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Anais Brasileiros de Dermatologia

On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.80 no.6 Rio de Janeiro Nov./Dec. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962005000700013 

INFORMES

 

 

Doações

 

A Biblioteca da Sociedade Brasileira de Dermatologia agradece as seguintes doações:

 

Marcio Santos Rutowitsch
Steiner D, Lê Voci Francisco, Rutowitsch M. Calvície: um assunto que não sai da cabeça. São Paulo: Limay Editora; 2005.
Wallach D, Tilles G, editors. Dermatologie in France. France: Pierre Fabre Dermo-Cosmétique; 2002.

Gerson Penna
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso. Brasília: Ministério da Saúde; 2005.
Brasil. Ministério de Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de vigilância epidemiológica. 6ª edição. Brasília: Ministério da Saúde; 2005.

Carlos Baptista Barcauí
Células-tronco foliculares na alopecia difusa não-cicatricial. Tese de Doutorado. Área de concentração: Ciências. São Paulo: Universidade Federal de São Paulo, Faculdade de Medicina, 2005.

 


 

Aquisições

 

Burns T, Breathnach S, Cox N, Griffiths C, editors. Rook's textbook of dermatology. 7th ed. New York: Blackwell Science; 2004. 4v

 


 

Tese

 

Células-tronco foliculares na alopecia difusa não-cicatricial, de Carlos Baptista Barcauí.Tese apresentada a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo para obtenção do título de Doutor em Ciências. São Paulo - 2005.

Orientadora: Profa. Dra. Mirian Nacagami Sotto

RESUMO

INTRODUÇÃO: Aproximadamente 7% dos pacientes HIV positivos apresentam alopecia difusa não-cicatricial (ADNC), principalmente nos estágios mais avançados da doença. Neste trabalho analisou-se as alterações histológicas encontradas em cortes transversais de couro cabeludo de pacientes HIV-1 positivos com ADNC, constatou-se a ocorrência de apoptose das células indiferenciadas pluripotencias da protuberância folicular e comparou-se sua incidência com a de couro cabeludo de indivíduos hígidos. Observou-se se houve correlação da freqüência de apoptose com o grau de imunodeficiência apresentado por esses pacientes.
MÉTODOS: Fez-se estudo de tipo caso-controle para comparar os achados histológicos e freqüência de apoptose de células tronco foliculares e células amplificadoras transitórias, da protuberância folicular, através de técnica de dupla marcação com anticorpo anti-citoqueratina 19/TUNEL e técnica imuno-histoquímica com anticorpo anti-caspase 3 clivada, em cortes transversais de couro cabeludo de 15 pacientes HIV-1 positivos com ADNC e de 12 controles sadios. Verificou-se se havia correlação entre freqüência de apoptose, na protuberância folicular, com a contagem de linfócitos T CD4+ no sangue dos pacientes, através do teste de correlação de Pearson.
RESULTADOS: O exame histopatológico demonstrou maior desorganização das fibras colágenas perifoliculares nos casos quando comparados aos controles. A média do número de unidades foliculares foi de 9,2 (+/- 1,1) nos casos e de 9,8 (+/- 1,1) nos controles. A proporção de folículos telógenos foi maior nos casos (7% +/- 6%) do que nos controles (2% +/-12%). Não foi observado infiltrado inflamatório perifolicular em nenhum dos casos e controles. Apoptose de células tronco-foliculares e amplificadoras transitórias na protuberância folicular foi demonstrada pela dupla marcação TUNEL/CK19 em 80% dos casos e em 25% dos controles e , pelo, anticorpo anti-caspase 3 clivada em 61% dos casos e 16% dos controles. Não houve correlação entre a freqüência de apoptose de células da protuberância folicular e níveis de linfócitos T CD4+ no sangue dos pacientes HIV-1 positivos.
CONCLUSÕES: O quadro histopatológico da ADNC de pacientes HIV-1 positivos caracterizou-se pela desorganização estrutural das unidades foliculares e maior número de folículos telógenos quando comparado ao couro cabeludo de indivíduos hígidos sem alopecia. Demonstrou-se apoptose de células indiferenciadas pluripotenciais (células tronco e células amplificadoras transitórias) da bainha radicular externa da protuberância folicular na ADNC de pacientes HIV-1 positivos. Entretanto, a apoptose não parece ser resultante de quadro de foliculite citotóxica, uma vez que não foram observadas alterações inflamatórias em todos os casos estudados. O fenômeno das células indiferenciadas pluripotenciais (células-tronco e células amplificadoras transitórias) presentes na bainha radicular externa, na região da protuberância folicular, foi observado com uma freqüência maior na ADNC de pacientes HIV-1 positivos, do que no couro cabeludo de indivíduos hígidos, sem alopecia. A incidência de apoptose das células indiferenciadas pluripotenciais (células-tronco e células amplificadoras transitórias), presentes na região da protuberância folicular, do couro cabeludo de pacientes HIV-1 positivos com ADNC, não guardou relação com o grau de imunodepressão desses pacientes.

 


 

Livros

 

Calvície: um assunto que não sai da cabeça
Autores: Denise Steiner, Francisco Lê Voci, Márcio Santos Rutowitsch
São Paulo: Limay Editora
2005.

Nunca se falou tanto sobre a inteiração entre saúde e estética. Um assunto repleto de polêmicas, prós e contras, que reacende discurssões que avançam até os limites éticos da Medicina.

