 1990;152:399-407.        [ Links ]

11. Green A, Battistutta D. Incidence and determinants of skin cancer in a high-risk Australian population. Int J Cancer. 1990;46:356-61.        [ Links ]

12. Stenbeck KD, Balanda KP, Williams MJ, et al. Patterns of treated non-melanoma skin cancer in Queensland - the region with the highest incidence rates in the world. Med J Aust. 1990;153:511-5.        [ Links ]

13. Giles GG, Marks R, Foley P. Incidence of non-melanocytic skin cancer treated in Australia. Br Med J. 1988;296:13-7.        [ Links ]

14. Marks R, Staples M, Giles GG. Trends in non-melanocytic skin cancer treated in Australia: the second national survey. Int J Cancer. 1993;53:585-90.        [ Links ]

15. BRASIL. IBGE. DPE. Departamento da População e Indicadores Sociais. Gerência de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica. Estimativas para as Unidades da Federação obtidas pela Metodologia AiBi, controlada pela projeção Brasil — Revisão 2000 (método dos componentes demográficos). Brasília, 2004.        [ Links ]

16. Weinstock MA. Epidemiology of nonmelanoma skin cancer: Clinical issues, definitions, and classification. J Invest Dermatol. 1994; 102:4—5S.         [ Links ]

17. Nasser N. Incidência de câncer da pele em Blumenau-SC (1980-1990). An bras Dermatol. 1993;68:77-8.        [ Links ]

18. Karagas MR. Occurrence of cutaneous basal cell and squamous cell malignancies among those with a prior history of skin cancer. J Invest Dermatol. 1994; 102:10S—13S,.         [ Links ]

19. Prado, H. Cancer da Pele - Piauí — 1964-1984. II — Carcinoma Espinocelular. An bras Dermatol. 1987;62:147-150.         [ Links ]

20. Sampaio SAP, Castro RM, Rivitti E. Dermatologia Básica. São Paulo, Editora Artes Médicas, 1985.        [ Links ]

21. American Cancer Society: Cancer Facts and Figures-1999. Atlanta, Ga: American Cancer Society, 1999.         [ Links ]

22. Karagas MR, Stukel TA, Greenberg ER, et al.: Risk of subsequent basal cell câncer and squamous cell câncer of the skin among patients with prior skin cancer. JAMA. 1992, 267: 3305-3310.         [ Links ]

23. Drolet BA, Connor MJ. Sunscreens and the prevention of ultraviolet radiation-induced skin cancer. J Dermatol. Surg Oncol. 1992;18:571-576.         [ Links ]

24. Source: Cancer Epidemiology and Prevention, 2nd. ed. Oxford University Press: Oxford, New York. 1996.        [ Links ]

25. Mackie RM, Elwood J, Hawk JLM. Links between exposure to ultraviolet radiation and skin cancer: a report of the Royal College of Physicians. J. R. Coll. Physicians Lond. 1987;21:91-6.        [ Links ]

26. Fritzpatrick TB. The validity and practicality of sun reactive skin types I through VI. Arch Dermatol. 1988;124:869-71.        [ Links ]

27. Urbach F. Geographic pathology of skin cancer. In: Urbach F, ed. Biological effects of ultraviolet radiation. Oxford: Pergamon Press, 1969:635-50.        [ Links ]

28. Silverstone H, Searle JHA. The epidemiology of skin cancer in Queensland: the influence of phenotype and environment. Br J Cancer. 1970;24:235-52.        [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência
Nilton Nasser
Rua Curt Hering, 20 - 3º Andar - Centro
89010-030 Blumenau SC
Tel./Fax: (47) 322-3143
E-mail: ninasser.bnu@terra.com.br

Recebido em 05.01.2004
Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 01.11.2004

 

 

* Trabalho realizado na Universidade Regional de Blumenau