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Anais Brasileiros de Dermatologia

On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.80 no.3 Rio de Janeiro May/June 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962005000300018 

INFORMES

 

 

Doações

 

A Biblioteca da Sociedade Brasileira de Dermatologia agradece as seguintes doações:

 

Flávia Amorim Meira Cavaliere
Estratégias para o exame de contatos de hanseníase: avaliação de desempenho em área urbana endêmica do RJ. Tese de mestrado. Área de concentração: Medicina (Dermatologia). Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2005.

Flávio Barbosa Luz
Retículo-histiocitoses: estudo clínico, histopatológico e imuno-histoquímico de vinte e um casos. Tese de doutorado. Área de concentração: Medicina (Dermatologia). Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2004.

 


 

Teses

 

q Estratégias para o exame de contatos de hanseníase: avaliação de desempenho em área urbana endêmica do RJ, de Flávia Amorim Meira Cavaliere. Tese apresentada a Universidade Federal do Rio de Janeiro para obtenção do título de Mestre em Medicina (Dermatologia). Rio de Janeiro - 2005.

Orientadora: Profª. Drª Maria Leide Wan-Del-Rey de Oliveira

RESUMO

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: Tendo em vista a meta de eliminação da hanseníase de atingir uma prevalência de menos de 1 doente em 10 mil habitantes, a vigilância de contatos, por ser o grupo de maior risco, e o diagnóstico precoce, têm sido prioritários nos programas de controle da doença. Apesar da recomendação atual de examinar todos os contatos intradomiciliares dos casos novos de todas as formas clínicas de hanseníase, o cumprimento desta norma vem sendo negligenciado no país. O município de Duque de Caxias apresenta prevalência e incidência de hanseníase de 6,17 e 4,09 por 10 mil habitantes, indicadores considerados alto e hiperendêmico. A ausência de dados oficiais sobre o exame de contatos nesta região sugere a baixa efetividade desta medida, estimulando o estudo em questão.
OBJETIVOS: Avaliar o desempenho da vigilância de contatos na rotina, em campanhas e visitas domiciliares, realizadas no 2º distrito de Duque de Caxias, quanto à detecção de casos novos e o diagnóstico precoce, utilizando as variáveis: número de casos novos em contatos, número de lesões cutâneas, forma clínica e grau de incapacidade física. Avaliar as taxas de detecção de casos novos e as proporções de formas clínicas precoces encontrados antes e após as intervenções, no 2º distrito e no município. Delineamento do estudo: Estudo de intervenção comunitário, controlado, no 2º distrito de Duque de Caxias em comparação com os demais distritos. Foram 2 intervenções: campanhas de sintomáticos dermatológicos focalizadas, em 2002 e 2003, neste último ano em todo o município, e visitas domiciliares realizadas apenas em 2003. A coleta de dados foi feita a partir do banco SINAN e questionários do projeto. Resultados: As campanhas foram 5 e 10 vezes mais eficientes na detecção de casos em contatos, em relação à rotina em 2002 e às visitas domiciliares em 2003, tendo apresentado percentual de detecção de 13,9 contra 2,5 e 1,3, respectivamente. O diagnóstico precoce, isto é, o grau 0 de incapacidade física, foi alcançado em 100% dos contatos diagnosticados nas campanhas e em 91,7% dos contatos das visitas. Com uma cobertura de 86,6%, as visitas possibilitaram examinar 56,8% dos contatos domiciliares não examinados anteriormente pela rotina. As intervenções em conjunto incrementaram em 100% e 150% a detecção em contatos na área do estudo, tendo produzido efeito em menor escala, no município. O 2º distrito diagnosticou o maior número de casos da forma indeterminada e com grau 0 de incapacidade comparado com os demais distritos, nos anos das intervenções.
CONCLUSÕES: As campanhas mostraram ser uma boa opção em busca do diagnóstico precoce da hanseníase e para a otimização da vigilância dos contatos em área urbana endêmica. Embora as visitas domiciliares tivessem permitido examinar 56,8% dos contatos domiciliares ainda não avaliados na rotina, questões operacionais as tornam factíveis somente através da cobertura do PSF.

 

q Retículo-histiocitoses: estudo clínico, histopatológico e imuno-histoquímico de vinte e um casos, de Flávio Barbosa Luz. Tese apresentada a Universidade Federal do Rio de Janeiro para obtenção do título de Doutor em Medicina (Dermatologia). Rio de Janeiro - 2004.

Orientadoras: Profª Márcia Ramos e Silva
Profª Mayra Carrijo Rochael

RESUMO

Encontradas sob diferentes designações, a retículo-histiocitose multicêntrica, o retículo-histiocitoma cutâneo difuso e o solitário são controversamente vistos, ora como doenças diferentes não relacionadas entre si, ora como a mesma entidade nosológica. A relevância do estudo dessas doenças reside principalmente nos seus importantes diagnósticos diferenciais, em especial com malignidades, na presença constante de lesões inestéticas, e no fato da retículo-histiocitose multicêntrica costumar cursar com artrite mutilante e acometimento variável de órgãos internos, podendo ser fatal. Este estudo foi realizado com o intuito maior de definir o posicionamento nosológico dessas entidades, genericamente conhecidas como retículo-histiocitoses. Para tal, agrupamos 21 casos, sendo cinco de retículo-histiocitose multicêntrica, três de retículo-histiocitoma cutâneo difuso e treze de retículo-histiocitoma cutâneo solitário, para serem estudados os pontos de vista clínico, histopatológico e imuno-histoquímico. O painel de anticorpos utilizados incluiu: CD68, MAC387, fator XIIIa, CD1a, CD34, trombomodulina, CD3 e CD8. Tanto o quadro histopatológico quanto o perfil imuno-histoquímico dos casos estudados apresentaram elementos característicos e não evidenciaram diferenças entre si que permitissem a distinção entre eles. As retículo-histiocitoses (retículo-histiocitose multicêntrica, retículo-histiocitoma cutâneo difuso e retículo-histiocitoma cutâneo solitário) representam um espectro nosológico único dentro das histiocitoses não-Langerhans.

 


 

Errata

No artigo de Anais - 80 anos "1925-2005 Evolução e estado atual da quimioterapia da hanseníase", 2005;80(2):199-202, na página 200 não saiu no rodapé da página a citação referente ao asterisco (*) citado o último parágrafo, junto à referência número 12. Segue abaixo:

* Faget GH, Pogge RC, Johansen FA, Dinan JF, Prejean BM, Eccles CG. The promin treatment of leprosy. Public Health Rep. 1943;58:1729. Apud 12.