Neste quadro, um tema parece transpor estas diferenças de opinião, transitando por um terreno de senso comum entre médicos e pacientes: a queda de fios de cabelos (alopecia). Aqui a saúde e a estética convivem em harmonia, junto à Ciência, para encontrar soluções possíveis e inovadoras.

Para aprofundar este tema, a Galderma, em conjunto com a T&T Inteligência de Marketing e sob a coordenação de três médicos dermatologistas que assinam como autores deste livro, promoveu uma pesquisa qualitativa entre pacientes e médicos dermatologistas, especialistas no tratamento e diagnóstico desta patologia, em São Paulo.

As entrevistas com os pacientes foram feitas em grupos, divididos por sexo e faixa etária; as dos médicos aconteceram, de forma individual, em seus consultórios. Os resultados desta pesquisa estão retratados nas páginas seguintes, sob a supervisão e coordenação da Limay Editora.

Nesta publicação, o leitor vai encontrar numa linguagem simples e direta, em forma de tópicos comentados que facilitam a leitura e a consulta, as opiniões, impressões e sentimentos de que convive com a queda de fio de cabelo diariamente.

Temos certeza de que este amplo universo de informações atualizadas servirá, com ponto de referência, para acrescentar novas visões para um problema que não sai da cabeça de muitos médicos e pacientes.

Esta publicação é uma prestação de serviços exclusiva da Galderma para os médicos e pacientes. Uma empresa sintonizada em unir saúde e estética para o bem-estar de todos, com transparência e rigor científico.

 

Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso
Brasília: Ministério da Saúde
2005.

É com grande satisfação que a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde apresenta a 5ª edição do Guia de Bolso de Doenças Infecciosas e Parasitárias. Assim como nas edições anteriores, essa revisão observou todos os manuais e normas técnicas daquelas doenças que são objeto de intervenção do Ministério da Saúde. Conta, portanto, com a participação de vários técnicos do Ministério e especialistas da área.

A obra é especialmente dirigida aos médicos que necessitam obter, em sua prática do dia-a-dia, informações atualizadas sobre aspectos clínicos, epidemiológicos e medidas de prevenção e controle das doenças que se encontram sob monitoramento devido à sua potencialidade de causar danos à saúde dos indivíduos e de se tornar um problema de saúde pública.

As transformações demográficas, ambientais e sociais que ocorrem no mundo criam condições para o constante surgimento de novas formas de expressão de doenças já conhecidas anteriormente e para emergência de novas doenças. Essa realidade exige o permanente fortalecimento de uma rede de vigilância epidemiológica que incorpore os hospitais de referência para doenças transmissíveis, as unidades hospitalares voltadas para o atendimento pediátrico e de urgências, os laboratórios de saúde pública, centros de saúde e ambulatórios, com capacidade de monitorar os perfis epidemiológicos e suas alterações, detectando prontamente, investigando e adotando medidas eficazes de prevenção e controle. Um dos objetivos deste Guia de Bolso é de ampliar a participação dos médicos nessas ações, tornando o sistema mais sensível para diagnosticar as doenças com importância epidemiológica, perceber comportamentos inusitados e novas síndromes e que seja mais precioso e oportuno no desencadeamento de medidas de prevenção e controle.

O guia de Bolso, vem se somar às demais publicações da Secretaria de Vigilância em Saúde, a exemplo do Guia de Vigilância Epidemiológica, obra de referência fundamental para todos aqueles que desenvolvem ações de vigilância epidemiológica e da revista de Epidemiologia e Serviços da Saúde, editada trimestralmente com artigos e análises sbre o quadro sanitário do país e os resultados de estudos e pesquisas nas diversas áreas da epidemiologia. Estas e outras publicações da SVS estão disponíveis para que se amplie o conhecimento e a utilização das práticas de vigilância e da metodologia epidemiológica nos serviços de saúde.

Jarbas Barbosa da Silva Jr.
Secretário de Vigilância em Saúde.

 

Guia de vigilância epidemiológica
Brasília: Ministério da Saúde
2005

O Brasil vem acumulado importantes vitórias na área de vigilância epidemiológica, prevenção e controle de doenças, e exemplo da erradicação da poliomielite e eliminação do sarampo. Apesar dos desafios ainda presentes, há no cenário mundial o reconhecimento de que nosso país situa-se entre os que têm avançado na consolidação das atividades essenciais de Saúde Pública, tendo inclusive, neste campo, contribuído com as experiências exitosas na Região das Américas.

Certamente, a consciente participação dos profissionais de saúde tem representado papel vital para o alcance deste reconhecimento. Para tanto, um dos instrumentos tem sido a constante atualização dos conhecimentos que propiciam o avanço técnico das ações de vigilância e controle de doenças transmissíveis.

A presente publicação sintetiza grande parte deste conhecimento de forma clara para que as ações preconizadas pelo Sistema Único de Saúde nesta área sejam executadas pelos sistemas locais com eficiência e efetividade, com vistas ao aperfeiçoamento contínuo do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde e cumpre uma das missões mais importantes da esfera federal da gestão do Sistema Único de Saúde: disponibilizar para toda a rede de serviços informações e procedimentos, à luz do atual estado da arte, com vistas à promoção e proteção da saúde coletiva, bem como à prevenção de doenças que colocam em risco indivíduos ou grupos populacionais.

Assim, tenho grande alegria em oferecer a todos os profissionais da rede de serviços do SUS a 6ª edição do Guia de Vigilância Epidemiológica produzido pelo Ministério da Saúde/Secretaria de Vigilância em Saúde.

Saraiva Felipe
Ministro do Estado da Saúde